sábado, 1 de maio de 2021

Entrega da CEDAE.

 

Comemoração dos 400 mil mortos.

 

Bolsonaro comemora 400 mil mortos em almoço com empresárias sem máscara

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Publicado em 1 maio, 2021 9:59 am
Ao lado de Carla Zambelli, Bolsonaro posa com dezenas de empresárias sem máscara. Foto: Divulgação

Na semana em que o Brasil atingiu 400 mil mortos pela covid-19, o presidente foi comemorar com almoço junto de dezenas de empresárias sem máscara.

Cerca de 40 empresárias e executivas do setor de indústria e serviços se juntaram ao presidente, poucas usando máscara.

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Distanciamento social? Nunca ouviram falar.

Sem máscara e a centímetros de distância, participaram Luiz Eduardo Ramos e Paulo Skaff também

Confira a lista completa das empresárias:

Adriana Cordoba (CORDOBA CONSTRUTORA – Diretora Geral)

Ana Helena Patrus (Sante)

Ana Maria Velloso (MELHORAMENTOS Proprietária)

Andrea Muniz (InService Diretora Executiva)

Angela Miskulin (Grupo VOTO Diretora)

Cláudia Martinez (empresária)

Cláudia Saad (BAND – Sócia Proprietária)

Cristiane Lacerda (Carrefour – Conselheira)

Dulce Pugliesi (Amil – Fundadora)

Edna Onodera (Rede Onodera – Proprietária)

Eduarda Derani (Centuria Invest – Proprietária)

Emy Shayo (JP Morgan Brasil – Herman America Latina)

Eva Ghisio (CMPC – Head Brasil de RH)

Evelyn Ido (RV Imola – Diretora de Relações Institucionais)

Fernanda Samaia (GRUPO META – Diretora Executiva)

Flavia Bittencourt (Adidas – CEO)

Gabriela Manssur (Justiça de Saias – Fundadora)

Heloísa Duarte (Technetium – CEO)

Iara Moraes (Patrocinador)

Isabela Nilo Ferreira (Kufa Advogados – sócia)

Janete Vaz (Laboratório Sabin – Presidente do Conselho)

Jaqueline Sena (Hapvida – Diretora)

Juliana Corsi Paulinetti Esteve Karim Miskulin (Grupo VOTO – Presidente) Karina de Oliveira Guimarães Mendonça (Grupo Itapemirim – Vice-Presidente)

Karina Kufa (Advogada)

Laura Regenin (Grupo VOTO – Diretora)

Luciana Esteves Martins (DANA – Líder Jurídico LATAM)

Luciana Zarzur (MEZ Energia)

Marcela Rocha (JBS – Diretora Executiva)

Marcia Manfrin (Dela Foods/Apetit – Presidente)

Maria Zilda Araújo (Credipaz – Proprietária)

Marina Willisch (General Motors – Vice-Presidente)

Marly Parrai (Hub – Conselheira)

Monica Monteiro (BAND – Diretora Executiva)

Nadir Moreno (UPS – CEO)

Narja Berquo (SNS Serviços e Participações – CEO)

Paula Villar Pietra Bertolazzi (Restaurante Zena – Sócia Proprietária) Renata Scarpa (Scarpa Participações Imobiliários – Proprietária)

Sandra Comodaro (VOTO Mulher – Conselheira)

Sofia Esteves (Cia de Talentos/BTG Pactual – Conselheira)

Stella Damha (Grupo Dhama – CEO)

Tania Salem (Sede INCORPORAÇÕES – Proprietária)

Tatiana Garcia (Mondelez – Diretora de Marketing)

Vanda Jacintho (Vitória Participações)

Vivian Kherlakian (Estilista – Co-Anfitriã do evento)

Zely Moraes Fernandes (Patrocinador)

O É da Coisa, com Reinaldo Azevedo - 30/04/2021

EM NÚMEROS, VEJA O EFEITO DE LULA/DILMA E DE TEMER/BOLSONARO SOBRE O PIB...

Veias abertas - União Europeia ataca soberania boliviana

Irmãos Marinho mandam "recado" a Biden.

 

Os bilionários irmãos Marinho mandam “recado” a Biden: não mexa com a fortuna dos ricos. Por J. Carlos de Assis

 
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Joe Biden

Joe Biden encontrou um adversário à altura no mundo. Não é a Rússia. Não é a China. São os irmãos Marinho. No editorial de O Globo desta sexta-feira, eles atacam o programa econômico de Biden com um verdadeiro libelo ideológico para proteção dos milionários norte-americanos, chegando a citar um estudo de uma universidade de segunda linha pelo prognóstico “sombrio” de que ele reduzirá o PIB dos Estados Unidos em 0,8 até 2050!

É espantosa a pretensão dos herdeiros do Globo no seu ataque ao presidente norte-americano que está sinalizando a mais radical e progressista transformação econômica no Ocidente desde o New Deal de seu antecessor Franklin Roosevelt. Levados às cordas por Bolsonaro no seu afã de representar a extrema direita no Brasil, no lugar deles, tentam reocupar agora, no plano internacional, o espaço que lhes parecia tranquilo no plano interno.

