quinta-feira, 2 de abril de 2020

CORONAVÍRUS - "Em uma crise, somos todos socialistas."

A barbárie com rosto humano

 

 
02/04/2020 13:16
(Bicanski/pixnio)
Créditos da foto: (Bicanski/pixnio)
 
O impossível aconteceu e o mundo que conhecíamos parou de girar. Mas que ordem mundial surgirá após a pandemia do coronavírus? Socialismo para os ricos, capitalismo de desastre ou algo inteiramente novo?

Hoje em dia, às vezes, me pego querendo me contaminar com o vírus, desta maneira, ao menos terminaria a exaustiva incerteza. Um sintoma claro da evolução da minha ansiedade é minha relação com o sono. Até há mais ou menos uma semana, esperava o amanhecer com impaciência. Finalmente, pude me entregar ao sono e me esquecer dos medos da minha vida cotidiana. Agora, é praticamente o oposto: tenho medo de adormecer e cair nas garras dos pesadelos que me atormentam à noite e me fazem acordar aterrorizado. São os pesadelos da realidade que me espera.

Que realidade? Alenka Zupancic formulou perfeitamente, e eu gostaria de resumir sua linha de pensamento. Hoje em dia, é comum ouvir que, se queremos lidar com a epidemia atual, precisamos de mudanças sociais radicais (eu mesmo sou uma das vozes que defendem isso), mas mudanças radicais já estão ocorrendo.

A epidemia de coronavírus nos confronta com o que considerávamos impossível, não poderíamos imaginar que algo assim pudesse acontecer em nosso tempo: o mundo que conhecíamos parou de girar, países inteiros foram fechados e muitos de nós estão confinados em nossos apartamentos (existem aqueles que não podem se permitir sequer essa mínima precaução), diante de um futuro incerto no qual, mesmo que a maioria de nós consiga sobreviver, nos espera uma gigantesca crise econômica.

Isso significa que nossa reação também deve ser fazer o impossível: o que parece impossível dentro das coordenadas da ordem mundial existente.

O impossível aconteceu, nosso mundo parou e agora devemos fazer o impossível para evitar o pior. Mas o que é o impossível?

Não acredito que a maior ameaça representada pelo coronavírus seja uma regressão à simples barbárie, violência brutal pela sobrevivência, com seus distúrbios públicos, seus linchamentos derivados do pânico, etc. (embora, com o possível colapso dos serviços de saúde e outros serviços públicos, isso também seja bem possível). Mais do que mera barbárie, temo a barbárie com um rosto humano: medidas impiedosas de sobrevivência impostas com arrependimento e inclusive compaixão, mas legitimadas pelas opiniões dos especialistas.

A sobrevivência do mais apto
Um observador atento deve ter se dado conta da mudança de tom na forma como aqueles que estão no poder precisam se dirigir a nós. Não estão simplesmente tratando de mostrar calma e confiança, também costumam lançar previsões diretas: é provável que a pandemia dure uns dois anos, que infecte 60-70% da população mundial e que leve pela frente milhões.

Em resumo, sua verdadeira mensagem é que precisamos restringir a premissa básica de nossa ética social: a preocupação com os frágeis e os idosos. Na Itália, por exemplo, já foi proposto que, se a crise do vírus piorar, os pacientes com mais de 80 anos ou aqueles com outras doenças graves serão abandonados a sua sorte para que morram.

Deveria se observar que aceitar esta lógica da “sobrevivência do mais apto” viola até o princípio mais básico da ética militar, que nos diz que após a batalha devem ser tratados primeiro os feridos graves, mesmo quando as chances de os salvar são mínimas. De qualquer forma, quando se olha de perto, nada disso deve nos surpreender, pois os hospitais já estão fazendo basicamente a mesma coisa com pacientes com câncer.

