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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ELEIÇÕES - Marina, as duas faces da candidata.

As duas faces da candidata


Por Mauro Santayana

O súbito interesse, de alguns meios de comunicação e de setores empresariais poderosos, pela candidatura da senadora Marina Silva, recomenda aos nacionalistas brasileiros alguma prudência. A militante ecológica é apresentada ao país como a menina pobre, da floresta profunda, que só se alfabetizou aos 16 anos e fez brilhante carreira política. Tudo isso é verdade, mas é preciso saber o que pensa realmente a senadora do Brasil como um todo. Convém lembrar que a senhora Silva (que hoje se vale do sobrenome comum para atacar Dilma Rousseff) esteve associada a entidades internacionais, e recebeu o apoio declarado de personalidades norte-americanas, como Al Gore e o cineasta James Cameron. James Cameron, autor de um filme de forte simbolismo racista e colonialista, Avatar, intrometeu-se em assuntos nacionais e participou de encontro contra a construção da represa de Belo Monte.

A respeitável trajetória humana da senadora pelo Acre não é bastante para fazer dela presidente da República. Seu comportamento político, ao longo dos últimos anos, suscita natural e fundada desconfiança dos brasileiros. Seus admiradores estrangeiros pregam abertamente a intervenção na Amazônia, “para salvar o mundo”. Não são os ocupantes do vasto território que ameaçam o mundo. São as grandes potências, com os Estados Unidos de Gore em primeiro lugar, que, ao sustentar grandes e bem equipados exércitos, pretendem governar todos os povos da Terra. Al Gore, que festejou a candidatura verde, é o mesmo que pronunciou, com todas as sílabas, uma frase reproduzida pela imprensa: “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é só deles, mas de todos nós”. Desaforo maior é difícil.

Ninguém, de bom senso, quer destruir a Natureza, e será necessário preservar a vida em todo o planeta, não só na Amazônia. A senadora Marina Silva tem sido interlocutora ativa das ONGs internacionais, tão zelosas em defender os índios da Amazônia e desdenhosamente desinteressadas em ajudar os nativos da região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, dizimados pela doença, corrompidos pelo álcool e, não raras vezes, assassinados por sicários.

Argumente-se, em favor da senadora, que o seu fervor quase apostólico na defesa dos povos da Floresta dificulta-lhe a visão política geral. Mas seu apego a uma só bandeira, a da ecologia radical, e o fundamentalismo religioso protestante que professa, reduzem as perspectivas de sua candidatura. Com todos os seus méritos e virtudes, não é provável que entenda o Brasil em toda a sua complexidade, em toda a sua inquietude intelectual, em toda a sua maravilhosa diversidade regional. As conveniências da campanha eleitoral já a desviaram de alguns de seus compromissos juvenis. Esse seu pragmatismo está merecendo a atenção do ex-presidente Fernando Henrique, que pretende um segundo turno com a aliança entre Serra e Marina. Como sempre ocorre com os palpites políticos do ex-presidente, essa declaração é prejudicial a Serra e, provavelmente, também a Marina. Ela, vista por muitos como inocente útil daqueles que nos querem roubar a Amazônia, é vista pelo ex-presidente como inocente útil da candidatura dos tucanos de São Paulo. É possível desculpar a ingenuidade na vida comum, mas jamais aceitá-la quando se trata das razões de Estado.

José Serra poderia ter tido outro desempenho eleitoral, se tivesse desouvido alguns de seus aliados, como Fernando Henrique, que lhe debitou a política de privatizações, e Cesar Maia, que lhe impôs o inconveniente e troglodita Indio da Costa como vice.

ELEIÇÕES - O incrível pedido de vistas do Gilmar Dantas, digo, Mendes.

Enviado por luisnassif

Do G1

STF suspende análise de exigência de dois documentos para votar

Gilmar Mendes pediu vista quando já havia maioria pelo fim da exigência. Obrigatoriedade de apresentação de título de eleitor foi contestada pelo PT.

Débora Santos
Do G1, em Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento de ação sobre a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos para votar no dia da eleição devido a um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Eles disse que pretende levar o processo novamente ao plenário nesta quinta-feira (30).

A obrigatoriedade era contestada pelo PT. A suspensão do julgamento aconteceu quando já havia maioria pela derrubada da exigência. O placar era de 7 a 0.

Já haviam votado pela derruba da exigência os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio e Ayres Britto, além da relatora do processo, Ellen Gracie.

A determinação de apresentar os dois documentos na hora de votar foi fixada pela minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. A obrigação foi questionada em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) pelo PT.

Para o partido, a dupla identificação seria uma redundância porque, uma vez cadastrado pela Justiça Eleitoral, o cidadão já é eleitor e só precisaria comprovar a própria identidade.

Segundo a legenda, "a exigência de portar o título de eleitor no ato de votação não é inspirada por nenhuma grande razão prática ou jurídica, redundando em mero formalismo. Esse tipo de rigorismo não é estritamente indispensável para a segurança do sistema de votação, ao passo que certamente afastará do protagonismo político muitos eleitores que não conhecem as minúcias da burocracia eleitoral", afirmou o partido na ação.

Com a nova regra, um dos objetivos da Justiça Eleitoral é promover maior segurança na identificação do eleitor e evitar episódios em que pessoas votam por outras, valendo-se do fato de o título de eleitor não conter foto.

Os documentos oficiais para comprovação de identidade que serão aceitos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são carteira de identidade ou documento de valor legal equivalente (identidades funcionais), certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação, com foto.

Certidão de nascimento e de casamento não serão aceitas. Outras possibilidades, como a apresentação de cópias autenticadas de documentos, serão resolvidas caso a caso pelo mesário ou pelo juiz eleitoral.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

POLÍTICA - "Onde estavam os democratas na era FHC?"

Democracia & Política

FERNANDO FERRO PERGUNTA: “ONDE ESTAVAM OS DEMOCRATAS?”
ONDE ESTAVAM OS SUPOSTOS DEMOCRATAS NA ERA FHC?

Por Fernando Ferro*

“À medida que as possibilidades de vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno se tornam mais reais, a sensibilidade às “ameaças à democracia” fica crescentemente aguçada. E distorcida. No caso do Brasil de hoje, as ameaças, segundo grupos da oposição, provêm, paradoxalmente, do próprio voto popular.

Essa parece ser a tese dos chamados “formadores de opinião” que querem mobilizar o País em “defesa da democracia”. Inspirados por um neoudenismo opaco e alimentados por um mal disfarçado ressentimento político, esses autodenominados “democratas convictos” insurgem-se, agora, contra a “visão regressiva do processo político”, que transforma o “Legislativo em extensão do Executivo” e “viola a Constituição e as leis”. Temem, acima de tudo, que Lula não apenas consiga eleger a sua sucessora, mas também que a situação obtenha votos suficientes para fazer uma folgada maioria no Congresso. Tal perspectiva, se concretizada, abriria, segundo esses “democratas convictos”, o caminho para o “autoritarismo” baseado no “partido único” (qual deles?) e na definitiva “fragilização da oposição”.

Como parlamentar que viveu a experiência dos 8 anos de FHC na oposição, e hoje no governo, posso avaliar o comportamento dos atuais oposicionistas, cuja dificuldade de atuar fica evidente na tentativa de golpear de forma baixa o Governo Lula, e de, ao melhor estilo lacerdista, mas sem a mesma competência e brilho, ganhar o jogo a qualquer custo, tentando impedir a continuidade desse projeto, agora sob comando de Dilma Roussef.

Tal preocupação é deveras tocante é têm sólidas raízes na história recente do Brasil. De fato, na época do regime militar, havia também muitos “democratas convictos” que se insurgiam contra a perspectiva do destino do País ser entregue ao arbítrio das massas populares “que não sabiam votar” e que se constituíam em apenas “massa de manobra para interesses populistas”.

Posteriormente, já no regime democrático, houve casos em que o voto popular conduziu a situações em que as oposições se viram extremamente fragilizadas e o governo pode promover, a seu bel-prazer, profundas reformas constitucionais e legais, transformando o “Legislativo em mera extensão do Executivo”. Esse foi o caso, por exemplo, do governo Fernando Henrique Cardoso.

Com efeito, turbinado pelo Plano Real, que produziu efeitos distribuidores de renda no curto prazo e promoveu o chamado “populismo cambial”, o governo FHC conseguiu formar uma maioria parlamentar e política que faria corar o democrata mais convicto. Na Câmara dos Deputados, o que os atuais “defensores da democracia” chamam de “partido único” tinha apenas 49 parlamentares e a oposição como um todo reunia pouco mais que uma centena de deputados. Assim, o governo FHC tinha à disposição uma maioria acachapante de quase 400 parlamentares. No Senado, a situação era pior (ou melhor, para os “democratas convictos”), o PT tinha cinco senadores e a oposição como um todo menos do que 20.

Tal maioria permitiu que, do alto da presidência da Câmara, o deputado Luiz Eduardo Magalhães operasse, alegre e profusamente, o seu famoso “rolo compressor” para aprovar reformas constitucionais e legais bastante abrangentes, sempre a serviço “dos interesses maiores do País”, é claro, como a abertura, sem critérios, das portas da economia brasileira ao capital estrangeiro, e a antinacional privatização do patrimônio público, com regras benevolentes e muitas vezes com ajuda do BNDES. E as medidas provisórias, que naquela época podiam ser reeditadas, foram usadas com proverbial prodigalidade. Obviamente, tudo isso era obedientemente ratificado pelo Senado, sem nenhum questionamento expressivo. Já ao final do primeiro governo FHC, tal maioria inconteste permitiu, inclusive, que se aprovasse a emenda constitucional da reeleição, com os aplausos entusiásticos dos que hoje se dizem “democratas convictos”, que não levantaram suas vozes contra a denúncia de compra de votos para aprovar a medida que beneficiou o sociólogo tucano e sua turma.

É de conhecimento até do reino mineral que, comparado com aquele governo, o governo Lula teve e tem uma situação politicamente bem mais difícil, especialmente no Senado. Apesar disso, o nosso governo investiu bastante no aprimoramento das instituições republicanas e na articulação entre o Estado e os movimentos sociais, com o aprofundamento da democracia. Fizemos conferências setoriais, envolvendo, entre outras áreas, saúde, educação, segurança pública, e ainda criamos o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, com a participação de empresários e trabalhadores, para a definição de importantes políticas públicas. Ao mesmo tempo, as liberdades fundamentais, como a liberdade de expressão, foram inteiramente protegidas e promovidas. Essas iniciativas, a adoção de mais transparência e o fortalecimento das instituições de controle, como a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União, “seriam ameaças à democracia”, na leitura desses “democratas”.

Saliente-se que a extrema fragilidade da oposição da época de FHC tinha dois sérios agravantes. Em primeiro lugar, vivíamos a hegemonia inconteste do paradigma neoliberal, do pensamento único. Assim, os parcos e débeis protestos da oposição eram sempre rapidamente desclassificados como manifestações “jurássicas” e “neobobas”. Em segundo, a grande mídia, hoje confessadamente um partido de oposição, era, naquela época, um dedicado partido da situação cujo alinhamento aos desígnios governamentais só pode ser definido, a posteriori, como espartano. Curiosa essa queixa da imprensa de hoje, que viveu, com honrosas exceções, sob o manto monolítico do pensamento único neoliberal defendido pelo PDSB e PFL (atual DEM) e agora vem dizer que é ameaçada pelo governo do PT. O PIG virou um verdadeiro PRI: não quer mudanças e julga ter todo o poder para não dar satisfações a ninguém.

Tudo isso é plenamente conhecido por quem tem um pouco de memória histórica. Contudo, há um mistério que permanece insolúvel. Onde estavam os “democratas convictos” naquela conjuntura de intensa “ameaça à democracia”, segundo seus próprios critérios?

Por que aplaudiram as fáceis eleições de FHC em primeiro turno e agora dizem que a eventual eleição de Dilma na primeira rodada seria um “desastre para a democracia”?

Por que não consideravam a amplíssima maioria política e parlamentar que FHC dispunha no Congresso como um limitador ao exercício da democracia?

Por que não se preocuparam com o isolamento e a debilidade da oposição daquele período?

Por que não se insurgiram contra a inoperância do “engavetador geral da República”?

Por que aplaudiram e ajudaram a promover a criminalização dos movimentos sociais?

Por que o pensamento único não foi contestado?