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O programa de Biden não tem nada de radical. Ele segue a trilha do New Deal com extremo equilíbrio. Tem a prioridade que não poderia ficar de fora, o combate à pandemia. Tem os fantásticos investimentos em energia limpa, que é o único recurso do país para não ficar na rabeira da China na competição tecnológica no mundo. E tem um surpreendente projeto educacional cobrindo um atraso que envergonha os Estados Unidos.

Não é um programa trilionário, como querem os Marinho. É um programa hexatrilionário, ou seja, de 6 trilhões de dólares, ainda no começo e, portanto, aberto a outras iniciativas. Contudo, o aspecto fiscal pelo lado do gasto não ocupa o tempo do Globo. A preocupação real dele é proteger a renda dos milionários, que Biden quer tributar, invertendo a tendência infame herdada de Ronald Reagan.

Diga-se que essa tributação nem precisa ir muito além da simbologia e dos valores morais. A verdadeira esquerda norte-americana defende Finanças Funcionais, ou Teoria Monetária Moderna, segundo a qual um Estado que emite a própria moeda não tem limite de emissão até esgotar a capacidade ociosa. Isso, sem inflação. Não há nenhuma dúvida de que os Estados Unidos dispõem de uma gigantesca capacidade ociosa, como país da produção.

Pode-se argumentar que o limite à emissão seja de ordem cambial. Isso não se aplica aos Estados Unidos, que ainda detêm a principal moeda de transações e de reservas do mundo. Assim como não se aplica à China, detentora de um colchão de reservas de mais de 3 trilhões de dólares. Justamente por isso, a China investe barbaramente sem preocupações fiscais pelo lado da receita.

Se tivéssemos política econômica digna do nome, o Brasil também poderia investir mais sem cobertura fiscal, ancorando-se em seu considerável colchão de reservas, que está sendo dilapidado sem política consistente. Isso não se confunde com usar as reservas para investir internamente. As reservas são em dólares, e não faria sentido internalizá-las a não ser em situação de desequilíbrio do balanço de pagamentos.

O fato é que grande parte dos investimentos do II Plano Nacional de Desenvolvimento, da ditadura militar, foi feita sem cobertura fiscal, tendo legado um conjunto formidável de obras de infraestrutura em todo o país, de ferrovias, grandes rodovias e hidrelétricas. Houve inflação a partir da segunda metade dos anos 70, mas boa parte dessa inflação se deveu a uma prematura retirada do controle de preços pelo liberal Mário Henrique Simonsen.

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Biden está numa confortável posição para gastar, sem outros limites, a não ser a capacidade de produção da economia norte-americana. Não precisa temer a inflação. A escalada inflacionária no mundo, a partir de fins dos anos 60, se deveu a desequilíbrios reais da economia dos Estados Unidos, devidos a pressões de demanda de matérias primas e insumos, com que o país alimentava a guerra do Vietnã. Não foi por causa de emissão monetária.

O temor explícito dos Marinhos em seu editorial é que Biden faça escola no mundo ocidental, enterrando de vez o neoliberalismo e o famigerado consenso de Washington. Isso deixaria os ricos do mundo muito incomodados, entre eles os donos bilionários do Globo.

Uma forte emissão monetária para financiar investimentos e gastos públicos saudáveis – como os de educação, de saúde e de infraestrutura -, mesmo que não financiados por tributos diretos, pressionam para baixo as taxas de juros e deixam realmente desapontados os muito ricos.

Até que ponto o Brasil pode ser arrastado positivamente pela onda Biden? No atual governo não há esperança. A grande tentativa de desmoralização do New Deal pelo ângulo monetário foi feita por Milton Friedman, que inventou aquela história do helicóptero jogando dinheiro para o povo descolado da produção. Milton Friedman, como se sabe, foi o mentor de Paulo Guedes em economia, e Paulo Guedes domina a alma vazia de Bolsonaro. Por aí, portanto, não se pode esperar nada. A esperança é 2022.

SEXTOU, COM BEMVINDO SEQUEIRA

Dono de mercado acusado de mandar matar jovens.

 

Quem é o milionário, dono de mercado acusado de mandar matar jovens por furtar carne

 
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Teobaldo Costa, proprietário do Atakarejo. Reprodução Instagram

 

Do Brasil de Fato

Por Igor Carvalho

Bruno Barros da Silva, de 29 anos, e Ian Barros da Silva, de 19 anos, tio e sobrinho, foram encontrados mortos na última segunda-feira (26), após serem flagrados furtando carne na unidade de Amaralina, bairro de Salvador (BA), do Atakadão Atakarejo.

Em depoimento ao jornal O Comércio, familiares dos jovens, que são negros, teriam sido entregues ao tráfico pelos seguranças do supermercado.

“Ficamos sabendo que um gerente chamou os traficantes da área, que botaram os dois na mala de um carro. Se eles estavam roubando, tinham que chamar a polícia, e não fazer isso”, disse uma das familiares ao periódico baiano.

