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NOBLAT DESCE O SARRAFO EM JOAQUIM BARBOSA
"Quem
o ministro Joaquim Barbosa pensa que é? Que poderes acredita dispor só
por estar sentado na cadeira de presidente do Supremo Tribunal
Federal? Imagina que o país lhe será grato para sempre pelo modo como
procedeu no caso do mensalão? Ora, se foi honesto e agiu orientado
unicamente por sua consciência, nada mais fez do que deveria", diz o
colunista do Globo, que atribui sua nomeação à cor da pele
19 DE AGOSTO DE 2013
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- O colunista do Globo, Ricardo Noblat, bateu duro em Joaquim Barbosa,
em sua coluna desta segunda-feira no Globo. Criticou sua soberba, sua
falta de compostura e atribuiu sua nomeação à cor da pele. Leia abaixo:
"Você me acusa de fazer chicana? Peço que se retrate imediatamente."
Ricardo Lewandowski, do STF, para Joaquim Barbosa
Quem
o ministro Joaquim Barbosa pensa que é? Que poderes acredita dispor só
por estar sentado na cadeira de presidente do Supremo Tribunal
Federal? Imagina que o país lhe será grato para sempre pelo modo como
procedeu no caso do mensalão? Ora, se foi honesto e agiu orientado
unicamente por sua consciência, nada mais fez do que deveria. A maioria
dos brasileiros o admira por isso. Mas é só , ministro.
EM
GERAL, admiração costuma ser um sentimento de vida curta. Apaga-se com
a passagem do tempo. Mas, enquanto sobrevive, não autoriza ninguém a
tratar mal seus semelhantes, a debochar deles, a humilhá-los, a agir
como se a efêmera superioridade que o cargo lhe confere não fosse de
fato efêmera. E não decorresse tão somente do cargo que se ocupa por
obra e graça do sistema de revezamento.
JOAQUIM
PRESIDE a mais alta Corte de justiça do país porque chegara sua hora
de presidi-la. Porque antes dele outros dos atuais ministros a
presidiram. E porque depois dele outros tantos a presidirão. O mandato é
de dois anos. No momento em que uma estrela do mundo jurídico é
nomeada ministro de tribunal superior, passa a ter suas virtudes e
conhecimentos exaltados para muito além da conta. Ou do razoável.
COMPREENSÍVEL,
pois não. Quem podendo se aproximar de um juiz e conquistar-lhe a
simpatia, prefere se distanciar dele? Por mais inocente que seja, quem
não receia ser alvo um dia de uma falsa acusação? Ao fim e ao cabo,
quem não teme o que emana da autoridade da toga? Joaquim faz questão de
exercê-la na fronteira do autoritarismo. E, por causa disso, vez por
outra derrapa e ultrapassa a fronteira, provocando barulho.
NÃO
É UMA questão de maus modos. Ou da educação que o berço lhe negou -
longe disso. No caso dele, tem a ver com o entendimento jurássico de
que, para fazer justiça, não se pode fazer qualquer concessão à
afabilidade. Para entender melhor Joaquim acrescente-se a cor - sua cor .
Há negros que padecem do complexo de inferioridade. Outros assumem uma
postura radicalmente oposta para reagir à discriminação.
JOAQUIM
É ASSIM se lhe parece. Sua promoção a ministro do STF em nada serviu
para suavizar-lhe a soberba. Pelo contrário. Joaquim foi descoberto por
um caça talentos de Lula, incumbido de caçar um jurista talentoso e...
negro. "Jurista é pessoa versada nas ciências jurídicas, com grande
conhecimento de assuntos de Direito", segundo o Dicionário Priberam da
Língua Portuguesa.
FALTA
A JOAQUIM "grande conhecimento de assuntos de Direito", atesta a
opinião quase unânime de juristas de primeira linha que preferem não se
identificar . Mas ele é negro. Havia poucos negros que atendessem às
exigências requeridas para vestir a toga de maior prestígio. E entre
eles, disparado, Joaquim era o que tinha o melhor currículo. Não entrou
no STF enganado. E não se incomodou por ter entrado como entrou.
QUANDO
LULA bateu o martelo em torno do nome dele , falou meio de
brincadeira, meio a sério: " Não vá sair por aí dizendo que deve sua
promoção aos seus vastos conhecimentos . Você deve à sua cor". Joaquim
não se sentiu ofendido. Orgulha-se de sua cor. E sentia- se apto a
cumprir a nova função. Não faz um tipo ao se destacar por sua
independência . É um ministro independente . Ninguém ousa cabalar-lhe o
voto .
QUE
NÃO PERCA a vida por excesso de elegância (Esse perigo ele não corre).
Mas que também não ponha a perder tudo o que conseguiu até aqui.
Julgue e deixe os outros julgarem.
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Carlos Augusto de Araujo Dória, 82 anos, economista, nacionalista, socialista, lulista, budista, gaitista, blogueiro, espírita, membro da Igreja Messiânica, tricolor, anistiado político, ex-empregado da Petrobras. Um defensor da justiça social, da preservação do meio ambiente, da Petrobras e das causas nacionalistas.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
MÍDIA - Quem diria, até o cara da Globo criticando o Barbosão.
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