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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

POLÍTICA - O PIG vai detonar o Russomano.

Serra vai acionar o PIG contra Russomano

Serra tem tudo para ser o candidato-picolé destas eleições municipais em São Paulo. Quando sua candidatura foi confirmada pelo PSDB, seus índices nas pesquisas dispararam e parecia inevitável sua ida ao segundo turno em primeiro lugar.
Agora, a luta é outra. Conseguir voltar a ter uns 25% dos votos para impedir que a disputa final seja entre Russomano e Haddad.
No caso de Haddad o que está acontecendo é meio óbvio, apesar de muitos “especialistas em eleições” terem ficado os últimos meses batendo bumbo na tese de que sua candidatura corria o risco de ser um fiasco.
O campo lulo-petista em São Paulo é de aproximadamente 30% a 35% do eleitorado no primeiro turno. Se a campanha de Haddad fosse um desastre, teria ao menos uns 70% desses votos. O seja, no mínimo 20%.
Mas Haddad é um candidato consistente e tem bom perfil para a cidade. Mas o que está se vendo é ainda mais interessante. João Santana e sua equipe estão produzindo um programa de TV primoroso, enquanto Serra aparece na sua propaganda como um tiozinho que quer ser o cara. Alguém que fica repetindo velhas histórias (remédios genéricos, Etecs, o anti-PT e o menino que nasceu na Mooca) e tentando se vender como jovem.
Está muito chato e se vier a continuar nesta linha vai derreter ainda mais. Ao mesmo tempo, não pode dar um cavalo-de-pau e começar a bater em Russomano, que é quem está roubando seus votos.
Haddad tira votos do candidato do bispo na periferia e Russomano faz estrago na base de Serra nos bairros de classe média.
O que isso significa é que Russomano vai começar a apanhar. Mas não de Serra. O serviço vai ser feito pela Globo, Veja, Folha, Estadão e o resto do PIG.
O Partido da Imprensa Golpista não vai aceitar que o bispo comande São Paulo com um outsider. E ao mesmo tempo não vão querer ter de apoiar Haddad.
O que resta a eles é detonar o candidato do PRB e deixar o serviço sujo contra o petista para Serra.
É possível que isso leve o tucano ao segundo-turno, mas ele vai chegar lá cambaleando. Mais ou menos como o senador Aécio Neves estava em recente vídeo divulgado pelo Youtube.
Blog do Rovai

POLÍTICA - Serra apela para Marcelo Rossi.

Padre Marcelo asperge água benta e Serra revela lado humano

              

Tucano chora e recebe bênção em missa do padre Marcelo Rossi

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO
Um dia depois de perder a dianteira na disputa pela Prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB) chorou ao participar de uma missa do padre Marcelo Rossi. O tucano foi convidado pelo sacerdote e acompanhou a cerimônia da primeira fila do altar.
Chamada "missa de cura e libertação", a celebração tem, tradicionalmente, forte conteúdo simbólico.
Rossi falou a Serra sobre a missa há cerca de 20 dias, durante rápido encontro na Bienal do Livro. Na ocasião, ressaltou que a missa era transmitida pela internet a "cerca de 500 mil pessoas". Ontem, outras 15 mil acompanharam a cerimônia in loco.
"Serra, você vai ver que missa emocionante é essa", avisou Rossi, logo no início.
Reinaldo Canato/Folhapress
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, em missa celebrada pelo padre Marcelo Rossi
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, em missa celebrada pelo padre Marcelo Rossi
O padre pregou sobre superação de adversidades. Durante a palavra, citou um versículo de Eclesiástico. "Não entregues tua alma à tristeza e não aflijas a ti mesmo com tuas preocupações", disse, lendo o texto. "No mundo, querem nos derrubar com mentiras e inverdades. Aqui não", falou em outro trecho.
Serra comungou. "Nada poderá me abalar. Nada poderá me derrotar", dizia a música que embalou a ceia.
No fim da missa, o tucano falou. Parabenizou o padre e dom Fernando Figueiredo pelo santuário que vão inaugurar. "Eles desconhecem os limites do impossível", disse.
Depois, chorou ao lembrar que, já no fim da vida, sua mãe recebeu uma bênção de dom Fernando. "Isso me marcou muito". Serra recebeu água benta e saiu. "A porta está aberta para todos," disse padre Marcelo. "Mas amigo é amigo" concluiu.

POLÍTICA - Tudo indica que Serra ficará fora do 2º turno.

 

Russomanno e Haddad devem ir ao 2º turno

 
haddad russomanno kotscho Russomanno e Haddad devem ir ao 2º turno
Muita água ainda vai rolar e tudo pode acontecer. Feita a ressalva, todas as pesquisas divulgadas até aqui, após os 10 primeiros dias do horário eleitoral, clarearam o cenário da disputa em São Paulo e indicaram as mesmas tendências, repetindo até os mesmos números.
O novo Ibope divulgado nesta sexta-feira confirma: Celso Russomanno, do PRB, consolida-se na liderança e abre uma vantagem de 11 pontos sobre o segundo colocado, José Serra, do PSDB.
Enquanto a candidatura do tucano derrete, batendo recordes de rejeição, dispara a do petista Fernando Haddad, e agora os dois já aparecem em empate técnico: 20 a 16, dentro da margem de erro de 3%.
Em relação à pesquisa anterior, feita antes da estreia dos programas no rádio e na televisão, Russomano subiu 6 pontos, de 26 para 31%; na curva inversa, Serra caiu 6 pontos, de 26 para 20%, e Haddad saiu de 9 para 16%.
Conclusão: mantidas as atuais condições de tempo e teperatura, as próximas pesquisas de Datafolha, Ibope e Vox Populi já deverão indicar uma disputa entre Russomanno e Haddad no segundo turno, deixando de fora o candidato tucano, algo inimaginável no início da campanha.
A bem da verdade, o marqueteiro petista João Santana já vem prevendo há tempos em conversa com amigos meus que José Serra não iria para o segundo turno por absoluta falta de discurso e fadiga de material.
Em outras palavras, como acontece com os iogurtes e as salsichas, Serra já entrou na campanha com seu prazo de validade vencido.
Aí não tem marqueteiro, por mais genial que seja, capaz de dar jeito. Assim como não dá para brigar com o consumidor que rejeita o produto, também não convém contrariar o eleitor.
Se numa primeira fase da campanha Russomanno vinha avançando no eleitorado petista de Haddad, agora ele recolhe os votos anti-PT que estavam indo para Serra.
Navegando entre os que não querem mais a dupla Serra-Kassab governando a cidade, nem aceitam a volta do PT, Russomanno firma-se como o candidato da mudança, desejo de 85% do eleitorado, segundo o último Datafolha.
Assim como causa espanto para alguns o tamanho da queda de Serra em tão poucos dias, e não chega a surpreender a vigorosa subida de Haddad, o que me intriga é a inanição do candidato do PMDB, Gabriel Chalita, estacionado em 5%.
Com o terceiro maior tempo de TV, em torno de 5 minutos, a bordo do principal partido aliado do governo federal, que tem o vice-presidente da República e o maior número de prefeitos e vereadores do país, Chalita ainda não encontrou espaço para se apresentar como a terceira via entre PT e PSDB, o candidato da mudança que Russomanno encarnou.
A candidatura Chalita encruou, com o PMDB paulista pagando o preço dos anos de domínio da máquina pelo grupo quercista herdado por Michel Temer.
Serra agora só tem dois caminhos para se salvar do naufrágio anunciado, ambos arriscados: ou parte para o ataque contra seus adversários, tática adotada nas últimas campanhas, ou bota a cara na televisão para defender o legado do seu aliado Gilberto Kassab, que atingiu o maior índice de ruim e péssimo entre os prefeitos de capitais avaliados no ranking do Datafolha.
Sem entrar em divididas, tocando a bola no meio de campo, Celso Russomanno, que não parou de subir nas pesquisas desde maio, assiste de camarote à disputa entre Serra e Haddad, os candidatos dos dois maiores partidos da cidade, para saber quem vai disputar com ele o segundo turno.
Contra todas as previsões, quem despencou nas pesquisas com o início do horário eleitoral foi Serra e não Russomanno, que só tem dois minutos na televisão. Ao que as pesquisas indicam, quanto mais aparece na telinha, mais o tucano cai.
A apenas 37 dias da abertura das urnas, este é o cenário das eleições na maior cidade do país, que já foi ademarista, janista, malufista, petista, demotucana e agora pode virar russomanna.
Bom fim de semana a todos.
Blog do Ricardo Kotscho.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

POLÍTICA - Quem aposta no Serra?