Para evitar mal-entendidos, aqui estou sendo completamente materialista: é necessário planejar até a medicação que permita uma morte indolor em caso de doença terminal. Porém, nossa principal prioridade deveria ser, no entanto, não economizar, mas ajudar incondicional e independentemente dos custos aqueles que necessitam para permitir sua sobrevivência.

Por isso, discordo respeitosamente do filósofo italiano Giorgio Agamben, que vê na crise atual um sintoma de que “nossa sociedade não acredita mais em nada, mas na vida nua. É óbvio que os italianos estão dispostos a sacrificar praticamente tudo (as condições normais de vida, as relações sociais, o trabalho e mesmo as amizades, o afeto e as convicções religiosas e políticas) pelo risco de adoecer. A vida nua, e o perigo de perdê-la, não é algo que nos une, mas algo que nos cega e nos separa”.

As coisas são muito mais ambíguas, porque isso TAMBÉM une as pessoas: manter uma distância do corpo é um sinal de respeito pelos outros, enquanto eu também poderia ser um portador do vírus. Meus filhos me evitam porque temem que possam me contaminar, pois para eles é uma doença passageira e poderia ser fatal para mim.

Responsabilidade pessoal
Atualmente, ouvimos uma e outra vez que cada um de nós é pessoalmente responsável e deve seguir as novas regras. Os meios de comunicação estão cheios de notícias sobre pessoas que não respeitam as normas e que colocam a si e a outras pessoas em perigo (alguém entra em uma loja e começa a tossir, etc.), que é a mesma maneira problemática de gerenciar a questão ecológica (reciclou os jornais usados?, etc.).

Semelhante ênfase na responsabilidade individual, sem dúvida necessária, funciona como uma ideologia no momento em que serve para enterrar a grande questão de como mudar completamente nosso sistema social e econômico. A batalha contra o coronavírus só pode ser travada em conjunto com a batalha contra mistificações ideológicas, uma vez que faz parte do conflito ecológico geral. Como disse Kate Jones, professora de ecologia e biodiversidade da University College London, a transmissão de uma doença da natureza para os seres humanos “tem um custo oculto de desenvolvimento econômico humano”.

“Simplesmente há muitos de nós em todos os ambientes naturais. Estamos indo a lugares inóspitos, nos expondo cada vez mais, criando habitats onde as doenças são mais facilmente transmitidas, em seguida, nos surpreendemos quando pegamos novos vírus”, disse Jones.

Portanto, não é suficiente criar algum tipo de rede global de saúde para os seres humanos, a natureza deveria ser incluída, pois, por exemplo, os vírus também atacam as plantas, que são a principal fonte de nossa alimentação (batatas, trigo, azeitonas, etc.). Devemos sempre ter em mente a imagem global do mundo em que vivemos, com todos os paradoxos que isso implica.

Por exemplo, é bom saber que, ao menos se acreditarmos nas estatísticas oficiais, o fechamento da China devido ao coronavírus salvou mais vidas do que aquelas que a doença levou. O economista de recursos ambientais Marshall Burke disse que existe uma relação comprovada entre baixa qualidade do ar e mortes prematuras associadas a respirar tal ar. “Com isso em mente”, disse que “uma pergunta natural, embora estranha, é se as vidas salvas pela redução da poluição devido à desaceleração econômica provocada pela Covid-19 excedem a taxa de mortalidade provocada pelo próprio vírus. Até mesmo partindo de suposições muito conservadoras, acredito que a resposta é um claro sim”. Em apenas dois meses, comenta Burke, a redução nos níveis de poluição salvou a vida de 4.000 crianças com menos de cinco anos e 73.000 com mais de 70 anos, e isso apenas na China.