É difícil saber onde estavam os que hoje se dizem “democratas”.

Talvez a principal pista nos seja revelada por Dante. É provável que eles estivessem na sexta vala do “Malebolge”, exibindo as suas incômodas vestes de chumbo. Hoje, sem dúvida, estão sintonizados com seus patrões donos das concessões de emissoras e outros meios de comunicação, e claramente comprometidos com uma visão política pequena e distorcida de oposição ao Governo Lula.

De qualquer modo, sua alegre e livre emergência, agora exibindo plumagem específica, talvez se constitua na principal evidência do caráter democrático do Brasil, sob o Governo Lula.”

FONTE: escrito por Fernando Ferro, deputado federal (PT-PE), líder do partido na Câmara Federal. Publicado no portal “Viomundo”, do jornalista Luiz Carlos Azenha (http://www.viomundo.com.br/politica/fernando-ferro-pergunta-onde-estavam-os-democratas.html).

ELEIÇÕES - Da inutilidade do desespero.

Por Mauro Santayana

Não há pior conselheiro do que o desespero. Setores da classe média que haviam “engolido” o operário Luiz Inácio da Silva, e supunham que sua ascensão fosse efêmero capricho da História, desesperam-se com a hipótese de que o lulismo continue, com a vitória de sua candidata, no pleito de domingo. Mas não devemos nos desesperar com seu desespero. É natural que se esforcem para impedir a eleição de quem não desejam. A isso se chama democracia. E é também natural que os partidários da continuidade de uma filosofia de governo, a de Lula, se preparem para defender o que conquistaram. A isso também se chama democracia.

Se examinarmos a situação do país, concluiremos que, pelo menos até agora, todos os setores sociais, incluída a classe média, foram beneficiados. A muitos de nós incomoda a alegria dos banqueiros e de outros grandes empresários. Mas o povão, ou seja, os que nada ou muito pouco tinham para comer e vestir, estão também satisfeitos. Enfim, noves fora zero, a conta se fecha. Do muito que saiu de um lado, para os grandes, alguma coisa ficou para os pequenos; para aqueles que nada tinham, o pouco tem o gosto de muito.

Todos os que conhecem os países ricos, além dos circuitos enganadores do turismo organizado, sabem que a verdadeira classe média brasileira é senhora de grandes privilégios. Há que se considerar que os critérios de remuneração para identificar a classe média brasileira são incorretos. Nenhuma família que tenha, na soma de seus membros ativos, menos de 4 mil reais de renda mensal, pode ser considerada de classe média, embora esteja salva da pobreza. Nessa faixa, se viver nas cidades pequenas e médias do interior, já pode contar com empregadas domésticas, fixas ou eventuais, essas, sim, quase sempre exploradas. Nos países ricos, nenhuma família pode ser considerada de classe média, se não ganhar pelo menos o dobro, e, mesmo assim, seus membros terão que se revezar nos trabalhos domésticos, porque, no máximo, poderão contratar imigrantes ilegais para servi-las um ou dois dias por semana.

O importante é que a fome volta a desaparecer do Brasil. No passado, ela era minorada pela solidariedade entre os pobres. O hedonismo, induzido pela televisão, fez com que muitos pobres se tornassem egoístas. Hoje, o Estado está presente, em vários programas sociais, para suprir a solidariedade, e só escassa parcela da população ainda come aquém de sua fome. Enfim, conforme o velho ditado, quem tem a barriga cheia tem também o coração contente.

Podemos criticar, como fizemos nesta coluna, a forma pela qual o presidente conduziu o processo sucessório, mas esse reparo não invalida a sua natureza democrática. Enquanto não houver reforma política que restaure o pacto federativo e confira mais legitimidade ao sistema eleitoral, dele retirando a influência do poder econômico, teremos que conviver com o possível, até que consigamos o necessário. Em 1964, o tempo, nacional e internacional, era outro. A desastrada greve dos transportes coletivos nas capitais impediu a mobilização dos trabalhadores. Hoje, onde houver um terminal da internet, haverá um palanque como os que têm reunido, aqui e ali, multidões decididas.

Os que, mediante a imprensa e outros meios, quiserem contestar o resultado das urnas, que se preparem para assumir, mais uma vez, e não se sabe com que consequências, os riscos do desatino.

É bom que reflitam, renunciem a aventuras liberticidas e se preparem para exercer oposição honrada, ainda que seja firme.

ELEIÇÕES - Não há nenhuma onda verde.

Criação de Marina, onda verde é invenção do Barão de Limeira

Pesquisa CNI/IBOPE que acaba de ser divulgada prova que não há nenhuma onda verde. Esta é uma história criada pela candidata do PV Marina Silva com o Barão de Limeira (rua sede da Folha de S.Paulo). Nossa candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) continua a preferida de 50% dos brasileiros que votam no próximo domingo.

Por esta pesquisa, enquanto Dilma mantém a preferência de metade do eleitorado, a intenção de voto nos seus adversários o candidato da oposição, José Serra (PSDB-DEM-PPS), a do Partido Verde, senadora Marina Silva (PV-AC) e todos os outros, somada não passa de 41%.

O IBOPE encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) deixa evidente, assim, que a candidatura Dilma está estabilizada. Sua oscilação se dá dentro da margem de erro (dois pontos percentuais) dos 51% atribuídos pela maioria dos institutos de pesquisa antes de o Datafolha surgir com a história de onda verde e que a eleição vai para 2º turno.

IBOPE fez pesquisa em 3 dias; Datafolha em 1

A sondagem eleitoral IBOPE, realizada de 25 a 27 pp., ao dar 50% para Dilma contra 41% de todos os outros adversários somados aponta que levando-se em consideração os votos válidos a petista vencerá no 1º turno. A CNI/IBOPE dá 27% para José Serra (PSDB) e 13% para Marina. Os outros candidatos somados têm 1%. Há também 4% de brancos e nulos e 4% de indecisos.

O levantamento foi feito ao longo de 3 dias (25, 26 e 27) e não pode ser comparado com a pesquisa Datafolha, realizada apenas no dia 27 e que deu Dilma com 46%, Serra com 28% e Marina com 14%. O Ibope fez 3.010 entrevistas e tem margem de erro máxima de 2 pontos percentuais.

Ele confirma que todos os indícios são de que o pleito continua a favor de Dilma e de sua vitória já daqui a quatro dias. Suas chances de ganhar no 1º turno estão, inclusive, fora da margem de erro.

PT é o partido preferido dos brasileiros

Outro dado deste IBOPE que, mais uma vez, chama a atenção é sobre a preferência partidária dos eleitores brasileiros. O PT é disparado, com 27%, o partido preferido. Compreende-se, assim, os apelos insistentes da Dilma e nossos nos últimos dias para que a militância petista e aliada ganhe as ruas e assegure a vitória neste domingo.

É um apelo que José Serra e Marina não podem fazer, ela porque é de um pequeno partido e ele porque o seu PSDB deixou de ser partido e há muitos anos não tem militância, converteu-se em uma legenda de hollerith. Tanto que apenas 5% dos eleitores dizem preferir a sigla tucana, e só 3% se lembram do PV.

A sondagem CNI/IBOPE deixa claro, assim, que a onda verde não passou de uma bem criada estratégia de comunicação da turma da candidata Marina, que encontrou entusiasmado respaldo na Folha de S.Paulo e foi conveniente à candidata verde e a José Serra. Assim os dois podem assim reavivar os últimos sonhos de que a eleição de domingo ainda vai para um 2º turno.

ELEIÇÕES - Serra continua o mesmo.

Uma viagem de cão a quatro dias da derrota.

Serra agride jornalista e chama jornal de "mentiroso"...


José SerraTudo bem que estamos a apenas quatro dias de uma grande derrota tucana anunciada, mas o candidato da oposição a presidente da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS), também não precisava fazer o que se diz popularmente de "chutar o balde" ou "o pau da barraca".

De uma só vez, em viagem de campanha a Salvador ontem, José Serra agrediu um jornalista da Folha de S.Paulo; declarou que o jornal faz reportagem "mentirosa"; que as pesquisas são "compradas"; e que não acredita em sondagens eleitorais.

Mas, justo ele e a Folha se desentendendo? E em torno de pesquisas, um dia depois que uma do Datafolha revelou todo o empenho do jornalão da Barão de Limeira em prol de um 2º turno? É certo que ante a iminência da derrota daqui a quatro dias, o candidato tucano vivia um dia de cão em Salvador, mas não precisava exagerar...

Até pergunta simples irrita o tucano

A pergunta era simples. José Serra apenas foi questionado pela Folha sobre qual é sua estratégia para os últimos dias da campanha. Mas, ao invés de responder, José Serra saiu-se com esta em cima do jornalista: "Certamente não é perder tempo com matéria mentirosa como a que você fez".

José Serra perdeu a fleuma - que no seu caso, já não é lá grande coisa... - e referia-se à reportagem publicada domingo pp. pelo jornal mostrando as ressalvas levantadas (em relatório de 700 páginas) no ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) sobre suas realizações quando era governador. Talvez porque as objeções se referissem a obras e programas que agora, de novo, fazem parte de sua lista de promessas de campanha como candidato tucano.

O presidenciável do PSDB-DEM-PPS já havia respondido á reportagem antes de sua publicação, quando considerou os reparos do TCE-SP "irrelevantes", acusou o jornal de "desinformar" os leitores e de "apostar na máxima petista de pregar que todos são iguais e cometem os mesmos equívocos na ação governamental". Acusar o jornal de adotar "máxima petista" para o Folhão, realmente deve ter sido a máxima agressão...

O respeito de cada um à liberdade de imprensa

Interessante é que antes de criticar a Folha, José Serra defendeu a liberdade de imprensa em discurso na Câmara Municipal de Salvador, onde recebeu o título de "Cidadão Soteropolitano". No pronunciamento, ele citou o poeta baiano Gregório de Matos (1623-1696), afirmando que se ele estivesse vivo "talvez alguns dos censores que andam por aí tentassem calá-lo".

É auto-referência? José Serra costuma ligar para redações pedindo cabeça de jornalistas; demitiu na TV Cultura (do Estado) quando era governador; expulsou jornalistas do Estadão de sua casa; e recentemente criou confusão nos estúdios da Rede de TV CNT, ameaçando não prosseguir com a gravação de uma entrevista com a apresentadora Márcia Peltier porque ela começou com outras perguntas e não as que ele queria que ela fizesse.

Além disso converteu-se, nas últimas semanas no maior arauto da censura na internet, defendendo a medida contra o que ele chama de "blogs sujos" e que são todos os que não o apoiam.
Fonte: Blog do Zé Dirceu.

ELEIÇÕES - Só podia ser ele.

o fotodoc e o segundo turno

dia 18 passado o blog publicou um texto, baseado em pesquisa datafolha de 8 e 9 de setembro, mostrando que a exigência do uso do título de eleitor e mais um documento com foto [fotodoc] para votar poderia, por si só, ser a causa de um segundo turno nas eleições para presidente. o argumento e os cálculos são simples e podem ser encontrados neste link.

o texto do blog gerou uma enxurrada de comentários, incluindo vários de seres humanos que têm DNA de lêmingues, dispostos a seguir qualquer regra ditada por qualquer tipo de instância aparentemente superior, por menos razoável que possa parecer. curiosamente, e não por completo acaso, são estas mesmas criaturas as vítimas prediletas da propaganda governamental, na qual acreditam piamente, sem qualquer questionamento ou crítica. uns deles, claro, acreditam apenas em tudo o que “seu” governo diz, sendo obviamente falso tudo o que os outros propalam.

pois bem. num evento que certamente não tem qualquer relação com a pesquisa da datafolha e o texto do blog, o PT, que está para ganhar as eleições no primeiro turno e seria o principal prejudicado caso os tais fotodocs fossem mesmo exigidos, resolveu entrar com uma ADIn, ação direta de inconstitucionalidade, contra a necessidade de duas comprovações de identidade para votação. ou um [título] ou outro [fotodoc] argumenta o partido em sua petição para salvaguardar o direito cidadão de votar. ação diz literalmente que a exigência de dois documentos é… "burocracia desnecessária no momento de votação" e que… "seria um exagero de consequências negativas, sobretudo para a expressão da soberania das pessoas mais simples de nosso país".

a ação entrou no STF dia 24 de setembro e o julgamento ainda está rolando, já que um dos ministros pediu vistas ao processo. mas o resultado parcial é decisivo: a maioria do STF já votou [7x0] contra a necessidade dos dois documentos e tudo deve continuar como antes, ou seja, o blog vai fazer o que disse [no post anterior] que iria fazer e votar só com um documento.

