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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

MÍDIA - A aposta na ignorância social.

Paulo Metri: Mídia corporativa aposta na ignorância social


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Brasileiros divididos
por Paulo Metri*
Ouvi de todos os lados que é preciso haver união na sociedade brasileira, o que é compreensível, pois se deseja que o grau de agressividade na sociedade diminua.
No entanto, falando a verdade para pessoas equilibradas, a divisão de posições na sociedade é enorme e ela é correlacionada, sim, com a faixa de renda de cada grupo.
Nesta eleição, quando comparada com outras eleições, as classes de mais baixa renda da sociedade pareciam estar mais conscientes, o que é ótimo. Portanto, se a divisão está nítida é porque a conscientização dos mais pobres foi maior.
Este fato gerou nas classes com maiores rendas uma reação de ódio, nunca vista.
Esta reação não segue uma lógica, porque a subida social dos mais pobres não representou uma descida de classe para os mais bem aquinhoados. Pelo contrário, representou um ganho, porque, com o crescimento da capacidade de consumo de muitos indivíduos, existirá maior desenvolvimento da economia e, aí, todos se beneficiarão.
No entanto, pode-se estar considerando como prejuízo a “promiscuidade social”, que significaria, por exemplo, a classe média vir a encontrar o porteiro do seu prédio no destino da próxima viagem de férias.
É claro que existem várias formas de “união”. A união, que significa a adesão das pessoas com acúmulo de sofrimentos ao pensamento daquelas com tradição de exploração, será muito difícil.
Concordo com a união que significa a não violência, a existência de diálogo para as conquistas e em que todos tenham o direito de pensar livremente. A presidente Dilma falou também em união e eu tenho a impressão que ela se refere a esta.
O tempo atual é muito difícil, porque o confronto de posições na sociedade foi muito acirrado, durante o período eleitoral, com pouca explicação exata do que se passava.
Não se discutia didaticamente, até por ser impossível. Contudo, acho que houve um melhor entendimento da população sobre as possibilidades de futuro do Brasil. Foi, portanto, um momento de crescimento da sociedade.
Não há como esconder que este confronto foi movido também pela velha luta de classes, mas a mídia comercial e muitos dos envolvidos não a chamam pelo seu verdadeiro nome, senão, seria o reconhecimento da existência de classes explorando outras classes, o que precisa ser sempre escamoteado, pois não se sabe onde o povo vai querer chegar.
A mídia incute na sociedade que é o confronto entre corruptos e honestos, laboriosos e preguiçosos, democratas e autoritários, enfim, bons e maus.
Afirma também que a luta de classes e as classificações de direita e esquerda foram jogadas no mesmo aterro que recebeu os escombros do muro de Berlim. Querem a paz da ignorância social.
Eu também prego a união, mas aquela representada pela discussão dos pontos de vistas de grupos conscientes politicamente, com direito a pensarem diferente, visando chegar a acordos benéficos para todos.
Estes acordos irão requerer que ambos os lados cedam, de forma à paz ser conseguida. Não falo da paz entre escravos e donos de engenho, que era a paz existente até recentemente, tendo como única diferença as ferramentas de obtenção da paz. Houve a troca da chibata e do pelourinho por uma mídia do capital alienante e formadora de escravos inconscientes.
Respeito os brasileiros que sugerem uma mudança rápida da conformação da sociedade. No mundo insensível atual de um capitalismo exacerbado, para os oprimidos, muitos dos quais não sabem verbalizar suas angústias, soa como um alento divino ouvir estas vozes em sua defesa.
No entanto, de uma intenção maravilhosa podem resultar tragédias, porque a rapidez na reversão da exploração só poderia acontecer por meio da força e esta é a opção que a direita anseia que os sofridos optem. A direita tem como seus escudos toda uma legislação de proteção da riqueza exorbitante e dos mecanismos de exploração, além de ter a força policial para garantir uma ordem que seria mais bem definida como uma desordem social.
Enfim, não há como apressar os resultados para os mais sofridos que não seja através do debate, das reivindicações, da conscientização política, dos acordos, das votações, da cobrança das promessas, do acompanhamento do desempenho dos políticos etc.
Faço um julgamento de valor sobre os eleitores da presidente Dilma, que foram acusados de não saberem votar e muito mais.
Eles estavam bem conscientes, votavam em quem iria trazer o melhor futuro para eles e, portanto, aptos para decidir sobre seu voto.
Só antidemocratas podem pensar que quem não votou em Aécio são seres inferiores.
Eu pergunto em que escala de valoração de seres humanos os acusadores se baseiam, porque, se for a minha escala, estes acusadores é que são inferiores, beirando um Hitler.
A mídia convencional brasileira teve um papel deplorável nesta eleição, pois apoiou abertamente o Aécio.
Ações que, para mim, são de democratização da mídia, para a direita, são de cerceamento da liberdade de expressão.
Como não poderia deixar de ser, este grupo conservador se beneficia com a existência desta mídia do capital, manipuladora das massas.
Sobre este ponto, qualquer pessoa pode fazer um exercício simples, que consiste em responder à pergunta: “Quantas vezes os noticiários de jornais, revistas, rádios e TVs expuseram, satisfatoriamente, as opiniões de trabalhadores, sindicalistas, favelados, atingidos por desgraças, os oprimidos por interesse do capital e os líderes de esquerda?”
Então, o que se busca hoje é libertar as posições contidas da esquerda.
No entanto, se alguém, politicamente inexperiente, quiser eliminar a mídia de direita, serei contrário.
Plagiando Voltaire, afirmo que “posso não concordar com o que ela diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. Isso apesar de a mídia de direita, que infelizmente a maioria da população assiste, ser um inimigo social. Muitos dos membros da nossa sociedade que estão, neste instante, com ódio no coração foram incendiados por esta mídia irresponsável e inconsequente.
Nesta eleição, temos que agradecer ao “atalho tecnológico”, representado pelo advento das redes sociais, que ajudou a conscientização das massas.
Elas nos tiraram do obscurantismo da mídia convencional, análogo àquele vivido na Idade Média, quando o que deveria ser lido era escolhido pela Igreja, que reproduzia os textos permitidos através dos monges copistas. Gutenberg, ao criar a impressão de publicações, modificou o equilíbrio de poder que a reserva do conhecimento acarretava.
Teremos pela frente um longo percurso até chegarmos a uma democracia social parecida com a dos países escandinavos. Muitos salientam a educação como causa maior para o sucesso da nossa sociedade.
Sou favorável a dar prioridade à educação, principalmente àquela que prepara o homem para a cidadania e a vida.
Não concordo com a educação que consiste só de se preparar o homem para o mercado.
Entretanto, sou mais favorável a entregar o grande troféu da causa principal (o sucesso da sociedade) à conscientização política da mesma. Concluindo, vamos unidos caminhar pela paz, com ideais distintos e buscar o entendimento para uma sociedade mais humana e, assim, poderemos ser, talvez um dia, completamente unidos.
*Conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania

ENERGIA - Reservas de xisto da Argentina.