Crise tripla: médica, econômica, mental
Estamos presos a uma crise tripla: médica (a epidemia em si mesma), econômica (que será grave, independentemente de como acabe a epidemia) e (algo a não ser subestimado) de saúde mental. As coordenadas básicas da vida de milhões e milhões de pessoas estão se desintegrando, e a mudança minará tudo, desde voar de férias até o contato físico diário. Devemos aprender a pensar além das coordenadas do mercado de ações e do lucro, e simplesmente encontrar outra maneira de produzir e distribuir os recursos necessários. Por exemplo, quando as autoridades descobrem que uma empresa armazena milhões de máscaras, aguardando o momento certo para vendê-las, não deveria haver negociações com a empresa, as máscaras deveriam ser confiscadas.

Os meios de comunicação informaram que Trump ofereceu um bilhão de dólares à empresa biofarmacêutica CureVac, com sede em Tübingen, para garantir a vacina “apenas para os Estados Unidos”. Por sorte, o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, disse que a proposta do governo Trump foi “completamente descartada”. A CureVac somente desenvolveria uma vacina “para o mundo inteiro, não para países individuais”. Aqui, temos um caso exemplar do conflito entre barbárie e civilização, mas foi o próprio Trump quem teve que invocar a Lei de Produção de Defesa para permitir que o governo assegurasse que o setor privado aumentasse a produção de suprimentos médicos de emergência.

Alguns dias atrás, Trump anunciou a proposta de nacionalizar o setor privado. Disse que apelaria às leis federais que permitem ao governo administrar o setor privado em resposta à pandemia, acrescentando que assinaria um ato para conceder autoridade direta à produção industrial nacional, “se por acaso necessitarmos”.

E isso é apenas o começo, seguirão muitas outras medidas como essas. Fora isso, a auto-organização local das comunidades será completamente necessária, se o sistema de saúde do estado estiver à beira do colapso. Não é suficiente apenas se isolar e sobreviver. Para que alguns de nós consigam fazer isso, devem funcionar os serviços públicos básicos: eletricidade, comida, medicamentos ... (Em breve, precisaremos de uma lista daqueles que se recuperaram e estão imunes, pelo menos por algum tempo, para que possam ser mobilizados para realizar serviços sociais de emergência).

Isto não é uma visão comunista utópica, é um comunismo imposto pelas necessidades da mera sobrevivência, uma versão, infelizmente, do que foi chamado na União Soviética, em 1918, de “comunismo de guerra”.

Como diz o ditado, em uma crise somos todos socialistas, até mesmo o governo Trump está concebendo uma forma de renda básica universal: um cheque de mil dólares para cada cidadão adulto. Trilhões serão investidos violando todas as leis do mercado (mas como?, onde?, para quem?). Será essa forma de socialismo forçado um socialismo para os ricos? (Lembre-se do resgate bancário em 2008, enquanto milhões de pessoas perdiam suas escassas economias.) Será a epidemia meramente um capítulo a mais do que a autora e ativista canadense Naomi Klein chama de “capitalismo de desastre”? Ou um mundo novo (mais modesto, talvez, mas também mais justo) emergirá dela?

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A demora de Guedes-Bolsonaro em liberar dinheiro para os vulneráveis

COMPORTAMENTO - O milagre da manhã.


O milagre da manhã – Seis hábitos que podem melhorar nossas vidas!


O autor Hal Elrod no livro “O milagre da manhã” informa sobre seis hábitos, os quais denomina de Salvadores de vida.



A prática dessas seis atividades diárias, de preferência pela manhã, pode modificar nossa vida para melhor! São elas: silêncio, afirmações, visualizações, exercícios físicos, leitura e escrita.

Silêncio

Hal Elrod informa que é uma das mais importantes áreas a serem melhoradas no nosso dia a dia, em nosso estilo de vida barulhento, acelerado e com excesso de informações. O autor se refere ao silêncio intencional, onde ficamos um período em silêncio com o objetivo de beneficiar a mente. Se quisermos reduzir depressa o nível de estresse, devemos iniciar o dia com calma, clareza e paz de espírito, ou seja, o oposto do que a maioria de nós faz na correria do dia a dia.
A prática do silêncio pode ser feita através da meditação, oração, reflexão, respiração profunda ou gratidão. Portanto, escolha a que mais lhe agrada. Inserir silêncio em apenas 5 minutos da sua manhã pode transformar todo o seu dia!