é nisso que dá um país cheio de regras, regras demais: de repente umas delas são criadas em cima da hora, não se cuida dos pressupostos para que sejam executadas apropriadamente e, aí, são revogadas mais em cima da hora ainda.

tão em cima da hora que, se o ministro gilmar mendes não trouxer seu voto-vista à plenária do STF nesta quinta-feira, a exigência dos dois documentos vai continuar valendo nas eleições de domingo, dado que o julgamento, apesar de decidido, não está formalmente concluído.

agora imagine a pressão, em brasília, especialmente se pesquisas de vários [vários, não um só] partido estiverem mostrando que o segundo turno está, mesmo, por um fio… ou, neste caso, por um voto…
Fonte: Dia a dia, Bit a Bit

terça-feira, 28 de setembro de 2010

MÍDIA - Quem é contra a liberdade de imprensa: Zé Dirceu ou Beto Richa.?



Quem é contra a liberdade de imprensa: Zé Dirceu ou Beto Richa?

A mídia tentou manipular esse vídeo do Zé Dirceu dizendo que ele defendera a censura numa palestra no Sindicato dos Petroleiros na Bahia.
Leia a matéria do Estadão.
E a do blogue da Veja.
Só pra ficar com dois exemplos.
Depois assista ao vídeo abaixo.
Por fim, Beto Richa, candidato do PSDB ao governo do Paraná conseguiu proibir na justiça a divulgação de pesquisas no seu estado.
Isso é atentado séria a liberdade de imprensa.
Cadê a indignação da mídia?
Nossa Big Mídia (filha do Big Mac, igual e ruim em todos os cantos) não preza a liberdade de imprensa.
Atua como partido político.
Fonte: Blog do Rovai.

MÍDIA - Furo de reportagem para Folha de São Paulo.

A Folha de S. Paulo publicou a ficha acima de Dilma Roussef sem ao menos buscar comprovar autenticidade.

Se o amigo leitor for neste link do google, vai sentir o quanto isso circulou.

Agora a Folha tem uma ficha igualzinha do seu adversário.

Se ela publicou a primeira, por que não publica esta segunda?

Folha: jornal ou partido político?
Fonte:Blog do Rovai.

ELEIÇÕES - Heloisa Helena e a vingança de Lula.

Por Altamiro Borges

A vingança é maligna. Eleita senadora pelo PT, em 2002, a alagoana Heloisa Helena se tornou uma das vozes mais estridentes contra o governo Lula. Já no processo traumático da contra-reforma da previdência, ela e mais três deputados deixaram a legenda petista para fundar o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em junho de 2004. Logo depois, na chamada crise do “mensalão”, ela passou a ter destaque nas telinhas da televisão com duros ataques ao presidente – muitas vezes acompanhada de senadores demos e tucanos.

Esta forte exposição a projetou nacionalmente e garantiu uma expressiva votação nas eleições presidenciais de 2006. A exemplo que faz hoje com Marina Silva, o grosso da mídia vitaminou sua campanha como forma de barrar a reeleição de Lula. Heloisa teve 6,5 milhões de votos (6,85% do total), o que inclusive ajudou a manter a bancada do PSOL com três deputados. Na sequência, porém, a ex-senadora deixou mais explicita sua visão limitada da política, quase que udenista, e caiu num certo ostracismo.

Cenas fatais de um vídeo

Para as eleições deste ano, Heloisa Helena voltou a tentar vôos maiores. Lançou-se ao Senado e, no início, era tida como imbatível. Hoje, porém, o jornalista Ilimar Franco, do jornal O Globo, noticia que sua candidatura “está afundando em Alagoas”. E, por ironia da história, o maior motivo, segundo o colunista, é o próprio Lula. “São fatais os vídeos, exibidos no horário eleitoral, onde ela xinga o presidente Lula quando era senadora”.

Ela já havia perdido a corrida pelas duas vagas ao Senado para o ex-presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB). Agora, disputa a segunda com o usineiro Benedito Lira (PP), velho conhecido da ex-senadora. Caso se confirme esta mudança abrupta, Heloisa Helena estará pagando por seus próprios erros, pela visão política udenista e messiânica. Enquanto serviu à tática diversionista das elites, ela foi insuflada. Hoje, ela é descartada.

Qual será a reação do PSOL?

É difícil imaginar qual será a reação de centenas de lutadores sociais que confiaram na ex-senadora e investiram as suas melhores energias na construção do PSOL. Há tempos que Heloisa Helena já causava desconfiança no próprio partido, que ainda preside. Na convenção do início deste ano, ela adotou um comportamento arrivista, retirando-se do evento por discordar do lançamento da candidatura de Plínio de Arruda Sampaio. Ela já havia sinalizado o seu apoio a verde Marina Silva.

Em vários momentos da campanha, ela fez comentários agressivos contra o candidato da própria legenda, mostrando total desprezo pelo coletivo. “Quem entrou no partido depois dele ser fundado não tem o direito de rasgar a militância que o criou”, fustigou a ex-senadora, num ataque explícito a Plínio de Arruda. Até o colunista Lauro Jardim, da revista Veja, registrou sua trairagem numa nota no final de agosto:

“Heloísa Helena vem gravando pequenas participações em programas de candidatos do PSOL Brasil afora. Até Jefferson Moura, inexpressivo candidato do partido ao governo do Rio de Janeiro, foi contemplado com um rápido vídeo. Enquanto isso, Plínio Arruda Sampaio segue sem qualquer manifestação de apoio daquela que ainda é a principal liderança do PSOL no país”. O desespero da ex-senadora nesta reta final de campanha talvez sirva como penitência pelos erros políticos cometidos no período recente.
Fonte: Blog do Miro.

ELEIÇÕES - Quando os tucanos pedem censura.

Paulo Moreira Leite – Revista Época.

Menos de uma semana depois que o PSDB promoveu um ato de protesto em defesa da liberdade de imprensa, no Largo São Francisco, em São Paulo, Mauro Paulino, diretor do DataFolha, escreve no jornal:

“Enquanto o PT vociferava contra os excessos da imprensa, o PSDB opunha-se concretamente ao direito constitucional de livre acesso à informação, censurando divulgações de pesquisas no Paraná. A pedido do candidato tucano Beto Richa, os juízes do TRE local proibiram os institutos de divulgar seus resultados. A decisão transforma o Paraná em um sombrio laboratório da classe política em seu anseio de reservar essas informações apenas para consumo próprio. Aos eleitores, cobaias da desinformação, oferecem em troca a boataria das porcentagens.”

Trata-se de um caso didático para quem levou a sério as denuncias de ameaça à liberdade de imprensa levantadas nos últimos dias. Eu sempre disse que eram acusações de fundo eleitoral. O vexame paranaense demonstra isso.

Até agora, Lula pode ter xingado e esbravejado. Acho que o presidente tem o direito de manifestar sua opinião, mas que precisa ser cometido e manter a prudência, pois se trata de uma autoridade com poder de perseguir, pressionar — e até de assinar cheques.

Mas é preciso reconhecer que Lula não foi à Justiça para impedir a publicação de notícias desagradáveis contra seu governo. Imagine se tivesse feito isso quando surgiram as denúncias sobre Erenice Guerra. Ou se resolvesse impedir a divulgação das pesquisas que mostram que a vantagem de Dilma Rousseff diminuiu.

Este é o aspecto curioso deste episódio. Os tucanos acusam os petistas de pressionar a imprensa para não publicar notícias desagradáveis. Mas, na hora da dificuldade, é o PSDB quem parte para a truculência.

Isso ensina alguma coisa?

Acho que sim — e lembra, em escala miniatura, aquilo que aconteceu em 1964. Me perdoem a comparação, mas ela é inevitável.

Depois de acusar um governo constitucional de preparar a instauração de uma republica sindicalista e abrir o terreno para um regime comunista, seus adversários deram um golpe de Estado, suspenderam as liberdades e as eleições democráticas por 25 anos.

Ao promover a censura, uma semana depois de acusar o governo Lula de pretender fazê-lo, os tucanos do Paraná deram uma demonstração da fraqueza de seus anunciados compromissos com a liberdade, não é mesmo?
Fonte: Blog do Favre.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ELEIÇÕES - Marina vai à luta, Serra joga a toalha.

Animada com a subida nas pesquisas nesta reta final da campanha, a candidata verde Marina Silva foi à luta no debate de domingo à noite à noite na TV Record para tirar do tucano José Serra a segunda vaga de um possível segundo turno, cada vez mais improvável, a apenas seis dias da eleição.

Do outro lado do ringue, Serra parecia desanimado, sem vontade de entrar na briga, como se estivesse torcendo para a eleição acabar logo no primeiro turno. Jogou a toalha. Até seu vice, aquele Indio da Costa, se achou no direito de criticar a atuação do candidato, como nos mostrou o noticiário do iG.

Dilma Rousseff acabou sendo atacada por sua ex-colega de governo Marina Silva, que levantou as denúncias de corrupção na Casa Civil, e pelo franco-atirador Plínio Arruda Sampaio, outro ex-petista, que está achando muita graça em poder participar dos debates presidenciais e fazendo o possível para divertir a platéia. Marina sabe que não basta Serra cair; ela precisa tirar votos também de Dilma.

Mais uma vez, porém, a candidata do PT saiu ilesa do debate, sem marcar nenhum belo gol, mas também sem levar, jogando apenas pelo empate, que lhe interessava a esta altura do campeonato.

Faltam agora apenas dois programas de televisão e o debate final de quinta-feira na TV Globo. O que mais poderá acontecer para alterar o cenário na última semana de campanha?

Como escrevi aqui na sexta-feira, os ânimos parecem ter se acalmado nos últimos dias. O presidente Lula até começou a fazer elogios e falar da importância dos bravos rapazes da imprensa, que por sua vez parecem ter esgotado seus paióis de munição. Não escrevo aqui nada muito diferente de meus colegas jornalistas _ repito: jornalistas, não panfleteiros. Apenas conto com a sorte de publicar meus comentários, dizendo quase as mesmas coisas, geralmente um ou dois dias antes. Tenho boas fontes.

Ninguém fala mais no tal “Manifesto em Defesa da Democracia”, o minúsculo ato contra o governo produzido na semana passada por algumas almas ressentidas, ex-qualquer-coisa, que fizeram meu bom amigo D. Paulo entrar de gaiato na história. Também baixaram as armas os combatentes do “golpismo midiático”. Não há novas manifestações previstas de um lado nem de outro. Melhor assim.

Diante deste quadro serenado, a única novidade _ novidade??? _ foi o centenário jornal O Estado de S. Paulo ter comunicado ao mundo, em editorial publicado no domingo, que agora apoia oficialmente o candidato José Serra. Foi, sem dúvida, um ato de coragem e despojamento, quem sabe anunciado um pouco tardiamente, pois não chegou a espantar ninguém. Talvez tenha sido esta a tão falada “bala de prata” guardada no tambor.

Vida que segue.
Fonte: Blog Balaio do Kotscho.

ELEIÇÕES - Dilma vence no primeiro turno.

Dilma se livra de Erenice e vence no primeiro turno.

Pedro do Coutto

A pesquisa do IBOPE divulgada pelo Jornal Nacional de sexta-feira e pelo Estado de São Paulo de sábado – ótimo texto de Daniel Bramati – não deixa dúvida quanto ao desfecho de sucessão presidencial, nesta semana nas ruas, domingo próximo nas urnas. Dilma deve vencer no primeiro turno. Resistiu bem à explosão chamada Erenice Guerra, livrou-se de seu fantasma, manteve 50 pontos contra 28 de Serra e 12 de Marina Silva. São portanto 50 pontos contra 40. O Vox Populi, através do Jornal da Band, apontou vantagem ainda mais larga. Os indecisos são apenas 5%. Os que vão anular 4. O recuo da ex-ministra foi pequeno. O avanço do ex-governador paulista também.