 

A derrocada de Serra: apostas apontam 12% de votos

Antes do início da campanha eleitoral, os prognósticos sobre as eleições de São Paulo dividiam-se em duas linhas: os especialistas em pesquisa quantitativa e os analistas de conjuntura.
Pela primeira linha de análise, José Serra sairia vencedor. Limitavam-se a somar o eleitorado cativo do PSDB nas últimas eleições com o antipetismo paulistano e tirar suas conclusões.
Já os analistas de conjuntura baseavam-se em outros fatores, desde a rejeição a Serra até o "sentimento de mudança" - algo que demanda muita capacidade analítica e muita intuição para gerar conclusões consistentes.
Dois desses especialistas previram, bem antes, a derrocada de Serra e o aparecimento do fenômeno Russomano: Aldo Fornazieri, da Fundação Escola de Sociologia e Política, e Fernando Abrúcio, da FGV-SP.
Na época, suas análises foram recebidas com descrédito. Depois das últimas pesquisas, as apostas são sobre o piso da candidatura Serra.
Há quem aposte que ele chegará ao final do primeiro turno com apenas 12% dos votos.

TRABALHADOR PEGA COMIDA NO LIXO E ACABA PRESO.

Direitos Humanos

Trabalhador pega comida do lixo e vai parar na cadeia

 
A realidade pode ser mais dura do que a ficção. No Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), três trabalhadores de uma empresa que presta serviços à estatal foram retirados em camburão do trabalho e processados criminalmente. Um deles, Cláudio Charles Gonçalves, de 33 anos, está desde terça (28) preso na 54º DP, em Belford Roxo. Hoje (29) seria transferido para o presídio de Bangu. O crime cometido? Tentou levar para casa um frango jogado no lixo. Eles trabalham para a firma Ultraserve, contratada pela Petrobrás e responsável por servir as refeições no restaurante do Cenpes.

A retirada dos três rapazes do seu local de trabalho em camburão, diante de todos os colegas, aconteceu no dia 19 de julho. Diogo Cardoso, 27, também processado, é um jovem magro, de olhar assustado. Ele relatou que uma de suas funções na Ultraserve é recolher os sacos de lixo para descarte. Disse que as normas da Anvisa são muito rigorosas e os frangos, depois de descongelados, quando não aproveitados na refeição, são sempre descartados, “pois não poderiam ser congelados novamente”.
Assim, teria achado um desperdício aquele descarte. Com o produto já no lixo – dois ou três frangos – achou que não haveria problema em dividir aqueles restos de comida com um amigo. Foi o que fez, dividindo o descarte com Cláudio Charles, que no momento está preso. Segundo a sua esposa, ele está muito abalado emocionalmente, “por causa da vergonha a que está sendo submetido”.

O amigo Diogo – ambos são vizinhos na localidade de Nova Aurora, em Belfort Roxo – só não foi para a cadeia esta semana, porque não estava em casa quando a polícia chegou, a mando da Ultraserve, com ordem de prisão preventiva. O que não impediu sua esposa de passar por momentos de tensão, quando a polícia adentrou pela sua casa. Aos 27 anos de idade, Diogo já tem três filhos, um deles com necessidades especiais.

O terceiro trabalhador processado criminalmente pela Ultraserve é Marcos Paulo, de 24 anos, residente numa comunidade em Caxias. Ele trabalhava em outro restaurante do Cenpes, quando foi detido. Seu crime foi tentar levar para casa, achando que dava para aproveitar, “algumas barrinhas de chocolate quebradas e amassadas e um pouco de iogurte fora da validade”.

Se hoje Marcos Paulo não está detido em Bangu, preso preventivamente como se fosse um perigoso fora da lei, é porque não estava em casa, no momento em que a polícia chegou à casa de seus pais com a ordem de prisão.

O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) denunciou há cerca de um mês, em editorial publicado no jornal Surgente, o absurdo daqueles processos criminais. Na ocasião, o sindicato já exigia providências da Petrobrás contra o que considerou um abuso de autoridade e desrespeito aos trabalhadores.

Mas, na terça (28), recebe uma notícia ainda mais inusitada: é decretada a “prisão preventiva” dos trabalhadores, a pedido da Ultraserve. Em apoio às vítimas dessa arbitrariedade, o sindicato indicou um advogado para acompanhar o caso. O mais ilógico é que as leis em vigor jamais condenariam à prisão três trabalhadores de ficha limpa, por tentar levar para casa ninharias destinadas ao lixo. A prisão preventiva deveria estar reservada a bandidos perigosos que ameaçam a sociedade.

Na manhã desta quarta (29), os trabalhadores da Ultraserve fizeram uma paralisação no Cenpes, em solidariedade aos colegas injustados. Representantes do Sindipetro-RJ se reuniram com a gerência de Recursos Humanos (RH) do Cenpes e aguardam providências. O advogado que vai defender os trabalhadores dará entrevista à TV Petroleira, ao vivo, na próxima segunda-feira, 3 de setembro, às 19 horas) – o endereço eletrônico é tvpetroleira.tv
Fonte: Agência Petroleira de Notícias

POLÌTICA - Eleições em São Paulo.

Haddad a caminho dos 30% de votação tradicional do PT em SP
   

Renúncia de José Serra à Prefeitura foi "gesto impensado"...
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Fernando Haddad
O nosso candidato a prefeito de são Paulo, ex-ministro da Educação Fernando Haddad subiu 6 pontos entre uma e outra pesquisa Datafolha e saltou de 8% para 14% agora. Uma análise detalhada desta a pesquisa leva a conclusão de que essa ascensão do Haddad ocorreu porque ele está ganhando eleitores dos concorrentes tucano José Serra (PSDB-DEM-PSD-PV) e Celso Russomano (PRB) e avançando com o eleitorado petista e lulista.

Assim, chegada a 3ª semana de propaganda eleitoral no rádio e TV depois do 7 de setembro, quando a disputa tende a se afunilar e os candidatos a consolidarem posições, tudo indica que o Haddad estará atingindo os 30% a 33% de intenção de voto que o PT tem tradicionalmente na capital há várias eleições.

José Serra, como registro em outras notas aqui no blog hoje, corre o risco de não ir para o 2º turno. Sua rejeição é histórica - ela chega, agora, a 43% segundo o Datafolha divulgado ontem - e ele só a agrava ao se associar ao prefeito da Capital, Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, hoje no PSD) que tem sua administração desaprovada por 80% dos paulistanos.

Renúncia de José Serra à Prefeitura foi "gesto impensado"

A rejeição, entre outros fatores, mostra que José não está convencendo quando quase diariamente é obrigado a justificar - ou tentar - sua renúncia à Prefeitura em abril de 2006, quando não tinha cumprido nem metade do mandato.

E que não cola, pelo menos para o eleitor paulistano, sua justificativa de que o abandono à cidade foi aprovado pela votação que ele obteve na capital para governador. José repete que sua votação na capital na eleição para governador em 2006 superou a que teve para a prefeitura em 2004, o que, segundo ele, confirma que os eleitores apoiaram sua saída.

Não aprovaram e está mais mais correta a análise do nosso candidato, Fernando Haddad, quando disse ontem que à essa altura o que fica claro é que a saída de José da prefeitura, em 2006, foi um gesto impensado, que deixou a cidade com o "prefeito mais mal avaliado" do país.

Tempo levou paulistano a outra análise do abandono da cidade


"Penso que hoje o paulistano consegue julgar os desdobramentos daquele gesto impensado, que colocou a cidade nas mãos do prefeito mais mal avaliado do Brasil", afirmou, em referência a Kassab, o vice que assumiu o lugar de José e há meses obtém as mais baixas notas (avaliações) no ranking de prefeitos de capitais do país.

