sexta-feira, 11 de maio de 2012

ANOS DE CHUMBO - Quem é quem na comissão da verdade.

Do blog Os Amigos do Presidente Lula

Quem é quem na Comissão da Verdade

A presidenta Dilma escolheu os sete membros que comporão a Comissão da Verdade, para esclarecer episódios nebulosos ou ocultos da ditadura, tais como o destino dos ainda desaparecidos e outros atos arbitrários.

Eis os escolhidos:

Maria Rita Kehl

Psicanalista, ensaísta. Quando fez mestrado em 1979, sua tese apresentada foi "O Papel da Rede Globo e das Novelas da Globo em Domesticar o Brasil Durante a Ditadura Militar". Editou o "Jornal Movimento", influente na resistência a ditadura. Como jornalista, escreveu para jornais e revistas da chamada grande imprensa (atual PIG).

Rosa Maria Cardoso da Cunha


Advogada, professora e escritora. Durante a ditadura especializou-se na defesa de presos políticos, quando defendeu a própria presidenta Dilma. Foi Secretária Adjunta de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no governo de Leonel Brizola.

Claudio Fontele

Exerceu o cargo de Procurador-Geral da República de 2003 a 2005, indicado pelo presidente Lula. Nos anos 60, atuou no movimento estudantil da esquerda católica e pacífica, militando politicamente na AP (Ação Popular). É membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. Lutou pela demarcação de terras indígenas.

Gilson Dipp

Ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Foi corregedor do CNJ entre 2008 e 2010, antecedendo Eliana Calmon. Preside a Comissão de Juristas para elaborar o anteprojeto de mudanças no Código Penal.

José Carlos Dias

Advogado criminalista, foi Ministro da Justiça durante o governo FHC (julho de 1999/abril de 2000). Foi Presidente da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, e Presidente do Conselho Superior de Coordenação do Instituto Latino Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente (Ilanud).

José Paulo Cavalcanti Filho

Advogado no Recife. Consultor da Unesco e do Banco Mundial. Ex-Ministro Interino da Justiça no governo José Sarney, e ex-Presidente do CADE no mesmo governo.

Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro

Professor universitário de Ciência Política, escritor e consultor. Foi Secretário Especial dos Direitos Humanos no governo FHC e relator do Programa Nacional de Direitos Humanos, PNDH, em suas duas primeiras versões em 1996 e 2002. Foi um dos nomeados pelo Presidente Lula para preparar um projeto de comissão verdade no Brasil. Trabalhou para diversos organismos internacionais ligados à Direitos Humanos e proteção da infância.

As biografias mais completas de cada um podem ser vistas aqui.

POLÍTICA - Haddad não está conseguindo decolar.

Ibope pode levar Marta a ressurgir no PT de São Paulo


Pedro do Coutto

Pesquisa do Ibope sobre as intenções de voto para a Prefeitura de São Paulo, divulgada na noite de quarta-feira pela Rede Globo e, no dia seguinte, pelo Globo e Folha de São Paulo, apontou uma firme liderança de José Serra com 31 pontos, seguido por Celso Russomano 16 e Netinho de Paulo 8%.
De plano, os leitores indagarão em que posição figura no levantamento o candidato pó presidente Lula, confirmado pela convenção do PT, Fernando Haddad. O ex-ministro da Educação encontra-se na última colocação com apenas 3%. Está atrás de Soninha Francine, Gabriel Chalita, Paulo Pereira da Silva. Muito fraco.
Algumas pessoas dirão: E a força incontestável de Lula? Não há dúvida quanto a sua dimensão, mas a história revela que não são todos os candidatos que fazem passar a corrente do voto, em matéria de transferência. Se assim fosse, grande parte das eleições estaria decidida logo ao início, não valendo a pena nem se realizar campanhas.
Não é assim. Transferir votos é algo dificílimo, os exemplos de sucessão são raros, quanto às eleições majoritárias. Antes porém, elogiar a qualidade da reportagem de Leonardo Guandarino e Tatiana Farah, O Globo de quinta-feira.
Como maior exemplo de transferência de votos, temos o apoio de Vargas a Eurico Dutra, em 1945. O desempenho do ex-ministro do Exército estava fraco até o pronunciamento do ex-ditador. Faltavam vinte dias para 2 de dezembro de 1945. Dutra, atrás nas pesquisas, saltou para 52% nas urnas da redemocratização.
Vargas então era o senhor dos votos? Não. Elegeu o general Eurico Dutra em 45. Mas em 1947, apoiou Hugo Borghi para governador de São Paulo, e Ademar de Barros venceu o pleito disparado. O quadro paulista era outro. Getúlio seria impopular em São Paulo? Nada disso. Em 45, antigamente não havia a exigência do domicílio eleitoral e o candidato podia eleger-se por mais de um estado simultaneamente.
Vargas elegeu-se senador por São Paulo e Rio Grande do Sul. Escolheu o mandato gaucho. Elegeu-se também deputado federal por cinco unidades da Federação. Sorte dos suplentes.
Na sucessão presidencial de 50, ganhou facilmente alcançando 49% da votação. Não existia ainda a exigência de maioria absoluta. Nem de domicílio eleitoral.
Recorro a outro exemplo. No final do mandato, em 60, Juscelino estava no auge do prestígio popular. Seu governo mudara o Brasil. Muito bem. Foi a Minas apoiar a candidatura Tancredo Neves para governador. Tancredo foi derrotado por Magalhães Pinto, presidente da UDN. A diferença foi de 25 mil votos, cerca de um por cento do eleitorado mineiro da época.
No Rio de Janeiro, Leonel Brizola elegeu-se governador em 82. Em 85, transferiu seu apoio e a vitória para Saturnino Braga, prefeito da cidade do Rio. Saturnino rompeu com Brizola. Em 88, Brizola apoiou Marcelo Alencar. Outra vitória. Mas antes, em 86, o ex governador empenhou-se a fundo por Darci Ribeiro. Moreira Franco, na oposição, derrotou o candidato do PDT por 4 pontos. Uma eleição curiosa. Moreira Franco saiu com 40 pontos, chegou com os mesmos 40%. Não são todos os candidatos que reproduzem nas urnas o apoio que recebem.
Mas, no título, citei Marta Suplicy. Depois do Ibope de agora, seu nome está ressurgindo como a melhor alternativa do PT para enfrentar José Serra. Fernando Haddad, com somente 3 pontos, revela não conseguir decolar. Nem Lula conseguiu fazê-lo alçar vôo para alcançar o tucano no espaço paulista.
Fonte: Tribuna da Internet

quinta-feira, 10 de maio de 2012

MÍDIA - Globo e Veja se unem.

