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quarta-feira, 24 de maio de 2017

ESPIRITISMO - Há provas científicas da existência dos espíritos? Parte V

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte V, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte V
por Marcos Villas-Bôas
Como visto em textos anteriores, cientistas renomados como Camille Flammarion, Charles Richet e William Crookes realizaram sérios experimentos com médiuns para que fossem testados os fenômenos chamados, do final do século XIX para o início do século XX, de “espirituais”.
Todos os três concluíram pela veracidade dos fenômenos, mas Richet era o único a negar a influência espiritual, apesar de ter atestado a existência de médiuns com “forças psíquicas” capazes de produzir efeitos não explicados pelas leis científicas da época, o que deu surgimento à metapsíquica.  
No prefácio à segunda edição do tratado, Richet lembra crítica de Ernesto Bozzano a sua separação entre metapsíquica objetiva e subjetiva, mas defende seu ponto de vista afirmando que os inúmeros médiuns estudados apresentavam apenas faculdades que diziam respeito a um dos tópicos separados, segundo ele mesmo, para efeitos didáticos:
“Demais, a especialização, entre os diversos médiuns, é quase sempre completa. Eusapia Palladino, por exemplo, ou Marthe Béraud, são médiuns de efeitos físicos, exclusivamente. E não me consta que a Senhora Piper tenha jamais produzido fenômenos físicos materiais.
Algumas vezes, é verdade, certos médiuns, como Home, como Kluski, como Stainton Moses, como a Senhora d’Espérance, são dotados de duas mediunidades reunidas; mas cometer-se-ia erro grave considerá-las como ligadas fatalmente uma à outra” (Tratado da Metapsíquica, p. 12).
Richet era um gênio, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 1913 por descobrir a soroterapia e a anafilaxia. Foi no mesmo período, bem no início do século XX, que ele realizou suas pesquisas com médiuns, afastando espúrias acusações, normalmente realizadas pelos mais incrédulos, sobre um gênio cientista ter se tornado um ingênuo ou um louco exatamente no momento em que começou a estudar fenômenos espirituais.
Os experimentos de William Crookes, descobridor do tubo de imagem, do radiômetro e do Tálio, foram, contudo, tão ou mais esclarecedores do que aqueles de Richet. Vamos a eles:
“The meetings took place in the evening, in a large room lighted by gas. The apparatus prepared for the purpose of testing the movements of the accordion, consisted of a cage, formed of two wooden hoops, respectively 1 foot 10 inches and 2 feet diameter, connected together by 12 narrow laths, each 1 foot 10 inches long, so as to form a drum-shaped frame, open at the top and bottom; round this 50 yard of insulated cooper wire were them netted together firmly with string, so as to form meshes rather less than 2 inches long and 1 inch high. The height of this cage was such that it would just slip under my dining table, but be to close to the top to allow of the hand being introduced into the interior, or to admit of a foot being pushed underneath it. In another room were two Grove’s cells, wires being led from them into the dining-room for connection, if desirable, with the wire surrounding the cage.   
The accordion was a new one, having being purchased by myself for the purpose of these experiments at Wheatstone’s, in Conduit Street. Mr. Home had neither handled nor seen the instrument before the commencement of the test experiments”.
Em tradução livre:
“Os encontros aconteceram à noite, numa grande sala iluminada por gás. O aparato preparado para o fim de testar os movimentos do acordeon consistiam em uma gaiola, formada por dois aros de madeira, respectivamente medindo 56 centímetros e 61 centímetros de diâmetro, conectados juntos por 12 ripas estreitas, cada uma medindo 56 centímetros, de modo a tomar um formato de tambor, aberto em cima e embaixo; em volta de um arame isolado de cobre de 1 metro, estavam eles entrelaçados firmemente com uma corda, de modo a formar malhas não maiores do que 5 centímetros de comprimento e 2,5 centímetros de altura. A altura dessa gaiola era tão baixa que ela passava debaixo da minha mesa de jantar, mas sem estar bem perto do topo a ponto de permitir a introdução da mão no seu interior ou de admitir que um pé fosse empurrado em baixo dela. Em outra sala estavam duas células de Grove, com arames saindo delas para a sala de jantar por conexão, se desejado, com o arame em volta da gaiola.
O acordeon era novo, comprado por mim mesmo para o fim desses experimentos na casa de Wheatstone, na Rua Conduit. O Sr. Home não tinha pegado, nem visto o instrumento até o começo dos testes experimentais”.
Mais detalhes sobre a preparação dos experimentos estão todos no livro de Crookes. Ele explica detalhe por detalhe, com o máximo de seriedade, afastando todas as possibilidades de fraude ou de complacência. Segue o experimento:
“For the greater part of the evening, particularly when anything of importance was proceeding, the observers on each side of Mr. Home kept their feet respectively on his feet, so as to be able to detect his slightest movement.