"Ele [Serra] foi eleito com a promessa de resolver o problema da saúde na cidade de São Paulo, apontada hoje como a pior área de avaliação da prefeitura", reforçou ainda o candidato petista. Contra fatos e números não há mesmo argumentos. Estão aí as explicações para 2/3 do eleitorado da capital deconfiarem que José, caso se eleja, renunciará à Prefeitura para concorrer ao Planalto em 2014.
Blog do Zé Dirceu

A "CASTA" DA MÁQUINA PÚBLICA.

Ministério Público arvora-se em casta e decide que não vai divulgar salários de seus membros
   
Decisão é do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)..
 
ImageEssa é de lascar! Depois de muitas horas de discussão o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu que os órgãos de sua área no país, ao contrário do que determina a Lei de Acesso à Informação em vigor há quatro meses, não serão obrigados a divulgar os salários de seus integrantes. Eles estão desobrigados de tornar públicos os nomes de membros e servidores junto com a remuneração que recebem.

Na prática consideram-se uma casta e os únicos na máquina pública a não terem satisfações a dar à população, à opinião pública quanto aos salários que esta lhes paga. As regras valem para os ministérios Público Federal, do Trabalho, Militares e para os funcionários dos MPs estaduais.

Os integrantes do CNMP decidiram, ainda, que a apresentação pública dos salários dessa casta será individualizada, mas que cada subdivisão do MP terá autonomia para publicar os nomes ou apenas as matrículas de seus integrantes, junto aos respectivos salários.

Na decisão, um gesto de supremo desprendimento


Tiveram até o gesto magnânimo de concordar, também, que nos casos em que a administração da área optar por publicar apenas a matrícula, os cidadãos podem requisitar os nomes do funcionário correspondente a este número.

Vejam vocês os contorcionismos do CNMP para simular que vai cumprir a lei, liberando geral seus integrantes para não cumprí-la: decidiram divulgar todo tipo de informação envolvendo gestão de recursos no MP, mas avisam que seus funcionários devem e estão obrigados a proteger a “informação sigilosa e pessoal”.

Pois é, este é o nosso Ministério Público (MP), um órgão de Estado criado "sem qualquer vinculação funcional a qualquer dos outros poderes" para atuar na defesa da ordem jurídica e fiscalizar o cumprimento da lei no Brasil.

Na vanguarda do desobediência à Lei de Acesso à Informação

Este é o MP Criado para ser o fiscal das leis e atuar como defensor do povo e dos patrimônios nacional, público e social. O que inclui o patrimônio cultural, o meio ambiente, os direitos e interesses da coletividade - especialmente das comunidades indígenas - a família, a criança, o adolescente e o idoso.

De todos estes segmentos, o MP acaba de decidir esconder os salários de seus integrantes e afrontar o cumprimento da Lei de Acesso à Informação. Vejam, o órgão criado para garantir a vigência e cumprimento das leis, e a transparência da ação das instituições na vida nacional é o primeiro a decidir que não vai cumprir a lei.

De que tem medo o MP com esse escamoteamento dos salários de seus integrantes? No Brasil em que o dito popular afirma que há leis que pegam e leis que não pegam, por que o MP decidiu sair na vanguarda e ser o 1º a não respeitar e a não cumprir a Lei de Acesso à Informação?

POLÍTICA - Memória do paulistano afunda Serra.

Memória do paulistano afunda Serra

jose serra Memória do paulistano afunda Serra
Foto: Paulo Liebert/AE

Dizem que brasileiro não tem memória, mas não parece ser esse o caso dos eleitores paulistanos. É justamente por não ter esquecido a falta de palavra de José Serra, ao abandonar o cargo de prefeito para o qual foi eleito em 2004, apenas 15 meses depois da posse, deixando Gilberto Kassab em seu lugar, que a cada pesquisa o candidato tucano mais se afunda nas pesquisas e vê subir os seus índices de rejeição.
Sempre sonhando com postos mais altos, Serra achou muito pouco ser prefeito de São Paulo e agora colhe os resultados do seu desprezo pela cidade. Só isso pode explicar os números da pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quarta-feira, que foi arrasadora para o eterno candidato do PSDB e da mídia grande.
russomanno Memória do paulistano afunda Serra
Foto: Daia Oliver/R7

Na primeira semana de programas eleitorais na televisão, Serra caiu mais 5 pontos, batendo em 22%, agora 9 pontos atrás do líder Celso Russomanno, do PRB, que manteve os mesmos 31% da pesquisa anterior.
Pior do que isso, o tucano viu subir mais 5 pontos o índice de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum, chegando a 43% de rejeição, um recorde que só Paulo Maluf superou até hoje.
O que fazer agora? "O crescimento da rejeição do eleitorado a José Serra levou aliados do tucano a cobrarem uma mudança na propaganda e a abordagem direta, no horário eleitoral, do abandono do cargo de prefeito em 2006", informa Daniela Lima, na Folha.
Como o comandante do Titanic, porém, o alto-comando da campanha de Serra não pensa em mudar a rota. O marqueteiro Luiz Gonzalez limitou-se a pedir calma aos passageiros da nau tucana em direção ao iceberg de 7 de outubro.
Indiferente aos números da pesquisa, o coordenador-geral da campanha, Edson Aparecido, foi na mesma linha: "Essa não é uma disputa de 100 metros, é uma maratona. Vamos manter nossa estratégia, mostrar o Serra e o que ele propõe para a cidade".
Os adversários devem estar achando ótima a estratégia dos tucanos. Ao mesmo tempo em que Serra se afundava, Celso Russomanno, sem sair da sua confortável posição, viu o tucano se distanciar ainda mais e Fernando Haddad, do PT, finalmente conseguiu sair da barreira de um dígito, subindo seis pontos (de 8 para 14%).
haddad Memória do paulistano afunda Serra
Foto: Filippo Cecílio/R7

Como já era esperado, o competente programa do marqueteiro João Santana e o onipresente apoio de Lula fizeram Haddad entrar na luta por uma vaga no segundo turno, que Serra agora corre o risco de perder.
Um segundo turno entre o petista e o candidato do PRB, deixando Serra de fora, era impensável no início da campanha. Basta lembrar que na última eleição presidencial o tucano teve 40% dos votos no primeiro turno em São Paulo.
Quer dizer, como já escrevi aqui outras vezes, Serra está perdendo votos para ele mesmo. Os marqueteiros da equipe de Gonzalez podem bolar as mais mirabolantes promessas e os mais duros ataques aos adversários, mas nada funciona, porque as pessoas simplesmente não acreditam mais no que o candidato fala.
O primeiro Datafolha pós-TV também derruba a previsão da maioria dos analistas de que o líder Celso Russomanno começaria a cair por ter menos tempo no horário eleitoral e pequena estrutura partidária. Ao contrário do que se anunciava, Fernando Haddad avançou sobre o eleitorado de Serra e não tirou votos de Russomanno.
Outra lembrança dos paulistanos que pode explicar a derrocada de Serra, o maior fenômeno eleitoral negativo desta campanha, é a das baixarias do tucano na reta final da campanha presidencial de 2010, batendo em Dilma e Lula, justamente os dois políticos mais bem avaliados pela população.
Para completar, Serra ainda teima em se apresentar ao lado do seu parceiro Gilberto Kassab, aprovado por apenas 24% da população paulistana e último colocado no ranking dos prefeitos, ao lado de João da Costa, do PT do Recife

POLÍTICA - Eleições pernambucanas.

Blog do Ricardo Kotscho.