Argentina aprova lei para estimular exploração de reservas de xisto.

O Congresso da Argentina aprovou nesta quinta-feira uma ampla reforma da lei que dispõe sobre o setor de energia, de forma a estimular o investimento nas vastas reservas de petróleo e gás de xisto do país e reduzir a dependência das dispendiosas importações de fontes de energia.
A proposta, que já havia passado pelo Senado, foi aprovada nesta quinta-feira na Câmara dos Deputados, por 130 a 116 votos, com uma abstenção, e segue agora para sanção da presidente Cristina Kirchner.
A iniciativa contou com forte apoio da presidente e da estatal YPF, a maior companhia petrolífera da Argentina. A controversa lei estabelece regras nacionais para royalties e concessões no setor, de forma a assegurar um maior grau de segurança aos investidores.
Até então, as províncias tinham um grande papel na definição das regras, o que teria resultado em incertezas. Inicialmente, os governadores das províncias produtoras se opuseram à iniciativa legislativa do governo central, resistindo a abrir mão de poder.
A Argentina é superada apenas pela China em potencial de reservas de gás de xisto, com 802 trilhões de pés cúbicos, de acordo com dados do Departamento de Energia dos Estados Unidos. Em petróleo de xisto, a Argentina ocupa a quarta posição em reservas potenciais, com estimados 27 bilhões de barris.
Fonte: Dow Jones Newswires

POLÍTICA - Mais do que nunca dado o ódio anti PT, Dilma precisa da ajuda do Lula.




A recomendável parceria



Seja ou não candidato do PT para 2018, convém que Lula esteja mais presente na retaguarda da presidenta reeleita


por Mino Carta


Ao entrevistar a presidenta Dilma no domingo 19 de outubro, eu a percebi serena e firme, solitária, contudo, como que perdida naquele imenso Alvorada. Confesso que Brasília me assusta com seus cenários stalinistas-mussolinianos, fruto de uma arquitetura que repele o ser humano, de sorte a isolar cada um em perfeita solidão, mesmo sem dar-se conta deste triste destino.


Reencontrei a presidenta no vídeo, na noite do domingo seguinte, 26, a celebrar a vitória recém-conquistada. Desapareceu a impressão de uma semana antes. Firme, serena, e algo mais, decisivo: a consciência da liderança. E ouvi um discurso de estadista. Não pratico a retórica, apenas a sinceridade.


Muito me tocaram as duas referências emocionadas que do palco Dilma fez a Lula, cujo desempenho na fase final da campanha foi determinante. Creio que a estreita parceria Dilma-Lula nos próximos quatro anos será garantia de êxito, a despeito das dificuldades previsíveis, ao menos na primeira metade do segundo mandato. Geradas tanto pela crise internacional quanto pela situação interna.


Desde a eleição de 2010 até hoje, a discrição do criador em relação à criatura ficou patente aos olhos de todos. Como se o antecessor quisesse deixar a ribalta toda para a sucessora. Não é por acaso que, a partir de 2011, Lula não comparece às festas anuais de CartaCapital, bem como de muitos outros eventos nos quais Dilma surge como personagem principal.


Neste segundo mandato da presidenta, tendo a imaginar que as coisas mudem, a permitir que o extraordinário talento político do ex-presidente aproveite ao previsível empenho na recuperação dos esquecidos e ainda atuais ideais petistas e, em geral, na prática do diálogo proposto por Dilma. Abertura em todas as direções, em busca de um consenso o mais amplo possível.


Minhas dúvidas dizem respeito ao fanatismo do Apocalipse que se estabeleceu nos mais diversos recantos oposicionistas com o apoio frenético da mídia nativa, entregue, até o último instante, à manobra golpista. Esta animosidade feroz conspirou contra a razão, com o nítido resultado de precipitar um tsunami de mentiras e sandices já bem antes do início da campanha eleitoral.


Nunca imaginei que lá pelas tantas recordaria o professor Alexandre Correia. Da boca dele ouvi o ditame intransponível do direito da sua especialidade, o romano: in dubio pro reo. Não há acusação alguma de todas as formuladas pela oposição contra o governo, amparada em provas, inclusive aquelas surgidas das delações premiadas. Trata-se de um processo em andamento com desfecho previsível a médio ou longo prazo. O professor Alexandre, bianco per antico pelo, como diria Dante, ficaria pasmo. E este é apenas um dos exemplos da delirante precipitação oposicionista, alimentada, sobretudo, pelo ódio de classe.


Temo aqui um possível complicador para a ação de um governo que propõe não somente o diálogo, mas também a participação popular por vias diretas. Tudo quanto favorece a democracia apavora a casa-grande. De todo modo, é também por sua capacidade de mediação que Lula é importante na busca da aproximação aos habitantes da área do privilégio. O ex-presidente tem uma tradição como conciliador de interesses aparentemente díspares que vai desde a presidência do sindicato até a Presidência da República.


Não sei se Lula, ao contrário do que divulga impávido um jornalão, pretende ser candidato em 2018. Soa hoje como solução natural e ideal para o PT. Resta ver se ele quer, e como decorrerão os próximos quatro anos. Seria este, em todo caso, um excelente motivo para que Lula estivesse mais presente na retaguarda da presidenta reeleita.

POLÍTICA - A farsa do mensalão aos poucos vai sendo revelada.

