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sexta-feira, 30 de maio de 2008

ECONOMIA - A ignorância do colunista.

Artigo do economista José Luiz Ferreira de Sá, especialista em economia internacional.

Para surpresa e assombro geral, acontece debaixo de nossas vistas um fenômeno jamais previstos por nós ou pelos economistas mais famosos: a derrocada do império americano e a ascensão dos países produtores de petróleo e de outras matéria-primas.
Quem de nós poderia antecipar que nos nossos dias ainda assistiríamos uma empresa brasileira ser ranqueada, pelo seu valor de bolsa, a 5º maior do mundo!!!!
Nesta semana, um colunista do Globo escreveu uma crônica sobre a ignorância do presidente, que duvidou do risco país zero para os EUA, concedido pelas agências especializadas, a maioria americanas.
Alegava ele, colunista, que a nossa fragilidade, indexada ao nível de risco 200, estava escorada na nossa eventual dependência externa. Perguntava ele: e se o real desvalorizar-se e atingir o patamar de 4 contra 1 dólar? Desmoronaria o reino tupiniquim.
Por outro lado, ainda segundo ele, se a situação se agravasse nos EUA, o dólar se desvalorizaria, mas continuaria sendo a moeda deles!
Minha dúvida, porém, advém do fato de que a situação poderá ser crítica, se o petróleo, por exemplo, chegar a 300 ou 400 dólares.
É possível que os vendedores de bens necessários aos EUA exijam, então, pagamento em euros. E daí o que devemos esperar? E se a China resolver se desfazer de suas reservas em dólares, trocando-a por outros ativos mais seguros? Certamente a cotação da moeda americana alcançará 0,50 euro...
Isto pode de fato acontecer e trará conseqüências imprevisíveis, como guerras movidas pela necessidade de garantir o fornecimento de bens essenciais, a serem engendradas pelo maior poderio militar do planeta, superior ao somatório dos outros todos...
Seria prudente, como já disse antes, começarmos a pensar na nossa defesa nuclear...ou comprar um bilhete para a Lua!!!


Petrobras Passes GE as World's 5th-Largest Company (Update1)
By Jeff Kearns and Joe Carroll
May 21 (Bloomberg) -- Petroleo Brasileiro SA, owner of the Western Hemisphere's largest oil discovery in three decades, passed General Electric Co. to become the world's fifth-biggest company by market value.
Brazil's state-controlled oil producer, known as Petrobras, rose as much as 3.9 percent today, giving it a market value of 518.1 billion reais ($313.8 billion). GE fell 1.2 percent to $31.33 in 12:02 p.m. in New York Stock Exchange composite trading, cutting its market value to $312.3 billion.
Petrobras two days ago eclipsed Microsoft Corp. and Industrial & Commercial Bank of China Ltd. to become the world's sixth-largest company. The oil producer's shares have gained 51 percent since the Nov. 8 announcement that its offshore Tupi field may hold as much as 8 billion barrels of crude, enough to supply every refinery on the U.S. East Coast for 15 years.
A nearby prospect, known as Carioca, may hold as much as 33 billion barrels, which would make it the world's third-largest oil field, Haroldo Lima, director of Brazil's oil regulator, said last month.
The Rio de Janeiro-based company last week reported a 68 percent rise in first-quarter profit, propelled by oil prices that surged 99 percent in the past year. Crude reached a record $132.08 a barrel today in New York.
Nine of the world's 15 most-valuable companies are engaged in oil and natural-gas production, according to data compiled by Bloomberg.
Turbines, Aircraft
GE, the world's biggest provider of power-plant turbines, jet engines, medical imaging machines, aircraft leasing and locomotives, slumped the most in more than two decades April 11 after profit unexpectedly declined.
Chief Executive Officer Jeffrey Immelt blamed the results on weakening credit markets stemming for last year's collapse of the U.S. subprime mortgage market. The Fairfield, Connecticut- based company's stock is down 15 percent this year.
Irving, Texas-based Exxon Mobil Corp. is the world's most- valuable company, followed by PetroChina Co. Ltd. of Beijing and Russia's Gazprom OAO. Hong Kong-based China Mobile Ltd. is the fourth-largest by market value.
To contact the reporter on this story: Jeff Kearns in New York at jkearns3@bloomberg.net; Joe Carroll in Chicago at jcarroll8@bloomberg.net

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