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terça-feira, 23 de maio de 2017

POLÍTICA - O Dr. Moro está fazendo escola.


Estado de exceção: Azevedo é um jornalista tenebroso, mas o grampo da PGR é indefensável. Por Kiko Nogueira

Azevedo e seu amigo Gilmar Mendes
Reinaldo Azevedo é tudo o que você pensa de Reinaldo Azevedo, mas o que a Procuradoria Geral da República fez é indefensável.
Digno de um estado de exceção, para onde caminhamos. A “meganhagem”, como define o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, tomou conta.
A lei de intercepção telefônica diz o seguinte: grampo sem relação com o objeto da investigação deve ser destruído. Não pode nem ser transcrito.
Se o papo com Andrea Neves não era relevante para um crime, qual é a justificativa para vazar?
Sigilo de fonte é inviolável. 
Foi retaliação da Lava Jato por ele ter se transformado em crítico da operação depois que ela chegou ao PSDB?
E quando for com você? Onde isso para?
A ligação foi interceptada pela PF, segundo o BuzzFeed. No diálogo, ele classificou uma reportagem da Veja como “nojenta”.
Era aquela que foi para a capa com o título “A vez de Aécio”, com a acusação de que empresário Alexandre Accioly, dono da academia Bodytech, emprestou uma conta em Cingapura para alocar propina da Odebrecht.
Reinaldo criticou também Rodrigo Janot. O PGR, afirmou, atacava Aécio porque queria se candidatar ao governo de Minas Gerais ou ao Senado.
E daí? Não se pode dar mais opinião?
Quantos outros jornalistas da Veja e de outras publicações não têm Andrea Neves ou o próprio Aécio como fonte? As gravações serão divulgadas?
Em sua coluna, ele diz que foi demitido. Reinaldo não fez nada diferente do que seu ex-patrão Roberto Civita fazia com o Mineirinho.
No final de semana de 27 e 28 de março de 2010, Aécio emprestou o helicóptero oficial para levar o dono da Abril e sua mulher Antônia irem de Belo Horizonte a Brumadinho. O casal visitou o museu de Inhotim.
Aécio ainda ciceroneou a dupla em outro passeio a São João Del Rey no Learjet governo mineiro.
O saldo foi uma entrevista nas Páginas Amarelas e uma matéria sobre o museu Inhotim.
Conheceremos o teor dos papos de Merval Pereira com seus chegados tucanos? E os Marinhos?
Reinaldo, que se jactava de ter quatro empregos, perdeu um e logo deve deixar o posto de estrela da Jovem Pan.
Como gosta meu irmão Paulo Nogueira, vale a sabedoria milenar de Pulitzer: jornalista não tem amigo.

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