As três razões pelas quais Pizzolato não foi extraditado pela Itália


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Da colunista política Tereza Cruvinel:
“Foram três as alegações da justiça italiana para negar a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil mas a grande imprensa só tem se referido a uma delas, as péssimas condições dos presídios brasileiros, que apresentariam “risco de o preso receber tratamento degradante”.
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As outras duas têm a ver com as anomalias do julgamento da Ação Penal 470, a do mensalão mas têm sido omitidas. Os magistrados italianos apontaram também o fato de não ter sido observado, no julgamento de Pizzolato pelo STF (bem como para os demais réus), o direito universal ao duplo grau de jurisdição e a ocorrência de omissão de provas apresentadas pela defesa.
Como qualquer um sabe, não houve duplo grau de jurisdição porque o julgamento foi transferido para o Supremo Tribunal Federal em função do foro especial para os que tinham mandato eletivo. O tribunal negou o pedido de desmembramento para o julgamento daqueles que, não tendo direito ao chamado foro privilegiado, poderiam ser julgados inicialmente por instâncias inferiores, podendo recorrer depois às superiores, chegando ao próprio Supremo.
Já a referência à omissão de provas da defesa diz respeito a uma das maiores anomalias do julgamento: a não inclusão, nos autos da Ação Penal 470, do inquérito 2474.
Nele, a defesa de Pizzolato apresentou provas de que os serviços contratados à agência DNA para divulgação dos cartões Ourocard bandeira Visa foram efetivamente realizados. Os famosos R$ 71 milhões de reais transferidos do fundo Visanet para a agência de Marcos Valério destinavam-se, segundo a acusação (Ministério Público e Joaquim Barbosa) a abastecer o valerioduto e dele serem distribuídos aos chamados “mensaleiros”.
Pizzolato teria reapresentado à justiça italiana documentos sobre a veiculação de peças publicitárias dos cartões nas grandes emissoras de televisão do Brasil, em grandes revistas nacionais, sobre a realização de campanhas de mobiliário urbano (shoppings, placas de rua, outdoors etc) e até de patrocínios a eventos, entre os quais um encontro de magistrados na Bahia.”

MÍDIA - Preconceito e a loucura dos colunistas.

Preconceito e a loucura dos colunistas

Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Tão deprimente quanto as manifestações violentamente preconceituosas contra nordestinos após o resultado da eleição presidencial é identificar em muitos dos tuítes e posts raivosos o DNA da intolerância de alguns colunistas e jornalistas.

Não se enganem, colegas. Esses crimes virtuais cometidos por zumbis incapazes de enxergar no outro um ser humano detentor do mesmo direito à dignidade foram alimentados por argumentos construídos e divulgados, ao longo do tempo, por pessoas que não se preocuparam com o resultado negativo de seus discursos. Mas, autoproclamando-se arautos da decência, sabem que são norte intelectual para muita gente.

Liberdade de expressão não é um direito fundamental absoluto. Não há direitos fundamentais absolutos. Pois a partir do momento em que alguém abusa de sua liberdade de expressão, indo além de expor a sua opinião, espalhando o ódio e incitando à violência, isso pode trazer consequências mais graves à vida de outras pessoas.

Como aqui já disse, liberdade de expressão não admite censura prévia. A lei garante que as pessoas não sejam proibidas de dizer o que pensam. Mas também afirma que elas são responsáveis pelo impacto causado pela divulgação de suas opiniões.

Esconder-se atrás da justificativa da “liberdade de expressão'' para a depreciação da dignidade humana é, portanto, a mais pura covardia.

Afinal, o exercício das liberdades pressupõe responsabilidade. Quem não consegue conviver com isso, não deveria nem fazer parte do debate público, recolhendo-se junto com sua raiva e ódio ao seu cantinho.

POLÍTICA - Quem leu a Privataria Tucana estava ciente disso. Está tudo documentado.

Laudo da PF engavetado no governo FHC ligava Youssef à caixa de campanha de Serra e do próprio FHC





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De uma reportagem de Amaury Ribeiro Jr, autor de A Privataria Tucana, em 2003:
“Documentos começam a esclarecer por que o laudo de exame financeiro nº 675/2002, elaborado pelos peritos criminais da PF Renato Rodrigues Barbosa, Eurico Montenegro e Emanuel Coelho, ficou engavetado nos últimos seis meses do governo FHC, quando a instituição era comandada por Agílio Monteiro e Itanor Carneiro.
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Nas 1.057 páginas que detalham todas as remessas feitas por doleiros por intermédio da agência do banco Banestado em Nova York está documentado o caminho que o caixa de campanha de FHC e do então candidato José Serra, Ricardo Sérgio Oliveira, usou para enviar US$ 56 milhões ao Exterior entre 1996 e 1997. O laudo dos peritos mostra que, nas suas operações, o tesoureiro utilizava o doleiro Alberto Youssef, também contratado por Fernandinho Beira-
Mar para remeter dinheiro sujo do narcotráfico para o Exterior.

Os peritos descobriram que todo o dinheiro enviado por Ricardo Sérgio ia parar na camuflada conta número 310035, no banco Chase Manhattan também em Nova York (hoje JP Morgan Chase), batizada com o intrigante nome “Tucano”. De acordo com documentos obtidos por ISTOÉ, em apenas dois dias – 15 e 16 de outubro de 1996 – a Tucano recebeu US$ 1,5 milhão. A papelada reunida pelos peritos indica que o nome dado à conta não é uma casualidade.
Os dois responsáveis pela administração da dinheirama, segundo a perícia, são figurinhas carimbadas nos principais escândalos envolvendo o processo de privatização das teles e auxiliares diretos de Ricardo Sérgio: João Bosco Madeiro da Costa, ex-diretor da Previ (o fundo de pensão do Banco do Brasil) e ex-assessor do caixa tucano na diretoria internacional do BB, e o advogado americano David Spencer.
A perícia revela ainda que Spencer é procurador de Ricardo Sérgio em vários paraísos fiscais. Ao perseguir a trilha do dinheiro, os peritos descobriram que os milhões de Ricardo Sérgio deixavam o País por intermédio de uma rede de laranjas paraguaios e uruguaios contratados por Youssef e eram depositados na conta 1461-9, na agência do Banestado em Nova York antes de pousar na emplumada Tucano, que contava com uma proteção especial para dificultar sua localização.
Ela estava registrada dentro de outra conta no Chase em nome da empresa Beacon Hill Service Corporation. De lá, o dinheiro era distribuído para contas de Ricardo Sérgio e de João Bosco em paraísos fiscais no Caribe.”

POLÍTICA - Quando a corrupção envolve tucanos, tudo é escondido.