The temperature of the room varied from 68o to 70o F.
Mr. Home took the accordion between the thumb and middle finger of one hand at the opposite end to the keys [...], (to save repetition this will be subsequently called ‘in the usual manner.’) Having previously opened the bass key myself, and the cage being drawn from under the table so as just to allow the accordion to be passed in with its keys downwards, it was pushed back as close as Mr. Home’s arm would permit, but without hiding his hand from those next to him (see Fig. 2). Very soon the accordion was seen by those on each side to be waiving about in a somewhat curious manner; then sounds came from it, and finally several notes were played in succession. Whislt this was going on, my assistant went under the table, and reported that the accordion was expanding and contracting; at the same time it was seen that the hand of Mr. Home by which it was held was quite still, his other hand resting on the table.    
Presently the accordion was seen by those on either side of Mr. Home to move about, oscillating and going round and round the cage, and playing at the same time. Dr. A. B. now looked under the table, and said that Mr. Home’s hand appeared quite still whilst the accordion was moving about emiting distinct sounds.
Mr. Home still holding the accordion in the usual manner in the cage, his feet being held by those next to him, and his other hand resting on the table, we heard distinct and separate notes sounded in succession, and then a simple air was played. As such a result could only have been produced by the various keys of the instrument being acted upon in harmonious succession, this was considered by those present to be a crucial experiment. But the sequel was still more striking, for Mr. Home then removed his hand altogether from the accordion, taking it quite out of the cage, and placed it in the hand of the person next to him. The instrument then continued to play, no person touching it and no hand being near it”.
Em tradução livre:
“Na maior parte da noite, particularmente quando algo importante estava ocorrendo, os observadores em cada lado do Sr. Home mantinham os seus pés respectivamente sobre os pés dele, estando aptos a detectarem o seu mais suave movimento.
A temperatura da sala variava entre 20 e 21 graus celcius.
O Sr. Home pegou o acordeon entre o polegar e o dedo do meio de uma mão no lado contrário ao das teclas (para poupar a repetição, isso será chamado de ‘da maneira usual’). Tendo previamente aberto a tecla grave eu mesmo e a gaiola tendo sido posta sob a mesa de modo a permitir que o acordeon fosse passado com as teclas para baixo, ele foi empurrado de volta o mais perto que o braço do Sr. Home pudesse chegar, mas sem esconder suas mãos daqueles próximos a ele (ver figura 2). Muito brevemente, o acordeon foi visto por aqueles de cada lado abrindo e fechando de uma maneira curiosa; então sons vieram dele e, finalmente, várias notas foram tocadas sucessivamente. Enquanto isso estava acontecendo, o meu assistente foi sob a mesa e reportou que o acordeon estava expandindo e contraindo; ao mesmo tempo, foi visto que a mão do Sr. Home pela qual ele estava sendo segurado foi mantida como estava, ficando sua outra mão sobre a mesa.
Presentemente, o acordeon foi visto por aqueles dos dois lados do Sr. Home se movendo, oscilando e indo em volta da gaiola, tocando ao mesmo tempo. O doutor A. B. olhou embaixo da mesa e disse que a mão do Sr. Home aparecia da mesma forma enquanto o acordeon estava tocando e emitindo sons distintos.
Enquanto o Sr. Home continuava segurando o acordeon da maneira usual dentro da gaiola, os seus pés sendo segurados por aqueles próximos a ele e sua outra mão estando em cima da mesa, nós ouvimos distintas e sucessivas notas separadas, e, então, um simples ar foi tocado. Uma vez que um resultado como esse apenas poderia ser produzido pelas várias teclas do instrumento sendo acionadas em harmonia sucessiva, esse foi considerado pelos presentes um experimento crucial. Mas, o seguinte foi ainda mais impactante, por ter o Sr. Home removido sua mão do acordeon, retirando-a da gaiola e colocando-a na mão de uma pessoa próxima a ele. O instrumento, então, continuou a soar, sem nenhuma pessoa tocando ele e nenhuma mão estando próxima a ele”.
