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terça-feira, 23 de maio de 2017

POLÍTICA - Delcídio e o Departamento de Justiça americana.

Delcídio afirma a Moro que prestou depoimento ao DoJ


O ex-senador Delcídio do Amaral prestou depoimento ontem ao juiz federal Sergio Moro, no âmbito da ação em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu acusado de receber quase R$ 13 milhões em propina da Odebrecht por meio da compra de um terreno para o Instituto Lula em São Paulo e de um apartamento vizinho ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP).

Além de reafirmar que o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, era o responsável por estruturar o Instituto Lula, ele também revelou que participou de uma audiência sobre a Lava-Jato convocada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. De acordo com Delcídio, as autoridades americanas enviaram um ofício ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo que o ex-senador fosse ouvido em uma oitiva.

A audiência teria ocorrido na sede do Tribunal de Justiça em Campo Grande (MS), com a presença de um juiz, de procuradores do Ministério Público Federal e de advogados da Petrobras. O ex-senador não precisou a data em que a oitiva ocorreu.

Fundos e investidores que processam a Petrobras nos Estados Unidos já haviam conseguido autorização na Justiça americana para ouvir diversos envolvidos no escândalo de corrupção na estatal, mas não ficou claro pelo depoimento do ex-senador se a audiência fez parte desse processo ou não.

Segundo Delcídio, nenhuma autoridade americana compareceu à audiência. Foi o juiz brasileiro que leu as perguntas enviadas, que, de acordo com o ex-senador, seriam genéricas, citando trechos da delação feita por ele e perguntando se ele confirmava os fatos.

"Fiquei até constrangido. Dizia pro juiz: "mas a resposta está na minha colaboração!", afirmou o ex-senador. "Todos nós ficamos numa saia justa danada naquela audiência, porque ninguém entendeu por que aquilo ocorreu em Campo Grande (MS). O Ministério Público deslocou procuradores, a Petrobras enviou advogados, e a parte interessada não estava presente", diz.

Ainda de acordo com Delcídio, o próprio juiz tinha dificuldade em entender as perguntas feitas pelas autoridades americanas, e um dos advogados da Petrobras tentava explicar o motivo das questões sob a ótica do sistema de Justiça dos EUA. "Foi uma audiência no mínimo surpreendente." (...)

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