Ministério Público abre processo contra procurador por ‘engavetar’ caso Alstom



O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) abriu processo disciplinar contra o procurador da República Rodrigo de Grandis por entender que há indícios de que ele descumpriu dever legal de sua função ao deixar parado por quase três anos um pedido de investigação da Suíça relativo ao caso Alstom.
O despacho do CNMP (órgão de controle externo do Ministério Público) aponta que ao final do caso Grandis pode receber a pena de censura, a segunda mais branda na lista de punições para procuradores e promotores.
A abertura do processo administrativo disciplinar contra Grandis foi determinada pelo corregedor do CNMP Alessandro Tramujas Assad na última sexta-feira (24). A medida encerra a sindicância iniciada em novembro do ano passado após a Folha revelar o engavetamento do pedido da Suíça. Agora Grandis terá a oportunidade de apresentar sua defesa.
O despacho do corregedor do CNMP indica “violação, em tese”, dos deveres de “cumprir os prazos processuais”, “desempenhar com zelo e probidade as suas funções” e “adotar as providências cabíveis em face das irregularidades de que tiver conhecimento ou que ocorrerem nos serviços a seu cargo”.
A sindicância do CNMP teve desfecho diferente da apuração interna do Ministério Público Federal, que arquivou o caso em abril por entender que a conduta de Grandis não prejudicou as investigações e não houve falta funcional do procurador.
Em ordem de gravidade, as penas aplicáveis aos promotores e procuradores brasileiros são de advertência, censura, suspensão, demissão e cassação de aposentadoria.
Em outubro de 2013, a Folha informou que procuradores da Suíça se cansaram de esperar pela cooperação de Grandis por quase três anos e arquivaram as investigações sobre acusados de distribuir propina da multinacional francesa Alstom para servidores e políticos do PSDB.
O requerimento feito pelas autoridades suíças em fevereiro de 2011 foi para que o Ministério Público brasileiro interrogasse quatro suspeitos do caso, analisasse sua movimentação financeira no país e fizesse buscas na casa de João Roberto Zaniboni, que foi diretor da estatal CPTM entre 1999 e 2003, nos governos do PSDB de Mário Covas e Geraldo Alckmin.
Após a indagação da reportagem no ano passado, a explicação de Grandis foi a de que o gabinete dele cometeu uma “falha administrativa” que levou o pedido da Suíça a ser arquivado numa pasta errada e assim ficar parado.
Após a divulgação do fato, o CNMP e o Ministério Público Federal iniciaram apurações e a cooperação jurídica com a Suíça foi retomada.

MÍDIA - Veja serve de fachada para o crime.

Veja: empresa de comunicação serve de fachada para o crime
 
 
Copiado do Blog do Saraiva

"O Brasil, para continuar se modernizando com as políticas de igualdade e justiça social, necessita com urgência da reforma política através de uma Assembléia Constituinte e da adoção das propostas de Dilma para endurecer o combate à corrupção. Com a mesma ordem de prioridade, entretanto, o Brasil precisa avançar urgentemente na democratização, regulação e pluralidade dos meios de comunicação."
Por Jeferson Miola*
Delinquência não pode ser confundida com liberdade de imprensa. A Revista Veja usa o status de empresa de comunicação como fachada para acobertar conduta criminosa.
Veja se escora na liberdade de imprensa para obter imunidade e praticar crimes impunemente. Como sempre faz em toda eleição, Vejamanipula reportagens, inventa fatos e ataca levianamente Dilma, Lula e o PT para tentar salvar o PSDB da derrota nas urnas.
Na eleição desse ano, no desespero ante a perspectiva de vitória da Dilma, Veja antecipou em dois dias a edição semanal para promover contra Dilma e Lula o mais criminoso ataque que talvez nenhum outro político tenha sofrido na história do Brasil.
Não se deve esquecer que o conteúdo da reportagem da Veja foi calculadamente enxertado na eleição a partir do vazamento seletivo dos depoimentos de delação premiada de dois corruptos que barganham redução de pena junto à Justiça Federal.
A operação da Veja é parte de um balé bem ensaiado. A reportagem delirante com acusações absurdas contra Lula e Dilma, apesar de desmentida pelo próprio advogado do criminoso, foi replicada pela Folha de São Paulo, Globo, Estadão, internet e todos veículos do conglomerado da mídia oposicionista.
A calúnia fantasiosa da Veja então virou “fato real” noticiado maciçamente a três dias da eleição. Estaria faltando o golpe de misericórdia da Rede Globo no temido Jornal Nacional da noite de sábado, a menos de 12 horas da abertura das urnas. Mas não foi o que aconteceu.
Por que dessa vez a Rede Globo se comportou diferente? É possível especular-se algumas razões. O pronunciamento da Presidenta Dilma na propaganda eleitoral de sexta-feira ao meio dia, anunciando a responsabilização criminal da canalhice na Justiça, é um recado claro à Veja e a seus “cúmplices ocultos” – e decerto deve ter sido levado em conta pela Globo.
A Rede Globo deve ter calculado, além disso, que a derrota de Aécio é de tal certeza que não vale uma guerra derradeira contra o PT e Dilma usando como arsenal a imundície da Veja – o preço a pagar seria muito elevado.
A liberdade de imprensa deve ser protegida de grupos que são verdadeiros partidos políticos que usam empresas de comunicação como fachada para a prática criminal. A Lei e o Estado de Direito devem ser invocados contra esses grupos que atuam na marginalidade e na delinquência.
Essa eleição agendou as prioridades do próximo período. O Brasil, para continuar se modernizando com as políticas de igualdade e justiça social, necessita com urgência da reforma política através de uma Assembléia Constituinte e da adoção das propostas de Dilma para endurecer o combate à corrupção.
Com a mesma ordem de prioridade, entretanto, o Brasil precisa avançar urgentemente na democratização, regulação e pluralidade dos meios de comunicação. Um país de 203 milhões de habitantes não pode ser sequestrado por um punhado de famílias que, com seus monopólios midiáticos, fazem da desinformação e da notícia manipulada um instrumento de manutenção do poder e de difusão do ódio contra os pobres.

*Postado originalmente no sítio da Carta Maior

MÍDIA - O desespero da Veja e um fato sem retificação.