A reviravolta em Recife

De todas as pesquisas divulgadas ontem pelo Datafolha, fora de São Paulo, a que mais surpreendeu e chamou a atenção dos analistas foi a de Recife.
O estreante Geraldo Júlio, do PSB, candidato do governador Eduardo Campos, que saiu praticamente do zero dois meses atrás, disparou para 29%, agora empatado com Humberto Costa, do PT, candidato de Lula, que tinha 35% no levantamento anterior e caiu seis pontos.
Eduardo e Lula, velhos aliados que romperam na formação da chapa da Frente Popular do Recife, cada um lançando seu candidato, são as grandes estrelas dos programas de TV.
Pode ter sido uma grande surpresa para todo mundo, menos para mim e o fotógrafo Hélio Campos Mello, que passamos três dias em Recife semana passada fazendo uma reportagem para a revista Brasileiros.
Dava para notar nas ruas, nos táxis, nos botecos, nas conversas com as pessoas e no ânimo dos candidatos e das militâncias que a cidade estava prestes a registrar uma reviravolta nas pesquisas, como acabou acontecendo (ver post publicado no sábado com o título "Aqui no Recife a campanha pegou no breu").
Como explicar esta guinada? Basta pegar dois números: o governador Eduardo Campos tem 90% de aprovação em Recife e o atual prefeito, João da Costa, do PT, apenas 24%, empatado com Gilberto Kassab como pior prefeito no ranking do Datafolha.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

POLÍTICA - A queda do Serra.


PSDB confirma queda de Serra

Por Luis Nassif, em seu blog:

Pesquisas recentes do PSDB indicam José Serra com apenas 20 pontos percentuais. É um tracking, assim como o do PT. Por isso serve apenas para avaliar tendências do momento.

Analistas que tomaram conhecimento da pesquisa, no entanto, julgam que é apenas indicativa das tendências do momento. Apenas as pesquisas a partir do dia 15 serão mais definidoras, ao absorver o efeito do horário eleitoral gratuito.


Os erros iniciais do PT

O PT cometeu dois erros, ambos decorrência da superestimação da candidatura José Serra.

Assim que saiu a primeira pesquisa do Ibope, a campanha de Fernando Haddad recebeu análises de especialistas informando que o perigo estava ao lado, Celso Russomano, e que havia grande probabilidade da segunda vaga ser disputada entre Haddad e José Serra.

No entanto, com receio de que Serra vencesse no primeiro turno, o PT resolveu abrir mão da aliança com o PMDB - que colocaria Gabriel Chalita como vice de Haddad. Pensou em dividir os votos de Serra, possibilitando o segundo turno.

O segundo erro foi a fatídica foto com Paulo Maluf, que abortou o entusiasmo inicial com a indicação de Luiza Erundina para vice de Haddad.

Esse segundo erro foi resultante do distanciamento inicial de Haddad em relação à militância do PT.

Agora é aguardar os próximos passos, onde o fator campanha de TV será essencial.

Haddad e Chalita tem boa campanha e bom tempo de televisãol; Russomano, menos tempo.

De qualquer modo, apenas nas pesquisas entre os dias 15 e 20 se terá um quadro claro das tendências das próximas eleições. Será a melhor campanha para se avaliar objetivamente o peso do horário eleitoral.

MÍDIA - O ódio contra a democracia na mídia é cada vez latente e perturbador.


O ódio contra a democracia na mídia

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Segundo Luiz Garcia, colunista do Globo, o julgamento do mensalão é um “programão”. O texto de Garcia, admitindo a torcida midiática pela condenação, chega a ser naïf. O jornalista conclui, por fim:

Por enquanto, a plateia parece ter feito do relator o seu herói, e do revisor, o vilão da novela. Há exagero nisso, mas não me parece que ela tenha errado: como todo mudo sabe, a plateia costuma ter razão. E, pela televisão, com todo o respeito, o relator tem mais cara de mocinho do que o revisor.


No Segundo Caderno (e no Estadão), Jabor despeja todo seu preconceito contra a democracia:

Já começou o circo da propaganda eleitoral, o desfile de horrores da política brasileira. Será um trem fantasma de caras e bocas e bochechas que traçam um quadro sinistro do Brasil, fragmentado em mil pedaços – o despreparo, a comédia das frases, dos gestos, da juras de amor ao povo, da ostentação de dignidades mancas.

Os candidatos equilibram bolas no nariz como focas amestradas, dão “puns” de talco, dão cambalhotas no ar como babuínos de bunda vermelha, voando em trapézios para a macacada se impressionar e votar neles. Os candidatos têm de comer pastéis de vento, de carne, de palmito, buchada de bode e dizer que gostou, têm de beber cerveja com bicheiros e vagabundos, têm de abraçar gordos fedorentos e aguentar velhinhas sem dente, beijar criancinhas mijadas, têm de ostentar atenção forçada aos papos com idiotas, têm de gargalhar e dar passinhos de “rebolation” quando gostariam de chorar no meio-fio – palhaços de um teatrinho absurdo num país virtual, num grande pagode onde a verdade é mentira e vice versa.


Pois é, Jabor. Políticos tem de se misturar ao povo. Beber cerveja com vagabundos, abraçar gordos fedorentos e velhinhas sem dentes. Assim é o povo brasileiro.

Na ditadura, os políticos viviam situação bem mais confortável. Não tinham que fazer campanha política, nem na TV nem na rua. Reuniam-se no apartamento de algum general e, entre um uisquinho e outro, decidiam quem seriam os manda-chuvas em cada cidade, estado e região brasileira.

Outro trecho do Jabor que merece alguns comentários:

Durante o mandato, o próprio governo FHC cometeu seu erro máximo que até hoje repercute – não explicou didaticamente para a população a revolução estrutural que realizava: estabilização da economia, lei de responsabilidade fiscal, privatizações essenciais, consolidação da dívida interna, saneamento bancário que nos salvou da crise de hoje, telefonia, tudo aquilo que, depois, Lula surripiou como obra sua. Foi arrepiante ver a mentira com 80 por cento de Ibope.

Não é verdade, Jabor. A mídia em peso explicava diuturnamente ao povo o mérito dessas políticas. Tanto é que FHC se reelegeu em 2008. O problema é que foi ficando difícil ao povo continuar confiando no governo enquanto o desemprego disparava, a miséria aumentava, os custos de vida (por causa da privatização) explodiam, e os juros inviabilizavam a economia brasileira. Fui micro-empresário na era tucana, caro Jabor, e lhe digo: foi barra. O cheque especial do Itaú comia o dinheiro da empresa, e não havia ninguém no governo ou na mídia para protestar contra o spread bancário. No máximo, justificavam os juros altos. A desregulamentação dos Correios fez o custo desse subir 2.000% em pouco tempo, o que prejudicou severamente empresas que usavam o serviço. O custo de telefonia explodiu também. O Brasil, de uma hora para outra, passou a ser um dos país mais caros em custos de telefone e internet.

*****

Enquanto isso, vemos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), no afã de condenar os réus do mensalão, flexibilizarem a presunção da inocência. Os argumentos de Rosa Weber para condenar João Paulo Cunha são estarrecedores. Seguindo Gurgel, ela também alega que a própria ausência de provas condenatórias seria um sinal do crime.

Luiz Fux vai mais fundo, e diz que ônus da prova vai para quem é acusado.

Como não há “ato de ofício”, que seria a ação pela qual se suborna um servidor público, os ministros então decidiram inovar e inventam a tese de que crimes de corrupção passiva independem de ato de ofício.

A inovação é absurda e produzirá uma instabilidade tremenda na justiça brasileira. Um político desonesto manda um laranja seu depositar R$ 10 mil na conta de seu adversário, e pronto, o sujeito está condenado.

Os ministros estão esquecendo que a democracia brasileira inscreve-se num regime fortemente capitalista e o nosso sistema eleitoral é fortemente competitivo e concorrencial.

Ou seja, todo mundo tece grandes elogios à democracia, a seus valores, etc, mas quando seus mecanismos internos são desvelados, todo mundo vira o rosto e começa a xingar? É incoerência. O amor pela democracia deve se estender às suas facetas mais complexas. Os partidos precisam de recursos para fazer campanhas políticas. Não entender isso, e ao mesmo tempo se autodenominar um defensor dos valores democrático, é ser hipócrita. Num cidadão comum, isso é pernicioso, triste. Num juiz, é uma tragédia republicana. É contaminar o judiciário com o vírus do lacerdismo.

Segundo Rosa Weber, o simples fato de “poder praticar atos de ofício” já seria uma prova de culpabilidade. Isso é evidentemente um monstro jurídico, uma peça quase fascista. Ela criminaliza o poder, o qual, numa democracia, emana do povo. Ela criminaliza, portanto, a democracia, a política e o povo.