Globo e Veja se unem contra a convocação de jornalistas em CPI do Cachoeira


O sempre atento jornalista Paulo Peres nos envia uma preciosa matéria do colunista Jorge Lourenço, titular do histórico Informe JB, que hoje circula no Jornal do Brasil Online. Confiram só que notícia interessante:

FONTE É FONTE

Na última terça-feira (08/05), o jornal “O Globo” deixou claro que não apoia a convocação de jornalistas para a CPI mista que vai investigar a atuação do contraventor Carlinhos Cachoeira. Em editorial polêmico, o diário acusou partidos de esquerda de estarem perseguindo a revista “Veja” em função das ligações entre Cachoeira e o diretor da publicação em Brasília, Policarpo Junior.
De acordo com o editorial, os jornalistas devem manter boas relações com suas fontes para alcançar a notícia, não importa de onde ela veio. Segundo vazamentos da Operação Monte Carlo e trechos de gravações divulgados pela Rede Record, Cachoeira foi uma das principais fontes da “Veja” nos últimos anos, vazando informações obtidas de maneira ilícita para a revista.
Sem dúvida, a relação do jornalista com uma fonte envolve negociar com pessoas de caráter duvidoso em busca de uma matéria. O problema é que algumas gravações mostram que Cachoeira publicava o que queria e como queria na revista. Em determinado trecho, ele indica que uma de suas informações precisa sair na coluna “Radar”, uma das mais tradicionais de “Veja”. Em outra, dá detalhes sobre como a matéria contra o ex-ministro José Dirceu deve ser publicada.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG - Todos sabiam que os Três Poderes estão apodrecidos. Agora sabemos que o Quarto Poder também está.
Fonte: Tribuna da Internet.

POLÍTICA - Haddad sem PT no Ibope faz a festa do Serra.

No dia 24 de jullho de 2010 escrevi o seguinte neste espaço: “O amigo deve estar se perguntando porque os resultados do Vox Populi e do DataFolha são tão diferentes. O primeiro dá Dilma 41, Serra 33 e Marina 8. O segundo consegue apurar Serra 37, Dilma 36 e Marina 10.” Faltavam alguns dias para o início do horário eleitoral e o DataFolha aproximou Serra de Dilma.
Conversando com amigos bem informados, descobri que o “erro” do instituto do Frias foi muito útil ao tucano. Ele teve um excelente argumento para buscar mais recursos para a sua campanha, pois tinha uma pesquisa pra dizer que o jogo estava empatado e que poderia virar na TV.
Em campanhas de grandes cidades duas coisas contam muito: recursos e tempo de TV. Neste momento, ainda é proibido arrecadar. E isso mesmo sendo muito importante ainda não é tanto. Mas este é o momento decisivo para as alianças partidárias, que vão definir o tempo de cada candidato nos programas de TV.

A pesquisa que foi divulgada ontem pelo Ibope e que aponta Serra com 31% e Haddad com 3% ajuda o PSDB e prejudica Haddad exatamente nisso. E vejam que curioso, um detalhe que parece menor desta pesquisa Ibope na opinião deste blogueiro ajudou muito a fazer que o resultado fosse o divulgado.
Na lista de candidatos apresentada aos entrevistados, os candidatos não são associados aos seus partidos. Será que se o pesquisador perguntasse Fernando Haddad (PT) o resultado seria o mesmo? Evidente que não. Será que no dia da eleição o eleitor não saberá que Haddad é do PT?
Disco apresentado aos entrevistados na pesquisa do IBOPE
Com o resultado do Ibope de ontem, o PT vai ter mais trabalho para convencer aliados. E Serra vai poder dizer que tem tudo pra ser prefeito de novo. E que o provável segundo turno pode ser com Russomano, que ficou com 17% neste último Ibope.
Enfim, pesquisas sempre servem pra alguma coisa. E essa servirá pra isso. Pra facilitar as coisas para Serra nesta fase de sedução partidária. Essa Serra é um sortudo, convenhamos…
PS: O resultado dessa pesquisa é especialmente ruim para Chalita. Antes da sua realização o candidato do PMDB teve inserções partidárias na TV e mesmo assim continuou com 6%.

POLÍTICA - Fim de linha para Gurgel.

Blog do Rovai

Fim de linha para Gurgel: ele piscou e passou recibo. Algo mortal na política



O Procurador Geral da República saiu em sua própria defesa na tarde de ontem.
Foi um péssimo advogado de si mesmo. E o conteúdo das frases que disse deixam claro duas coisas.
1) Ele não tem como explicar porque engavetou o processo contra Demóstenes e Cachoeira mesmo com tantas evidências de que ambos articulavam um grupo que operava crimes contra o Estado.
2) A falta de justificativa para o que fez o levou a invocar o mantra do mensalão, com o objetivo de criar uma cortina de fumaça e ganhar a mídia tradicional e o que resta da oposição raivosa para a sua defesa.
Uma pessoa no cargo que ele ocupa só assume tão deliberadamente um lado quando sente que o furo no bote é grande e o número de passageiros é maior do que o de boias. Ou seja, bateu o desespero.

Não fosse isso, Gurgel explicaria o caso e se disporia a dar explicações. Além disso, tentaria buscar pontes na base do governo para apresentar suas justificativas.
Qualquer pessoa com o juízo em dia e que não estivesse sobre forte pressão por conta de ter sido pega no pulo, faria isso.
Gurgel, no entanto, piscou e passou recibo.
Em política isso é mortal.
Gurgel acabou.
Seguem frases publicadas nos jornais de hoje que não deixam dúvidas:
“O que temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão”
“São pessoas que, na verdade, aparentemente, estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmas, com os fatos, os desvios de recursos e a corrupção, e mais preocupadas com a opção que o procurador-geral, como titular da ação penal, tomou em 2009, opção essa altamente bem sucedida. Não fosse essa opção, nós não teríamos a Operação Monte Carlo, não teríamos todos esses fatos que acabaram vindo à tona. Há um desvio de foco que eu classificaria como, no mínimo, curioso”
“É compreensível que algumas pessoas ligadas a mensaleiros tenham essa postura de querer atacar o procurador-geral e, até como já foi falado, atacar também ministros do STF com aquela afirmação falsa de que eu estaria investigando quatro ministros do Supremo”
“Eu apenas menciono que há pessoas que já foram alvo do Ministério Público e que, agora, compreensivelmente, querem retaliar porque foram atacadas pelo MP e que têm notória relação com pessoas como réus do mensalão”
“Há, se não réus, protetores de réus interessados, pessoas com notórias ligações com os réus do mensalão”

POLÍTICA - Serra tem 35% de rejeição.

Blog do  Ricardo Kotscho.