Afirmações

“É a repetição das afirmações que leva à crença. Quando essa crença vira uma convicção profunda, tudo começa a acontecer.” Muhammad Ali


O autor informa no livro que todos nós temos um diálogo interno constante. Porém, pouquíssimas pessoas assumem a responsabilidade de escolher pensar de modo positivo e proativo, acrescentando valor à vida. Nosso diálogo interno influencia o nível de sucesso em todos os aspectos da nossa vida: confiança, saúde, felicidade, riqueza, relacionamentos.
Quando criamos e escrevemos afirmações para se alinhar com o que desejamos conquistar modificamos nossa mente de modo imediato. As informações transformam nosso modo de pensar e sentir, para que consigamos superar crenças limitantes e substituir pelo comportamento que precisamos para ter sucesso.
Ele ainda ressalta que ler artigos e livros de autoconhecimento também conta como afirmação. Tudo que lemos influencia nossos pensamentos. Ao lermos livros e artigos positivos de aperfeiçoamento pessoal, programamos nossa mente com pensamentos e crenças que ajudam a criar nosso sucesso.



Visualizações

Elrod informa que a visualização é a prática de gerar resultados positivos no mundo externo usando a imaginação para criar imagens mentais de comportamentos e resultados específicos. A maioria das pessoas vive limitadas por visões do passado. A visualização criativa permite criar a visão que vai ocupar nossa mente para imaginarmos um futuro empolgante, cativante e sem limites. Prepare-se! Visualize o que você realmente deseja. Visualize quem você precisa ser e o que precisa fazer para alcançar o que deseja.

Exercícios físicos

“Se você não encontrar tempo para fazer exercícios físicos, provavelmente vai precisar encontrar tempo para cuidar de doenças.” Robin Sharma
O autor afirma no livro que quando nos exercitamos toda manhã, mesmo que por alguns minutos, temos aumento da disposição, melhora da saúde, ganho de autoconfiança e bem-estar emocional. A atividade física matinal tem benefícios demais para ser ignorada. Portanto escolha a atividade que mais lhe agrada e comece seu dia se movimentando!
Lembrando que antes da prática de qualquer plano de exercícios é preciso consultar um médico, para saber o mais adequado, principalmente se estivermos com dores ou qualquer problema de saúde.

Leitura

“Ler está para a mente assim como os exercícios físicos estão para o corpo, assim como a oração está para a alma. Nós nos transformamos nos livros que lemos.” Matthew Kelly
Segundo o autor, a leitura é o jeito mais rápido de transformar qualquer área da nossa existência. É um dos métodos mais imediatos para adquirir conhecimentos. O segredo é aprender com os especialistas e com quem já conquistou o que você deseja. Com uma quantidade quase infinita de livros disponíveis sobre todos os assuntos, não há limites para o conhecimento que se pode obter pela leitura diária.
Não ler autoajuda e autoconhecimento por exemplo é uma escolha pessoal. Mas é sempre bom lembrar o que o autor ressalta, que quem não lê sobre esse tema está perdendo a quantidade ilimitada de conhecimento, crescimento e ideias transformadoras que poderia obter com algumas das pessoas mais brilhantes e bem-sucedidas do mundo.
Harold nos recomenda o compromisso de ler o mínimo de dez páginas por dia, embora cinco esteja bom para começar. Lendo dez páginas por dia, você pode chegar a ler 3650 páginas por ano, que corresponde a cerca de 18 livros de 200 páginas. Dessa forma, certamente, você se tornará uma versão nova e melhorada de si mesmo!
Ele recomenda também reler bons livros. Pois raramente conseguimos ler um livro uma vez e internalizar todo o conhecimento contido nele.