Luiz Fux afirma que “a verdade é uma quimera, é o que se infere. Se trabalha com a verdade suficiente”. Ou seja, o ministro instaura um novo procedimento: como não se pode provar o crime de um réu, e como a pressão midiática é muito forte, então deve-se condená-lo apenas em função da “verdade suficiente”, ou seja, de uma tese.

Daí a ministra junta três notas, vê que números de série são seguidos e interpreta aquilo como “estranho”. Não importa que este fato sequer tenha sido mencionado pelo Ministério Público. Weber, no desespero de trazer algum resquício de argumento para condenar, assume o papel de um investigador meia tigela.

Para condenar um político inimigo da “opinião publicada” não é necessário mais provas, nem atos de ofício, nem testemunhas, nada. Basta coletar alguns artigos de jornais e decretar a sentença. No dia seguinte, os jornais virão com aplausos e o ministro será festejado quando for visto caminhando em Ipanema.

De fato, existem algumas regras constitucionais que são realmente enfadonhas. É chato, né, ter que arrumar provas para condenar um réu. Bom mesmo era na ditadura, onde um inimigo político era condenado sem que se precisasse reunir documentos, testemunhas, contra a sua pessoa.

O ódio contra a democracia na mídia é cada vez latente e perturbador.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

POLITICA - Carlos Chagas e a Dilma.

Mais temida do que amada


Carlos Chagas

Em entrevista ao New York Times, no fim de semana, o Lula reafirmou que não disputará a sucessão de 2014. Apoiará a reeleição de Dilma Rousseff. Que a atual presidente da República, hoje, é candidatíssima, ninguém duvida, apesar de nenhuma palavra ela ter avançado a respeito. Mesmo nesses primeiros dois anos de mandato sua popularidade tendo ultrapassado os percentuais do antecessor, em igual período, importa reconhecer a diversidade de situações. E de personalidades.

Dilma é popular, mas não é querida. É mais temida do que amada. Recebe apoio nacional porque faz o dever de casa. Mas parece não perceber que nem tudo resume-se à sala de aula: o recreio também faz parte da rotina escolar. Ela impõe respeito, até mais do que o Lula, ao não fazer concessões fisiológicas, senão as obrigatórias, aos partidos e instituições que a apóiam.
Por isso, abre distância perigosa em suas bases políticas e partidárias, acontecendo o mesmo com os grupos sociais dispostos ao seu redor e até com o eleitorado. Seu modo áspero de ser, sua rispidez no trato com os interlocutores, até com seus próprios auxiliares, a cortina-de-ferro com que preserva a intimidade, sem abrir a guarda para a vida privada, para preferências e até manias, para o seu lado humano, enfim – tudo vai caracterizando um vazio capaz de estimular o anseio por mudanças.
Dilma está mais para Ernesto Geisel do que para Juscelino Kubitschek, sem falar no Lula. Ignora-se se João Santana anda preparando algum projeto de humanização da presidente, imprescindível para a disputa futura, bem diferente da verificada em 2010, quando ela veio, viu e venceu exclusivamente por ser indicada pelo chefe. Precisará de apoio em suas próprias forças, impossíveis de permanecer limitadas apenas por sua capacidade gerencial, sua honestidade e sua carranca.
Cumprir obrigações funcionais e administrativas, mesmo de forma incontestável, não bastará para Dilma livrar-se da imagem da Madre Superiora, sempre mantendo as freirinhas em sobressalto. Os muros do convento podem ocultar a brecha onde os adversários pretenderão infiltrar-se.
A começar por boa parte do PT, frustrados muitos companheiros por não terem conseguido ocupar o governo como imaginaram, numa espécie de condomínio onde exerceriam o poder. Poderão criar empecilhos, como já demonstram na campanha do “volta, Lula!” Do mesmo modo, há que precaver-se com os aliados, entre os quais desponta Eduardo Campos, com muita ambição e alguma estratégia.
O PMDB, sempre inconfiável, permanece no balcão de negócios, de onde sempre poderá exigir mais para continuar no jogo. Ou sair. Do PTB, PR, PP, PDT e penduricalhos, será bom confiar desconfiando. O que dizer dos tucanos, ainda que batendo bicos e perdendo penas, mas atentos para o fato de que seu plano de vôo passa pela humanização do governo?
Numa palavra, deve cuidar-se a presidente Dilma, se seus planos coincidem com os anunciados pelo Lula. O primeiro-companheiro ainda desempenhará papel de grande eleitor, mas bem menor do que há dois anos. Torna-se necessário a candidata retificar parte do seu curso, quebrar barreiras e mostrar-se mais amena, sem precisar ficar beijando criancinhas em cada esquina. São múltiplas as motivações que conduzem o eleitorado a se definir. Uma delas chama-se alegria…
Fonte: Tribuna da Internet.

POR UMA INFÂNCIA LIVRE DO CONSUMISMO.



Por uma infância livre de consumISMO

buscado no trezentos





A internet é realmente uma revolução. E quando usada para o bem, é maravilhosa. Existe um projeto de lei, que tramita há 10 anos, com o intuito de proibir a veiculação de publicidade direcionada ao público infantil. Parece radical, parece censura? Mas não é. Lembram-se da publicidade para cigarros? A propaganda de cigarro gerou a mesma polêmica e só ganhamos com a ausência das “caras de pau” das empresas e publicitários que insistiam em associar cigarro a 

  

esporte e vida saudável e bem sucedida. Uma reportagem com fumantes famosos confirma que a maioria fumou para ser moderno e se inserir no grupo social que desejavam. Hoje se arrependem pois não conseguem se livrar do vicio. Assim é a publicidade infantil. No futuro teremos criancas com a vida pautada na satisfação exclusiva pelo consumo. Comprar é viciante e a insatisfação compulsiva já se trata nos consultorios e com medicação tarja preta como antidepressivos e ansiolíticos, porque hoje, quem não consome, não faz parte da turma moderna, descolada e bem sucedida. Qualquer semelhança com o cigarro é mera coincidência?

Para completar , a Associação de Agências de Publicidade, criou uma ação que pretende parecer dizer que todos somos responsáveis pela infância. À primeira vista, a gente entende que a intenção da campanha é chamar todos à reflexão mas não é isso. A campanha empenhou-se em culpabilizar exclusivamente os pais pelo controle do que os filhos assistem na TV, como se as empresas não tivessem responsabilidade nenhuma sobre o que fabricam, vendem e anunciam, e as agências de publicidade sobre suas ações de marketing para promover qualquer tipo de produto e serviço direcionado ao público infantil. Uma ação com título dúbio, com atitudes dúbias, com intenções dúbias, assim como é a publicidade voltada para crianças que não têm condições de distinguir o que é bom para elas, o que é realidade, o que é mentira e o que manipulação. Nós adultos somos ludibriados, imaginem as crianças!

 

Os pais ativistas da internet se uniram e reagiram na hora. E a ABAP tratou-os com um desrespeito e desprezo absurdo, apagando suas mensagens na página da campanha, manipulando os comentários, banindo comentaristas que se opunham ao que eles queriam propagar. E ainda dizendo que nós, pais, queremos censurar a propaganda e impedir a liberdade de expressão da pobre publicidade. Liberdade de expressão só deles,basta ver as regras de participacão do seu site que a gente vê a cara ditatorial e demagógica de suas intenções. Mas uma coisa importante de se tentar entender, é o que a publicidade espera dos pais quando os culpabiliza. Afinal, o que querem que façamos: ficamos em casa cuidando do lixo propagandeado excessivamente às crianças ou saimos para trabalhar como loucos para poder consumir o que eles anunciam? Fiquei confusa.
O que eles não esperavam , era encontrar pais instruídos, informados e prontos para defender o bem estar de seus filhos respondendo na mesma moeda: criaram um site para divulgar a importância de se botar um freio na farra da publicidade infantil. E o site dos pais, entitulado INFÂNCIA LIVRE DE CONSUMISMO, ( Blog INFÂNCIA LIVRE ) recheado de depoimentos, artigos técnicos, reportagens, charges e imagens relacionadas ao tema, atingiu, em apenas 3 dias, o mesmo número de simpatizantes e apoiadores que o site da ABAP levou 1 mês para conseguir.