Os familiares relataram, ainda, que receberam ligações dos seguranças, que teriam pedido um resgate de R$ 10 mil para que Bruno e Ian não fossem entregues para traficantes da região.

Cerca de quatro horas depois, os jovens foram encontrados no bairro de Brotas, dentro do porta-malas de um carro na comunidade de Polêmica. Segundo a Polícia Civil, os corpos estavam com sinais de tortura e tiros.

“Por agir de acordo com a legislação vigente e atuar rigorosamente com as normas legais, o Atakadão Atakarejo está à disposição e colaborando com todas as informações necessárias para a investigação”, disse a empresa por meio de nota.

Fundada em 1994, a Atakarejo Distribuidor de Alimentos e Bebidas Ltda, cuja razão social é Atakadão Atakarejo, possui 23 lojas na Bahia. A última, inaugurada em fevereiro, em São Caetano, possuiu uma área construída de 10 mil metros quadrados. O proprietário da rede de supermercados é o empresário Teobaldo Luís da Costa, de 66 anos.

Fortuna

Em 2020, Teobaldo Costa tentou dar um salto comum ao empresariado brasileiro, migrar para a política. Foi candidato, pelo DEM, à prefeitura de Lauro de Freitas, município que fica na região metropolitana de Salvador. Na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou possuir R$ 341 milhões em patrimônio.

Entre os bens declarados, estão as cotas de capital do Atakadão Atakarejo e um empréstimo de R$ 107 milhões que o empresário fez à sua própria empresa, em agosto de 2008.

Além de outros R$ 157 milhões em cotas da empresa Damrak Empreendimentos e Participações Ltda. O vice na chapa era José Reis Santos Bulhões, conhecido como Mateus Reis, filho de Costa, que declarou possuir R$ 203 mil de patrimônio.

Com 34 mil votos, ou 34%, Costa perdeu ainda no primeiro turno para a petista Moema Gramacho, que teve 50 mil votos, 51%. Por antecipar a campanha eleitoral em 2020, o empresário responde a três processos na Justiça Eleitoral.

Entrando para a política, Teobaldo Costa parecia querer estabelecer uma relação próxima e de fidelidade com a vereança de Lauro de Freitas. O empresário, que disputou a prefeitura local, doou para 27 dos 106 candidatos a vereador do município, ou 27,5% dos concorrentes. A soma das doações é de R$ 48,8 mil.

O empresário doou em duas oportunidades para Mirela Macedo (PSD), deputada estadual da Bahia. Em 2012, quando foi eleita vereadora de Lauro de Freitas, a parlamentar recebeu R$ 100 mil do empresário. Em 2014, ficou na suplência de uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia e recebeu mais R$ 110 mil,

Em 2016, a campanha de Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM) à reeleição para a Prefeitura de Salvador, que acabou vitoriosa, recebeu R$ 5 mil de Teobaldo Costa.

Não nos esqueçamos da Danuza Leão.

 

Antes do porteiro de Paulo Guedes, houve o de Danuza Leão, que ousou viajar a Nova York

 
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O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante cerimônia no Palácio do Planalto Foto: Evaristo Sá/AFP

Paulo Guedes não apareceu agora. Paulo Guedes sempre existiu no Brasil.

Antes do ministro da Economia e sua queixa de que o Fies bancou “até o filho de porteiro que zerou o vestibular”, houve Danuza Leão, por exemplo.

Em 2012, a irmã reaça de Nara escreveu uma coluna na Folha que é um clássico da jequice e do ódio de classes.

Sob o título “Ser especial”, ela compôs um lamento sobre como “viajar ficou banal”.

“O que se pode fazer de diferente, original, para deslumbrar os amigos e mostrar que se é um ser raro, com imaginação e criatividade, diferente do resto da humanidade?”, questionava.

“Como se diferenciar do resto da humanidade, se todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais?”

Como, por Deus?

“Já se foi o tempo em que ir a Paris era só para alguns; hoje, ninguém quer ouvir o relato da subida do Nilo, do passeio de balão pelo deserto ou ver as fotos da viagem -e se for o vídeo, pior ainda- de quem foi às muralhas da China. Ir a Nova York ver os musicais da Broadway já teve sua graça, mas, por R$ 50 mensais, o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça? Enfrentar 12 horas de avião para chegar a Paris, entrar nas perfumarias que dão 40% de desconto, com vendedoras falando português e onde você só encontra brasileiros -não é melhor ficar por aqui mesmo?”

O mundo ficou tenebroso quando passou a ser dividido com essa gente feia, em resumo.

O porteiro de Danuza é o mesmo de Guedes.

Em ambos os casos, são figuras fantasiosas, míticas, com quem eles nunca conversaram de verdade.

Apenas deram ordens aos pobres, sem se interessar por suas vidas — até o momento em que informam sua existência.

E aí o espaço vital fica pequeno demais para todos.

Paulo Guedes é o messias de Danuza Leão. Alguém que colocou em prática o sonho que ela tinha de devolver a senzala à senzala.

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