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quarta-feira, 24 de maio de 2017

POLÍTICA - O monstro devora seus cevadores.

O monstro devora seus cevadores

hidra
Felizmente foram poucos os que não entenderam a reação imediata e sem reservas com que este blog reagiu ao que foi feito com o sr. Reinaldo Azevedo, um cidadão do qual divirjo em ideias e práticas.
Podemos todos que integramos a vasta fauna humana, podemos conviver, capacidade que estamos perdendo e, nisso, Reinaldo tem responsabilidades e graves.
O que tanto o orgulha, ser o criador do termo “petralha”, talvez sirva como ponto referencial desta história de ódio que hoje nos envolveu.
Envolveu a tal ponto que hoje temos um “partido” informal, que tem como líderes os procuradores da República, o juiz Sérgio Moro e, lamentavelmente, o Poder Judiciário em geral.
Este partido totalitário, que atropela direitos e massacra reputações, com a cumplicidade e incentivo de um sistema de mídia do qual Reinaldo fez parte.
A adesão que este agrupamento exige é total e sabuja. Todos se lembram – se esquecerem vejam o que dizem os trolls – que divergir dele era ser ou defender corrupção. Ser “sujos”, como nos chamavam.
A megalomania destes “mensageiros da Verdade” é tanta que não se pejam em adotar comportamentos abjetos, incompatíveis com as funções de equilíbrio que deles se exige.
Desde a cena patética de Rodrigo Janot posando com um cartaz de “esperança do Brasil” até o episódio de domingo, com as entrevistas em inglês de Eliot Ness e seus intocáveis, digo, de Sérgio Moro e os tarefeiros da Força, tornaram-se showmen arrogantes e ilegítimos, exibidos pela mídia como super-heróis da “Liga da Justiça”.
É verdade que a mídia se rebola, incomodada, quando seus abusos atingem jornalistas. Mas o que aconteceu é pior, muito pior, do que a já asquerosa violação ao princípio do “sigilo da fonte”.
Reinaldo Azevedo não foi agredido apenas na sua condição profissional, mas em seus direitos de cidadão à privacidade. Se não há crime ou indício de investigação num diálogo “grampeado” não é legítimo divulgá-lo. Não é com Reinaldo, não é com Dilma, não é com o Lula e não é nem mesmo com o “Seu Manoel da Padaria”.
Nenhum ser humano que não tenha se contaminado desta doença coletiva de ódio que se inoculou na sociedade brasileira pode ser comprazer da desgraça alheia, mesmo que esta desgraça seja que quem estimulou, cevou e legitimou a metástase da Justiça brasileira, que se converteu num tribunal político, e de seus fornalheiros do Ministério Público, que atiram sem parar carne humana nas suas fogueiras.
Mas todos, independente se de direita como Azevedo ou de esquerda, como este que escreve aqui, precisamos nos unir contra este monstro que se ergueu sobre a vida brasileira, que devora seus antigos cevadores, como a Globo devora Temer, a sua criatura, usada para derrubar o governo eleito.
A hidra global agora tem mais uma cabeça, feroz e destruidora, que precisa ser esmagada, em nome da democracia.

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