E em 5 dias, o site Infância Livre, conseguiu ultrapassar o site da ABAP, que vale lembrar, é mantido por uma agência de publicidade contratada, o que não acontece com a ação dos pais da internet. Isso nos leva a pensar em outras coisas. Por que a ABAP faria uma ação tão desastrosa? Por que usaria profissionais tão amadores? Por que não teria o menor constrangimento em agir com tão pouca ética com os usuários do site? Será que isso se resume em apenas uma questão: eles subestimam as famílias? Os pais? E acham que somos realmente uma massa tola e manipulável sem força nenhuma para reagir?
Hoje, a publicidade é autorregulamentada pelo CONAR – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária e isso é péssimo para a nossa sociedade a começar pelo fato que o conselho de ética da entidade tem apenas 19 pessoas representam a sociedade civil,dentre eles, seis jornalistas, três advogados e apenas um médico, enquanto as outras 136 pessoas representam anunciantes ou veículos de comunicação. Isso prova, na base, o tamanho do problema que é o controle da

 

publicidade brasileira que está longe de defender os interesses da sociedade.
Por isso, esse grupo de mães e pais, que defende a infância, convida a todos a conhecer e CURTIR esta iniciativa no Facebook . Ela tem o intuito de informar e mostrar os argumentos que levam a ver essa necessidade tão grande de se proteger nossos filhos dos malefícios de uma propaganda que é estratégicamente pensada e elaborada para encantar, que não os respeita, que os engana, que os faz acreditar numa falsa sensação de alegria e determina o que se tem como fator primordial de status social desde a mais tenra idade. E que ao repensar a publicidade, estamos pensando na forma como estamos consumindo o planeta, já que o consumismo está na contramão da educação para o futuro e da sociedade mais sustentável que buscamos.
Do  blog do Jader Resende.

POLÍTICA - Vale tudo para beneficiar o Serra.


Opinião: Prefeitura comete crime de quebra sigilo para beneficiar Serra e atacar Haddad
Por Renato Rovai 

"A Prefeitura de São Paulo se tornou um quartel general do Serrismo-kassabismo" (Foto: alexandre_vieira / Flickr)
A Prefeitura de São Paulo divulgou ontem dados do prontuário de um paciente do sistema público da saúde com o objetivo de beneficiar Serra. A divulgação de dados médicos sem autorização do paciente configura quebra de sigilo. Ou seja, é crime.
Do ponto de vista legal, liberar dados de um prontuário médico sem autorização do paciente é igual a invadir uma conta bancária e mostrar a movimentação do correntista. Ou seja, o que dupla Kassab e Serra fez não é nada diferente da acusação que levou Palocci a ser afastado do cargo de ministro da Fazenda do governo Lula no episódio do caseiro.
Segundo o Conselho Federal de Medicina, é proibido que o médico, sem consentimento do paciente, revele o conteúdo de um prontuário ou de uma ficha médica. A revelação do segredo médico somente é permitida, diz o órgão, em casos extremos, como abuso sexual, aborto criminoso ou perícias médicas judiciais.
“É quebra de sigilo (divulgar sem autorização). O hospital ou o diretor técnico que responde por ele não pode falar da doença, por mais que o paciente esteja errado”, afirmou Renato Azevedo Júnior, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo para o jornal O Estado de S. Paulo.
O professor de Bioética da USP, Reinaldo Ayer, também ao O Estado de S. Paulo, disse que isso “caracteriza uma infração ética a divulgação do prontuário médico por parte do médico ou hospital, sem autorização”.
A Prefeitura de São Paulo se tornou um quartel general do Serrismo-kassabismo. Há militares da reserva espalhados por todos os cantos da administração e o que impera a lógica da ditadura. Vale tudo quando é para incriminar os adversários. Antes eram os “terroristas”. Agora, os petistas.

POLÍTICA - A Globo e a campanha do Serra.



Globo vende música de novela para campanha de José Serra

Daniel Castro

Música-chiclete de Avenida Brasil, o hit Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha foi vendido pela própria Globo para a campanha de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo.
A canção, do compositor paraibano Shylton Fernandes e que foi gravada pela dupla João Lucas & Marcelo, continua tocando na novela, apesar de ter gerado jingle com o refrão "Eu Quero Serra, Eu Quero Já". No capítulo de sábado, tocou duas vezes.
O fato de uma música estar em uma novela e em uma campanha política pode gerar uma associação, fortalecendo o candidato.
Nessa lógica, toda vez que o telespectador ouve Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha na novela ele pode pensar em José Serra.
A Globo informa que vai continuar usando a música em Avenida Brasil, embora a novela já esteja usando canções de sua trilha internacional. A faixa integra o CDAvenida Brasil Nacional 2, lançado em junho.
"Usamos trilha com melodias que já existiam independentemente da novela, e o uso fora dela depende dos autores da música", informou a Central Globo de Comunicação.
Ocorre, no entanto, que os direitos de negociação de Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha foram comprados pela Som Livre, braço musical da Globo. Como editora da composição, a Som Livre pode vendê-la para quem quiser, desde que o compositor concorde. A música também foi vendida para a Fiat.
"A Som Livre editou a minha canção e é responsável por fazer o marketing", conta Shylton Fernandes.
Ele criou o hit em setembro de 2011 e o publicou no YouTube. "Quase um ano depois, vi Neymar dançando essa canção na comemoração do centésimo gol do Santos. Foi uma surpresa. Depois, fui até Goiânia e negociei com a dupla João Lucas & Marcelo. Dias depois, recebi a proposta da Som Livre e estou muito feliz. Eles me informam de tudo e agem corretamente", afirma o compositor.
De acordo com a Som Livre, a iniciativa de usar a música na campanha de Serra partiu da produtora do candidato. Para a Som Livre, o fato de a música estar na novela não beneficia José Serra.
Já a assessoria de imprensa do PSDB limitou-se a dizer que "as negociações foram feitas exclusivamente com a gravadora Som Livre, detentora oficial dos direitos autorais da música".

POLÍTICA - Eleições em São Paulo.


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Marta desembarcará na campanha de Haddad só depois de Lula articular agenda com PT


POR MARINA DIAS
Às 12h50 desta segunda-feira (27), a senadora Marta Suplicy chegava em um Sonata prata, de vidros escuros, para um almoço com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dez meses antes, no mesmo Instituto Lula, região sudeste de São Paulo, o ex-presidente pedia que ela deixasse de concorrer à Prefeitura da capital paulista em favor de Fernando Haddad, seu afilhado político.
Desde então, a senadora fechou-se em copas, afastou-se dos principais dirigentes do PT paulistano e pouco – ou nada – falou com Lula. "Fazia tempo que eu não conversava com o presidente. Foi uma conversa muito boa", disse Marta ao sair do almoço regado a peixe grelhado, legumes no vapor, arroz e feijão, os dois últimos indispensáveis nas refeições do ex-presidente.
Marta se reuniu com Lula para fechar sua participação na campanha de Haddad. Desde que foi lançado candidato oficialmente, no início de junho, o ex-ministro da Educação nunca contou com a presença da senadora em seus eventos, magoada por ter sido preterida pelo partido para disputar as eleições municipais.
E mesmo após as conversas com a presidente Dilma sobre a campanha, na semana passada, e dos acertos finais com Lula em relação a Haddad, Marta, até o fim da tarde desta segunda, ainda não havia entrado em contato com ninguém da coordenação de campanha, nem mesmo com o candidato. E não fará isso tão cedo. "É muito dela, uma atitude à la Marta. Ela preferiu acertar com Lula primeiro", diz um dos caciques petistas.
A senadora gravará para o programa de TV e rádio de Haddad e participará de comícios e agendas de rua. Mas será o próprio ex-presidente quem fará a ponte com o marqueteiro João Santana, responsável pela campanha do PT, para marcar as datas e fechar a agenda com a coordenação. Marta deve iniciar as gravações já nas próximas semanas.
Lula quer a senadora, que já foi prefeita de São Paulo, "apresentando" Haddad aos eleitores paulistanos, principalmente aos da periferia, onde o PT vem perdendo votos para o candidato do PRB, Celso Russomanno. "Haddad vai fazer sua parte e a hora que eu for importante e puder ajudar, vou entrar. Acho que agora é a hora", disse a senadora

POLÍTICA - Eleições em Recife.


