
Pochman explica que a base de arrecadação mais forte é a chamada tributação indireta, embutida nos preços dos alimentos e bens de consumo. Como os mais pobres gastam a maior parte dos ganhos com estes produtos, pagam mais impostos.
Resultado: quem ganha até dois salários mínimos tem 48,9% do rendimento comprometido com os impostos; quem recebe mais de 30 mínimos têm o percentual reduzido para 26,3%. Para reverter essa situação, Pochmann sugere "medidas mais sofisticadas que passam por políticas de tributação", como a cobrança progressiva dos impostos e taxas.
Sempre digo que no Brasil a questão do imposto indireto e regressivo, que os mais pobres pagam e o direto, que os mais ricos pagam e não aceitam a progressividade - por exemplo do IPTU e mesmo do IR, cheio de buracos para sonegar e descontar - é mais antiga do que o problema da reforma política e da democratização dos meios de comunicação, ou mesmo do que a questão da terra no país. Passam governos e Congressos e não há maioria para enfrentá-la.
Porém, mais cedo ou mais tarde, junto com a questão das Forças Armadas - tão em evidência agora frente ao Plano Nacional de Direitos Humanos - o Brasil terá que enfrentar esse problema. Aliás como todos países o fizeram. E pasmem, a maioria no século XIX. Isso mesmo, no século XIX...Fonte: Blog do Zé Dirceu.
Carlos Augusto de Araujo Dória, 72 anos, economista, socialista, nacionalista, petista, lulista, espírita, tricolor, anistiado político, empregado da Petrobrás, blogueiro. Um lutador em favor da justiça social e da preservação do meio ambiente.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
ECONOMIA - Brasil: pobres pagam mais impostos que ricos.
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