Janio de Freitas: O desespero da Veja e um fato sem retificação
    
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Janio de Freitas
Antes mesmo de alguma informação do inquérito, em início na Polícia Federal, sobre o “vazamento” da acusação a Lula e Dilma Rousseff pelo doleiro Alberto Youssef, não é mais necessário suspeitar de procedimentos, digamos, exóticos nesse fato anexado à eleição para o posto culminante deste país. Pode-se ter certeza.
Na quarta-feira, dia 22, “um dos advogados” de Youssef “pediu para fazer uma retificação” em depoimento prestado na véspera por seu cliente. “No interrogatório, perguntou quem mais sabia (…) das fraudes na Petrobras. Youssef disse, então, que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a retificação.” Ou seja, foi só a acusação.
As aspas em “vazamento”, lá em cima, são porque a palavra, nesse caso, sem aspas será falsa. As outras aspas indicam a origem alheia de frases encontradas a meio de uma pequena notícia, com a magreza incomum de uma só coluna no estilo em tudo grandiloquente de certos jornais, e no mais discreto canto interno inferior da pág. 6 de O Globo, de 29/10. Para precisar melhor: abaixo de um sucinto editorial com o título “Transparência”, cobrando-a da Petrobras.
Já no dia seguinte à “retificação”, Veja divulgou-a, abrindo o material ao uso que muitos esperaram por parte da TV Globo na mesma noite e logo por Folha, O Estado de S.Paulo e Globo. Nenhum dos três valeu-se do material. Se o fizessem, aliás, Dilma, Lula e o PT disporiam de tempo e de funcionamento judicial para uma reação em grande escala, inclusive com direito de resposta em horário nobre de tevê. O PT apenas entrou com uma ação comum contra Veja.
O que foi evitado a dois dias da eleição, foi feito na véspera. A explicação publicada, e idêntica em quase todos os que se associaram ao material da revista, foi de que aguardaram confirmar o depoimento de Youssef. Àquela altura, Lula, Dilma e o PT não tinham mais tempo senão para um desmentido convencional, embora indignado, já estando relaxados pelo fim de semana os possíveis dispositivos para buscarem mais.
O Globo não dá o nome de “um dos advogados”. Até agora constava haver um só, que, sem pedir anonimato, foi quem divulgou acusações feitas em audiências judiciais, autorizado a acompanhá-las, que nem incluíam o seu cliente. Seja quem for o requerente, pediu e obteve o que não houve. Retificação é mudança para corrigir. Não houve mudança nem correção. E o pedido do advogado teve propósito explícito: os nomes de quem mais sabia da prática de corrupção na Petrobras. Uma indagação, com o acusado preso e prestando seguidos depoimentos, sem urgência. E sem urgência no processo, insuficiente para justificar uma inquirição especial.
O complemento dessa sequência veio também na véspera da eleição, já para a tarde. Youssef foi levado da cadeia para um hospital em Curitiba. O médico, que se restringiu a essa condição, não escondeu nem enfeitou que encontrara um paciente “consciente, lúcido e orientado”, cujos exames laboratoriais “estão dentro da normalidade”. Mas alguém “vazou” de imediato que Youssef, mesmo socorrido, morrera por assassinato.
O boato da queima de arquivo pela campanha de Dilma ia muito bem, entrando pela noite, quando alguém teve a ideia de telefonar para a enlutada filha da vítima, que disse, no entanto, estar o papai muito bem. O jornalista Sandro Moreyra já tinha inventado, para o seu ficcionado Garrincha, a necessidade de combinação prévia com os russos.
A Polícia Federal suspeita que Youssef foi induzido a fazer as acusações a Dilma e Lula, entre o depoimento dado na terça, dia 21, e a alegada “retificação” na quinta, dia 23. Suspeita um pouco mais: que se tratasse de uma operação para influir na eleição presidencial.
A Polícia Federal tem comprovado muita e crescente competência. Mas, nem chega a ser estranho, jamais mostrou resultado consequente, quando chegou a algum, nos vários casos de interferência em eleições. Não se espere por exceção.

MÍDIA - Que agora venha a justiça.


Veja mentiu sobre declaração de doleiro: a acusação que “eles sabiam de tudo” nunca foi feita





Do Muda Mais


"Uma reportagem da revista Veja publicada às vésperas da eleição, trazendo fortes acusações à presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula, quase mudou o resultado do pleito. Segundo a matéria, o doleiro Alberto Youssef teria dito, em depoimeto à Polícia Federal e ao Ministério Público, que Lula e Dilma “sabiam de tudo” sobre o caso de corrupção na Petrobras. A fala era, inclusive, a capa da publicação.



Passadas as eleições, que tiveram um resultado apertado com Dilma reeleita, a verdade aparece: tal acusação nunca foi feita. Isso mesmo: Youssef nunca proferiu tal frase . A informação vem do advogado do doleiro, Antônio Figureido Basto, que garante que, no suposto dia da acusação, “não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira”. Para Basto, houve má-fé – seja da revista ou da fonte utilizada na reportagem: “Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo”, sentencia.



O TSE já obrigou Veja a publicar direito de resposta do PT e, em pleno domingo de votação, o site da revista mostrava em sua capa a resposta petista, que revelava a verdade. A credibilidade da publicação, já em baixa, chegava ao fundo do poço. O STF pode ainda obrigar Veja a dar à resposta a mesma publicidade que foi dada à reportagem mentirosa: ou seja, a revista impressa teria que circular com capa e páginas internas com a fala do PT, escancarando a parcialidade do periódico.



Longe de ser jornalismo, mais que mentira: Veja cometeu um crime, quase alterando o resultado de uma eleição democrática e subjugando a vontade soberana do povo às suas farsas e interesses. A verdade veio à tona; que agora venha a justiça.

ECONOMIA - Iminência de um choque fiscal?


Dilma e a superação da síndrome das medidas heroicas


, GGN

"Há dois fantasmas assombrando o mercado: o risco de desequilíbrio fiscal e a impulsividade da presidente Dilma Rousseff.

O desequilíbrio fiscal resolve-se com um plano exequível e gradativo de recomposição das contas públicas. A impulsividade se controla com um plano exequível e gradativo. São dois coelhos com uma só cajadada de um plano exequível e gradativo

Os balões que vêm de Brasília, indicando a iminência de um choque fiscal, logo após o Copom (Comitê de Política Monetária do
Banco Central) cometer a temeridade de aumentar a Selic com a economia patinando, transformarão os fantasmas em assombrações. Pode ser apenas um desses balões que precisam ser empinados para suprir a falta de emoções que se sucede ao final de cada eleição.
Mas o que menos o país necessita, agora, são planos heroicos.
No início de seu primeiro governo, Dilma adotou medidas heroicas contra a inflação, um conjunto das chamadas medidas prudenciais que derrubaram a economia, sem derrubar a inflação.

No meio do seu governo, adotou um conjunto de medidas heroicas para recuperar a economia. Não recuperou a economia e desarrumou as contas públicas.

Anunciar um choque fiscal em um quadro de quase recessão e apontar para um superávit irrealista seria o caminho mais curto para desmoralizar seu segundo mandato.

As agências de rating e o mercado não esperam (nem acreditam) em choques com resultados imediatos. O que reverte expectativas negativas são planos bem elaborados que indiquem uma trajetória realista para as contas públicas, ainda que demore dois anos para os objetivos serem alcançados; e, especialmente, que apontem para uma política econômica consistente, lógica, que não dê margem para improvisos e golpes heroicos.