Serra lidera com 31% e tem 35% de rejeição

jose serra Serra lidera com 31% e tem 35% de rejeição
Os jornalões esconderam ou omitiram um dado importante da pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, a primeira com o nome de todos os candidatos na corrida eleitoral em São Paulo: o tucano José Serra mantém a liderança, com 31%, mas a sua rejeição, com 35% dos eleitores declarando que não votariam nele de jeito nenhum, é maior do que o índice de intenção de votos.
Para quem já foi prefeito, governador e duas vezes candidato a presidente da República, é um índice muito alto, que deve preocupar os coordenadores da campanha do tucano.
Na pesquisa anterior do Ibope, feita no final do ano passado e só divulgada no começo de 2012, nem constava o nome do candidato Celso Russomanno, do PRB, que surge em segundo lugar, com 16%, e se as eleições fossem hoje iria com José Serra para o segundo turno.
Assim como Serra se mantém na liderança em todas as pesquisas desde que se lançou oficialmente para disputar a sucessão de Gilberto Kassab, Fernando Haddad, o candidato do PT indicado por Lula, não consegue deixar a lanterna nas pesquisas.
Com os mesmos 3% no Ibope, o petista aparece em último lugar entre os nomes dos principais partidos. Por isso mesmo, ainda não conseguiu fechar nenhuma aliança para as eleições.
A pesquisa revela, na verdade, que a campanha eleitoral em São Paulo continua congelada, ou melhor, ainda nem começou. Os números quase não variam nas pesquisas de diferentes institutos, mantendo numa linha intermediária os candidatos Netinho de Paula (PCdoB), com 8%; Soninha Francine (PPS), 7%; Gabriel Chalita (PMDB), 6%; Paulinho da Força (PDT), 5%. Há ainda mais dois ou três figurantes.
É nessa lista de candidatos embolados abaixo dos 10% que se trava neste momento a luta por alianças, se possível com a indicação de vices, que possam aumentar o tempo de televisão dos principais partidos.
Também neste campo, Serra leva vantagem: fechado com o PSD de Kassab desde o início da corrida, o tucano está se acertando com o DEM, seu antigo parceiro eleitoral, e deve receber neste final de semana o apoio do PV.
Mas o apoio do partido do prefeito, uma dissidência do DEM, que ainda não conseguiu garantir tempo de televisão e participação no fundo partidário (a decisão do TSE deve sair ainda hoje), pode na verdade representar um fardo: na mesma pesquisa, apenas 22% aprovam a sua administração, enquanto 39% a consideram ruim ou péssima.
Quem imagina que este quadro possa ser radicalmente mudado quando o ex-presidente Lula for liberado pelos médicos para participar da campanha, precisa se lembrar que este ano teremos uma eleição atípica, que disputa a atenção do eleitor com outros fatos políticos dominantes no noticiário.
Afinal, faltam menos de cinco meses para a abertura das urnas eletrônicas. Com a CPI do Cachoeira e o julgamento do mensalão, que ainda agitarão Brasília por um bom tempo, sem falar na Olimpíada, que só acaba em agosto, restará pouco tempo para mudanças dramáticas no atual cenário revelado pelas pesquisas.
O comando da campanha de Serra já anunciou ontem que o candidato só começará a fazer visitas à periferia em agosto, depois que começar o horário de propaganda gratuita no rádio e na televisão. No sentido inverso, Haddad começou semana passada uma investida na classe média da região mais central da cidade, normalmente avessa ao PT, com o apoio de alguns intelectuais ex-tucanos.
O fato é que este ano teremos uma campanha muito curta e as pesquisas também só devem se mexer a pertir de agosto, quando começarem os programas na televisão.
O mesmo quadro se repete no Rio. Nos três dias que passei na cidade para fazer uma série de entrevistas com os principais candidatos, cuja publicação foi encerrada ontem aqui no R7, também não encontrei sinais de campanha nem pessoas interessadas em falar da eleição municipal marcada para o dia 7 de outubro.
Como está a campanha na sua cidade?,caro leitor do Balaio. Por aí já começou?

POLÍTICA - O efeito pedagógico do Cachoeiraduto.


Muita gente boa foi iludida pela Veja nestes últimos 8 anos quando essa revista, numa troca de interesses ideológicos e comerciais, se deixou pautar pelo Carlos Cachoeira. Este, usou a revista para tirar do caminho seus concorrentes comerciais, digamos assim, e a Veja, teve munição para tentar tirar, primeiro o Lula e agora a Dilma do poder através do lançamento de factóides. Sobre estes, publiquei numa postagem anterior,os sete mais comentados, começando pela história da Escola Parque, em São Paulo.

Mérito para o jornalista Luis Nassif, que há pouco mais de dois anos, publicou uma série de matérias, que ficou conhecido com "Dossiê Veja", no qual era revelado o "modus operandi" da Veja e que acabou se tornando um marco no jornalismo brasileiro.

Quem não gosta do PT, da esquerda, dos movimentos sociais, etc, babava com os factóides da Veja. Felizmente essa parcela representa apenas 5% do eleitorado, como mostram várias pesquisas realizadas pelo DataFolha.

Mesmo com a ajuda do PIG, começando pelo JN, que repercutia esses factóides, tanto o Lula como a Dilma alcançaram altos índices de aprovação, revelando que uma coisa é a opinião publicada outra a opinião pública.

Até o JN se rendeu a verdade dos fatos, mostrando como Cachoeira e a Veja contribuiram para a queda do Ministro dos Transportes da Dilma, que ousou peitar os interesses da Delta.
carlos dória


O efeito pedagógico do Cachoeiraduto


A eclosão do Escândalo de Cachoeira teve um enorme efeito pedagógico em relação ao PiG.
Antes do Caso Cachoeira, qualquer acusação contra um membro do governo Lula-Dilma, contra um membro do PT a Veja, na maior fúria denuncista, fazia questão de publicar a matéria em letras garrafais.
Após a denúncia da Veja, o efeito cascata no PiG era devastador.
A Veja fazia a denúncia no sábado, a TV Globo repercutia no JN e, na segunda, a Folha, o Estadão, Correio Brasiliense e afins faziam a festa.A matéria publicada na Veja era pisada e repisada a semana inteira no PiG.

Hoje, felizmente, isso já não ocorre mais.A mídia não vive mais pautada pela Veja.
Como a Veja não tem mais credibilidade, as denúncias de suposta corrupção no governo Dilma estancaram.Ninguém vê Veja publicando matéria sobre corrupção, nem do governo Dilma nem de outros governos ligados ao PT e aliados.Ninguém vê o Jornal Nacional repercutindo matéria da Veja.Ninguém vê Estadão, Folha e afins repercutindo matéria do Jornal Nacional e da Veja.O tema corrupção saiu das páginas do PiG.O PiG publica, atualmente, matéria ligada a corrupção de seu aliados demotucanos porque não pode mais esconder da sociedade brasileira. O PiG sabe que hoje existe os blogs sujos e as redes sociais para repercutirem denúncias de corrupção contra seus aliados demotucanos.
 Ao PiG restou fazer a defesa de jornalistas bandidos que vivem incrustados no seio do crime organizado e de contravenção, como ocorreu com Policarpo Quaresma, Mino Pedrosa, o repórter G do Fantástico.
A defesa da Veja feita pela Folha, pelo Globo, pelo Estadão não é gratuita.Esses meios de comunicação não se conformam com o fato de sua maior fonte de informação está metida até o talo com o crime organizado, com a contravenção e com a corrupção.
Fonte: Blog "Terror do Nordeste"

POLÍTICA - O Gurgel é um tucano enrustido.

Do blog  OsAmigos do Presidente Lula

Gurgel recusa falar na CPI sobre demotucanos, mas falou ao Brasil inteiro no JN contra petistas

O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, tem esclarecimentos a prestar a nação, e precisa fazê-lo com transparência.

Perguntas que o PGR precisa responder:

1) Sua mulher é sua subordinada imediata, coisa que só agora ficamos sabendo. Obviamente, deve ser concursada. Mas quais são os fundamentos legais, neste caso, que afastam a relação de nepotismo?

2) Em 15 de setembro de 2009, o PGR recebeu o relatório da Polícia Federal da Operação Vegas que pedia investigação sobre o senador Demóstenes Torres, o deputado Antonio Carlos Leréia, e outros parlamentares. O PGR designou sua mulher, subprocuradora, para apreciar o caso. Qual a razão da escolha, entre tantos outros subprocuradores?