Blog do Ricardo Kotscho,

Aqui no Recife campanha pega no breu


RECIFE _ Barcos no rio Capiberibe com placas mostrando fotos de Lula, Dilma e Humberto Costa, o candidato do PT; por toda parte cartazes e cavaletes da propaganda de Geraldo Júlio, do PSB, candidato do governador Eduardo Campos; bandeiras de vários partidos tremulando no cais do porto em frente a Brasília Teimosa, que agora tem um shopping no lugar das antigas palafitas;páginas e páginas sobre a disputa eleitoral nos dois principais jornais da cidade.
Ao contrário de São Paulo, de onde vim na sexta-feira, aqui a campanha pegou no breu. Na primeira vez nos últimos muitos anos em que a polarização não se dá entre esquerda e direita, a Frente Popular do Recife que governa a cidade há quase 12 anos rachou e agora PT e PSB se enfrentam na chamada "guerra dos padrinhos".
Com os aliados federais Lula e Dilma de um lado e Eduardo Campos do outro, Humberto e Geraldo lideram a última pesquisa do Jornal do Comércio/Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, divulgada esta semana, com a diferença entre os dois mostrando sensível queda.
O senador Humberto Costa tinha 35,5% em julho e caiu para 31,1% agora; Geraldo Julio, ex-secretário estadual que disputa sua primeira eleição, saiu de 6,8% e chegou a 22,2%. O ex-governador Mendonça Filho, que aparecia em segundo, caiu de 20,7% para 15,1% e Daniel Coelho, do PSDB, não sai da faixa dos 5%.
Carros de som e cabos eleitorais tomaram a cidade. Aguarda-se para o começo de setembro a vinda de Lula, mais uma vez o principal trunfo do PT, depois de uma sangrenta disputa interna que deixou sequelas no partido e o prefeito João da Costa fora da campanha de Humberto.
Sem grandes comícios até agora, os candidatos se limitam a fazer longas caminhadas por feiras, bairros e morros, uma tradição recifense. O governador Eduardo Campos até agora ainda não apareceu na campanha de rua de Geraldo Júlio para não ofuscar o candidato que aindanão é conhecido por metade do eleitorado, mas é presença constante no programa de televisão.
Pela longa conversa que tive com Campos no almoço de sexta-feira e as entrevistas que fiz com os dois principais candidatos, é inevitável que daqui para a frente a inesperada disputa entre PT e PSB no Recife abale a aliança nacional dos dois partidos, uma situação que se repete em Fortaleza e Belo Horizonte. A reportagem completa sobre o que está em jogo nesta disputa será publicada na edição de setembro da revista Brasileiros. 

domingo, 26 de agosto de 2012

MÍDIA - Jânio de Freitas: Culpados ou não?



Culpados ou não?


O que dizer da inclusão do dado inverídico, supõe-se que por falta de exame na acusação do relator? 

Janio de Freitas via Conteúdo Livre


DOIS ERROS comprometedores da acusação, cometidos e repetidos pelo procurador-geral Roberto Gurgel e pelo ministro-relator Joaquim Barbosa, no julgamento do mensalão, poderiam ser muito úteis aos ansiosos por condenações gerais, prontos a ver possíveis absolvições como tramoia.

A acusação indicou que a SMPB, agência publicitária de Marcos Valério, só realizou cerca de 1% do contrato de prestação de serviços com a Câmara dos Deputados, justificando os restantes 99%, para efeito de recebimento, com alegadas subcontratações de empresas.

A investigação que concluiu pela existência desse desvio criminoso foi da Polícia Federal, no seu inquérito sobre o mensalão. Iniciado o julgamento, várias vezes ouvimos e lemos sobre o desvio só possível com o conluio entre a agência e, na Câmara, interessados em retribuição por sua conivência. 
O percentual impressionou muito. Mas o desvio não foi de 99%.

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor da acusação feita pelo relator e, por tabela, da acusação apresentada pelo procurador-geral, deu-se ao trabalho de verificar os pagamentos feitos pela SMPB, para as tais subcontratações referidas pela acusação.

Concluiu que os pagamentos por serviços de terceiros, alegados pela agência, estavam bastante aquém do apresentado na acusação: cerca de 87% do contratado com a Câmara.

Como admitir que um inquérito policial apresente dado inverídico, embora de fácil precisão, com gravíssimo comprometimento das pessoas investigadas?

E como explicar que o Ministério Público, nas pessoas do procurador-geral e dos seus auxiliares, acuse e peça condenações sem antes submeter ao seu exame as afirmações policiais? E o que dizer da inclusão do dado inverídico, supõe-se que também por falta de exame, na acusação produzida pelo relator? Isso já no âmbito das atribuições do Supremo Tribunal Federal.

O erro de percentual está associado a outro, de gravidade maior. Assim como não houve os 99%, não houve a fraude descrita na acusação, ao que constatou o ministro revisor.

Os pagamentos às supostas empresas subcontratadas foi, de fato, pagamento de publicidade institucional da Câmara de Deputados nos principais meios de comunicação, com o registro dos respectivos valores. O percentual gasto foi adequado à média de 85% citada por publicitários ouvidos para o processo.

Faltasse a verificação feita pelo revisor Lewandowski, o dado falso induziria a condenações -se do deputado João Paulo Cunha, de Marcos Valério ou de quem quer que fosse já é outro assunto. 
Importa é que, a ocorrer, seriam condenações injustas feitas pelo Supremo Tribunal Federal. Por desvio de veracidade.

Uma das principais qualidades da democracia é o julgamento que tanto pode absolver como condenar, segundo os fatos conhecidos e a razão. É o que o nosso pedaço de democracia deve exigir do julgamento do mensalão.

MÍDIA - Porque defendemos o WikiLeaks e Assange.



