segunda-feira, 19 de agosto de 2013

CHINA - céus lotados, passageiros frustados.

Daqui a pouco o PIG vai culpar o PT.

O controle militar do espaço aéreo e uma cultura avessa ao risco ameaçam impedir o crescimento rápido da China no setor de aviação

Em um dia normal, mais de 1.500 aviões decolam e pousam no Aeroporto Internacional de Beijing, o segundo mais movimentado do mundo em número de passageiros, atrás apenas do de Atlanta. Muitos desses pousos e decolagens atrasam. De acordo com a FlightStats, uma  empresa de monitoria do setor de viagens, os grandes aeroportos da China têm os piores atrasos do mundo, com apenas 18% dos voos partindo de Beijing cumprindo horário em julho (as chegadas se saíram melhor). A tensão é visível, especialmente nos rostos dos passageiros atrasados.
Histórias de fúria no aeroporto são frequentes na mídia e nos ambientes online; os vídeos mais populares são de oficiais ou outros poderosos pontuando sua impaciência com impropérios e cusparadas. Os aviões deixam os portões no horário sem permissão para decolar e permanecem na pista por até 30 minutos, só para não dizerem que o voo não está atrasado. Esse tipo de truque explica porque os números oficiais mostram que 75% de todas as chegadas e partidas aconteceram no horário em 2012. Estimativas independentes colocam esse número próximo dos 30%. Os funcionários das companhias  aéreas geralmente não justificam os atrasos.
Duas condições criadas pelo homem são as principais responsáveis pelos problemas na aviação chinesa. O primeiro e mais antigo problema é que as forças armadas da China controlam a maior parte do espaço aéreo da nação – talvez cerca de 70 a 80% dele. Este é o caso especialmente nas redondezas das grandes cidades, deixando corredores muito estreitos para os aviões decolarem, pousarem e manobrarem sob tempo ruim. O segundo problema, que engloba o primeiro, é que os controladores do tráfego aéreo não têm nenhum incentivo para orientar os aviões de maneira eficiente, ao mesmo tempo em que são punidos severamente por qualquer deslize. O resultado é que, mesmo sob tempo perfeito, os aviões que se aproximam para o pouso são mantidos a uma distância muito maior na China do que nos Estados Unidos – cerca de 10 a 16 km ao invés de apenas 3.

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