3) A subprocuradora citada, respondeu ao delegado encarregado, um mês depois, que não havia elementos que fundamentassem um pedido de investigação ao STF. O PGR tomou esta decisão em conjunto, na época? Hoje, esta decisão lhe pareceu acertada? Se a decisão não foi a mais acertada de sua mulher, o PGR não se considera impedido se tratar deste caso, já que tem inequívoco conflito de interesse por laço familiar?

4) O PGR fala em "estratégia de investigação" que levou depois à Operação Monte Carlo, porém, pelo que já veio ao conhecimento público, parece que a Operação Vegas encerrou suas diligências em 2009, sem outra providência, e a Monte Carlo só iniciou em fins de 2010, e não parece ter sido provocada pelo PGR.

Todo o ano eleitoral de 2010, onde Carlinhos Cachoeira provavelmente despontaria como caixa de campanha com dinheiro de empreiteira e jogos, ficou sem investigação. Não cabe esclarecer que "estratégia de investigação" foi esta?

5) Tal estratégia, ocultando da população quem era o verdadeiro Demóstenes Torres, levou os eleitores de Goiás a elegerem-no senador, como se fosse um bastião da ética. Sabe-se lá como esta campanha foi financiada, sabendo-se do modus operandi de Carlinhos Cachoeira. A "estratégia de investigação" justificava essa omissão de informação ao povo goiano?

6) Uma das coisas que incomodaram parlamentares da chamada base governista, foi a sensação de haver "dois pesos, e duas medidas" pelo PGR, ao abrir inquéritos rapidamente contra políticos "governistas", e abrir muito lentamente contra políticos de oposição. Como agravante, o PGR, que se recusa a falar em sala fechada de uma CPI sobre demotucanos, falou ao Brasil inteiro no JN como se fosse um líder da oposição, atacando com acusações de natureza política quem o critica de forma fundamentada. Diante desse comportamento que carrega todos os indícios de estar influenciado por simpatias partidárias (consciente ou não), não cabe esclarecimentos com transparência para afastar estas dúvidas?

Pois são estas respostas que nação brasileira espera do Procurador-Geral da República, e os parlamentares cumprem seu dever de representar seu povo que os elegeu, fazendo estas perguntas por nós do povo na CPI.

Qual não é a surpresa, quando, ao se ver questionado, o PGR não responde estas perguntas, e desvia a resposta para o assunto "mensalão", como se fosse um parlamentar de oposição batendo boca em plenário.

ECONOMIA - O jogo dos bancos lá e cá.

ÉPOCA – Paulo Moreira Leite

Paulo Moreira Leite,

Sua tese é que o benefício pela queda na taxa de juros irá compensar uma eventual redução nos rendimentos. Os empréstimos ficarão mais baratos e as pessoas vão gastar menos com as prestações acumuladas.
Não vou entrar nos números, que estão lá.
Mas, como diz o mesmo Delfim, citando Pascal: , “nesses tempos, a verdade é tão obscura e a mentira tão bem estabelecida que não a enxergaremos a menos que nos esforcemos muito”.
Em tempos de irracionalidade econômica, é muito fácil esconder interesses verdadeiros e procurar transformar solução em problema – e vice-versa.
O Brasil tem uma necessidade histórica de diminuir sua taxa de juros, condição para garantir um crescimento mais saudável. Essa necessidade tornou-se urgente em função do esfriamento da economia mundial, que exige medidas de estimulo ao crescimento.
Uma das conseqüências nefastas da taxa de juros alta é que ela obriga o governo a abrir os cofres do BNDES para estimular investimentos produtivos.
Você lembra como demonizaram o BNDES até há pouco, porque emprestava dinheiro a juros inferiores. Agora, quando o governo toma uma providência que poderá tornar seus empréstimos menos necessários, os mesmos críticos seguem na pancadaria.
Por que?
Porque o juro alto é o porto seguro para aquela pequena mas poderosa camada social brasileira que acumula rendimentos no mercado financeiro. Ela condiciona seus investimentos produtivos pela comparação com aquilo que pode ganhar na ciranda dos juros.
Enquanto a ciranda financeira render mais, fica tudo como está. Caso a ciranda torne-se menos atraente, ela pode vir a ser estimulada a realizar investimentos produtivos. Nunca fará isso de boa vontade, por espírito empreendedor. Fará porque não há outra possibilidade.
O jogo é esse e não é uma disputa fácil.
Até porque a ciranda financeira representa um capitalismo sem risco. É um investimento garantido pelo governo e sustentado por toda sociedade.
Com juros altíssimos, é difícil imaginar negócio – entre as atividades lícitas, claro – que possa ser comparado. Isso explica o gigantismo do setor financeiro brasileiro, com uma lucratividade sem igual com países desenvolvidos.
É natural que essa turma se rebele diante das iniciativas do governo. E é compreensível que procure argumentos de toda ordem para tentar manter seus ganhos.
Não acho que altruísmo e egoísmo sejam valores em debate neste universo. Nem se trata de julgar o caráter das pessoas.
Estamos falando de interesses concretos.
Um país sustenta um sistema financeiro porque ele pode ser útil na ampliação da riqueza da maioria dos cidadãos. Pode gerar empregos, auxiliar no consumo e estimular o progresso.
O problema, diz Joseph Stiglitz, Premio Nobel de Economia, é que nós temos, hoje, no mundo inteiro, uma situação anormal – um sistema financeiro que não devolve, à sociedade, nem uma apequena fatia daquilo que recebe. Embolsa a maior parte e entrega migalhas – com se viu na crise de 2008, quando executivos seguiam recebiam bônus milionários depois que seus bancos pediam socorro aos cofres públicos para não fechar as portas.
Não custa lembrar que, nos últimos meses, os bancos europeus ampliaram suas reservas em 1 trilhão de dólares, graças ao dinheiro barato oferecido pelo Banco Central europeu. Em vez de colocar o dinheiro em investimentos produtivos que poderiam ajudar na recuperação da economia, os bancos decidiram entesourá-lo – deixando o Velho Mundo à deriva.
As diferenças são imensas mas a discussão, no fundo, guarda semelhanças nos dois lados do Atlântico.
Por essa razão, o governo brasileiro comemorou a vitória de François Hollande.
O impasse político da Grécia é parte da mesma situação.
As duas eleições mostraram que, enquanto houver democracia, será difícil convencer a população européia a submeter-se ao sacrifício de Merkozy.
Essa é a questão por lá.
E também é a questão aqui. Os argumentos que criticam as mudanças na poupança são a torcida contra. Faz parte da democracia. O PT já fez isso no passado, mais de uma vez.
Mas essa torcida não tem relação com a maioria política formada no país, que quer a preservação do crescimento e a defesa dos empregos.
Foi esse o voto nas urnas que elegeram Dilma em 2010.
A crítica a atuação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica tem uma razão objetiva e inconfessável. Apoia-se no velho credo privatizante de condenar a iniciativa de oferecer crédito mais barato com o argumento de que só fazem isso porque são estatais.
Mas é isso mesmo. Bancos públicos podem e devem tomar iniciativas que não faz parte da lógica dos bancos privados

quarta-feira, 9 de maio de 2012

MÍDIA - Veja, da Escola Base à Demóstenes.