Não parece haver espaço capaz de alterar o panorama hoje visto da ponte. Lula elege a sucessora, primeira mulher a presidir o país.Enquanto isso, para o Senado pelo Rio de janeiro, consolidam-se as candidaturas de Lindberg Farias e Marcelo Crivella. Subiram na entrada da reta de chegada. Cesar Maia e Jorge Piciani desceram. Para o governo estadual, Sergio Cabral Filho disparou ainda mais. Sua reeleição no primeiro turno é assunto liquidado. Fernando Gabeira encontra-se a anos luz de distãncia. Deve disputar novamente a Prefeitora carioca no pleito de 2012.

Em São Paulo, Geraldo Alckmim mantém a ponta, Aloísio Mercadante pode diminuir a distãncia, mas não ameaça o tucano. Em Minas Gerais, segundo colégio eleitoral do pais – o RJ é o terceiro – pelo IBOPE, Antonio Anastasia alcançou 42 pontos contra somente 32 de Hélio Costa. Sobe inclusive à medida em que descem os indecisos. Estes são muitos na terra de JK e Tancredo Neves. Atingem 19%, ao passo que no planpo nacional são 5%.

Assim o que se constata? Constata-se que as opções oferecidas aos eleitores brasileiros motivaram bem mais do que as alternativas mineiras. Caso contrário, o índice de vacilação em Minas não estaria tão alto como está. Aécio Neves aproximadamente 70% elege-se para o Senado, segunda vaga para Itamar Franco com 44 pontos. Fernando Pimentel em terceiro registrando 27.

Vitória espetacular do ex-governador que dessa forma se habilita para o processo sucessório de 2014. Poderá, sem risco de perder a cadeira, tentar finalmente seu vôo rumo ao Palácio do Planalto.

Enfrentará Dilma ou então o próprio Lula da Silva, que bateria seu próprio recorde mundial tentando a presidência pela sexta vez. Mas as projeções quanto ao futuro, em política, não só na política, na ciência matemática também, são sempre precárias. O senador Magalhães Pinto foi quem definiu bem: a política é como a nuvem. Muda de direção a todo momento. Nem por isso, entretanto, deve-se deixar de pensar nas tendências de hoje que podem ou não se confirmar amanhã.

De qualquer forma, não devem surgir lideranças novas das urnas do dia 3. Perdendo em São Paulo, Mercadante fica fora de cogitação para o primeiro plano. Se perdendo no Paraná para Osmar Dias, Beto Richa, do PSDB, não ultrapassa a barreira do estado. Tarso Genro vence no Rio Grande do Sul, porém não faz sombra a Lula. O quadro nacional fica restrito a muito poucas hipóteses. Entre elas, não se pode descartar, a representada pelo governador Sergio Cabral, eleito em 2006, reeleito disparado agora em 2010. O PMDB terá de incluí-lo entre os poucos astros de sua constelação.
fonte:Tribuna da Imprensa.

MÍDIA - Cureau, a censora.

Extraído do site da Carta Capital

Permito-me sugerir à doutora Sandra Cureau, vice-procuradora-geral daJustiça Eleitoral, que volte a se debruçar sobre os alfarrábios do seutempo de faculdade, livros e apostilas, sem esquecer de manter à mãoos códigos, obras de juristas consagrados e, sobretudo, a Constituiçãoda República. O erro que cometeu ao exigir de CartaCapital, no prazode cinco dias, a entrega da documentação completa do nossorelacionamento publicitário com o governo federal nos leva a duvidardo acerto de quem a escolheu para cargo tão importante. Refiro-me, em primeiro lugar, ao erro, digamos assim, técnico. Aceitouuma denúncia anônima para proceder contra a revista e sua editora. Dizela conhecer a identidade do denunciante, acoberta-o, porém, sob omanto do sigilo condenado pelo texto constitucional e por decisões doSupremo Tribunal Federal. Protege quem, pessoa física ou jurídica,condiciona a denúncia ao silêncio sobre seu nome. Ou seja, avice-procuradora comete uma clamorosa ilegalidade. Há outro erro, ideológico. Quem deveria zelar pela lisura do embateeleitoral endossa a caluniosa afronta que há tempo é cometida até porcolegas jornalistas ardorosamente empenhados na campanha do candidatotucano à Presidência. A ilação desfraldada a partir do apoiodeclarado, e fartamente explicado por CartaCapital, à candidatura- deDilma Rousseff revela a consistência moral e ética, democrática erepublicana dos acusadores, ou por outra, a total inconsistência. Atigrada não concebe adesão a uma candidatura sem a contrapartida emflorins, libras, dracmas. Reais justificados por abundante publicidadegovernista. Sabemos ser inútil repetir que a publicidade governista premia maisfartamente outras publicações. Sabemos que José Serra, aindagovernador, mas de mira posta na Presidência, assinou belos contratosde compra de assinaturas com todas as maiores empresas jornalísticasdo País, com exceção, obviamente, da editora de CartaCapital. Sabemosque não é o caso de esperar pela solidariedade- dos patrões da mídia edos seus empregados, bem como das chamadas entidades de classe, semfalar da patética Sociedade Interamericana de Imprensa. Estas, aliás,se apressam a apoiar a campanha midiática que aponta em Lula o perigopúblico número 1 para a democracia e a liberdade de imprensa. Nem todos os casos denunciados pela mídia nativa merecem as manchetesde primeira página, um e outro nem mesmo um pálido registro. Éinegável, contudo, que dentro do PT há uma lamentável margem demanobra para aloprados de extrações diversas. CartaCapital tem dado odevido destaque a crimes como a quebra de sigilo fiscal e adeploráveis fenômenos de nepotismo e clientelismo, embora não deixe deapontar a ausência das provas sofregamente buscadas pelos perdigueirosda informação, em vão até o momento, de ligações com a campanha deDilma Rousseff. Vale, porém, discutir as implicações da liberdade de imprensa, e deexpressão em geral. É do conhecimento até do mundo mineral que aliberdade de informar encontra seus limites no Código Penal. Se ojornalista acusa, tem de provar a acusação. E informar significarelatar fatos. Corretamente. Quanto à opinião, cada um tem direito àsua. Muito me agrada que o Estadão e o Globo em editoriais e, se não meengano,- um colunista tenham aproveitado a sugestão feita por mim nasemana passada. Por que não comparar Lula a Luís XIV, além deMussolini e Hitler? Compararam, para ampliar o espectro da evocação.De ditadores de extrema-direita a um monarca por direito divino,aprazível passeio pela história. Volto à carga: sinto a falta de Stalin, talvez fosse personagem maisafinada com a personalidade de Lula, aquele que ia transformar oBrasil em república socialista. Quem sabe, a tarefa fique para aguerrilheira terrorista, assassina de criancinhas. Espero ter sido útil, com uma contribuição aos delírios de quempercebe o poder a lhe escorrer entre os dedos. A campanha midiática afavor do candidato tucano não é digna do país que o Brasil merece ser,e sim adequada ao manicômio. Aumenta o clamor de grupelhos deinconformados de uma velha-guarda que não dispensa militares depijama, todos protagonistas de um espetáculo que fica entre aópera-bufa e o antigo Pinel. Que tem a ver com liberdade de imprensaacusar Lula e Dilma de pretenderem “mexicanizar”, ou “venezuelizar” oBrasil? Ou enterrar a democracia? Mesmo que o presidente não pronuncie sempre palavras irretocáveis,onde estão as provas desse terrificante projeto? Temos, isto sim, asprovas em sentido contrário: os golpistas arvoram-se a paladinos deuma legalidade que eles somente ameaçam. A união da mídia já produziualguns entre os piores momentos da história brasileira. A morte deGetúlio Vargas, presidente eleito, a resistência a Juscelino, o golpede 1964 e suas consequências 21 anos a fio, sem contar com a oposiçãoà campanha das Diretas Já. Ou com o apoio maciço à candidatura deFernando Collor, à reeleição de Fernando Henrique, às privatizaçõesvergonhosamente manipuladas. É possível perceber agora que este congraçamento nunca foi tãocompacto. Surpreende-me, por exemplo, o aproveitamento que o Estadãofaz das reportagens de Veja, citada com todas as letras. Em outrostempos não seria assim, a família Mesquita tachava os Civita de“argentários” em editoriais da terceira página. As relações entre osmesmos Mesquita, os Frias e os Marinho não eram também das melhores.Hoje não, hoje estão mais unidos do que nunca. Pelo desespero, creioeu. A união, apesar das divergências, sempre os trouxe à mesma frentequando o risco foi comum. Ameaça ardilosamente elevada à enésimapotência para justificar o revide pronto e imediato. E exorbitante. Aaliança destes dias tem uma peculiaridade porque o risco temido poreles é real, a figurar uma situação muito pior do que aquela imaginadaaté o começo de 2010. Desespero rima com conselheiro, mas como tal épéssimo. De sorte que estão a se mover para mais uma Marcha daFamília, com Deus, pela Liberdade. A derradeira, esperamos. Não nosiludamos, no entanto. São capazes de coisas piores. Otimista em relação ao futuro, na minha visão vivemos os estertores deum sistema, mudança essencial ao sabor de um confronto social emandamento, sem violência, sem sangue. Diria natural, gerado pelodesenvolvimento, pelo crescimento. Donde, por mais sombrios que sejamos propósitos dos verdadeiros inimigos da democracia, eles, desta vez,no pasaran. Eles próprios se expõem a risco até ontem inimaginável. Sehouver chance para uma tentativa golpista, desta vez haverá reaçãopopular, com consequências imprevisíveis. Episódio representativo da situação, conquanto não o mais assombroso,longe disso, é a demanda da vice-procuradora da Justiça Eleitoral paraaveriguar se vendemos, ou não, a nossa alma. Falo em nome de umapequena redação que não desiste há 16 anos na prática do jornalismohonesto, pasma por estar sob suspeita ao apoiar às claras acandidatura Dilma. Sugiro à doutora Sandra que, de mão na massa, verifique também se arevista IstoÉ recebeu lauta compensação do Sindicato dos Metalúrgicosde São Bernardo e Diadema quando o acima assinado em companhia dorepórter Bernardo Lerer, escreveu uma reveladora, ouso dizer,reportagem sobre Luiz Inácio da Silva, melhor conhecido como Lula,publicada em fevereiro de 1978. Ou se acomodou-se em uma espécie demensalão ao publicar oito capas a respeito da ação de Lula à frente deuma sequência de greves entre 1978 e 1980. Ou se me locupleteipessoalmente por ter estado ao lado dele na noite de sua prisão, e dasua saída da cadeia, quando enquadrado pela ditadura na Lei deSegurança Nacional, bem como nas suas campanhas como candidato àPresidência da República. Desde o dia em que conheci o atualpresidente da República, pensei: este é o cara. Mino Carta

VENEZUELA - A "ditadura" em que se vota toda hora.

Saíram os resultados das eleição na Venezuela, a 11ª em 12 anos desde que Hugo Chávez chegou, também eleito, ao poder. A imprensa internacional comemora o fato de que a oposição do Presidente conseguiu, finalmente, superar um terço das cadeiras no parlamento e, portanto, terá o poder de impedir reformas constitucionais, embora as reformas propostas por Chávez, até hoje, tenham sido objeto de referendo popular. Um deles, aliás, perdido pelo presidente e respeitado.
A votação correu em paz, não há questionamento sobre sua lisura e o Partido Socialista Unido conquistou 94 das 165 cadeiras, ou 57% dos assentos no Parlamento. Com os representantes indígenas e outro agrupamento de esquerda, são mais de 60% do parlamento.
Normalidade, democracia, voto. Tudo o que a mídia diz que não há por lá.
Pode-se gostar ou não de tudo ou de parte do que faz o Governo da Venezuela.
Mas já é hora de parar com o terrorismo que se faz aqui, apontando como uma ditadura um regime que, todo ano, chama seu povo às urnas.
E onde a oposição, curiosamente, vale-se da abstenção – muito alta, pois o voto não é obrigatório – para reduzir o peso do voto popular nos resultados.
Fonte:Blog Tijolaço.

MÍDIA - O Brasil que o PIG não vê.

Do blog Os Amigos do Presidente Lula.


O Brasil que a imprensa brasileira não vê é destaque no mundo todo.


"Bolsa do Brasil é agora a segunda maior do mundo", postaram "Wall Street Journal" e outros no final da semana. O "Financial Times" descreveu como Lula "levantou salvas e aplausos na Bolsa após concluir o maior lançamento jamais realizado". Sob o título "Investidores correm em bando ao Brasil", o "Guardian" abriu descrevendo como "por anos 'Lula' foi palavrão na Bolsa de São Paulo", mas "os tempos mudaram". Os jornais ecoam declarações de Lula no pregão, como "não foi em Frankfurt, não foi em Londres, não foi em Nova York. Foi aqui em São Paulo!".