Após o resultado impressionante, como grande investigador científico que era, Crookes repetiu o experimento em formas diferentes, testando as possibilidades, como passando uma corrente elétrica pela gaiola, e checando se havia alguma fraude:
“The accordion was now again taken without any visible touch from Mr. Home’s hand, which he removed from it entirely and placed upon the table, where it was taken by the person next to him, and seen, as now were both his hands, by all present. I and two of the others present saw the accordion distinctly floating about inside the cage with no visible support. This was repeated a short time, after a short interval. Mr. Home presently re-inserted his hand in the cage and again took hold of the accordion. It then commenced to play, at first chords and runs, and afterwards a well-known sweet and plaintive melody, which it executed perfectly in a very beautiful manner. Whilst this tune was being played, I grasped Mr. Home’s arm, below the elbow, and gently slid my hand down it until I touched the top of the accordion. He was not moving a muscle. His other hand was on the table, visible to all, and his feet were under the feet of those next to him”.
Em tradução livre:
“O acordeon foi agora pego novamente sem nenhum toque visível da mão do Sr. Home, que ele removeu inteiramente e colocou sobre a mesa, onde foi segurada pela pessoa próxima a ele e vistas agora ambas as mãos por todos os presentes. Eu e duas outras pessoas presentes vimos o acordeon distintamente flutuando dentro da gaiola sem suporte visível. Isso foi repetido por pouco tempo, após pequeno intervalo. O Sr. Home presentemente reinseriu sua mão na gaiola e, de novo, pegou o acordeon, que começou a tocar, primeiramente acordes e carreiras, e, mais tarde, uma bem conhecida melodia doce e lamuriosa, que foi executada perfeitamente numa maneira muito bonita. Enquanto essa música era tocada, eu agarrei o braço do Sr. Home, abaixo do ombro, e gentilmente escorreguei minha mão até eu tocar o topo do acordeon. Ele não estava movendo um músculo. Sua outra mão estava sobre a mesa, visível a todos, e seus pés estavam debaixo dos pés de outros próximos a ele”.
Nota-se dos experimentos os imensos cuidados tomados por Crookes e os demais na sala. Nota-se a sua incredulidade inicial confirmada nas investigações. Não há como negar esses resultados. Não se trata mais de mesas levitando, que poderiam ser explicadas por efeitos magnéticos. Trata-se de melodias sendo tocadas harmoniosamente, o que apenas poderia ser feito por uma engenhosa máquina, que sequer existia à época e que não explicaria os movimentos e a flutuação do acordeon, ou por uma inteligência invisível, que é o mais lógico no caso, apesar de estranho para muitos e difícil de crer.      
Satisfeito o pedido de alguns leitores do blog de saberem sobre Espíritos tocando instrumentos musicais, outro desejo era o de que os fenômenos fossem pesados em balança. Lá vai:
“Having met with such striking results in the experiments with the accordion in the cage, we turned to the ballance apparatus already described. Mr. Home placed the tips of his fingers lightly on the extreme end of the mahogany board which was resting on the support, whislt Dr. A. B. and myself sat, one on each side of it, watching for any effect which might be produced. Almost immediately the pointer of the balance was seen to descend. After a few seconds it rose again. This movement was repeated several times, as if by successive waves of the Psychic Force. The end of the board was observed to oscillate slowly up and down during the experiment”.
Em tradução livre:
“Tendo se deparado com tão impactantes resultados nos experimentos com o acordeon na gaiola, nós nos voltamos para o aparato da balança já descrito. O Sr. Home colocou a ponta dos dedos levemente no extremo do prato de mogno que estava descansando no suporte, enquanto o Dr. A. B. e eu mesmo sentávamos, um de cada lado desse suporte, observando qualquer efeito que viesse a ser produzido. Quase imediatamente o ponteiro da balança foi visto descendo. Depois de poucos segundos, ele levantou de novo. O movimento foi repetido várias vezes, como se por sucessivas ondas da Força Psíquica. O fim do prato foi observado oscilar vagarosamente para cima e para baixo durante o experimento”.
Crookes explica que os dedos do Sr. Home estavam apenas encostados bem na ponta do prato da balança, de modo que não faziam praticamente nenhuma pressão. Para ele, o experimento foi ainda mais impactante do que no caso do acordeon.
Tente o leitor analisar a questão em comunhão com os fatos apresentados nos textos anteriores, lembre-se de que são vários os cientistas imensamente renomados atestando resultados semelhantes. Acrescente agora o fato de sujeitos benfeitores como Chico Xavier e Divaldo Franco psicografarem livros em línguas que não conhecem, com conteúdos que muitas vezes não conhecem e afirmarem que conversam com seus guias espirituais e outros espíritos.
Somando tudo isso aos estudos de Allan Kardec e à prática mediúnica em reuniões de desobsessão reiteradas ao longo das várias últimas décadas por milhares de pessoas em diferentes países, a razão, a racionalidade, se destituída de preconceitos bloqueadores, não permitirá que se chegue a outra conclusão, a não ser a de que existem “mundos paralelos” em outras dimensões nas quais vivem seres inteligentes.

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