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quarta-feira, 17 de maio de 2017

PETROBRAS - O desmonte na área de pessoal.

O desmonte da Petrobras é também na área de pessoal

O desmonte que se faz no presente da Petrobras, não se dá apenas na venda dos ativos físicos dos campos de petróleo, das refinarias, gasodutos e outros.
O desmonte está acontecendo também - e fortemente - na área de pessoal, de gente com experiência e especialização. Técnicos e gerentes formados em décadas de estudos, pesquisas e atuação que, já começa a ficar à disposição das empresas que estão comprando as partes fatiadas da Petrobras, no processo chamado, eufemisticamente, como desinvestimentos, quando na realidade se trata de desintegração e desmonte.

Em apenas um ano, a Petrobras reduziu o contingente de trabalhadores diretos de cerca de 76 mil para 65 mil funcionários. Menos 11 mil especialistas em óleo & gás, em perfurações, produção, planejamento e gestão, do poço offshore à venda de produtos beneficiados na ponta do consumo.

Além disso, a nova direção da Petrobras não para de reduzir os investimentos previstos para os próximos anos. Agora, ao fim do primeiro trimestre de 2017, a previsão de investimentos (2017-2021) foi rebaixado novamente de US$ 20 bilhões para US$ 17 bilhões.
No Plano Geral de Negócios (PGN) da estatal 2015-2019 - um ano após a redução dos preços do barril de petróleo no mundo - a previsão de investimentos para os próximos 4 anos era de U$ 42 bilhões, cerca de R$ 130,3 bilhões.

Ou seja, desintegraram a empresa que atuava em toda a cadeia produtiva - do poço ao posto vendendo vários ativos físicos - e agora desmontam a sua capacidade de planejamento, de inovação, de articulação e gestão.

Assim, o governo golpista e Temerário está rapidamente tornando a Petrobras, apenas uma operadora para produzir petróleo, limitando sua atuação que permitia posicionar a holding em diferentes partes da cadeia produtiva, conforme, o ciclo petro-econômico e a conjuntura da economia globalizada e da geopolítica.

As grandes corporações do setor que adquirem estes ativos parecem insistir em negar os riscos que existem de parte destes negócios serem desfeitos adiantes, conforme decisões de interesse da Nação.

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