O "WSJ" foi além, publicando no sábado uma comparação entre a oferta da Petrobras e a operação prevista na GM. São empresas "emblemáticas de seus países", mas hoje, sob controle do governo, a montadora não tem a mesma perspectiva. Sua oferta visa reduzir o controle estatal, o que, diz o "WSJ", "é elogiável, mas não é estímulo para venda forte".


Como outros pelo mundo, também o "New York Times" noticiou "o maior lançamento de ações da história, armando a Petrobras com o dinheiro necessário para implantar seu ambicioso plano".
A "Economist" postou que não é exagero descrever a operação da Petrobras como "um grande sucesso", porém "agora vem a parte difícil" _o que inclui levantar ainda mais dinheiro, achar gente qualificada etc.
No Bloomberg Will Landers, falou do fundo BlackRock, avaliou que "o fato de a Petrobras ter sido capaz de levantar a maior operação jamais realizada, a dez dias da eleição presidencial, mostra o quanto este mercado avançou".


A Escola de Guerra do Exército dos EUA publicou estudo de 86 páginas sobre os "Dilemas da Grande Estratégia Brasileira" -a "grande estratégia de Lula" para "posicionar o Brasil como líder de uma América do Sul unida". Em suma, " foi bem-sucedida em elevar o perfil", mas "expôs dilemas estratégicos" como "as tensões crescentes com os EUA"

Do indiano "Business Standard" à alemã Deutsche Welle, ecoa o novo esforço conjunto de Índia, Alemanha, Japão e Brasil para reformar o Conselho de Segurança. O chanceler alemão vê "boas chances".


O mesmo "FT" noticiou de Ramallah que a "Autoridade Palestina abre negociações comerciais com Mercosul". O primeiro-ministro Salam Fayyad "embarcou no esforço de preparar o caminho para a independência" do país.

"National" e "Gulf News", dos Emirados Árabes Unidos, deram que o país "está pronto para comprar aviões militares do Brasil", citando o cargueiro KC-390, parte de um amplo "acordo de defesa" entre as nações.Nelson Sá


Enquanto isso... na nossa imprensa brasileira....o destaque é....


'O "Estado" apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República.'
Do editorial "O mal a evitar", do jornal "O Estado de S. Paulo", ontem.
Fonte: Os Amigos do Presidente Lula.

MÍDIA - Mentiras e Manipulações.

Mário Augusto Jacobskind.

O Clube Militar serviu de cenário na semana que passou para um espetáculo dos mais deprimentes e que confirmou a quantas anda a saúde do jornalismo de mercado. Lá falaram, sem o menor constrangimento, para um público constituído sobretudo de militares da Reserva, a maioria apoiadora do golpe de 64, Merval Pereira, de O Globo, Reinaldo Azevedo, da revista Veja e um tal de Rodolfo Machado Moura, diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert).

Nunca vi tanta mentira e manipulação da informação em um curto espaço de duas horas como o apresentado no Clube Militar. Seria impossível enumerar todas as baboseiras levantadas pelos palestrantes. Algo que depõe contra o jornalismo brasileiro.

Para se ter uma idéia, o amestrado colunista de O Globo, afirmou enfaticamente que o eleitorado brasileiro é constituído por “60% de analfabetos funcionais sem condições de discernir entre o bem e o mal”. Elitismo em mais alto grau e com base em informação sabe-se lá de que fonte. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD)-2009, o número de analfabetos funcionais no Brasil não ultrapassa os 20%. De onde então, o cascateiro Merval Pereira tirou esse percentual? Possivelmente do ódio que nutre a quem não aceita o seu ideário e de O Globo.

Merval Pereira, como querendo justificar que a ideologia de seu jornal e demais veículos da mídia de mercado não consegue convencer os brasileiros, culpou os supostos analfabetos “que Lula se aproveita para convencer”, pelo resultado das recentes pesquisas. Para Merval, o “bem” quer dizer votar em José Serra ou Marina Silva. O “mal” é o “outro lado”....Não tem coragem de dizer isso abertamente, mas está implícito.

E tem muito mais, todos os três palestrantes, sob aplausos dos militares sem comando, usaram uma linguagem de ódio e calúnias sem provas contra Lula e demais integrantes do governo. Não disfarçaram, estavam se sentido em casa, ainda mais com o apoio do Instituto Millenium, uma entidade bancada por empresários, nos moldes de outras criadas antes de 64 para respaldar o golpe.

Merval Pereira, tentando posar de moderado em comparação a Reinaldo Azevedo, que faz o gênero bobo da corte, do tipo que arranca risos com o seu radicalismo patronal, deixou claro sua posição contra a obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional chegando a afirmar o absurdo de que se trata de “um viés corporativo” associando a exigência ao desejo do governo Lula em controlar a mídia. Não explicou exatamente o que tem a ver uma coisa com a outra.

Merval desinformou também ao lembrar erradamente que o governo Lula propôs a criação do Conselho Federal de Jornalismo, quando isso não aconteceu. A proposta foi da diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), sendo rejeitada por mais diversos setores, muitos deles sem conhecer exatamente o projeto. Merval revelou desinformação. Foi um mau jornalista.

O obscuro Azevedo considerou a oposição ao governo Lula “sem vergonha e mixuruca” confirmando que os meios de comunicação estão ocupando o espaço da oposição, mas, segundo ele, na “defesa da Constituição”. O colunista da revista Veja usou inclusive termos ofensivos ao Presidente Lula, arrancando aplausos.

Há uma visível disputa na extrema direita de qual jornalista consegue mais adeptos. Além do filósofo reprovado por uma banca da USP, Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo tenta de todas as formas ocupar o espaço, disputado também por Diego Mainardi, hoje, como Olavo de Carvalho, vivendo no exterior. Arnaldo Jabor corre por fora.

Vale ainda um comentário sobre o Instituto Millenium, apoiador do seminário “A democracia ameaçada: restrições à liberdade de imprensa” realizado no Clube Militar. No fundo, bem lá no fundo, empresários que apoiaram a repressão policial na época da ditadura não se conformam com os novos tempos no Brasil e na América Latina. Decidiram então bancar o Instituto Millenium, uma entidade que ressurge do lixo da história do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), criada para apoiar o golpe de 64.

E qual a associação que se pode fazer entre o referido instituto e os militares sem comando que assistiram o destilar de ódios dos três palestrantes? Empresários financiadores da repressão temem a abertura dos arquivos da época da ditadura que naturalmente vão mostrar oficialmente como agia o setor por detrás do pano, apoiando ações assassinas do Estado, como a Operação Bandeirantes. Como nesta história aparecem também alguns militares que agiram ilegalmente, os financiadores, aí sim verdadeiros culpados, se escondem e colocam na linha de frente alguns militares delinquentes. Nada a ver com a corporação militar.

É por aí que se pode entender a associação entre o Instituto Millenium e os militares que foram ouvir Merval Pereira, Reinaldo Azevedo e o representante da Abert, Rodolfo Machado Moura. Ou seja, vale tudo para alcançar os objetivos, até mentiras como as apresentadas pelos três palestrantes no Clube Militar.

Em tempo: O Estado de S.Paulo abriu o jogo em editorial recomendando voto em José Serra, enquanto a Folha de S. Paulo desancou sobre a candidatura Dilma Rousseff, mas dizendo que não apoia nenhum candidato. Vale então o dito popular: me engana que eu gosto. O Globo até agora nada em editorial, mas em compensação aumenta a quantidade de páginas de críticas a Lula e a Dilma Rousseff.
Fonte: Direto da Redação.

domingo, 26 de setembro de 2010

MÍDIA - Veja jogou a toalha e decidiu cuidar do negócio. Será?

Do blog do Rovai.


A capa desta semana de Veja dá a dimensão do que foi essa campanha. A mídia comercial tentou de tudo para alavancar a candidatura de Serra e não obteve sucesso. Quando viu que o fardo era pesado demais, decidiu começar a trabalhar para enquadrar o próximo governo. No caso o de Dilma.

A capa aborda a questão da liberdade de imprensa. Claro que não é disso que o texto trata. É de impedir que se discuta a democratização da comunicação.

Fazia tempo que não comprava um exemplar da gloriosa revista. O fiz desta feita por conta do tema.

Em resumo, eles tratam do ato que organizamos contra o golpismo midiático como um evento que buscava calar a mídia livre e convocado pelo PT. Atacam Franklin Martins a quem chamam de ex-sequestrador e ex-jornalista. E depois, elogiam Palocci, que dizem ter sido o fiador da estabilidade financeira no governo Lula e que poderia ser o fiador da estabilidade democrática no governo Dilma.

Ou seja, desistiram da eleição e resolveram cuidar da vida.

E já elegeram aquele que consideram a ponte entre eles e o governo, Palocci.
Fonte: Blog do Rovai.

ELEIÇÕES - Será que toda eleição será esse sofrimento?

Do site da Tribuna da Imprensa.

Erenice, falsa aliada, leva Dilma a perder pontos.

Pedro do Coutto

Seguramente uma das piores coisas na vida é o falso aliado, o falso amigo, aquele ou aquela que vive seduzindo os outros com elogios, ganha intimidade, apresenta-se como pessoa de confiança, mas por trás do palco revela-se um aproveitador (ou aproveitadora), faz negócios à sombra, subtrai parcelas ou frações do poder. Dissimulados, tornam-se responsáveis por prejuízos imensos, tanto morais quanto materiais. É exatamente este o caso emblemático de Erenice Guerra, responsável por uma tempestade de grande dimensão no Palácio do Planalto que atingiu indiretamente o presidente Lula e, indiretamente, a candidata de Dilma Roussef.

A vitória da ex-ministra era liquida e certa, já no primeiro turno, de acordo com as pesquisas da Datafolha, Ibope, Vox Populi e Sensus. Hoje essa certeza já não é tanta. A pesquisa da Datafolha publicada pela Folha de São Paulo, comentada por Fernando Rodrigues, revelou uma perda de 2 pontos para a petista, subida de 1 ponto de Serra e avanço de 2 degraus para Marina Silva. Reflexo do tornado chamado Erenice, cuja rede de negócios alarga-se a cada dia. Tanto preocupou o presidente Lula, que este chamou o ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, personagem, como exemplos anteriores mostraram, que entra em cena em horas críticas. Foi assim no episodio dos aloprados, foi assim no caso da violação da conta do caseiro Francenildo.

Para não alongar a lista de exemplos, vamos ver os números do Datafolha. Dilma 49, Serra 28, Marina 13. Dá 90. Para a empresa do FSP, os candidatos de pouca expressão, todos, contam apenas 1%. Nove por cento encontram-se entre a indecisão e a anulação do voto. Hoje, Dilma venceria ainda direto no primeiro turno.

Mas é preciso considerar o day-after. A ressonância do escândalo chamado Erenice ainda não se esgotou. Pode prosseguir a partir do instante (hoje) em que a campanha presidencial entra na reta de chegada. A fase das definições mais fortes e decisivas. Isso de um lado. De outro não é provável que os pequenos candidatos atinjam somente 1% no seu conjunto. O radar do Datafolha, como o Ibope, só ilumina a partir da faixa de 1 ponto. Difícil este cálculo. Pois existe a possibilidade de, todos eles, terem, em vez de 1,2 ou 3%. A diferença pode ser importante para definir se haverá ou não segundo turno. Vejam só os eleitores o que uma pessoa falsamente amiga e aliada pode causar. Se abala até o governo, imagine a vida pessoal de todos nós. Todo cuidado é pouco. Este cuidado faltou no esquema politico e administrativo da Casa Civil.

Mas, além disso, deve-se considerar que o levantamento do Datafolha, além dos números, identificou uma tendência. A qual pode prosseguir até o primeiro domingo de outubro, quando 135 milhões de eleitores vão comparecer às urnas de todo país. Se continuar, pode transferir o desfecho, não mais para o primeiro, porém para o último domingo do próximo mês, 31. Não acredito que Dilma venha a perder a eleição e deixe assim de se tornar a primeira mulher a ser presidente do Brasil. Não vencendo na primeira etapa, deve vencer na segunda. A força da Lula da Silva é muito grande. Seu apoio é essencial, consequência de uma popularidade e da aprovação de seu governo. Mas o fato é que Erenice complicou o que seria uma vitória fácil. Complicando, levou a própria Dilma a se complicar, tentando indiretamente defender o indefensável. Vamos ver o que acontece.