Por Marco Antonio L.

De UJS

Sete mentiras da Veja - #CivitanaCPI

Em nossa cultura cada número tem um significado, são ditos populares que expressam características de uma pessoa ou uma superstição, no caso da revista veja o número 7 – número do mentiroso – é o que melhor lhe cabe.
O portal da UJS levantou sete casos em que a revista Veja inventou fatos e forjou provas, sempre com o intuito de prejudicar algum desafeto, mas, jamais com intuito de fazer aquilo que o bom jornalismo prega, investigar, informar e garantir o direito ao contraditório em suas matérias.
1. "Escola dos Horrores"
Em 1994 Veja publica matéria em que acusa donos de uma escola no bairro da aclimação de praticar abusos sexuais contra crianças, o caso ficou famoso em todo o país, a escola foi depredada e fechada, algum tempo depois se provou que as acusações feitas pela revista eram infundadas, o Estado foi obrigado a pagar uma indenização, mas, a imprensa fez-se de desentendida e nem se quer uma autocrítica publicou;
2. “Tentáculos das Farc no Brasil”
Em março de 2005 a matéria de Veja tenta provar suposta relação do movimento guerrilheiro colombiano com o comando da campanha do ex-presidente Lula e vai além, a revista afirma ter acessos a documentos secretos – desta maneira não apresenta nenhuma prova, pois, são documentos “secretos” – de que as Farc teriam feito uma doação de cinco milhões de dólares para a campanha presidencial de Lula. O ministério público fez investigação e nada foi provado. Como é de costume da revista, esta matéria seria mais uma tentativa de prejudicar o então candidato Lula, desafeto de longa data de Roberto Civita, dono da revista;
3. “Os dólares de Cuba para a campanha de Lula”
Esta matéria foi publicada em 2005 durante a campanha presidencial. Sem nenhuma prova concreta ou algo que valha Veja afirma com todas as letras: “Entre agosto e setembro de 2002, o comitê eleitoral de Lula recebeu 3 milhões de dólares vindos de Cuba. Ao chegar a Brasília, por meios que VEJA não conseguiu identificar”. Sempre de maneira dissimulada, sem apresentar nenhuma prova e mesmo admitindo não saber de todos os fatos, publica-se matéria de capa com acusações estapafúrdias que até hoje não foram comprovadas;
4. “Parece Milagre”
Em setembro de 2011 veja publica matéria de sete páginas (o número da mentira) para falar de um remédio para emagrecimento, na matéria a revista faz elogios ao remédio e cita o nome do emagrecedor como que fazendo uma propaganda do produto, entretanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) havia limitado o uso do remédio, a agência diz expressamente em um dos seus relatórios que “o uso do produto... caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população”. De maneira irresponsável Veja colocou em risco a vida de seus leitores com o objetivo único de se beneficiar;
5. "José Dirceu mostra que ainda manda em Brasília"
Em agosto de 2011 Veja publica matéria conseguida de maneira pitoresca, tentando provar que o ex-ministro José Dirceu ainda tem poderes no governo e no Partido dos Trabalhadores – que até então nada tem de ilegal –. Um jornalista invade o hotel onde o ex-ministro se hospedara e fazia reuniões com correligionários, na invasão o jornalista tenta violar o quarto do ex-ministro no intuito de forjar provas, não tendo sucesso o mesmo roubou imagens do circuito interno de TV do hotel. O responsável pela segurança do hotel registrou ocorrência em uma delegacia de Brasília e até hoje nada foi feito para que se punisse a atitude criminosa da revista e de seu jornalista;
6. “Militante do PCdoB acusa Orlando Silva de montar esquema de corrupção”
Na reportagem de quinze de outubro de 2011 Veja acusa o ex-ministro dos esportes Orlando Silva de montar um grande esquema de corrupção. A revista utiliza como fonte um policial militar do distrito federal que dirigia uma ONG e havia sido condenado pelo ministério e pelo Tribunal de Contas da União a devolver recursos ao próprio ministério dos esportes por falta de prestação de contas. A tal fonte não podia mesmo ser de todo confiável, pois, estava em litígio com o ministério dos esportes e apresentava patrimônio muito acima de seus rendimentos. O Policial João Dias com ajuda da revista Veja afirmou que o ministro recebera dinheiro na garagem do ministério e que tinha provas, entretanto, as provas nunca foram apresentadas, o policial encontra-se preso e a revista fez-se de desentendia;
7. “Só nos sobrou o Supremo”
Em oito de junho de 2011 veja entrevista o senador Demóstenes Torres e o apresenta como um parlamentar combativo e honesto. A entrevista revelou-se recentemente como uma manobra de Veja para ajudar o senador em sua empreitada de estabelecer uma boa imagem de sua figura como um dos últimos homens honestos no senado federal. Recentemente a prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira mostrou uma relação íntima do senador com o bicheiro, jogando por terra a imagem de homem probo, entretanto, gravações da Polícia Federal revelaram que a revista Veja também tinha relações íntimas com o bicheiro e sabia das relações do próprio parlamentar com o bando criminoso de Carlinhos Cachoeira. Ora se a revista sabia da relação do parlamentar com um grupo criminoso e, também se relacionava com os contraventores como pode levar seus leitores ao engano produzindo uma entrevista que ajudava um criminoso a se beneficiar eleitoralmente? São questões que precisam ser esclarecidas.
UJS realiza ato nesta terça-feira para exigir #CivitanaCPI
Nesta terça-feira dia oito de Maio a União da Juventude socialista realizará um ato político na porta da editora Abril para denunciar os crimes cometidos pela revista Veja e seu proprietário, o empresário Roberto Civita.
O ato ocorrerá as 15h00 na Rua Sumidouro 747 no Bairro de Pinheiros, onde fica a sede da Editora Abril. Ao mesmo tempo será realizado um tuitaço com a hashtag #CivitanaCPI, para mobilizar também as redes sociais a denunciar as práticas criminosas da revista.
Da redação

POLÍTICA - PT aposta na desistência de Netinho.

