domingo, 1 de maio de 2011

LÍBIA - Assassinatos na Líbia.

Reproduzo artigo de Brizola Neto, publicado no blog Tijolaço:

A nota da OTAN lamentando a morte do filho mais novo e de três netos de Mummar Khadaffi é de um cinismo poucas vezes visto. Não é crível que Khadaffi deixasse seu filho e seus netos numa instalação militar, ainda mais depois de um mês de pesados bombardeios à capital, Trípoli. Foi, sim, um ataque a uma casa, num bairro residencial, com o deliberado intuito de atingir o líder líbio.

Goste-se dele ou não, não é esse o mandato da ONU para a Líbia. Ao contrário, a autorização de uso de força militar é para proteger civis, não para assassinar Khadaffi e muito menos seus filhos e netos. Mais cruel ainda é que o ataque se deu poucas horas depois de ele ter anunciado publicamente, na televisão, que estava disposto a negociar com a OTAN em troca de um cessar-fogo.

Fica claro que a ação militar não tem como objetivo criar uma saída humanitária para a crise daquele país. Pretende sim a deposição de um regime e o aniquilamento de pessoas que o lideram, pela via do assassinato – porque não é possível considerar que matar com bombas seja menos que um assassinato a bala, sem defesa.

Aliás, é pior, porque para tentar atingir a TV onde estaria Khadaffi, a Sociedade Líbia da Síndrome de Down também foi bombardeada nos ataques da Otan na madrugada de ontem.

Não é para isso a ONU. Os Brics – Brasil entre eles – devem usar o poder que adquiriram na comunidade internacional para exigir um cessar-fogo imediato e o envio de observadores internacionais para zelar por seu cumprimento. A comunidade das nações não pode, mesmo indiretamente, patrocinar ataques de “execução pessoal”. Não deveriam patrocinar ataque algum, mas estes, de deliberada e dirigida ação homicida são intoleráveis.

1 comentários:

Remindo disse...

A morte de Bin Laden é uma armação para garantir a reeleição do Obama. Até a foto do "morto" era falsa. Como a grana dos EUA não dá mais para sustentar suas guerras o negócio é matar o arqui-inimigo pela imprensa e parar os conflitos. Estas guerras começaram com as mentiras do Bush e termina com uma mentira do Obama. Assim o garoto da Casa Branca pode encerrar a campanha militar como vencedor.