Dilma recebeu, das urnas, a segunda e última grande
oportunidade de fazer um grande governo.

Nessa hora, é preciso prudência, definir a próxima equipe econômica, mergulhar em um plano exequível, exaustivamente discutido – inclusive com outras áreas, para minimizar ao máximo os efeitos deletérios dos cortes. E planejar seu lançamento com pompa, circunstância e racionalidade.

O segundo governo dará a oportunidade para Dilma entrar para o quadro das grandes estadistas mulheres do milênio. Ou não."

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

MÍDIA - O Brasil é maior que a Globo.

Marcelo Salles: O Brasil é maior que a Globo (ou “o povo derrotou o golpe midiático”)


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O Brasil é maior que a Globo (ou “o povo derrotou o golpe midiático”)
Por Marcelo Salles (*)
Essas eleições entram para a História do Brasil como o momento mais nítido em que as corporações de mídia tentaram impor sua vontade ao povo. Mais do que em 1989, com a famosa edição do debate entre Lula e Collor. Mais do que em 2006, quando o foco do debate foi deslocado para pilhas de dinheiro expostas ad nauseam.
Em 2014 apostaram todas as fichas, e a contrário de outras vezes não o fizeram veladamente. Assumiram seu papel de partido político de oposição, conforme conclamou Judith Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha, vice-presidente da ANJ e colaboradora do Instituto Millenium.
Faltando 11 dias para o segundo turno do pleito, os institutos de pesquisa davam empate técnico entre os dois candidatos – Aécio Neves à frente 2 pontos, dentro da margem de erro.
Como resposta, a militância de esquerda foi às ruas, os movimentos sociais organizados reforçaram sua participação na campanha e a candidata à reeleição partiu para o enfrentamento nos debates. O mote era um só: comparar os governos tucanos e petistas, o que garantiu vantagem a Lula e Dilma em praticamente todos os setores. Se o oponente baixava o nível, a resposta vinha à altura.
Nos oito dias seguintes, Datafolha e Ibope registraram crescimento de Dilma. No primeiro, de 49% para 53%; no Ibope, de 49% para 54%. Enquanto isso, Aécio caiu de 51% para 46% (Ibope) e 51% a 47% (Datafolha). Dilma encerrou a campanha com vantagem de 6 a 8 pontos de vantagem, cenário praticamente impossível de ser invertido em 48 horas.
Aí surgiu a capa da revista Veja na sexta-feira, antevéspera do pleito, acusando, sem provas, Lula e Dilma de terem conhecimento de desvios na Petrobrás. De sexta até domingo a Veja atingiria algo entre 500 mil e 1 milhão de pessoas. A maioria das quais, no entanto, já tinham o voto decidido para Aécio. A capa da veja, por si só, merecia o repúdio na medida em que foi dado pela campanha do PT. A própria presidenta Dilma usou parte do tempo de propaganda eleitoral para denunciar a manobra da revista.
No entanto, foi o Jornal Nacional do sábado, véspera da eleição, o grande responsável pela interferência na vontade popular. No primeiro bloco, Dilma recebeu 5 minutos, com destaque no suposto medo de avião e nos problemas com a voz. Enquanto Aécio teve direito a 5’55’’ a apresentá-lo como alguém incansável, que trabalha durante o voo e aparece com a esposa e os filhos no colo (“um cara família”). Em outro trecho, as imagens saltadas em repetição durante comícios, com a bandeira do Brasil nas costas, revelam, como num filme de ação, um homem destemido que estaria preparado para conduzir o destino da Nação.
Logo no início do segundo bloco, o JN exibiu extensa reportagem sobre a capa da Veja. Aí, o que era de conhecimento de até 1 milhão de pessoas que já votariam Aécio, alcançou 30-40 milhões de pessoas, entre os quais um sem número de indecisos. Isto na véspera do pleito, sem que houvesse tempo para se organizar a estratégia de enfrentamento desse verdadeiro crime midiático. Como resultado, a vantagem de 6-8 pontos de Dilma caiu drasticamente, e quando terminou a apuração as urnas sacramentaram 51,5% x 48,5%.
O povo derrotou o golpe midiático e deu a vitória a Dilma. Agora o povo quer a democratização dos meios de comunicação, tarefa prioritária para o próximo governo. Até porque duvido muito que as forças progressistas vençam em 2018 se continuarem perdendo a batalha da comunicação.

Mídia - Veja mentiu.

  

Veja mentiu
sobre declaração de doleiro

“A acusação que ‘eles sabiam de tudo’ nunca foi feita”


               

 
 
Do Muda Mais:

Veja mentiu sobre declaração de doleiro: a acusação que “eles sabiam de tudo” nunca foi feita


Uma reportagem da revista Veja publicada às vésperas da eleição, trazendo fortes acusações à presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula, quase mudou o resultado do pleito. Segundo a matéria, o doleiro Alberto Youssef teria dito, em depoimeto à Polícia Federal e ao Ministério Público, que Lula e Dilma “sabiam de tudo” sobre o caso de corrupção na Petrobras. A fala era, inclusive, a capa da publicação.

 

Passadas as eleições, que tiveram um resultado apertado com Dilma reeleita, a verdade aparece: tal acusação nunca foi feita. Isso mesmo: Youssef nunca proferiu tal frase . A informação vem do advogado do doleiro, Antônio Figureido Basto, que garante que, no suposto dia da acusação, “não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira”. Para Basto, houve má-fé – seja da revista ou da fonte utilizada na reportagem: “Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo”, sentencia.

 

O TSE já obrigou Veja a publicar direito de resposta do PT e, em pleno domingo de votação, o site da revista mostrava em sua capa a resposta petista, que revelava a verdade. A credibilidade da publicação, já em baixa, chegava ao fundo do poço. O STF pode ainda obrigar Veja a dar à resposta a mesma publicidade que foi dada à reportagem mentirosa: ou seja, a revista impressa teria que circular com capa e páginas internas com a fala do PT, escancarando a parcialidade do periódico.

 

Longe de ser jornalismo, mais que mentira: Veja cometeu um crime, quase alterando o resultado de uma eleição democrática e subjugando a vontade soberana do povo às suas farsas e interesses. A verdade veio à tona; que agora venha a justiça.

 

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MÍDIA - Entrevista com Pizzolato.

