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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

POLÍTICA - Nervos à flor da pele.

Nervos à flor da pele no Planalto

sururu
Alguém pode explicar por que, se tudo vai tão bem, se a economia está crescendo – como assegura Henrique Meirelles – e se o governo tem maioria para aprovar o que quiser, mesmo a absurda indicação de Alexandre de Moraes para o STF, porque é que os integrantes do núcleo do Governo estão agindo da maneira apavorada que estão?
O líder de Temer no Senado, Romero  Jucá, solta aquela delicadeza “é todo mundo na suruba” sobre o foro privilegiado e Moreira Franco, o “Angorá” de Temer, cujo ingresso na “suruba” foi garantido com sua nomeação ao Ministério, diz que o líder do Governo não fala em nome do Governo.
E ainda acena com a historinha de que não haverá “enquadramento” das bancadas na reforma da Previdência, dizendo que o PMDB “não tem tradição leninista”. Jura, Moreira? Coitado do Lênin, tira ele dessa…
Eliseu Padilha some por uns dias com uma crise de pressão alta. José Serra, o primeiro tucano a aderir ao governo, pede exoneração do Itamarati, em lugar de licenciar-se para tratamento de sua coluna (a cervical, não a quinta-coluna, devidamente tratada com a venda do petróleo e a redução brutal do conteúdo nacional exigido em sua exploração).
E o ex-futuro Ministro da Justiça, Carlos Velloso,  que deu entrevistas, posou para fotos e, no dia seguinte, mandou uma cartinha na base do “não tô a fim mais, não”?
Tudo isso na semana, em tese, meio morta do pré-carnaval, onde o Bloco do Sujo costuma ter uma versão mais divertida e inocente do que a política.
Não fosse o decantado sucesso político e econômico do governo, bem que se poderia lembrar do dito popular: “casa onde falta o pão, todo mundo briga e ninguém tem razão.
No Planalto, não falta pão, mas sobra delação.

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