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segunda-feira, 22 de maio de 2017

POLÍTICA - Entrevista do traíra à Folha.

Perdido e patético: a entrevista de Temer à Folha


fotemer
Rodrigo Rocha Loures, o amigo e assessor flagrado recebendo malas de dinheiro ” é um homem, coitado, de boa índole, de muito boa índole”.
De Joesley Batista, respondendo a vários casos escandalosos, diz que “nem sabia que ele estava sendo investigado.”
O problema é que, aos 76 anos e meio século de articulações políticas  ele foi “ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento”.
E sobre a agressiva e desesperada reação ao flagrante (tenha ele o quanto tiver de preparado) diz que a sensação da população é a de que  “enfim, temos presidente”.
Pelas quatro pérolas, dá para sentir o ridículo da entrevista de Michel Temer à Folha e o completo estado de alienação em que se encontra este homem.
Diz que foi sabotado quando estava conseguindo o milagre da recuperação econômica que, há um ano, é sempre prometido para amanhã, como no caso de vendedores “enrolões”.
Agora, depois de tê-lo feito presidente, o problema é que “há uma emissora de televisão [TV Globo] que fica o dia inteiro bombardeando”.
E, cinicamente, diz que se ficar provado que não existem as edições no áudio de seu diálogo com o dono da Friboi, o problema é dos jonais: ” Se disserem que não tem modificação nenhuma eu direi: a Folha e o Estadão erraram”.
Ele, um dos interlocutores, não tem convicção ou coragem de bancar que não houve o que se mostrou, o que se ouviu.
Michel Temer, sem a vistosa armadura que a mídia o vestia – mesmo que a vocação do medíocre teimasse em escapar pelas frestas, a todo momento – revela-se no que é.
Um homem sem rumo, preso apenas a arranjos e que, nu na praça, não sabe senão ser patético.

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