Mídia esconde entrevista com Pizzolato

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O jornalista Jamil Chade, do Estadão, fez uma entrevista com Pizzolato. Quer dizer, ao menos é ele que assina a matéria. O texto, contudo, parece escrito por um italiano que ainda não domina o português, de tantos erros de sintaxe, embora nada que comprometa a compreensão. A displicência apenas revela o constrangimento da mídia com as possíveis consequências da soltura de Pizzolato.
E, ironia das ironias, após a mídia gastar sabe-se lá quanto, pagando correspondentes da Itália para acompanhar o caso Pizzolato, e fazendo de tudo para obter entrevistas ou imagens de Andrea Haas, mulher de Pizzolato, quando alguém consegue enfim uma entrevista com o próprio, ela é escamoteada. Não recebe nenhum destaque, nem no próprio Estadão.
Isso porque Pizzolato é a ponta solta que pode fazer ruir a farsa que foi o julgamento do mensalão.
A própria presidenta Dilma agora aprendeu, na própria pele, o que é ser vítima de uma farsa.
Por pouco não perdeu as eleições por causa de uma armação entre mídia e setores corrompidos do próprio Estado.
Houve corrupção na Petrobrás, como infelizmente há em qualquer estatal ou empresa privada, mas as investigações têm de ser conduzidas com isenção, sem acusar ninguém sem provas, e, sobretudo, sem a tentativa vil de manipular depoimentos com objetivos políticos ou eleitoreiros.
Na entrevista, Pizzolato aborda pontos que, se houvesse imprensa de verdade no país, teriam de ser discutidos.
Por exemplo, ele observa que o Banco do Brasil tinha nove sistemas de controle, o que tornava impossível o desvio dos recursos do Fundo Visanet, ou de qualquer recurso do BB, sobretudo a partir de um funcionário subalterno, como ele era. Desviar R$ 74 milhões, então, é uma acusação surreal.
Pizzolato também fala da ocultação de provas. A imprensa brasileira, cúmplice e artífice desse crime, não tem interesse em informar ao público que provas foram essas, quando foram ocultadas e porque foram ocultadas.
Mas o PT e o governo, que foram vítimas de uma farsa cujo objetivo sempre foi o desgaste político, têm obrigação moral de retomar esse processo, sob o risco de outras farsas se repetirem. Como, aliás, já estão tentando fazer.
A presidente da Petrobrás, Graça Foster, quis fugir do confronto com a mídia, mandando cortar cabeças de subordinados, antes mesmo de qualquer provas contra eles, e quase teve a sua própria cabeça cortada.
A mesma coisa vale para a presidente Dilma.
A parte da entrevista que fala em ameaças pode enganar coxinhas. Pizzolato foi “ameaçado” por setores corrompidos e acuados do Estado, como o Ministério Público e o STF, além da mídia.
*
Entrevista: Henrique Pizzolato
Ex-diretor criticou Justiça brasileira e elogiou a da Itália. ‘Ela não se deixa levar pelo o que jornais ou TVs veiculam’
Pizzolato é libertado e critica processo do mensalão: ‘Foi injusto, esconderam provas’
Por Jamil Chade, no Estadão.
28 Outubro 2014 | 17h 36
Bolonha – “Não fugi. Salvei minha vida”. Quem declara isso é Henrique Pizzolato ao deixar a prisão de Modena hoje às 20.30 e insiste que está “com sua consciência tranquila”. Caminhando lentamente e perdido em busca de sua esposa que chegaria instantes depois, ele perambulava pelo estacionamento da prisão Sant Anna de Modena sem destino, enquanto era indagado por jornalistas.
Na tarde de hoje, o Tribunal de Bolonha rejeitou um pedido do governo brasileiro de extraditar Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil e condenado a doze anos e sete meses no caso do Mensalão.
Mais gordo, mais envelhecido e carregando três sacolas com seus pertences, ele não economizou ataques ao Brasil e chegou a dizer que “nem sabia” que Dilma Rousseff havia vencido a eleição.
Antes, dentro da corte num púlpito debaixo da frase estampada na parede do tribunal “A Lei é igual para todos”, Pizzolato insistiu que era inocente.
Sua liberação foi comemorada pela família. Quem não escondia sua emoção era João Haas, sogro de Pizzolato. “Henrique chorou copiosamente”, disse Haas, que acompanhou o julgamento ao lado de sua filha Andrea, mulher do ex-diretor.
Ele, porém, fez questão de sair ao ataque contra Dilma. “O PT e a presidente Dilma abandonaram Pizzolato. Espero que agora o ministro da Justiça (José Eduardo Cardozo) coloque a mão na consciência.” “Eu estou resgatando minha família, que foi estraçalhada pelo STF, insistiu. Após a decisão, Andrea e Pizzolato se abraçaram.
Ao deixar a prisão, Pizzolato falou pela primeira vez desde que foi condenado, há um ano. Eis os principais trechos:
Como o sr. se sente?
Por favor, me deem um pouco de paz. Vocês já fizeram o trabalho de vocês. Eu não pedi para vocês trabalharem.
O sr. tem rancor em relação a alguém?
Não, tenho indiferença. O rancor não leva nada a ninguém. Rancor para que? para ficar doente, para eu ficar mal? Eu tenho é pena das pessoas que fizeram isso. Das pessoas que agem com prepotência. que tem soberba. Quanto a essas pessoas, eu tenho pena e sou indiferente.
Quem agiu com soberba?
Se você adivinhar um, ganha um fusca.
O sr. acha que foi injustiçado?
O sr tem dúvida? Eu fiz meu trabalho no banco [do Brasil] e o banco não encontrou nenhum erro no meu trabalho. O banco sempre disse que não sumiu um centavo. Não é um banco pequeno, e o maior banco da América Latina. É um banco que tem nove sistemas de controle. Na minha diretoria, tinha complyance, tinha uma diretoria de controle, tinha auditoria interna, auditoria externa, tinha conselho fiscal, tinha conselho de administração, tinha comissão de valores mobiliários, tinha tribunal de contas da união, tinha assembleia de acionistas, e como o banco tem ações em Nova York, tinha que prestar contas inclusive ao sistema americano. Ninguém encontrou um centavo que tivesse desviado em dez anos. o que que vocês acham?
O sr. se sente abandonado por alguém? Seu sogro acusou Dilma.
Ele é maior de idade e fala por ele.
O sr. recebeu apoio do PT?
Não pedi.
O sr. ficou feliz com a reeleição de Dilma?
Nem sabia. Obrigado pela novidade.
Valeu a pena fugir?
Eu não fugi, eu salvei minha vida. Qualquer um teria feito isso.Você acha que salvar a vida não vale a pena?
O sr. estava sendo ameaçado?
O que você acha?
O senhor estava sendo ameaçado de morte então?
Não sei, pergunte aos brasileiros, o que eles fizeram.
A quem o senhor recomenda que a gente pergunte isso?
Aos 210 milhões de brasileiros
Quem que ameaçou o senhor?
Ninguém me ameaçou. Eu não preciso de ameaça. Eu sei ler as coisas.
O que o senhor pretende fazer a partir de agora?
Agora, eu pretendo, dormir.
O que o sr. acha da Justiça italiana?
Muito melhor que a brasileira. Aqui, o juiz não se deixa comandar pela imprensa. Aqui, o que vale é a prova e a lei. Aqui não se faz como no Brasil que esconde documentos de um inocente.
Modena é uma cidade que lhe deu sorte?
Modena é infelizmente, primeiro eu gostava de Modena por causa do Pavaroti, pelo vinagre balsâmico, pelo Lambrusco, pela paisagem, pela arquitetura belíssima, tantas obras de arte e muitos pelos advogados que foram bravos e fizeram o seu trabalho, e conseguiram mostrar a verdade sobre os fatos.
Permanecerá na cidade?
Não tenho certeza, mas longe não irei.
Ficará na Itália, certamente…
Mas existem muitos lugares belos aqui, a Itália é belíssima. Eu gosta daqui. Se vocês querem saber o que pretendo fazer, no dia 15 do próximo mês vai fazer cem anos da morte do irmão do meu avó que o irmão do meu avó na primeira guerra. E o meu avó sempre quis…
No Vêneto?
No norte do Vêneto, no Monte Beluno e o meu avó sempre quis encontrar o lugar onde ele foi ferido, pois sua família sofreu muito. E eu lhe prometi que encontraria uma forma de ir até lá. E agora tenho três coisas a fazer: pagar essa promessa com meu avó, depois, quem sabe, irie até Padre Pio orar e agradecer padre Pio, pois Deus me deu uma sorte grandíssima, uma mulher que eu não sei se é um anjo ou uma santa, que me ajudou e esteve sempre comigo a vida inteira e vou orar um pouco por toda essa gente que pensa que se pode resolver os problemas com armas, com a raiva, com a injustiça.
A sua consciência está limpa?
Limpíssima. E nunca perdi uma noite de sono por causa da minha consciência
Agora falta uma parte que é o passaporte em nome do seu irmão. O que lhe pode acontecer por isso?
Não sei. Isso não compete a mim. Pergunte às autoridades, você que têm estado a tanto tempo aqui.
O senhor acha que valeu a pena ter vindo para cá, pois alguns dos réus do mensalão já estão deixando a prisão?
Não sei. Cada um toma a decisão de acordo com sua cabeça. Eu agradeço a Deus, que sempre esteve comigo e me ajudou. Deu-me a luz a paz e estou feliz.
Como foram esses seis meses na prisão?
Eu não fiquei na prisão.
O que o senhor considera que era o Cárcere Santana?
Melhor do que passar oito anos no Brasil sem poder sair de casa sem ser agredido por alguém. Sem ser torturado nas ruas.
Melhor a cadeia aqui, em Modena?
Muito melhor a cadeia em Modena, pois aqui ninguém me agredia quando uma notícia falsa aparecia uma notícia no jornal, ou uma televisão dizia mentiras. Isso não se faz com as pessoas As pessoas quer têm a mídia nas mãos devem saber que um dia poderão também eles passar por isso, tornar-se prisioneiro em sua própria casa. Passei oito anos sem poder sair de minha casa. Por que se saía, eu sabia que não podia pegar um elevador, porque tantas vezes um vizinho não me olhava na cara. Outras vezes quando eu ia fazer compras podia ser agredido por uma coisa que eu não sabia.
Você ainda pensa que seu processo foi um processo político?
Foi um processo injusto, um processo mentiroso. Esconderam as provas e é lamentável que isso aconteça em pleno século XX. A Polícia Federal, o Instituto Nacional de Criminalística disse claríssimo que eu não tinha nada a ver com aquilo. Preferiram outras opções.
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POLÍTICA - Fraude na pesquisa visou debate da Band.

