Mais uma vez distilou seu ódio contra o PT.
LIÇÕES PARA UM PROFESSOR À BEIRA
DE UM ATAQUE DE NERVOS
Celso Lungaretti (*)
Villa por Villa, eu fico com o lendário
Pancho, herói da Revolução Mexicana...
Hilário o artigo do historiador Marco Antonio Villa, que a Folha de S. Paulo -- sempre ela! -- publicou: 44% estão na oposição.
Furibundo com o resultado eleitoral, ele começa ignorando a matemática, com esta afirmação "44% do eleitorado disse não a Dilma".
Ora, se os eleitores eram 135.804.433, dos quais 43.711.388 teclaram 45 no 2º turno, bastaria uma simples regrinha de três para o professor constatar que foram apenas 32,2% os que votaram contra Dilma Rousseff.
O douto acadêmico estava com a cabeça tão quente que esqueceu-se dos votos em branco, dos nulos e das abstenções.
E de onde ele tirou essa conclusão de que os 43,9% de votos válidos favoráveis a Serra são oposicionistas?
Os eleitores não poderiam estar apenas convencidos da superioridade do tucano como administrador, que sua propaganda cansou de trombetear?
E não existirão paulistas que gostaram de seu governo?
[Há alguns, sim. Dentre eles, evidentemente, não estão os professores e estudantes universitários, insatisfeitos com a condição de sacos de pancadas da PM. Mas, nem Cristo conseguiu agradar a todos....]
E não podemos esquecer os velhinhos agradecidos a Serra pelos genéricos.
Enfim, colocar todos no saco de oposicionistas é uma forçação de barra indigna de um mestre. E o exemplo edificante para os pupilos, onde é que fica?
Depois de ignorar a matemática e o bom senso, Villa ignorou também a isenção e o equilíbrio, ao tentar dar uma injeção de moral nos demotucanos ainda grogues do nocaute de domingo:
"...ter chegado ao segundo turno foi uma vitória [para a oposição]. No último mês deu mostras de combatividade, de disposição de enfrentar um governo que usou e abusou como nunca da máquina estatal".
Ou seja, embora a oposição, pelo seu lado, tenha usado e abusado das manipulações da mídia golpista, determinante mesmo foi a máquina estatal. Brilhante.
Como se o jogo não tivesse ido para a prorrogação apenas porque o PIG transformou o aborto no principal assunto da campanha às vésperas do 1º turno, ao mesmo tempo em que levantava descaradamente a bola de Marina Silva!
Bem que tentou repetir a dose no 2º turno, mas não conseguiu fazer com que o eleitorado acreditasse na metamorfose de bolinha de papel em meteoro.
E ainda houve jornalão dando capa para a inqualificável intromissão do Papa Bento XVI nos assuntos internos brasileiros, três dias antes da votação, mas esse trunfo chegou muito tarde e a Igreja Católica não tem mais a influência que tinha em 1964, quando mobilizou a classe média conservadora para apoiar a quartelada.
Villa ignorou, ainda, a compostura, atacando os vencedores da forma mais deselegante e destrambelhada:
"O lulismo tem pilares de barro. É frágil. Não tem ideologia. Não passa de uma aliança conservadora das velhas oligarquias, de ocupantes de milhares de cargos de confiança, da máfia sindical e do grande capital parasitário".
Substitua-se "máfia sindical" por "viúvas da ditadura" e a frase cairá como uma luva para a aliança demotucana. Ou os governos estaduais e municipais que eles pilotam não têm velhos oligarcas, grandes capitalistas e a turma das boquinhas?
Por último, Villa ignorou a verdade, ao acusar todo o lulismo de estar perseguindo Monteiro Lobato ("Como disse Monteiro Lobato, preso pelo Estado Novo e agora perseguido pelo lulismo...").
Desde quando o insignificante Conselho Nacional de (Des)Educação, ao elaborar pareceres desnecessários e tolos, expressa a posição de Lula, dos dirigentes do PT, dos movimentos sociais, do clero progressista, do universo do lulismo, enfim?
Seria simplesmente asnático brigar com a extraordinária biografia de Monteiro Lobato, ainda mais num momento em que a Petrobrás é o grande cartão postal do governo.
Noves fora, tudo não passou de mais um exemplo da crassa ignorância de funcionários subalternos, incumbidos de tarefas além de suas qualificações. E o Villa sabe muito bem disto.
Satanizar os adversários é feio, professor!
Fonte: Náufrago da Utopia.
1 comentários:
O governo Lula tem parte de culpa nisso ,pois deveria pegar esses 8 anos e investir na educação do povo e principalmente na educação política e global . O povo ainda está analfabeto e por isso cai nas desgraças injustas
Dilma está ferrada. Ela tera que fazer várias mudanças positivas para não indignar o povo
Terá que melhorar e mudar a educação da sociedade para que a propria sociedade seja capaz de criar uma realidade mais justa.Só isso não basta.A nossa educação transforma pessoas em robôs.Dilma se quiser ajudar o povo ,terá que dar educação política e global para que as pessoas pensem de forma a ver todo o conjunto.
Isso é pouco provável que vá acontecer. Dilma deixará o povo sem conhecimentos e alienado .E essa falta de educação fará ela perder a proxima eleição.E o pior ,perderá para a oposição,que é ainda pior que ela.
Segundo ,ela terá que fazer reforma política para acabar com a corrupção e criar o financiamento público de campanha.
Terceiro ,terá que apoiar a midia digital e proteger contra todos os tipos de censura e encarecimento dos serviços , ou seja, terá que evitar que empresas privadas destruam a internet.
Quarto ,terá que fazer reformas tributárias .Pelo menos algumas delas .Não confio que ela fará pois tem rabo preso com banqueiros.Mas terá que fazer algo sim.
Devemos lembrar que ela tem a maioria do congresso e senado .Se falhar, não terá desculpa.
Não votei em dilma no primeiro turno pois não acredito que ela fara mudanças significativas no Brasil e ficará comprometida e presa nas políticas dos banqueiros. Vai faltar dinheiro.
A minha conspiração é que Dilma e Serra são dois grupos que fazem parte de uma mesma elite querendo disputar o trono .
Serra está no lado neoliberal ,católico e da globo .Dilma está no lado comunista , evangélico e na record . Os dois levam a podridão .Seja um vendendo tudo que tem ,seja outra criando impostos massivos
Sinto muito ,mas se dilma não ficar no lado do povo perderá feio. E ficar no lado do povo é fazer as reformas necessárias que o povo necessita.
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