PT aposta na desistência de Netinho e se reúne com PCdoB em São Paulo


POR MARINA DIAS
A data limite para a formação de alianças para as eleições municipais deste ano é 30 de junho. Apesar disso, nos bastidores, lideranças de diversos partidos já se articulam para montar as coligações que disputarão as prefeituras por todo o país.
Nesta sexta-feira (11), por exemplo, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, reúne-se com líderes do PCdoB para uma conversa sobre o cenário político no Brasil. E a disputa em São Paulo será um dos temas abordados. Petistas insistirão na ideia de trazer os comunistas para o lado de Fernando Haddad, o que custaria, obviamente, a retirada da candidatura do vereador Netinho de Paula (PCdoB) à Prefeitura da capital paulista.
Por enquanto, dirigentes do PT seguem cautelosos, e argumentam que têm até o final de junho para fechar alianças. "O prazo para fecharmos é 30 de junho. Nas eleições passadas, fizemos isso em cima da hora, dia 20 de junho. Nesse momento, é natural que os partidos valorizem o seu tempo de TV e estabeleçam suas negociações", afirmou a Terra Magazine o vereador Antonio Donato, presidente municipal do PT-SP e coordenador da campanha de Haddad.
Sabe-se, porém, que há otimismo em relação à desistência de Netinho. De acordo com petistas, ele é o candidato que poderia efetivamente tirar votos de Haddad, por seu apelo popular e sua inserção na periferia, reduto de votos do PT. "A desistência de Netinho é possível", afirmou Rui Falcão em conversa com Terra Magazine. "Mas ainda estamos conversando", ponderou.
Quanto a outro aliado importante, o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o PT se diz seguro. "Eles vêm com a gente, mas ficamos de fechar somente em junho", garantiu Falcão. Entre PSB e PT está a negociação de cidades no Brasil – e no estado de São Paulo –, onde petistas abririam mão da candidatura própria em favor do PSB. "Estamos negociando em várias outras cidades do estado de São Paulo para depois fecharmos na capital", explicou Donato.
Os socialistas têm outro um impasse: seu presidente estadual, Márcio França, é secretário de Turismo do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e estimula a aliança com o candidato tucano, José Serra. Mesmo assim, com a garantia estabelecida numa conversa entre Campos e o ex-presidente Lula, em março, o PT segue confiante no acordo.
Fator PR
A grande preocupação dos petistas neste momento é o PR, partido historicamente aliado do PT na capital paulista. Após a queda do presidente da sigla, Alfredo Nascimento, do Ministério dos Transportes, a relação entre PR e governo se abalou e a crise refletiu, imediatamente, em São Paulo.
"O PR está querendo se sentir mais confortável no plano nacional para só depois conversar com a gente em São Paulo. Eles precisam resolver isso com Brasília", ponderou Donato.
Petistas ligados ao diretório municipal do partido apostavam em uma resolução rápida da presidente Dilma Rousseff quanto à situação do aliado, mas não foi isso que aconteceu. Segundo eles, líderes do PR ficaram "enfurecidos" quando Dilma nomeou o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) para o Ministério do Trabalho e, dessa forma, contemplou o partido de Paulinho da Força, também pré-candidato à sucessão de Gilberto Kassab (PSD).
"Agora, nossa situação com o PR se complicou. Só nos resta esperar", decretou um dirigente do PT paulistano, lembrando que Alfredo Nascimento é quem dará a benção para as alianças do PR nas capitais

POLÍTICA - A "chapa dos filhos" de Maia e Garotinho.


RIO DE JANEIRO - Velhos adversários na política carioca, o ex-prefeito César Maia, do DEM, e o ex-governador Garotinho, do PR, surpreenderam todo mundo ao apresentar a chapa dos seus candidatos à prefeitura, formada pelos próprios filhos: o deputado federal Rodrigo e a deputada estadual Clarissa, respectivamente.
Rodrigo Maia, 41 anos, pai de três filhos, nascido em Santiago do Chile, quando seu pai estava no exílio, ex-presidente nacional do DEM, não vê nada de estranho nesta aliança. Sabe que esta pergunta sempre vem e tem a resposta afiada na ponta da língua:
kotscho3 Eleições/Rio: A chapa dos filhos de Maia e Garotinho
"São conjunturas distintas, são políticos diferentes. Eu não sou César Maia e a Clarissa não é o Garotinho. Nós temos deles a importância da história deles, por tudo que fizeram pelo Rio. A conjuntura muda as relações da política", diz Rodrigo, que lembra muito o pai na forma de falar, sempre muito sério e compenetrado, mais parecendo político paulista do que carioca.
O candidato do DEM aproveita o gancho para se contrapor ao prefeito Eduardo Paes, do PMDB, que é candidato à reeleição e lidera todas as pesquisas, à frente de uma aliança formada com 19 partidos.
"Eu poderia citar aqui centenas de exemplos de relações que eram de adversários e que viraram aliados. Aliás, o grande mote do Eduardo é a aliança. O Eduardo eu não preciso dizer como ele tratava o presidente Lula na CPI. Eu não preciso lembrar também como ele tratava o Sérgio Cabral quando era oposição. Posso até te contar reservadamente o que ele falava do Sérgio Cabral para o presidente do PSDB, o hoje deputado federal Sérgio Guerra".
Paes e Cabral já foram tucanos, se separaram e hoje estão juntos no PMDB. Rodrigo Maia procura mostrar as diferenças entre a aliança DEM-PR e a formada pelo prefeito para apoiar a sua reeleição, aproveitando para dar mais uma estocada em Eduardo Paes.
"Nós fizemos uma aliança transparente, política, e que não é oportunista. O Eduardo foi atrás do Lula só no final do segundo turno porque sabia que iria perder a eleição. Foi lá beijar a mão e, se não fizesse isso, perderia a eleição. Nós, não. Nós antecipamos a nossa decisão, nós sabemos que tanto o César Maia quanto o Garotinho têm os seus problemas, como todos nós temos defeitos. Nós temos uma aliança que tem o compropmisso com o bom atendimento, com a valorização do servidor público, acabar com esta privatização dos serviços essenciais da cidade do Rio de Janeiro, e este compromisso é muito transparente".
Ao final da entrevista exclusiva concedida ao R7, na sala de reuniões de um hotel do centro do Rio de Janeiro, acompanhada por Clarissa Garotinho, comentei com o candidato que o seu discurso era muito parecido com o do tucano Otávio Leite, que já foi vice de César Maia em um dos seus três mandatos como prefeito do Rio de Janeiro. Foi a única vez que Rodrigo sorriu: "Isso não é bom...".
kotscho4 ok Eleições/Rio: A chapa dos filhos de Maia e Garotinho
De fato, no xadrez político montado para as eleições de 7 de outubro, os antigos aliados demotucanos correm na mesma faixa de oposição, mais à direita, com ênfase na defesa do funcionalismo público, deixando Marcelo Freixo, do PSOL, livre para disputar o eleitorado de esquerda deixado órfão pelo PT, que apoia Paes, e por Fernando Gabeira, que deixou a política e voltou a ser jornalista.
Rodrigo Maia recebeu a equipe do R7 após uma longa reunião com os representantes de uma empresa paulista que está cuidando da montagem do seu esquema de campanha na internet. A menos de cinco meses das eleições, o candidato do DEM montou sua pré-campanha baseada no movimento "Rio, estamos de olho", que ele ajudou a criar para discutir os problemas da cidade.
"Da nossa parte, nós participamos de muitas reuniões nos bairros. Ontem mesmo passamos o dia inteiro na rua. É um movimento para discutir a cidade e para que as pessoas possam, a partir da própria internet, discutir política, pois, infelizmente, só os governos é que podem gastar com televisão. A prefeitura gastou mais de R$ 70 milhões em publicidade nos últimos meses, já antecipou inauguração de obras e, principalmente, gerou muita expectativa na imprensa local de coisas que nunca saíram do papel".
Mesmo assim, com todas as dificuldades para estruturar a sua equipe de campanha (a assessoria de imprensa do candidato mudou cinco vezes o local e o horário da nossa entrevista), Rodrigo está certo de que será ele o adversário de Eduardo Paes no segundo turno, uma possibilidade hoje remota.
"As pesquisas que nós temos garantem o segundo turno. Eu não sei daqui a cinco meses. É óbvio que o processo eleitoral serve para a oposição colocar as suas ideias e diminuir a força do governo, e serve para o governo transformar em verdade aquilo que é apenas virtual no momento, que são essas ações todas que eles dizem que estão fazendo no Rio de Janeiro. Nós temos condições de chegar ao segundo turno e, no segundo turno, aí sim, derrotá-los".
Muito simpática, ao final da entrevista Clarissa Garotinho veio me perguntar se eu acredito que haverá segundo turno no Rio. Respondi-lhe que possível é, pois as eleições cariocas costumam apresentar surpresas, e este ano a campanha, na verdade, ainda nem começou.
Isto foi antes da divulgação feita no blog do seu pai, mostrando as fotos da farra do governador Sérgio Guerra com o empreiteiro Fernando Cavendish em Paris e Mônaco, um fato novo que pode afetar a candidatura de Eduardo Paes.
Façam suas apostas.
***
A seguir, link da íntegra do texto e a entrevista em vídeo.