MEU RETORNO AO BLOG.

Caros amigos, estou retornando paulatinamente a postar matérias no meu blog.

abraços Carlos Dória

sábado, 18 de setembro de 2010

AVISO AOS CAROS LEITORES.

Cabe informar aos meus amigos leitores que até o próximo dia 25,não poderei dar atenção ao meu blog.

abraços a todos

carlos dória

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CUBA - O bloqueio não mudou em absoluto.

Com Obama na Casa Branca o bloqueio não mudou em absoluto.


Aida Calviac Mora

"A política do bloqueio sob a presidência de Barack Obama não mudou em absoluto, inclusive nalgumas áreas se recrudesceu", afirmou o ministro das Relações Exteriores Bruno Rodríguez Parrilla, quarta-feira, dia 15, ao apresentar o relatório "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba", que pela 19ª ocasião a Ilha apresentará perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

O chanceler argumentou que nos últimos dois anos o caráter extraterritorial do bloqueio continuou fortalecendo-se, com o incremento das multas, das sanções e da perseguição às transações financeiras cubanas com terceiros países, o que provoca um efeito dissuasório noutras empresas que pudessem realizar operações comerciais com a Ilha.

"Não pudemos continuar comprando o citostático Dactinomicina, medicamento de maior utilidade no tratamento de sarcomas, porque a companhia Lemery do México foi comprada pela multinacional israelense TEVA, de capital norte-americano", exemplificou.

"Em matéria da política a Cuba, e em particular com o bloqueio, Obama ficou abaixo das expectativas da comunidade internacional, do nível do debate que ocorre hoje no Congresso dos Estados Unidos, e da própria opinião pública de seu país, onde alcançou uma oposição sem precedentes", comentou Rodríguez Parrilla.

O chefe da Casa Branca "não utilizou as amplas prerrogativas constitucionais que lhe permitiriam não eliminar o bloqueio, mas sim introduzir modificações substanciais em dezenas de áreas de sua aplicação", disse.

Da mesma maneira, explicou que o bloqueio é o principal obstáculo ao desenvolvimento de nosso país e custou a Cuba US$751,3 bilhões nestes 50 anos, número ainda conservador baseado na depreciação do dólar frente ao ouro.

"O bloqueio é uma política fracassada e qualquer política que fracasse 50 anos deve ser revista", concluiu.

MÍDIA - Até tu, Eliane?

"Ao ameaçar largar a entrevista na CNT no meio, sem motivo, Serra mostra que lhe falta algo fundamental a um presidente da República: equilíbrio emocional." (Eliane Cantanhêde, colunista da Folha de S. Paulo, em sua coluna de hoje)

José Serra anda perdendo apoios até mesmo na linha de frente da sua tropa. Assim fica difícil.

Fonte: Blog Entrelinhas.

POLÍTICA - Saída de Erenice é vacina do governo.

O governo Lula percebeu que Erenice era a bola sete da velha mídia para tentar tumultuar a eleição na sua reta final.

Dilma também percebeu isso.

Erenice viu que poderia se tornar um fardo e negociou a saída.

Ela pediu demissão.

Não foi demitida, como está sendo dito.

Além disso, não há no governo quem ponha a mão no fogo sobre o filho de Erenice. Há a sensação de que ele possa vir a ter feito algo que comprometa a mãe.

Se há duvidas em relação as atividades do filho de Erenice, no governo, uma certeza é líquida e certa: Veja, Folha e Globo, principalmente, estão preparando algo para os últimos dias da eleição.

Eles querem criar um fato novo que leve a disputa ao segundo turno.

E o caso Erenice, pela ligação dela com Dilma, poderia ser um dos caminhos.

A saída dela da Casa Civil é uma vacina.

Se algo estiver sendo preparado por essa via, o governo terá agido antes.

Erenice não foi rifada. Achou que esse era o melhor caminho.

E sai do governo para se defender.

Se Dilma vier a vencer e o caso estiver superado, ela volta.

A tática usada no caso Erenice é semelhante a utilizada por Itamar com Henrique Hargreaves, que voltou quando todas acusações contra ele tinham sido esclarecidas.

Miriam Belchior, que assume no lugar de Erenice, foi a primeira esposa de Celso Daniel. No primeiro governo dele, em Santo André, foi seu braço direito. Sabe comandar.

Além disso é experiente e da total confiança de Lula.
Fonte: Blog do Rovai.

ELEIÇÕES - Ato público contra o PIG e pela democracia.

Do Blog do Rovai.


Uma turma de blogueiros limpinhos se reuniu nesta terça-feira no mesmo bat-local de sempre, o restaurante Sujinho, na rua Consolação, e decidiu ir à luta para organizar um ato contra a baixaria nas eleições.

O nosso audaz Altamiro Borges entrou em contato com representantes do movimento social e sindical e já articulou tudo.

O ato vai acontecer na quinta-feira (23 de setembro), às 19h. O Sindicato fica no centro de São Paulo na rua Rego Freitas, 530.

Seria interessante que essa idéia se disseminasse para outros estados. Se você acha que dá para organizar algo, se mobilize e nos avise que a gente vai divulgando nos nossos blogues.

A velha mídia está atuando como partido político e tem jogado sujo para favorecer seus candidatos.

Em favor da democracia é importante que a blogosfera e o movimento social se articulem e atuem no sentido de garantir um processo eleitoral limpo.

Segue o manifesto do ato. Ajude-nos a divulgá-lo.

PS: Antes do manifesto, uma atualização. Acabo de saber que no mesmo dia o Instituto Milenium organiza um evento em Brasília com a presença de Merval Pereira e Reinaldo Azevedo. Tema: A democracia ameação, restrições à liberdade de expressão. Não poderia haver lugar mais adequado para realizá-lo do que o escolhido: O Clube Militar.

É por essas e outras que precisamos fazer atos em defesa da democracia.

CONTRA O GOLPISMO MIDIÁTICO!

Na reta final da eleição, a campanha presidencial no Brasil enveredou por um caminho perigoso. Não se discutem mais os reais problemas do Brasil, nem os programas dos candidatos para desenvolver o país e para garantir maior justiça social. Incitada pela velha mídia, o que se nota é uma onda de baixarias, de denúncias sem provas, que insiste na “presunção da culpa”, numa afronta à Constituição que fixa a “presunção da inocência”.

Como num jogo combinado, as manchetes da velha mídia viram peças de campanha no programa de TV do candidato das forças conservadoras.

Essa manipulação grosseira objetiva castrar o voto popular, e tem como objetivo secundário deslegitimar as instituições democráticas a duras penas construídas no Brasil.

A onda de baixarias, que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno, tende a crescer nos últimos dias da campanha. Os boatos que circulam nas redações e nos bastidores das campanhas são preocupantes e indicam que o jogo sujo vai ganhar ainda mais peso.

Conduzida pela velha mídia, que nos últimos anos se transformou em autêntico partido político conservador, essa ofensiva antidemocrática precisa ser barrada. No comando da ofensiva estão grupos de comunicação que – pelo apoio ao golpe de 64 e à ditadura militar – já mostraram seu desapreço pela democracia.

É por isso que centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e personalidades das mais variadas origens realizarão – com apoio do movimento de blogueiros progressistas – um ato em defesa da democracia.

Participe! Vamos dar um basta às baixarias da direita!

Abaixo o golpismo midiático!

Viva a Democracia!
Fonte:Blog do Rovai.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

CUBA - Liberdade para os cinco cubanos presos nos EUA.

Da Tribuna da Imprensa.

Cuba pede divulgação para o caso dos cinco cubanos condenados no Estados Unidos há 12anos

Jorge Folena

Prezado Helio Fernandes,


Segue abaixo o manifesto da Assembleia Nacional da República Socialista de Cuba sobre a questão dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos. Este documento me foi encaminhado pelo conselheiro vice-chefe da Embaixada de Cuba no Brasil, Alexis Bandrich.

Sendo possível, solicito sua autorização para divulgação na “Tribuna da Imprensa’ por se tratar de tema ausente na mídia nacional.”

“Aos Parlamentos e povos do mundo,

Nestes 12 de setembro de 2010, cumprem-se 12 anos do injusto encarceramento em prisões norte-americanas de Gerardo Hernández Nordelo, Ramón Labañino Salazar, Antonio Guerreiro Rodríguez, Fernando González Llort e René González Sehwerert.

Desde sua detenção e durante todo o longo e viciado processo judicial, no qual lhes impuseram desmesuradas condenações, incluindo cadeia perpétua para dois deles e duas cadeias perpétuas para outro, estes cinco cubanos têm enfrentado os maiores obstáculos para exercerem seus direitos e têm sido submetidos a cruéis castigos, incluindo longos períodos de confinamento em solitária e, nos casos de Gerardo e René, a proibição de receberem visitas de suas esposas.

Durante estes anos, nosso povo, junto a seus familiares, tem denunciado esta injustiça e lutado por sua libertação, convencidos de sua inocência, pois sua única, mas importante missão nesse país foi monitorar os grupos terroristas que durante mais de 50 anos têm atuado impunemente contra Cuba. Nada do que fizeram jamais pôs em risco a segurança dos Estados Unidos. Isso o sabem muito bem as autoridades norte-americanas e foi reconhecido inclusive durante o julgamento pela própria Promotoria e altos chefes militares desse país.

Caso se quisesse uma única razão para demonstrar toda a injustiça e o revanchismo contidos neste caso, para além de sua provada inocência, bastaria mencionar que durante as últimas décadas nenhuma outra pessoa nesse país, a que se lhe tenha acusado e comprovado a prática de espionagem, inclusive vinculadas a ações armadas violentas contra os Estados Unidos, tenha recebido tão altas condenações, a nenhuma cadeia perpétua, e muitos dos sancionados já foram libertados.

Ao cabo de 12 anos, quando depois da negativa da Corte Suprema de revisar os casos, se esgotaram todas as possibilidades na ordem legal, a situação destes nossos cinco irmãos segue sendo extremamente difícil; enquanto a três deles modificaram ligeiramente suas condenações, Gerardo Hernández segue cumprindo, em condições de máxima segurança, suas duas cadeias perpétuas mais quinze anos.
Ao referir-se à necessidade da solidariedade para atingir a justiça, o destacado jurista norte-americano Leonard Weinglass, um dos advogados defensores dos cinco, afirmava: “O pior que pode passar a alguém dentro do sistema de justiça norte-americano é estar sozinho. A solidariedade é necessária não para intimidar a corte, senão para indicar que o mundo está vigiando e que a lei deve ser cumprida”.

Estamos seguros que a luta por sua libertação, à qual se somaram povos, organizações sociais, políticas e de profissionais, governos e parlamentos de todo mundo, em gesto de singular solidariedade com esta justa causa, seguirá crescendo.

Hoje é mais necessário que nunca exigir à Administração dos Estados Unidos que ponha fim a esta injustiça e liberte já a estes cinco cubanos.

Assembléia Nacional do Poder Popular
Tribuna da Imprensa.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

ELEIÇÕES - Conta de chegada para o segundo turno.

Total eleitores aptos: 135.804.433

Comparecimento 2006: 83,248%

Projeção 2010: 113.054.474 eleitores

Votos válidos 2006: 91,582%

Projeção 2010: 103.537.548 votos válidos

Pesquisa Sensus 14/09 Votos válidos:

Dilma (57,8%): 59.844.703

Outros (42,2%): 43.692.845

Diferença: 16.151.858

Para provocar um segundo turno, adversários precisam virar o voto de 8.075.929 eleitores que estão com Dilma.

Faltam 16 dias para o fim da campanha eleitoral.

Para haver segundo turno, Serra precisaria virar mais de meio milhão de votos por dia.

Fonte: Blog do Luis Nassif

ELEIÇÕES - Poucas mudanças à vista.

Blog de luisnassif.


Por Gunter Zibell

Nestes tempos de “onda vermelha” vs “virada” o que penso que vamos ter é muito menos do que os partidos esperam.

Em função dos vários acordos regionais teremos um número relativamente baixo de candidaturas estaduais dos maiores partidos. 14 ou 15 palanques duplos são algo circunstancial, os mesmos partidos que se coligaram agora em torno disso, lançaram 3 ou 4 candidaturas independentes em 2006.

