quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Bananal: Cachoeiras, fazendas históricas e ecoturismo

No Jornal Nacional, Globo deu uma aula sobre o que é ser bolsonarista

No Jornal Nacional, Globo deu uma aula sobre o que é ser bolsonarista: 'A Globo tratou o escândalo como um 'não-acontecimento'. O assunto não foi mencionado nem por um milésimo de segundo', escreve o colunista Jeferson Miola, após a denúncia de que o chefe de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, recebeu dinheiro de emissoras de TV. 'A Globo está na origem do bolsonarismo; é sócia-fundadora dessa etapa de terror do Brasil'

�� Entrevista inédita com Lula na TVT

Livro-bomba mostra que Bolsonaro quase demitiu Moro

Heleno sobre Bolsonaro: 'o cara não sabe nada, pô, é um despreparado'

Heleno sobre Bolsonaro: 'o cara não sabe nada, pô, é um despreparado': A frase foi dita num jantar com empresários, na reta final da campanha presidencial, quando o general não sabia estar sendo gravado; a revelação está no livro Tormenta, da jornalista Thaís Oyama

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Blog do Roberto Moraes: Dowbor: "Segundo a Forbes, o Brasil tem 206 bilion...: A afirmação foi feita pelo professor Ladislaw Dowbor da PUC-SP em interessante entrevista ao site Humanitas da Unisinos publicada hoje. La...

Blog do Roberto Moraes: Fundo financeiro americano EIG, dono do Porto do A...

Blog do Roberto Moraes: Fundo financeiro americano EIG, dono do Porto do A...: Os fundos financeiros estão entre os principais interessados na compra das 5 refinarias (Rlam, BA; Rnest, PE; Regap, MG; Repar, PR; e Refap,...

Documentário vai mostrar ao mundo quem rasgou a Constituição

Altamiro Borges: 'Democracia em Vertigem': golpe no estômago

Altamiro Borges: 'Democracia em Vertigem': golpe no estômago: Por Breno Altman, no site Opera Mundi : O documentário “Democracia em Vertigem” não é para corações e mentes desavisados. Cada pedaço...

Altamiro Borges: Petra Costa no programa Entre Vistas

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Filme sobre Dilma e Lula explode no Google

Heleno critica "Democracia em Vertigem" e internautas sugerem filme sobre matança e corrupção no Haiti

Heleno critica "Democracia em Vertigem" e internautas sugerem filme sobre matança e corrupção no Haiti: O ministro do GSI, general Augusto Heleno, criticou a indicação do documentário 'Democracia em Vertigem' ao Oscar, mas o tiro saiu pela culatra. Internautas lembraram que ele liderou missão no Haiti acusada de promover matanças e corrupção

QUE TRISTEZA

Quitanda do INSS entrou em pane, diz Elio Gaspari

Quitanda do INSS entrou em pane, diz Elio Gaspari: 'Estima-se que 1,3 milhão de pessoas estão com seus processos encalhados. Desde 13 de novembro nenhum pedido de aposentadoria foi atendido. O óbvio: essas coisas só acontecem com gente do andar de baixo', diz o jornalista

Altamiro Borges: Lula alerta que "está solto, não está livre"

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POLÍTICA - "Democracia em Vertigem"


“Democracia em Vertigem” no Oscar: a História começa a prestar contas a Dilma

Filme de Petra Costa consagra diante do mundo a narrativa da esquerda de que houve um golpe em 2016 que resultou na ascensão do fascismo

DILMA ASSISTE À VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT EM CENA DE "DEMOCRACIA EM VERTIGEM". FOTO: DIVULGAÇÃO
Cynara Menezes 
13 de janeiro de 2020, 20h35
   
“Neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A História será implacável com eles”, disse a presidenta Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016, ao ser consumado o golpe do qual foi vítima. A direita, liderada pelo PSDB e seus parceiros na mídia, conquistara o objetivo: fragilizar as instituições democráticas brasileiras e arrancar do cargo uma presidenta honesta, que havia sido legitimamente eleita dois anos antes.
O golpe se consumaria com a prisão injusta do ex-presidente Lula em abril de 2018. Mídia e tucanos acreditavam que, tirando o PT do páreo, conseguiriam enfim voltar ao poder, derrotados que foram por quatro vezes consecutivas, em 2002, 2006, 2010 e 2014. Ledo engano: o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, amealharia parcos 4,76% na eleição em que Jair Bolsonaro foi eleito. O que o golpe contra Dilma fez de fato foi pavimentar o caminho para a chegada do fascismo ao poder.
Democracia em Vertigem consagra diante do mundo a narrativa da esquerda brasileira sobre os eventos de 2016. Não foi por crime de responsabilidade, não foi por corrupção, não foi por incompetência. Dilma caiu porque foi vítima de um golpe
Quase quatro anos depois daquela tarde triste para o país em que a presidenta deixava o Alvorada e o Planalto de forma definitiva, a História começa a lhe prestar contas. O documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa, que relata como se forjou a conspiração jurídico-político-midiática que derrubou Dilma, foi indicado ao Oscar, contrariando todas as expectativas e gerando muito choro e ranger de dentes no antipetismo furibundo, dos “liberais” à extrema direita. Chiavam porque o filme demonstra de cabo a rabo o que a esquerda brasileira bradou desde o princípio: o que houve contra Dilma em 2016 foi um golpe, não impeachment.
A reação da ex-presidenta à indicação veio num tom de “eu avisei”. “A verdade não está enterrada. A História segue implacável contra os golpistas”, disse, em nota oficial, repetindo a si mesma no discurso de despedida do cargo. Para Dilma, o filme de Petra Costa tem o poder de elucidar para o mundo como o bolsonarismo nasce do golpe contra seu governo. “A mídia venal, a elite política e econômica brasileira atentaram contra a democracia no país, resultando na ascensão de um candidato da extrema direita em 2018”, apontou.
Narrado pela própria Petra, o documentário mescla o relato sensível sobre o envolvimento dos pais da diretora na luta contra a ditadura com o desenrolar do “impeachment”, passando pela trajetória de Lula, do PT e de nossa jovem democracia. O roteiro deixa claro que o golpe começa quando o tucano Aécio Neves, o oponente de Dilma em 2014, se recusa a aceitar a derrota e dá início ao processo de fragilização das instituições, ao pedir recontagem de votos e lançar suspeitas de fraude sobre a urna eletrônica –discurso que Bolsonaro não se cansa de repetir, sem qualquer evidência disso.
Não é à toa que o PSDB, o partido de Aécio, patrocinador inclusive financeiro do golpe contra Dilma (pagaram os honorários dos advogados do “impeachment”, Janaina Paschoal e Miguel Reale Júnior), passou recibo nas redes sociais sobre sua participação ativa na trama que levou o país à situação em que se encontra –não que os tucanos lamentem, já que votaram com o governo Bolsonaro em todos os projetos aprovados até agora, como a reforma da Previdência.
O partido acabou ganhando destaque nos assuntos mais comentados no twitter pelo evidente recalque e pela falta de compromisso com o cinema brasileiro, ainda mais num momento em que ele está sob ataque da extrema direita. Dilma, ao contrário, foi saudada pelas redes sociais com simpatia. As apostas eram sobre que roupa ela irá usar no tapete vermelho (ops!) do Oscar e se será Leonardo DiCaprio, o arqui-inimigo de Bolsonaro, quem entregará a estatueta à diretora.
Memes à parte, a indicação de Democracia em Vertigem ao Oscar de melhor documentário mostra que, aos poucos, a História começa a prestar contas a Dilma Rousseff. Um complô entre a mídia –sobretudo a rede Globo–, o presidente da Câmara (o atual presidiário Eduardo Cunha), e a Lava-Jato do juiz Sergio Moro, alçado pela emissora e a revista Veja ao status de “herói nacional”, é que causou a queda de Dilma. As revelações da “Vaza-Jato” pelo Intercept em 2019 deixaram claro a existência de uma conspiração que contou com a imprensa comercial como a mais fiel escudeira.
As palavras da ex-presidenta durante o processo de cassação começam a ter o peso da profecia. “O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência”, ela denunciou, no discurso de despedida, prevendo que quem semeava ventos, colhia Bolsonaro. Dois dias antes, diante do Senado Federal, Dilma também havia se referido ao julgamento implacável da História sobre todos que estavam ali.
“Receio que, mais uma vez, a democracia seja condenada junto comigo. E não tenho dúvida que, também desta vez, todos nós seremos julgados pela História”, disse Dilma em 2016. A História começa a lhe fazer Justiça
“Este é o segundo julgamento a que sou submetida em que a democracia tem assento, junto comigo, no banco dos réus. Na primeira vez, fui condenada por um tribunal de exceção. Daquela época, além das marcas dolorosas da tortura, ficou o registro, em uma foto, da minha presença diante de meus algozes, num momento em que eu os olhava de cabeça erguida enquanto eles escondiam os rostos, com medo de serem reconhecidos e julgados pela História. Quatro décadas depois, não há prisão ilegal, não há tortura, meus julgadores chegaram aqui pelo mesmo voto popular que me conduziu à Presidência. Tenho por todos o maior respeito, mas continuo de cabeça erguida, olhando nos olhos dos meus julgadores. Apesar das diferenças, sofro de novo com o sentimento de injustiça e o receio de que, mais uma vez, a democracia seja condenada junto comigo. E não tenho dúvida que, também desta vez, todos nós seremos julgados pela História.”
A História já começou a fazer Justiça a Dilma. Ganhe ou não o Oscar, Democracia em Vertigem consagra diante do mundo a narrativa da esquerda brasileira sobre os eventos de 2016. Não foi por crime de responsabilidade, não foi por corrupção, não foi por incompetência. Dilma caiu porque foi vítima de um golpe.

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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

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