Carlos Augusto de Araujo Dória, 82 anos, economista, nacionalista, socialista, lulista, budista, gaitista, blogueiro, espírita, membro da Igreja Messiânica, tricolor, anistiado político, ex-empregado da Petrobras.
Um defensor da justiça social, da preservação do meio ambiente, da Petrobras e das causas nacionalistas.
O plano A da disputa de todos os petistas e mesmo da maioria dos
movimentos sociais e do campo popular para 2018 é Lula. Há uma clara
percepção de que se a sua candidatura for possível, ele tem imensas
chances de vitória. Nas contas de alguns petistas, Lula pode chegar nas pesquisas de abril batendo nos 40% de intenção de votos no primeiro turno. E isso levará parte do empresariado a reabrir pontes com o petista. Nos últimos dias, aliás, Lula já estaria sendo procurado por
representantes do setor produtivo que estão incomodados com a política
econômica de Temer e com o excesso de neoliberalismo do seu governo. A percepção é que essa política está tirando a já baixa competitividade dos produtos nacionais. Lula tem dito que não vai deixar de lutar pelo Brasil, mas que sua
prioridade atual é se defender das acusações injustas que sofre. Ao mesmo tempo que não nega sua possível candidatura, tem elogiado
Ciro Gomes e sinalizado que o PT não precisa ter a cabeça de chapa. Lula, inclusive, fez questão de chamar Ciro Gomes para a inauguração
alternativa das obras do Rio São Francisco. Neste domingo, Lula, Ciro e
Dilma estarão juntos na Paraíba. É um sinal de que ele não pretende ter o
cearense como adversário. Ao contrário, quer Ciro ao seu lado. Se por algum motivo sua candidatura for inviabilizada, Lula pretende
sair a tiracolo com o ex-ministro e considera que o PT poderia oferecer
como vice o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Ciro e Haddad têm boa relação, se respeitam e aceitariam o projeto.
Ao mesmo tempo sabem que o Plano A é Lula. E neste caso há quem defenda
que o petista chame Ciro para ser seu vice. Essa operação é mais questionada. Lula não tem debatido isso
publicamente, mas há muita gente no PT que chama essa chapa de pão com
pão. Ou seja, Ciro não traria votos novos a Lula. Ao mesmo tempo, o
golpe em Dilma fez com que muitos passassem a defender um vice
completamente alinhado. Ciro só deu demonstrações neste sentido desde
2002. Ou seja, quem acha que para o campo progressista só há uma opção, no
caso Lula, é melhor começar a observar com mais carinho os sinais do
ex-presidente. Ciro é seu plano B, com Haddad de vice.
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