
Os argumentos levantados em favor da tese foram consistentes, o
relatório do Ministro Luiz Fux bem embasado, as estatísticas sobre os
financiadores eloquentes. Um percentual ínfimo das empresas brasileiras
contribuem para as campanhas. Financiam os dois partidos melhor
colocados e garantem os deputados que fazem o seu jogo.
Não bate a tese de que o fim do financiamento privado legal
estimularia o caixa 2. Pelo contrário: é a legalização do financiamento
que facilita o caixa 2, por dificultar a separação entre as legais e as
por baixo do pano. Com a proibição, todo financiamento será facilmente
identificado e criminalizado.
Além disso, em um gesto de surpreendente bom senso - para um
MInistro que conseguiu trancar toda a pauta de votação do Senado, no
episódio dos royalties de petróleo - Fux propos um prazo de 24 meses
para a entrada em vigor das nossas regras, impedindo um vácuo de
legislação para as próximas eleições.
Espera-se que a votação caminhe para o desfecho adequado, de
proibir o financiamento e que os Ministros - especialmente Fux e Barbosa
- não se prevaleçam desse apoio unânime da opinião pública para
confrontos retóricos com o Congresso.
O julgamento mostra também o ganho da cidadania brasileira, com o renascimento da OAB nacional.
Por Assis Ribeiro
Para a doação por pessoas jurídicas, Fux votou para que a proibição vigore já na campanha eleitoral do ano que vem.
Para a doação por pessoas, embora tenha votado pela
incostitucionaildade do valor de 10% para todos, ele estabeleceu o
prazo de 24 meses para que o Congresso aprove nova lei regulando o
limite deste tipó de doação .
Nenhum comentário:
Postar um comentário