Escrita

“Ideias podem surgir de qualquer lugar e a qualquer momento. O problema de fazer anotações mentais é que a tinta se apaga rápido demais.” Rolf Smith
O autor mantém um diário no qual escreve de cinco a dez minutos diários durante o “Milagre da manhã”. Além do benefício de ser uma terapia que custa zero centavos, escrever em um diário diariamente traz os seguintes benefícios: obter clareza, registrar ideias, relembrar lições, reconhecer nosso progresso.
Ele diz que seu método de manter um diário varia: às vezes é um processo bem específico e estruturado, listando os motivos da minha gratidão, reconhecendo minhas conquistas, especificando as áreas que desejo melhorar e planejando as atitudes que me comprometo a tomar para melhorar. Em outras ocasiões é bem tradicional. Apenas um texto com o resumo do dia. Ambos são muito valiosos.

Segue o exemplo do cronograma do autor referente aos seis salvadores de vida:

Silêncio (5 minutos)
Afirmações (5 minutos)
Visualização (5 minutos)
Exercícios (20 minutos)
Leitura (20 minutos)
Escrita (5 minutos)
Tempo total: 60 minutos.
Esse tempo pode variar de cada pessoa, para menos ou para mais. E podemos adequar a sequência das atividades ao que faz mais sentido a cada um de nós. Podemos iniciar com atividade física e terminar com silêncio, por exemplo.
Erold informa também que podemos fazer os 60 minutos em 6 minutos, nos dias que não tivermos prioridade para realizar os 60 minutos do milagre da manhã. Basta utilizar um minuto para cada atividade que já sentiremos diferença para melhor no restante do dia!
Animados para iniciar o milagre da manhã? Se não quiser fazer sozinho(a), procure um parceiro de responsabilização (amigo, colega, companheiro, etc.) que também queira praticar o milagre da manhã para incentivar um ao outro.

COMPORTAMENTO - O que os país devem fazer em relação aos seus filhos. Tais tópicos para reflexão.

Confira abaixo a lista de Richard Pringle e reflita sobre ela:

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1 . Todo o amor e beijos em seu filho nunca serão “demais”.
2. Você sempre tem tempo. Pare o que está fazendo, nem que seja por um minuto. Nada é tão importante, que não possa esperar.
3. Tire o máximo de fotos e os filmes que conseguir, porque um dia isso pode ser tudo o que você terá.
4. Não gaste dinheiro, gaste tempo. Você acha que importa com o que você gasta? Não importa! O que importa é o que você faz. Pule em pula-pula, caminhe, nade no mar, construa um acampamento, divirta-se. Isso é tudo o que eles querem. Eu não lembro de nada que comprei para o meu filho, só do que fiz.
5. Cantem juntos. Minhas memórias mais felizes com meu filho são dele nos meus ombros ou no carro, e nós cantando nossas músicas favoritas. Memórias são criadas com música.
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6. Aprecie as pequenas coisas. Ficar junto à noite, colocar para dormir, ler histórias, jantares juntos, preguiça de domingo. Aprecie os momentos pequenos. Eles são o que mais me dão saudade. Não os deixem passar despercebidos.
7. Sempre dê um beijo de despedida nas pessoas que você ama. E se você esquecer, volte e as beije novamente. Você nunca sabe quando será a última vez que você terá essa chance.
8. Faça as coisas chatas ficarem divertidas. Seja bobo, conte piadas, ria, sorria e divirtam-se juntos. Elas serão tarefas chatas, apenas se você as fizer assim. A vida é muito curta para não se divertir.
9. Mantenha um diário. Anote tudo o que seu pequeno fizer. As coisas engraçadas que eles falam, as coisas fofas que eles fazem. Nós só fizemos essas coisas depois que Hughie se foi. A gente queria se lembrar de tudo. Agora nós fazemos isso por Hettie, e vamos ter tudo escrito para quando formos mais velhos.
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10. Se você tem seu filho com você, dê-lhe um beijo de boa noite. Tome café da manhã com ele, leve-o à escola, à faculdade, assista a eles se casando. Você é abençoado! Nunca se esqueça disso!
A mensagem de Richard tornou-se viral, e muitas pessoas compartilharam a mensagem. É realmente uma lição muito válida. Esperamos que o ajude a olhar para o seu relacionamento com seus filhos com mais atenção, amor e 

