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segunda-feira, 29 de maio de 2017

POLÍTICA - A elite tem suas razões para escolher eleição indireta.

George Marques: elite escolheu indiretas porque pode controlar resultado

Jornalista George Marques, do Intercept, diz que as elites brasileiras decidiram por indiretas porque é mais fácil de se ter o controle do resultado; "Por indiretas o novo presidente e vice do Brasil são escolhidos pelo Congresso: 513 deputados, 81 senadores votam. Ganha quem levar maioria", diz; segundo Marques, em caso de indiretas Rodrigo Maia (DEM/RJ) teria maior probabilidade de ganhar; "O Centrão de deputados na Câmara, onde possui a maioria dos votos, fechou com ele. Maia está com a faca e o queijo na mão e já tomou conhecimento do poder devastador que tem"
29 de Maio de 2017 às 13:55 // 247 no Telegram Telegram // 247 no Youtube Youtube
Por George Marques, em seu Facebook - Eles optaram por eleições indiretas. "grande" imprensa e as elites econômicas brasileiras insistem em reforçar que a saída ideal para a crise política tem que se passar por eleições indiretas. Decisão está que caberia a um Congresso Nacional maculado em escândalos de corrupção por fazê-la e com o povo aguardando do lado de fora. Hoje as indiretas realmente é a melhor alternativa. Pra Eles.
As elites brasileiras decidiram por indiretas porque é mais fácil de se ter o controle do resultado. Por indiretas o novo presidente e vice do Brasil são escolhidos pelo Congresso: 513 deputados, 81 senadores votam. Ganha quem levar maioria. Voto é uma relíquia preciosa em Brasília. Quem tem, trate de guardá-lo. E mantê-lo.
Fazendo uma previsão, em caso de indiretas Rodrigo Maia (DEM/RJ) teria maior probabilidade de ganhar. O Centrão de deputados na Câmara, onde possui a maioria dos votos, fechou com ele. Maia está com a faca e o queijo na mão e já tomou conhecimento do poder devastador que tem.
Sem falar que as elites econômicas não querem mesmo eleições diretas com o ex-presidente Lula liderando nas pesquisas. Se João Dória, por exemplo, estivesse em primeiro lugar o posicionamento das elites seria outro. Em tempos de crise saídas mais conversadoras são as primeiras a serem impostas e testadas.
Reafirmar por eleições indiretas é reforçar a pauta que está posta. Indiretas é a saída para a aprovação da reforma da Previdência e da trabalhista.
Com tudo que está em jogo e com os bilhões que se movimentam nessa trama de interesses, as elites brasileiras optam por uma saída que traga mais rápido benefícios econômicos. Pra Eles. Indiretas reforça a crise de legitimidade da figura presidencial, ultimamente abominada pela opinião pública.

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