Michael Moore e Oliver Stone
Passamos nossas carreiras de cineastas sustentando que a mídia norte-americana é frequentemente incapaz de informar os cidadãos sobre as piores ações de nosso governo. Portanto, ficamos profundamente gratos pelas realizações do WikiLeaks, e aplaudimos a decisão do Equador de garantir asilo diplomático a seu fundador, Julian Assange – que agora vive na embaixada equatoriana em Londres.
 Moore e Stone, unidos por Assange
O Equador agiu de acordo com importantes princípios dos direitos humanos internacionais. E nada poderia demonstrar quão apropriada foi sua ação quanto a ameaça do governo britânico, de violar um princípio sagrado das relações diplomáticas e invadir a embaixada para prender Assange.
Desde sua fundação, o WikiLeaks revelou documentos como o filme “Assassinato Colateral”, que mostra a matança aparentemente indiscriminada de civis de Bagdá por um helicóptero Apache, dos Estados Unidos; além de detalhes minuciosos sobre a face verdadeira das guerras contra o Iraque e Afeganistão; a conspiração entre os Estados Unidos e a ditadura do Yemen, para esconder nossa responsabilidade sobre os bombardeios no país; a pressão do governo Obama para que outras nações não processem, por tortura, oficiais da era-Bush; e muito mais.
Como era de prever, foi feroz a resposta daqueles que preferem que os norte-americanos não saibam dessas coisas. Líderes dos dois partidos chamaram Assange de “terrorista tecnológico”. E a senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia que lidera o Comitê do Senado sobre Inteligência, exigiu que ele fosse processado pela Lei de Espionagem. A maioria dos norte-americanos, britânicos e suecos não sabe que a Suécia não acusou formalmente Assange por nenhum crime. Ao invés disso, emitiu um mandado de prisão para interrogá-lo sobre as acusações de agressão sexual em 2010.
Todas essas acusações devem ser cuidadosamente investigadas antes que Assange vá para um país que o tire do alcance do sistema judiciário sueco. Mas são os governos britânico e sueco que atrapalham a investigação, não Assange.
Autoridades suecas sempre viajaram para outros países para fazer interrogatórios quando necessário, e o fundador do WikiLeaks deixou clara sua disposição de ser interrogado em Londres. Além disso, o governo equatoriano fez uma oferta direta à Suécia, permitindo que Assange seja interrogado dentro de sua embaixada em Londres. Estocolmo recusou as duas propostas.
Assange também comprometeu-se a viajar para a Suécia imediatamente, caso o governo sueco garanta que não irá extraditá-lo para os Estados Unidos. Autoridades suecas não mostraram interesse em explorar essa proposta, e o ministro de Relações Exteriores, Carl Bildt, declarou inequivocamente a um consultor jurídico de Assange e do WikiLeaks que a Suécia não vai oferecer essa garantia.
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REEXTRADIÇÃO
O governo britânico também teria, de acordo com tratados internacionais, o direito de prevenir a reextradição de Assange da Suécia para os Estados Unidos, mas recusou-se igualmente a garantir que usaria esse poder. As tentativas do Equador para facilitar esse acordo entre os dois governos foram rejeitadas.
Em conjunto, as ações dos governos britânico e sueco sugerem que sua agenda real é levar Assange à Suécia. Por conta de tratados e outras considerações, ele provavelmente poderia ser mais facilmente extraditado de lá para os Estados Unidos. Assange tem todas as razões para temer esses desdobramentos. O Departamento de Justiça recentemente confirmou que continua a investigar o WikiLeaks, e os documentos do governo australiano de fevereiro passado, recém-divulgados afirmam que “a investigação dos Estados Unidos sobre a possível conduta criminal de Assange está em curso há mais de um ano”.
O próprio WikiLeaks publicou emails da Stratfor, uma corporação privada de inteligência, segundo os quais um júri já ouviu uma acusação sigilosa contra Assange. E a história indica que a Suécia iria ceder a qualquer pressão dos Estados Unidos para entregar Assange. Em 2001, o governo sueco entregou à CIA dois egípcios que pediam asilo. A agência norte-americana entregou-os ao regime de Mubarak, que os torturou.
Se Assange for extraditado para os Estados Unidos, as consequência repercutirão por anos, em todo o mundo. Assange não é cidadão estadunidense, e nenhuma de suas ações aconteceu em solo norte-americano. Se Washington puder processar um jornalista nessas circunstâncias, os governos da Rússia ou da China poderão, pela mesma lógica, exigir que repórteres estrangeiros em qualquer lugar do mundo sejam extraditados por violar suas leis. Criar esse precedente deveria preocupar profundamente a todos, admiradores do WikiLeaks ou não.
Conclamamos os povos britânico e sueco a exigir que seus governos respondam algumas questões básicas. Por que as autoridades suecas recusam-se a interrogar Assange em Londres? E por que nenhum dos dois governos pode prometer que Assange não será extraditado para os Estados Unidos? Os cidadãos britânicos e suecos têm uma rara oportunidade de tomar uma posição pela liberdade de expressão, em nome de todo o mundo.
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OEA APOIA EQUADOR
Os países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) chegaram a um acordo “aceitável para a maioria de seus representantes” no qual mostram “solidariedade e apoio” ao Equador em sua disputa com a Grã-Bretanha sobre o destino de Julian Assange.
O Canadá foi a única nação que apresentou objeções à resolução. Os Estados Unidos disseram que a declaração poderia seguir adiante, segundo a BBC Mundo.
Um texto comum foi negociado e aprovado após as nações concordarem em não usar a palavra “ameaça”. Como se sabe, o governo britânico tinha ameaçado invadir a embaixada do país em Londres para prender Assange.

ELEIÇÕES PAULISTAS - Velha mídia se desespera.




Messias Pontes

Jornalista e colaborador do site Vermelho
Adital

É de desespero o momento vivido pela velha mídia conservadora, venal e golpista, toda ela tucana até o talo. A ênfase dada nos últimos meses, notadamente nos últimos dias ao julgamento da AP 470 que ela insiste à exaustão em chamar de mensalão (sem aspas), não tem surtido nem de leve o efeito esperado, ou seja, que a população venha a pública se manifestar nas ruas e praças públicas contra "o maior escândalo do século” praticado pelo PT e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Essa velha e desmoralizada mídia já não forma mais opinião. Tanto assim que perdeu em 2002, 2006 e 2010 e já está perdendo agora nas eleições municipais nos dois maiores colégios eleitorais do País, em especial em São Paulo. O que hoje existe é a opinião formada. Transformada no maior partido de oposição do Brasil, essa velha mídia, que também não inova, está perdendo com muita celeridade o pouco da credibilidade que conquistou ao longo dos anos com seus engodos, armações e mentiras.
As manchetes dos últimos dias têm sido as mesmas: julgamento do mensalão do PT. Ontem, O Globo, o Estadão e a Folha estamparam o sensacionalismo primário, numa forçação de barra que já lhes é peculiar. Principalmente o jornalão que emprestava suas peruas para transportar presos políticos para a tortura nos porões da ditadura militar: "Relator conclui que verba pública irrigou o mensalão” foi a manchete de ontem.
Como o Datafolha, empresa do mesmo grupo, publicou a última pesquisa de intenção de voto na capital paulista antes do horário eleitoral no rádio e TV, várias poderiam ter sido as manchetes da Folha: "Russomanno ultrapassa Serra”; "Serra em tendência de queda”; "Serra em queda livre”; "Serra cai mais três pontos”; "Aumenta rejeição a Serra”; "Russomanno coloca quatro pontos na frente de Serra”; "Pela primeira vez Serra perde a liderança”...
O declínio de Serra apavora a velha mídia, e isto se manifesta a cada pesquisa, tanto na queda de intenção de voto como no aumento da sua rejeição. Em junho a rejeição do candidato do conservadorismo de direita era de 32%, em julho passou para 37% e agora aumenta mais um ponto, se aproximando de 40% de rejeição, o que inviabiliza qualquer eleição. Na pesquisa ontem divulgada, Russomanno aparece com 31% das intenções de voto e Serra com 27; o primeiro subiu cinco pontos e o outro caiu três. Na espontânea Russomanno também ultrapassou Serra: 15 a 13.
Essa tendência de queda na intenção de voto e no aumento da rejeição está acontecendo sem que se faça uso do livro Privataria tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que desnuda a política de traição nacional do tucanato em geral e de José Serra em particular. Se todo paulistano tomasse conhecimento do conteúdo desse livro, o "Zé” Bolinha de Papel só teria o voto dele, dos seus familiares e do demotucanato. As suas pretensões de chegar à presidência da República foram pro brejo, a não ser que ele insista em ser na próxima encarnação.
Se o objetivo da velha mídia conservadora, venal e golpista é bater no PT, este dá motivos de montão: cadê a reforma agrária? Por que quer ter a hegemonia da esquerda? Por que não cumpre acordo? Por que transporta dólares na cueca? Por que dá rasteira nos aliados? Por que o ônus do governo é dividido com os partidos aliados e o bônus os petistas, como areia de cemitério, querem comer sozinhos? E por aí vai.
Para causar estragos irreversíveis à imagem do Partido dos Trabalhadores, basta a velha mídia mostrar à exaustão as imagens de milhares de famílias de trabalhadores rurais sem terra acampados há anos à espera de um assentamento; é suficiente mostrar diariamente como o governo petista está sucateando o Incra, justamente o órgão responsável pela reforma agrária no País; basta mostrar que apenas 1% de latifundiários é dono de 48% de toda a terra do País; é suficiente mostrar, pelo menos uma vez por semana, que é de um petista o projeto de lei que dispõe sobre a privatização da Embrapa. Isto mesmo, é de um senador petista, Delcídio Amaral (PT-MS), o projeto que quer transformar o mais importante órgão de pesquisa agropecuária da América Latina em empresa de economia mista com ações negociadas na bolsa.
Para frustração e desespero do baronato da mídia e seus colonistas amestrados o interesse dos brasileiros no julgamento do chamado mensalão petista é inversamente proporcional ao interesse pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Por mais que parlamentares inconsequentes -do quilate do pedetista Miro Teixeira e outros da sua laia como o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, e o vice-presidente Michel Temer– insistam em impedir a ida do jornalista Policarpo Júnior, diretor da sucursal da famigerada revista Veja, mais cedo ou mais tarde esse "jornalista” e o seu patrão Robert Civita, cúmplices do bandido Carlinhos Cachoeira, terão de depor na CPMI.