Doria aproxima-se de Lula numa virada histórica, depois de elogio do ex-presidente

Doria aproxima-se de Lula numa virada histórica, depois de elogio do ex-presidente: Para combater o inimigo em comum, o coronavírus, o ex-presidente Lula e o governador de São Paulo, João Doria, fizeram um movimento histórico de aproximação. Lula destacou o empenho de Doria no combate à pandemia, enquanto Doria respondeu: “Temos muitas diferenças. Mas agora não é hora de expor discordâncias. O vírus não escolhe ideologia nem partidos”

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Ao vivo: Bolsonaro recuou na crise do coronavírus; e agora?

A PROIBIÇÃO DO LUTO! COMO SUPERAR A DOR SEM O ADEUS? | BOLETIM CORONAVÍR...

ECONOMIA - E as filhas dos militares?

A Renda Básica vai durar 3 meses. E as pensões das filhas de militares, até quando?

União já gastou 128,2 milhões em pensão a filhas de militares em apenas 2 meses neste ano
Foto: Divulgação
O PL da renda mínima estabelece o pagamento de um auxílio emergencial no valor de 600 reais a pessoas de baixa renda em função da epidemia do coronavírus.
Será permitido a duas pessoas de uma mesma família ter dois benecífios: um do auxílio emergencial e um do Bolsa Família. Se o auxílio for maior do que a bolsa, a pessoa poderá escolher. O projeto também permite que famílias monoparentais, ou seja, de mães solo, recebam de duas cotas do auxílio, totalizando 1.200 reais.
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Inicialmente, o benefício será pago por três meses.
Já as pensões para filhas solteiras de militares são vitalícias, e há vista grossa mesmo com as que tem uma vida conjugal, mas não registraram união estável ou casamento. Além disso, O Ministério da Defesa mantém sob sigilo quem são e quanto recebem as filhas de militares. Mesmo que o Tribunal de Contas da União  tenha determinado, em setembro do ano passado, a divulgação de todos os valores pagos aos pensionistas do Poder Executivo, as Forças Armadas se recusaram e se recusam a abrir a caixa-preta com a desculpa de que não existe lei obrigando a apresentação desses dados.
Essas informações incluem, por exemplo, as mulheres que recebem pensões vitalícias e as pensionistas por serem filhas solteiras.
É necessário que haja uma pandemia, caos social, calamidade pública para que o governo considere amparar famílias de baixa renda, com votação emergencial, enquanto as filhas de militares, que sabidamente recebem, algumas delas, quantias astronômicas, chegando a 30 mil reais e custando 3 bilhões aos cofres públicos, continuam usufruindo desse “direito adquirido” enquanto o caos se instaura no país e o presidente enrola pra sancionar um benefício urgente e vital.

Quais os cenários possíveis para a Presidência?

ECONOMIA - "Não há filantropia ou reza........"

Não há filantropia ou reza que neutralize a natureza corrupta do capitalismo, por Álvaro Miranda

Para além do coronavírus, o próprio passado já nos sinaliza a transitoriedade do capitalismo por seu caráter pernicioso e sórdido de portador de crises e guerras.

