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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

POLÍTICA - Temer não pode permanecer como Presidente.

247 – Não foi só Geddel Vieira Lima que pressionou o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, a liberar uma obra ilegal em Salvador, que agride o patrimônio histórico da capital baiana.
Em seu depoimento à Polícia Federal, Calero afirmou que Michel Temer também o pressionou a liberar o espigão de 107 metros de altura, onde Geddel tem um imóvel de R$ 2,4 milhões.
Eis um trecho de seu depoimento:
"Que na quinta, 17, o depoente foi convocado pelo presidente Michel Temer a comparecer no Palácio do Planalto; que nesta reunião o presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado 'dificuldades operacionais' em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU [Advocacia-Geral da União], porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução (...) Que, no final da conversa, o presidente disse ao depoente 'que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão'".
Apesar de todas as evidências de que Geddel agiu em interesse próprio, Temer decidiu blindá-lo.
Hoje, o jornal O Globo, um dos principais responsáveis pelo golpe parlamentar de 2016, pediu a demissão de Geddel (leia aqui), o que deixa no ar uma dúvida: pedirá de Temer também?

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