Texto: Eleições/Rio: A “chapa dos filhos” de Maia e Garotinho



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POLÍTICA - Ela ficou sabendo quem é Serra.

Sebastião Nery

José Serra é amigo antigo de Armínio Fraga, que era presidente do Banco Central no governo FHC. Há alguns anos, veio ao Rio em um fim de semana e foi passar um domingo na casa de Armínio, em Petrópolis, para discutirem a política econômica e a campanha presidencial contra Lula em 2002.

Conversaram até tarde. Armínio tinha compromisso segunda-feira bem cedo, acordou, veio para o Rio e deixou Serra dormindo, para voltar mais tarde. Serra, acostumado às madrugadas, dormiu tarde e acordou tarde demais, já quase meio-dia.

Quando Serra viu que ia chegar atrasado a um encontro marcado no Rio, ficou uma fera, reclamou da empregada da casa, uma senhora doce e tranqüila, engrossou com ela, culpou-a de não o haver chamado a tempo e saiu batendo as portas, sem se despedir.

Só que a doce e tranqüila senhora não era empregada da casa. Era a sogra de Armínio. E americana. Ela ficou sabendo quem é Serra.
Fonte: Tribuna da Internet.

MÍDIA - O Globo ataca os blogueiros.

Em editorial publicado hoje (08/05), O Globo, no afã de defender sua comparsa de denúncias e factoides, a revista Veja, sobe o tom dos ataques da mídia corporativa contra a blogosfera (veja reprodução comentada no blog da Maria Frô).

A peça, que vem com as digitais do “imortal” Merval Pereira, intitula-se “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”, e é nosso dever admitir que, ao menos no título, está certa. Com efeito, o megaempresário proprietário do jornal sensacionalista News of the World é acusado tão-somente de grampear meio mundo no Reino Unido, enquanto as acusações que pesam sobre a publicação de Civita são muito mais sérias - pois, como aponta Luis Nassif, "A parceria com Veja tornou Cachoeira o mais poderoso contraventor do Brasil moderno, com influência em todos os setores da vida pública".

Quem te viu, quem te vê: O Globo, um jornal sempre tão sensível às denúncias de corrupção, agora que a casa cai descarta como insignificante o envolvimento de Veja com o maior contraventor de nossos dias...

Folha corrida

Em post  histórico, Nassif, que tem o mérito indiscutível de ter revelado com grande antecedência o grau de perversidade das práticas de Veja - sofrendo retaliações judiciais e ataques a sua família -, elenca nada menos do que nove suspeitas "que necessitam de um inquérito policial para serem apuradas", advindas das relações da publicação com Daniel Dantas e com Carlos Cachoeira. Há desde invasão de quarto de hotel até publicação de matéria falsa, passando por tentativa de manipulação da Justiça e negligência para informar o público como forma de beneficiar o esquema do bicheiro nos Correios.

Temos, portanto, uma vez mais, de concordar com o perspicaz editorialista: “Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé”.

Tática desqualificadora
O Globo – que ajudou a repercutir quase todas as denúncias de Vejacontra o governo federal – abre o editorial cuspindo fogo: “Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista 'Veja'”.

É a mesma lenga-lenga de sempre, tentar desautorizar a opinião divergente desqualificando-a como ideológica e partidariamente engajada (como se as do jornal não o fossem...). Pior: trata-se de uma dupla mentira. Primeiro, porque qualquer analista que se dedicar a examinar, com isenção, os blogs até agora citados neste post – o de Maria Frô, o de Nassif e este aqui -, além de vários outros, há de constatar a presença de diversos textos críticos em relação ao governo federal (sendo que cansei de ler acusações raivosas, por parte de governistas, a mim e a Frô devido a nossas ponderações).
Jornalismo partidário.

A outra mentira é a afirmação de que se trata de uma “campanha organizada”. O que move a maioria absoluta da blogosfera não é uma inexistente palavra de ordem partidária, mas a genuína indignação pelo estado a que chegou o jornalismo brasileiro após uma década de ação irracional, não profissional, esta sim partidarizada (como a própria Judith Brito, executiva do Grupo Folha e sindicalista patronal, admitiu, com a insolência característica).

Uma ação, por um lado, descaradamente engajada na defesa do grande capital, do demotucanato e do mercado financeiro (como a reação ante o corte de juros promovido pelo governo federal ilustra de forma inconteste); por outro lado, hidrófoba no trato com tudo o que diga respeito a avanços sociais, democracia racial e o cumprimento, ainda que tímido, do programa das forças de centro-esquerda que venceram, de forma legítima, as eleições.

Inverdades a granel

Esperar que o editorialista de O Globo admitisse tais fatos seria o cúmulo da ingenuidade. Ao invés disso, ele prefere gastar parágrafos numa digressão sobre ética jornalística em que, citando até os “Prinípios Editoriais das Organizações Globo” - pausa para a gargalhada – faz uma tremenda ginástica verbal para fingir não apenas que os procedimentos de Veja não pertencem à esfera criminal, mas que são eticamente legítimos. Mais cara de pau impossível.

Por fim, o editorial recorre a mais uma inverdade, ao afirmar que “não houve desmentidos das reportagens de 'Veja' que irritaram alas do PT”, emendando com uma das poucas afirmações verdadeiras da peça: “Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Roussef, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética.”

Dilma e a mídia

Neste ponto só nos resta lamentar, por um lado, que o editorialista deO Globo trate seus leitores como idiotas, ao negligenciar-lhes o fato óbvio de que houve um cálculo político – em que pesou o receio de que o bombardeio denuncista midiático pudesse afetar a governabilidade e o grau de aprovação da administração– a motivar a decisão de Dilma em relação à maioria das demissões.

Por outro lado – e provando inverídica, uma vez mais, a acusação de chapa-branquismo – é preciso reafirmar nossa posição contrária à maneira como Dilma Rousseff administrou suas relações com a mídia no primeiro ano de seu governo, cortejando-a e cedendo com tibieza às pressões advindas das denúncias e factoides, ao invés de reagir de forma condizente e fazer valer o poder do Executivo no sentido de pressionar por um jornalismo ético.