Não há filantropia ou reza que neutralize a natureza corrupta do capitalismo

por Álvaro Miranda

A pandemia do coronavírus confirma a natureza corrupta do sistema capitalista – obviedade para muitos e enigma para outros que se aconchegam em crenças cristãs e humanitárias, a fim de encostar a cabeça em paz no travesseiro na hora de dormir e esperar mais um dia seguinte de notícias ruins. 
Desnecessário lembrar, pois nada tendo a ver, tanto a suposta ambivalência do ser humano expressa pelo mito bíblico de Adão e Eva – que teriam se tornado versados no bem e no mal depois da mordida na maçã –, como a ideia idílica de Rousseau, para quem o homem nasce bom mas é corrompido pela sociedade. 
Ética se constrói na experiência e não no abstrato, como se fosse igual para todo mundo. Evidente que ações filantrópicas e voluntárias isoladas são bem vindas aqui e ali, mas a superfície da boa vontade alheia pode esconder, involuntariamente, nesses gestos a essência da podridão estrutural da convivência nesse tipo de sociedade. E, em alguns casos, chega a incentivar e reproduzir a corrupção com uma postura álcool gel de limpar a própria consciência, mesmo apoiando o obscurantismo.
Ninguém tem “culpa” pelo sistema capitalista, nem os próprios capitalistas, que surgiram historicamente reificados, assim como o proletariado, ambos visceralmente relacionados nas contradições da exploração do trabalho – esse fenômeno não tão óbvio que tem a ver com o metabolismo do ser humano com a natureza na fase adiantada de sua evolução. 
Diferentemente das demais espécies de animais, o ser humano não só se adapta à natureza como a transforma, fazendo escolhas entre alternativas já prontas e criando e construindo uma infinidade de outras nesse processo de viver “com e na” natureza – sendo ele mesmo natureza, ao mesmo tempo em que se afasta da chamada “barreira natural” com o desenvolvimento tecnológico.
Nessa parada aí não existe ente esotérico, acima da lua, supra-humano ou algo do infinito intervindo. Se é algum castigo, o coronavírus não veio do além, mas sim das ações desse capitalismo, suas formas de criação de animais, transformação genética e outros elementos da produtividade em massa de víveres ligada à concorrência. É o ser humano e só ele no seu estar aí na natureza. Não cabe também cair na ingenuidade de questionar se houve ou se está havendo ou não evolução desde os tempos das cavernas. 
Claro que a evolução da vida em sociedade – o capitalismo como fase passageira desse processo – faz parte do afastamento do ser humano da barreira natural. Porém – e essa é a percepção de Marx e Engels, a partir, mas questionando os hegelianos – tal trajetória é feita de contradições, conflitos e história, e não de uma racionalidade abstrata de aprimoramento inevitável com um fim “último” e linear previsto porque o ser humano seria “racional” e superior às demais espécies.
Difícil dizer para onde estamos caminhando. Porém, não tão complicado constatar que, para se compreender o que somos e por que somos assim, há que se ter um olhar histórico a fim de saber como chegamos até aqui, no tal século XXI – este contemporâneo ao qual muitos querem tratar como presente perpétuo. Este momento como se fosse resultado de uma suposta “revolução tecnológica” abstrata, sem o entrelaçamento deste instante com as revoluções industriais dos séculos passados, suas guerras e as mudanças nas formas de produzir e fazer circular as mercadorias.
Para além do coronavírus, o próprio passado já nos sinaliza a transitoriedade do capitalismo por seu caráter pernicioso e sórdido de portador de crises e guerras. São muitos os exemplos da natureza corrupta deste sistema, que se esconde ou se manifesta em diferentes manifestações discursivas e práticas, além do próprio ethos da democracia liberal. 
Reúno aqui apenas alguns rápidos exemplos, a começar, portanto, pelo binômio igualdade-liberdade consagrado pelas revoluções burguesas europeias e estadunidense dos séculos XVII e XVIII. 
O que, contraditoriamente, forma a base de uma ideia de democracia, esconde a hipocrisia da falsa igualdade na venda e compra da força de trabalho – vale dizer, como se capitalistas e trabalhadores fossem equiparados porque um compra e o outro vende sua força de trabalho, juridicamente, em condições supostamente “iguais”. 
Daí também a falsa liberdade dos indivíduos – uma vez que serão mais livres, potencial ou efetivamente, aqueles que tiverem mais recursos e poder, tanto materiais como políticos, simbólicos e culturais. E haja liberdade religiosa derramando-se pelos excessos de alguns que fazem tudo para destruir a laicidade do estado.
Outra face oculta do caráter corrupto do capitalismo é a tal racionalidade econômica. Esta contempla os princípios da concorrência e das oscilações do mercado, os contratos de “boa fé”, os “os elementos não contratuais do contrato” (Durkheim), o “valor de mercado”, o estado mínimo, a falsa ideia de mercado sem estado e, dentre outras situações, os preços sobre preços, a exemplo dos varejistas estarem reclamando essa semana que os bancos aumentaram os juros em plena pandemia. 
Sem falar do banditismo mais grotesco do aumento exorbitante de preços de álcool gel, máscaras, equipamentos e outras mercadorias de emergência. A tal “mão invisível” do mercado de Adam Smith revelou-se um dos mantras mais cínicos que atravessou os últimos dois séculos e meio. Aqui, diga-se de passagem, a longevidade não confirma verdades, mas sim a própria exploração dos seres humanos por outros seres humanos através de muito sangue, suor, guerras, pernadas dos mais fortes contra os mais fracos e do casamento espúrio entre a ideia cristã e a racionalidade capitalista.
Pluralidade de moedas nacionais (por que não um equivalente a uma moeda mundial, como Keynes chegou a pensar?), bolsa de valores, guerras, novos colonialismos, concentração de renda, fome, desequilíbrios ecológicos, desastres ambientais provocados pela ganância da produtividade, enfim, um conjunto de escombros que, convenhamos, não tem nada de esotérico ou ético, antiético ou aético de um dos lados da ambivalência humana.
A etnografia registra casos de comunidades indígenas, que a arrogância ocidental classifica como primitivas – comunidades que têm cultura e capacidade tecnológica para acumular excedentes de alimentos durante um ano. Isso, sem freezers. Em doze meses, os indivíduos dessa sociedade aproveitam o tempo para outras atividades, seja de natureza lúdica, o amor, a dança, a pesca ou a arte, além da eventual guerra, se necessário, contra forças que possam ameaçá-las.
No último dia 27, o Valor Econômico publicou reportagem dando conta de que a maioria das grandes empresas negociadas na bolsa brasileira tem dinheiro em caixa e aplicações financeiras para cobrir mais um de ano de pagamento da folha de salários de seus funcionários. O jornal diz na primeira página:
“Um levantamento feito pelo Valor Data com base em dados de balanços indica que 85% dessas companhias conseguiriam honrar seus compromissos trabalhistas mesmo que parassem de faturar durante 12 meses por causa dos efeitos da pandemia de coronavírus. Metade das empresas restantes (15%) conseguiriam cobrir pelo menos seis meses de salários. Os dados se referem a 97 empresas não financeiras que fazem parte do Ibovespa e do Índice Small Caps (…)”.
A matéria pondera que não foram considerados os gastos com impostos, energia e outros itens, ausência que poderia distorcer a análise e propiciar ilações equivocadas. Mesmo assim, há algo que chama a atenção, sobretudo, no que diz respeito à força e capacidade de ação de empresas privadas e instituições públicas, diferentemente de iniciativas isoladas que se prontificam, bem intencionadas, à filantropia, mas podendo incentivar, involuntariamente, o risco de embaçar um debate mais radical e necessário sobre nossos problemas estruturais.
De nada adiantam pingos no oceano de águas revoltosas. Fica assim cada vez mais pertinente a interpretação de Walter Benjamin do quadro de Paul Klee, “Angelus Novus”. O anjo da história, segundo Benjamin, voa de costas para o futuro, com olhos arregalados e esbugalhados por ver a sucessão de tanto escombro aos seus pés na medida em que não consegue fechar suas asas agitadas pelo vendaval do progresso