Assim, 2010 deve ser uma eleição com muitas decisões em primeiro turno, especialmente nos estados mais populosos. Muitas candidaturas já estão com mais de 40% de intenção de votos (ou 50% dos válidos), poucas “3as. vias” são competitivas para levar a 2º turno. Teremos 6 a 10 estados “oposicionistas” e os demais “situacionistas”.

Acredito que a motivação é a mesma da provável eleição de Dilma no 1º turno : continuidade. Em muitos casos a população não distingue tanto a competência por nível de governo em algumas áreas. É às vezes difícil saber de quem é a responsabilidade na saúde, na segurança e na infra de rodovias. E a sensação de bem-estar econômico é geral para o país. Assim, tanto situacionistas (PE, BA, RJ, CE) como oposicionistas (MG, SP, PR) compartilham de popularidades parecidas. A grande exceção, por razões óbvias, é o RS. Não tenho conhecimento do que sucede no RN...

Não creio que em MG ou PE a maior parte dos eleitores preste atenção a explicações sobre “modelos inovadores de gestão”, nem que em SP a maioria esteja consciente das inconsistências no modelo educacional público ou do discurso diversionista em relação a estradas. Fica no governo estadual quem no mínimo “não atrapalha”.

Em MG Anastasia vem reproduzindo, com certo atraso é verdade, o mesmo fenômeno nacional : um governante popular transfere votos para um gestor de nome pouco lembrado. Acho que PT/PMDB repetiram nesse estado o engano do PSDB federal, depositar muita expectativa no recall de um candidato. Enfim, ainda está incerto, mas desconfio que Anastasia leva. Tanto essa é a tendência (no gráfico o serrilhado é justamente pela diferença entre Ibope e Datafolha, mas ambos caminham em paralelo) como dificilmente Aécio arriscaria algo a favor de Serra que pudesse prejudicar Anastasia.

Em SP há chances matemáticas do PT levar a eleição ao 2º turno. As razões do serrilhado no gráfico novamente são as oscilações entre Datafolha e Ibope, e a tendência é inversa, o PT se aproximar do seu objetivo. Mas ganhar a eleição é difícil, pois depende de dois passos : no primeiro Alckmin teria que perder 7 pontos de seus “válidos” para Mercadante mesmo, Skaf ou Russomano. No segundo passo Mercadante teria que evitar que os eleitores destes últimos escolham Alckmin no 2º turno.

As chances de Costa e Mercadante são maiores que as de Serra, isso é fato. Mas são pequenas mesmo assim. Além destes estados há 6 mais onde o governismo está atrás (em pontos no 1º turno, pela pesquisa estadual mais recente): GO (9); SC (17); MS (16); PR (9); PA (10); RN (22); RR (8); RO (2). Estes são os estados onde há maior chance de 2º turno (tirando MS e colocando PI, são os poucos estados com muita proximidade dos dois primeiros nas intenções estimuladas de voto ou ainda com um terceiro candidato entre 5 e 10 pp.)

Agora é apostar onde Lula tentará concentrar seu tempo. Até o momento, olhando as pesquisas desde início de julho, apenas três “viradas” relevantes foram vistas : MG (pró-oposição) e PI & DF (pró-governo). Já se passou um mês de campanha, faltam só 2 semanas e meia. Acho pouco tempo, mas o importante é competir! (para situação 1, situação 2 e oposição, onde for o caso.)

Fonte: Blog do Luis Nassif

POLÍTICA - Serra, sempre ele.

Do blog do Zé Dirceu.

Serra prega censura a blogs.

Por ter perdido todas as batalhas em que se envolveu...
Por ter perdido mais uma batalha - na verdade, perdeu todas em que se envolveu nos últimos meses - o candidato da oposição a presidente da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS) prega, agora, insistente e abertamente, censura à internet. Ainda ontem, em sabatina na Ordem dos Advgoados do Brasil (OAB), voltou a atacar o que chama de "blogs sujos" - para ele todos os que são "ligados" à sua adversária na disputa presidencial, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados).

O pretexto para esta nova campanha que Serra inicia é que, segundo ele, "estes blogs mantidos pelo governo ou pelo PT já apresentavam dados de Imposto de Renda de algumas das pessoas que depois se descobriu que tinham tido seus sigilos violados", dentre as quais o vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o EJ.

A verdade é que Serra perdeu a batalha também na internet, apesar dos milhões que gastou. Ele montou toda uma equipe nesta área para nada. Passaram a perna nele, não apresentaram eficiência e os resultados são os que vê: ele continua a caminho da derrota na eleição de outubro. Dai esse seu arroubo de autoritarismo e saudades da ditadura - infelizmente, de novo com apoio da mídia - querendo censurar blogs.

Serra sabe quem divulgou violações e sigilos

Além de querer censurar os blogs, Serra quer se fazer de vítima. Se ele se julga caluniado, tem que recorrer à justiça. Esta é o foro adequado para quem o caluniou, ou aos demais tucanos, responder. Mas, nessa questão, Serra tem que cobrar mesmo é do Correio Braziliense, que divulgou a existência da investigação legal e de rotina que a Receita Federal fazia sobre EJ antes da quebra de seu sigilo, e da Folha de S.Paulo que denunciou a violação de seus dados.

Tem que cobrar estas histórias todas, também, do jornal Estado de Minas e de seu jornalista que teria sido encarregado de fazer dossiê contra o candidato a presidente tucano. O jornal mineiro, a exemplo do Correio Braziliense, é que tem estreitas ligações com o ex-governador tucano Aécio Neves, seu correligionário-rival de Serra.

O candidato tucano ao Planalto fica batendo nessa tecla de incriminar adversários para que? Ele sabe que não foram nem o PT, nem a campanha de Dilma que divulgaram a violação nem os dados do sigilo de EJ. E sabe que foram a Folha de S.Paulo e o Correio Braziliense.

ELEIÇÕES - Pesquisa Sensus

Do Blog do Alê.







Candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff mantém a liderança na pesquisa Sensus divulgada nesta terça-feira, 14, pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) com 50,5% das intenções de voto. José Serra, do PSDB, aparece em segundo lugar, com 26,4% das indicações, e Marina Silva em terceiro com 8,9%.

Estadão - Os outros seis presidenciáveis não chegaram a alcançar um ponto percentual cada. Não souberam responder somam 9,1%, enquanto votos brancos e nulos ficaram em 3,5%.

Dos pontos válidos (excluídos brancos e nulos e redistribuído os indecisos proporcionalmente entre os candidatos), Dilma soma 57,8% dos votos, contra 42,2% dos demais candidatos somados. Essa conta aponta vitória de Dilma no primeiro turno.

A vantagem de Dilma sobre Serra, que era de 17,9 pontos percentuais na última pesquisa, divulgada em 24 de agosto e passou a 24,1 pontos neste último levantamento. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea Dilma tem 44,3%, Serra 23% e Marina 7,1%.

Segundo Turno - Na simulação de segundo turno entre Dilma e Serra, a petista ganharia o pleito com 55,5% dos votos, contra 32,9% do tucano. Não souberam responder: 5,7%. Brancos e nulos: 5,9%. Na pesquisa divulgada em 24 de agosto, os índices eram similares: Dilma venceria o pleito com 52,9% e Serra ficaria com 34%.

A pesquisa Sensus também levantou o percentual de eleitores que acreditam na vitória dos seus candidatos. Dos entrevistados, 71,8% afirmaram que Dilma Rousseff vencerá as eleições. O número é bem maior dos que indicam voto nela, 50,5%. Em contrapartida, José Serra, que foi apontado como candidato por 26,4% dos entrevistados, foi indicado como vitorioso dessas eleições por apenas 16,1%. Marina Silva foi apontada como provável eleita por 1,8%. Os demais candidatos não receberam nem 1% cada. 9,1% não souberam responder. Horário Eleitoral

Rejeição - Aumentou o índice de rejeição aos dois principais candidatos à Presidência da República. De acordo com a pesquisa CNT/Sensus divulgada na manhã de hoje, o porcentual dos eleitores que não votariam na candidata petista, Dilma Rousseff, passou de 28,9%, verificados em agosto, para 29,4% neste mês. Já a rejeição ao candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra, subiu de 40,7% para 41,3%. A candidata do PV, Marina Silva, que tem a maior taxa de rejeição, conseguiu reduzir o índice, de 47,9% para 45%.

O levantamento CNT/Sensus quis saber quantos eleitores estão assistindo os programas eleitorais, sendo que 62,3% dos entrevistados responderam que assistiu pelo menos em parte. No final de agosto, 42,9% tinham visto as propagandas eleitorais.

Dentre os eleitores que tomaram conhecimento dos programas, 60,3% consideram o programa de Dilma Rousseff o melhor entre os candidatos. 29,5% avaliaram sendo o programa de Serra como o melhor, enquanto 9,1% votaram na propaganda de Marina Silva.

No final de agosto, dentre os que tinham assistido ao horário eleitoral gratuito, 56% tinham gostado mais do programa de Dilma e 34,3% de Serra, e 7,5% de Marina.

De acordo com o levantamento, o governo Lula bate novo recorde quanto à "avaliação positiva" que é de 78,4%. O índice de eleitores que acham a atuação do governo negativa é de 3,9%.

A aprovação de Lula é de 81,4%. Os eleitores que desaprovam Lula representam 12,2%.

A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e realizada entre os dias 10 e 12 de setembro em 136 municípios de 24 estados. Foram feitas 2 mil entrevistas. A margem de erro é de 2,2 % para mais ou para menos.
Fonte: Blog do Alê.

ELEIÇÕES - Parece que o Serra "jogou a toalha".

No auditório de O Globo Serra jogou a toalha.

Pedro do Coutto


Na sabatina, sexta-feira passada no auditório de O Globo, com a participação de editores, colunistas e repórteres do jornal, o candidato José Serra, como se diz no boxe e nas lutas livres, jogou a toalha no ringue. Quer dizer: desistiu, embora faltassem ainda três semanas para as eleições. Como fez isso? Afirmando que, para Lula voltar em 2014, sucessão da sucessão atual, era preciso que ele, Serra, vencesse. Se Dilma Roussef ganhar, Luis Inácio não se elege nem deputado. A frase, em letras gigantesca, está em página dupla da edição de sábado. Não pode haver exemplo maior de desistência antecipada. Ele procurou incrivelmente motivar a quem? O eleitorado lulista. Logo, tacitamente, reconheceu que, na oposição, não possui a menor chance de vitória.

Recorreu aos eleitores da coligação PT-PMDB-PC do B, para ficar só nestas legendas. Me lembrei, na hora em que li O Globo, de artigo do ministro aposentado Humberto Braga a respeito do tema alternância no poder, publicado quinta-feira aqui na “Tribuna”. Ele colocou, com ironia, que exigir isso corresponde a imaginar o surrealismo de o próprio Lula pedir ao povo que votasse na oposição.

À primeira vista, claro, uma peça de humor, Pirandello 2010, um candidato à busca de um grande eleitor. Mas sabia ele, Humberto Braga, que dois dias depois a realidade confirmaria o que ressaltou certamente entre sorrisos. Aliás, é sempre assim, vida e arte caminham juntas. São uma coisa só, no fundo. Tanto assim que artista algum escreveu até hoje algo que não tenha acontecido. A ficção, por isso mesmo, é um jogo entre realidade e a imaginação de ressaltá-la.

Mas afirmei no primeiro parágrafo que não poderia haver exemplo maior de uma desistência daquele que José Serra destacou aos jornalistas de O Globo. De fato não pode haver exemplo maior, porém houve um, igual. Nas eleições de 65 para governador da então Guanabara, Carlos Lacerda empenhava-se a fundo por Flexa Ribeiro contra Negrão de Lima. Faltando quinze dias para as urnas, Flexa alcançava 41 no IBOPE, então presidido pelo meu amigo Paulo Montenegro, pai de Carlos Augusto que o sucedeu, contra 26 de Negrão de Lima. De repente apresentando-se como candidato de oposição tanto a Lacerda quanto ao General Castelo Branco, Negrão conseguiu emocionar as ruas. Cinco dias depois, o IBOPE registrava um empate: 39 a 39 pontos. Lacerda sentiu que perderia, já que Negrão subia na proporção em que desciam os indecisos.