Crise de confiança

A blogosfera política é muito mais ampla e diversificada do que O Globo quer fazer crer – e ele poderia facilmente constatar tal fato se se propusesse a praticar jornalismo de verdade ao invés de se enlamear em tramas fantasiosas, denuncismo tendencioso e associações suspeitas.

O crescimento e o peso crescente da blogosfera e das redes sociais como fatores de contrainformação não pode ser explicado pela fórmula simplista do engajamento partidário. Tal sucesso advém, em larga medida, justamente da descrença no consórcio Abril-Rede Globo-Grupo Folha, descrença esta que tende a se difundir exponencialmente à medida que as reportagens da TV Record sobre a Veja atingirem um público exponencialmente maior.

Um editorial como o de O Globo de hoje só açula o descrédito e a desconfiança em relação ao jornalismo que o jornal pratica e que endossa.

POSTADO POR MAURÍCIO CALEIRO
Do blog Festival de Besteiras

terça-feira, 8 de maio de 2012

POLÍTICA - Coragem é a marca do governo Dilma.

Do blog do Ricardo Kotscho.

 


DILMA EUA HG 20120409 Coragem é a marca do governo Dilma
Os bancos já estão chiando contra a cruzada da presidente Dilma Rousseff para baixar os juros e aumentar o crédito. É normal, é um bom sinal. O sistema financeiro estava habituado há tanto tempo a nadar de braçada e impor ao país a sua própria "política econômica", que não se poderia esperar outra coisa.
A melhor prova de que a presidente mexeu numa ferida, e está certa na sua decisão, é que os bancos já convocaram seus "consultores" e "especialistas", todos muito bem remunerados, para criticar as medidas do governo em jornais, revistas e emissoras.
Para não dar muito na vista, eles qualificam as medidas como "populistas", de um lado; de outro, imaginem, eles se mostram preocupados com os pequenos poupadores após as mudanças introduzidas semana passada no rendimento das cadernetas de poupança.
Com Dilma não tem tema tabu nem áreas em que é melhor não mexer só porque, afinal, "foi sempre assim". No encontro que teve na semana passada com empresários para explicar as novas regras da poupança, ela cortou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que queria fazer média ao apoiar as medidas tomadas aproveitando um momento de alta popularidade da presidente.
"Eu tenho que fazer as coisas que entendo que deva fazer, independentemente dos índices de popularidade".
Tem sido assim desde a sua posse. Antes de completar um ano e meio no gabinete presidencial do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff já está deixando a sua marca.
Se o governo Fernando Henrique Cardoso foi marcado pela estabilização econômica e o do presidente Lula pela inclusão social de mais de 30 milhões de brasileiros, o de Dilma vem sendo caracterizado pela coragem ao enfrentar obstáculos dentro e fora do governo para o desenvolvimento do país, que não são poucos. "A vida quer é coragem" _ não por acaso, este é o título do ótimo livro de Ricardo Amaral sobre a trajetória política e pessoal da presidente Dilma Rousseff.
Foi assim na chamada "faxina ética", que marcou seu primeiro ano de governo, sem medo de enfrentar o descontentamento de líderes dos partidos da sua base aliada. E será assim de novo, quando vetar pontos do novo Código Florestal aprovado por ampla maioria na Câmara.
"Fazer o que tem que ser feito" parece ser o seu lema, até com assuntos delicados como o da Comissão da Verdade, que deverá ser instalada ainda este mês. Os nomes já estão sendo definidos. O fato é que a mulher presidente vem fazendo coisas que seus antecessores homens não tiveram coragem de fazer.
Quem a conhece sabe que Dilma não tem medo de cara feia. Ainda na semana passada, quando recebeu um aviso dos barões da mídia, repassado pelo vice presidente Michel Temer, de que eles aceitariam a convocação de jornalistas da "Veja" na CPI, mas não a do dono da Editora Abril, Roberto Civita, respondeu com apenas duas palavras: "Problema deles".
Afinal, não é a presidente da República quem convoca ou deixa de convocar alguém para depor na CPI e, além do mais, ela vem mantendo uma saudável distância dos trabalhos da comissão.
Em pleno funcionamento de uma CPI, cuja instalação foi apoiada pela base do governo, o que não é muito normal, Dilma continua tocando a sua agenda sem dar muita bola para os embates no Congresso Nacional. "O governo tem que governar. Cepeizar é com o Congresso", ouvi de um importante interlocutor da presidente na minha passagem pelo Palácio do Planalto na semana retrasada.
Na outra ponta, em que a oposição perdeu completamente o discurso da moralidade, depois da descoberta da parceria Demóstenes-Cachoeira, o eterno presidente do PPS, Roberto Freire, usou o twitter para atacar o governo e cair no ridículo.
"Isso é uma ignomínia! Dilma pede e B.C. (Banco Central) coloca em circulação notas com a frase "Lula seja louvado"", repicando piada do site de humor G17, sem se dar conta de que a "notícia" era uma brincadeira.
Seria bom também alguém avisar Roberto Freire que é falso o o Facebook criado com o nome da presidente Dilma, citado hoje na coluna de José Simão, na "Folha". É uma brincadeira a frase que ele reproduziu, mas não deixa de expressar um sentimento verdadeiro para quem convive com Dilma no Palácio do Planalto.
"Se fosse para ser simpática, seria guia da Disney, e não presidenta".
Por mais que às vezes seja difícil, só não podemos perder o bom humor.

MÍDIA - "Faltam as escutas entre Veja e a quadrilha."



Faltam as escutas entre Veja e a quadrilha


Na edição desta semana a revista VEJA atreve-se a insultar seus próprios leitores com a pergunta cínica estampada numa chamada de capa: “Como Demóstenes enganou tantos por tanto tempo”. Bastaria folhear o longo histórico de suas perorações contra a esquerda, o Estado, a democracia participativa, a cidadania engajada, o pensamento crítico, bem como a demonização de lideranças, idéias e projetos progressistas para obter a resposta à pergunta em suas próprias páginas.

A sedimentação golpista de uma parte da opinião pública de classe média não se dá ao acaso. Não se trata aqui da plutocracia ciosa de seus domínios, da qual Civita & policarpos são servidores bem pagos. E eficientes, diga-se, peritos na arte de popularizar janios, collors, demóstenes e outros vulgarizadores dos interesses graúdos.

Não; o florescimento dessas gargantas de aluguel não prosperaria na forma de votos e medo pânico que inspiram em muitos governantes - inclusive da esquerda - não fosse o trabalho prestimoso dos que esculpem o seu busto em bronze de credibilidade e veneração. É toda uma rede voltada para a citação cotidiana de suas palavras, o manchetear espetaculoso de suas 'denúncias' e a propagação de 'reflexões de cocheira', copiosamente repetidas pelos colunismo que forma julgamentos e dissemina pautas.

Há responsáveis na lubrificação cotidiana da engrenagem. É um equívoco dissolver a sua assinatura na suposta predisposição da sociedade ou de parte dela para ser canalha ou 'egoísta'. Ainda que isso seja um fato, o que plasma esse apetite em nervos e musculatura política é a ação deliberada e organizada para esse fim. Incensar os demóstenes e satanizar os lulas e respectivas agendas é o fermento que transforma instintos em história.

O dispositivo midiático demotucano tem executado esse labor com sofreguidão. