O esforço da imprensa para ajudar tucanos a se safar de escândalo.
Ao lado da guinada dada nos últimos dias com a qual voltou a criminalizar as manifestações populares e a pedir repressão contra elas, o segundo movimento da mídia neste momento é a operação abafa a favor dos tucanos, afundados nas denúncias de corrupção envolvendo contratos de R$ 30 bi que teria sido praticada durante os 20 anos de PSDB à frente do governo de São Paulo.

Fernando Henrique
O volume de informações apreendido nas investigações iniciais até agora explicam a histeria das vestais tucanos. E a IstoÉ desta semana torna inutil o esforço de FHC. A revista diz que servidores de altos escalões estão envolvidos no escândalo. E publica na capa fotos e nomes dos principais personagens que estiveram à frente da Secretaria de Transportes do Estado, do metrô da capital e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nestes anos todos cobertos pelas denúncias.
Mas os tucanos não desistem e dão sequência a sua estratégia de despiste, de fazer de contas que as denúncias não são contra eles. A tática é repetir a operação bem sucedida da CPI sobre como o crime organizado capturou um governo tucano, o de Goiás, que foi transformada em CPI da empresa Delta e nacionalizada de mentira. Naquela operação contaram com o apoio dos jornalões. Agora, de novo querem investigar outros Estados desviando a atenção de São Paulo.
Nada mais, nada menos que um engodo diversionista a favor da impunidade mais uma vez dos tucanos. A Folha de S.Paulo, por exemplo, no domingo, de moto próprio ou a pedido, embarcou de corpo e alma na tática tucana de desqualificar o escândalo do cartel denunciado pela Siemens, formado em São Paulo nas licitações do metrô e da CPTM. O jornalão da Barão de Limeira encampou o mote e pediu que as investigações se estendam a cinco Estados. Quase implorou para que o foco da história seja retirado do tucanato de São Paulo.
Fonte: Blog do Zé Dirceu


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