A fraude na pesquisa visou debate da Band. O MP quer saber?

30 de outubro de 2014 | 14:50 Autor: Fernando Brito
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Como este blog não pratica os métodos da Veja, não vai escrever que “Aécio sabia de tudo” diante da fraude revelada com a “pesquisa” Veritá que dava Aécio Neves como vencedor em Minas Gerais, como revelou hoje o repórter Ricardo Mendonça, da Folha.
Vai dizer, apenas, que todos os três mencionados sabiam da fraude que estavam propagando.
A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-01067/2014 foi “contratada”, pelo menos formalmente,  pelo próprio Veritá,  embora o estatístico Leonardo diga que  o verdadeiro comprador dos dados foi ocultado porque “o contratante [real] não quis aparecer”.
Diante disso, a primeira providência a exigir é que o Tribunal Superior Eleitoral dê a conhecer os dados da nota fiscal de contratação que, pela lei eleitoral, deve (ou deveria) ser apresentada no ato de registro de pesquisa ( inciso VII do art. 33 da Lei Eleitoral, a 9,504.).
Todos eles sabiam, porque está público e registrado, que a pesquisa se restringia a 9 dos 853 municípios mineiros, ou 1% das cidades do Estado.
O estatístico Leonard Assis,  diz que a trampa foi pedida pelo marqueteiro, ao qual deu nome e sobrenome: Paulo Vasconcellos.
Assis tem uma prova de peso a seu favor: denunciou isso em seu twitter no dia 14 de outubro, muito antes, portanto, da eleição, dizendo que era para uso no debate da Band, naquele mesmo dia.
Paulo Vasconcelos diz ter apenas reproduzido a nota do jornalista Orion Teixeira, do Hoje em Dia, cujo diretor, Ricardo Galuppo, diz ter recebido os dados do próprio Veritá.
É interessante notar, se isso não for um bolivarianismo inimigo da liberdade de imprensa, que a lei prevê cadeia para quem faz pesquisa fajuta e para quem a divulga, pouco importa se jornalista ou marqueteiro.
Não parece ser necessário ser nenhum Hercule Poirot para imaginar que o nosso sonolento Ministério Público devesse interroga-los, acareá-los e, dependendo das informações, pedir a quebra do sigilo telefônico e bancário dos personagens do Veritá.
Ou será que isso é pedir demais aos nossos valorosos procuradores da República?
Eu fiz a minha parte. As provas estão todas nos links.
Mastigadinho e grátis para nosso sonolento MP.
PS. Assis retirou sua página no Twitter após a publicação deste post. É inútil. Foi devidamente copiada e está retuitada em várias outras.