Foi então para a TV Excelsior (a Globo estava só começando) e viveu sua noite de Olivier, Gieguld, Fernanda Montenegro. Simulando não saber que já estava no ar, retirou do bolso uma folha de papel, recorreu à caneta, fez anotações. Em seguida mostrou-se surpreso. Fechou a fisionomia e foi em frente: “Não há dor pior do que a dor do remorso. Repetiu. Quando na sua torneira não houver mais água, quando nas escolas públicas de seu bairro não houver mais vagas, quando as obras voltarem a ser intermináveis. Quando os carros oficiais retornarem a parar na porta dos restaurantes, das boates, dos cabarés, exclamou indignado. Trabalhamos muito na Guanabara. E tudo isso para quê? Para entregar o governo a Negrão?”

Eis aqui um precedente histórico à postura que, 45 anos depois, José Serra acrescenta mais um raro episódio. Carlos Lacerda e Serra, em suas épocas, viveram os papéis do que se pode chamar de heróis da desistência. Não da resistência.

sábado, 11 de setembro de 2010

ELEIÇÕES - Pesquisa Vox Populi/IG/Band.

Do Blog do Alê.



Fonte: Blog do Alê.

ELEIÇÕES - Acompanhamento das pesquisas.

Do Blog do Alê.





Fonte: Blog do Alê.

INTERNET - Brasileiro com mais de 50 anos avança na internet.

Ainda são os jovens os que mais acessam a internet no Brasil. Mas foram os brasileiros acima de 50 anos que mais ampliaram a participação na rede: o grupo representa 15,2% dos usuários — uma minoria na internet, mas que deu um salto de 148,3% desde 2005.

A reportagem é de Fabiana Ribeiro, Clarice Spitz, Rennan Setti e Lino Rodrigues e publicada pelo jornal O Globo, 09-09-2010.

Está no mercado de trabalho a explicação para o avanço da internet entre os mais velhos, diz o IBGE. Em 2009, as pessoas com mais de 50 anos com acesso à web somavam 6,2 milhões; contra 4,4 milhões no ano anterior.

— Muitos deles estão no mercado de trabalho, o que requer cada vez mais a ferramenta — disse Eduardo Nunes, presidente do IBGE.

Mas não só para trabalho a internet tem sido procurada pelos mais velhos. A facilidade de acesso a produtos e serviços também encanta o público dessa faixa etária. É o caso de Antônio Cavalcante, de 73 anos:

— Compro tudo pela internet. Eles entregam tudo direitinho.

Segundo a Pnad, 67,9 milhões de brasileiros têm acesso à internet. Um contingente que mais que duplicou em relação a 2005 (31,9 milhões).

Todas as regiões pesquisadas mostraram aumento no da rede. No Sudeste, quase metade da população usava internet (48,1%). Já as regiões Norte e Nordeste concentravam a menor proporção de usuários: 34,3% e 30,2%, respectivamente.

— Houve um salto gigantesco no acesso à internet. E isso é um ativo produtivo — resumiu Marcelo Neri, professor da FGV.

Segundo Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad, o barateamento da internet e a alta da renda dos usuários explica a expansão:

— A renda tem impacto direto no consumo de todos os bens.

Mais brasileiros também passaram a falar ao telefone. De 2008 para 2009, mais 2,1 milhões de domicílios passaram a ter algum tipo de telefone. O avanço dos celulares é ainda maior: mais 2,5 milhões de residências possuíam somente o aparelho móvel.

Nos domicílios com acesso à telefonia, o percentual dos que só tinham celular subiu de 16,5% para 41,2% entre 2004 a 2009. Já o número de domicílios que tinham apenas o convencional caiu de 17,5% para 5,8% no mesmo período.

Não importa se as estudantes Isabela Rodrigues e Renata Leal estão na rua ou no apartamento onde moram, em Copacabana: falar com elas só é possível pelo celular. E elas nem pensam em ter um telefone fixo.

— Como passo a maior parte do dia fora, o fixo não me faz falta. Só teria um caso fosse contratar algum plano com banda larga incluída — disse a aluna de Direito Isabela, de 20 anos, que gasta R$ 40 por mês com seus dois celulares.

72% dos lares já têm DVD, mais que máquina de lavar Renda, crédito e incentivos à economia durante a crise ajudam a explicar os avanços na aquisição de bens, afirmou Marcelo Neri. Para se ter ideia, quase todas as residências do país têm fogão (98,5%), geladeira (93,9%) e TV (96%). Em 2001, 12,6% dos domicílios tinham microcomputador, alcançando 35,1% em 2009. No caso de microcomputador com acesso à internet, o pulo foi de 8,5% para 27,7%.

— Houve injeção de crédito, e as medidas de estímulo ajudaram bastante. Tanto que o PIB (Produto Interno Bruto, conjunto de bens e serviços produzidos no país) do segundo trimestre já trouxe a ressaca do fim de incentivos — disse Neri.

Pela primeira vez, o IBGE pesquisou os aparelhos de DVD — que já estão em 72% dos lares. O artigo já é mais presente do que produtos tradicionais como máquina de lavar roupa (44,3%) e freezer (15,2%).

Fevereiro de 2010 ficou na lembrança da doméstica Josefa Maria da Silva, 50 anos. Após muita insistência, ela conseguiu que o marido, o zelador José Carlos da Silva Neto, de 61 anos, fosse até uma loja e comprasse sua primeira máquina de lavar.

— Estava precisando, e a mulher pedia há tempos. Nossa situação financeira melhorou e o preço baixou. Aí, não tive saída — contou Neto, que comprou em duas parcelas de R$ 750.

Segundo Marco Pazzini, diretor da IPC Marketing, o avanço no consumo é um retrato de melhorias no mercado de trabalho, facilidade de crédito, inflação controlada e tecnologia que barateia os produtos. Esses fatores ampliam a cesta de gastos da população. Em 2010, por exemplo, o maior peso no orçamento dos brasileiros é com pagamentos de prestações de financiamentos (R$ 545 bilhões), com participação de 26,1%.

— Esse processo de consumo é sustentável — disse.
Fonte:IHU

POLÍTICA - Serra ataca os blogs sujos porque....

Do Blog do Rovai.

Serra ataca os blogs sujos porque vai lançar o Blog do Limpo

Num certo momento cheguei até a imaginar que o ex-governador de São Paulo e ex-candidato à presidência da República José Serra tinha se tornado uma pessoa bem humorada. Ao descobrir que a comissão que organizava o 1° Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas fazia suas reuniões no Sujinho, boteco tradicional da rua Consolação, decidiu nos apelidar de “blogueiros sujos”.

Comentei até com alguns dos amigos organizadores que o apelido poderia ser mais maldoso. Afinal este mesmo boteco era conhecido nas décadas de 80 e 90 como “bar das putas”.

Por ficar próximo à rua Augusta, as garotas que trabalhavam nas redondezas iam jantar no local, que sempre ficou aberto durante a madrugada. Artistas também saiam dos teatros da região e iam para lá. Não haviam mesas individuais, eram coletivas e a carne, prato principal da casa, era muito barata. Era um lugar divertidíssimo.

Mas pelo jeito o apelido que o ex-candidato encontrou não tem relação alguma com os nossos encontros.

Este blogue apurou que o fato é que Serra já desistiu da candidatura a presidente da República e decidiu criar um blogue depois da campanha. O nome já foi definido, vai ser Blog do Limpo. Por isso o ex-candidato está aproveitando o tempo que lhe resta até dia 3 de outubro para se contrapor aos que considera seus futuros concorrentes. Ou seja, alguns de nosotros.

Ah, claro, Serra, como registrou reportagem da Revista Piauí, após saudar eleitores costuma entrar no carro e se limpar inteirinho com álcool gel. Ele também gosta de cidade limpinha e por issso costuma limpar áreas nobres, tirando os pobres desses locais.

Blog do Limpo é um nome e tanto. Só lhe recomendo que nos seus posts ele mantenha o nível. Afinal, isso é fundamental para ser um blogueiro respeitado.

ESPIRITISMO - Psicóloga comenta o filme Nosso lar.

Considerações da Psicóloga Sandra Mussi, presidente do Conselho Espírita Canadense sobre o Filme Nosso lar

Sobre o filme Viajando com Nosso Lar

Como a gente diz por aqui, WOW!!!!!

Tive a grande honra e prazer de assistir ao filme "Nosso Lar" que será estreado em Setembro/2010.
Minha viagem ontem ao assistir o filme foi espetacular. Quantas lições!!!
Eu fiquei encantada em como pude me perceber nos personagens podendo assim experienciar emoções e valores tão engenhosamente criados na tela.
Com a ajuda de André Luiz e desta produção espetacular, caminhei na minha própria estrada de encontro ao "Meu Lar" e ao "Meu Umbral".
Como Psicóloga e constante estudante da alma, a busca dessa viagem interior é minha mola motivadora no caminho do auto-conhecimento.
Para aqueles que já leram o livro e conhecem sua mensagem de tolerância e amor, o filme traz imagens inesquecíveis que materializam nossa imaginação, enriquecem nossa apreciação pelas mensagens trazidas a nós por André Luiz. Quem não conhece a obra será presenteado com uma narrativa clara, que sutilmente ensina os fundamentos da mensagem Espirita através da jornada de um espirito.
A representação visual contrastante entre o umbral e o Nosso Lar coloca em grande perspectiva a nossa dualidade espiritual, mental e emocional. Essa realidade interna do equilíbrio e desequilíbrio, entre o amor e o ódio, entre a paz e a guerra tão bem representada pelo ator Renato Prieto, nos faz reconhecer o nosso atual estado evolutivo, nossas fragilidades e limitações. Escolher ver a "normalidade" das nossas imperfeições de condição humana em busca da luz é aceitar de forma natural nosso crescimento.
O filme Nosso Lar, me proporcionou o encontro com essa realidade e me fez refletir onde estou e para onde quero ir.
Estar aberta para essa escolha é uma fonte energizadora de liberdade e de exercício em busca da felicidade e realização pessoal.
As cenas do hospital da colônia Nosso Lar nos traz a tranquilidade interna do silêncio, expulsa os barulhos da mente para que a quietude interna proporcione o ambiente necessário ao encontro com nossa essência e a fonte das leis divinas. Mais uma vez, o filme nos leva a refletir no poder do silêncio. A "água medicamentosa" foi o agente desse processo.
A trilha sonora composta pelo gênio da música considerado um dos compositores mais influentes do século 20, Philip Glass, constantemente nos convida a tecer suaves cordas vibracionais do nosso intimo com a arte divina.
Nas cenas musicais do filme uma nova oportunidade de experienciar a harmonia, fazendo-nos mergulhar em sensações de alegria, quietude e união.
O filme nos traz uma mensagem de otimismo e esperança. As emoções vivenciadas pelos atores traz ao telespectador sentimentos verdadeiros e sinceros, fazendo com que o filme seja uma conexão constante.
Morando no exterior a mais de 20 anos, "viajei" com Andre Luiz - O retorno dele ao Lar na Terra, é muitas vezes meu retorno a Pátria querida. Cenas tão emocionantes que me instigaram ao exercício do desapego. Como André Luiz, ao não aceitarmos as mudanças da nossa realidade perdemos a conexão interna.
Ao nos desapegarmos deixamos de viver a ansiedade da separação e assim nos abrimos para a conexão maior, a do entendimento que somos todos ligados uns aos outros, somos UM SÓ através do AMOR!
A doutrina da reencarnação faz com que possamos exercitar a fraternidade, estender nossas afeições além dos laços do sangue, nos laços imperecíveis do Espírito.
Acredito que o cinema brasileiro enriqueceu com a grande direção de Wagner Assis que se estabeleceu como um grande "médium" das belezas eternas.
Com certeza esse é um filme para se assistir muitas vezes. Estarei levando meus filhos e meus amigos e recomendando a todos aqueles que buscam a paz e o encontro com o Divino.
Obrigada Wagner e a toda a equipe que me proporcionaram essa viagem tão bonita!
Obrigada André Luiz! Obrigada Chico!

Sandra Mussi
Psicóloga e Psicoterapeuta
Presidente Conselho Espirita Canadense

Pensamento de Francisco de Assis: " un solo raggio di sole e' sufficiente per cancellare milioni d'ombre"

Trad. "É suficiente un unico raio de sol para apagar milhões de sombras"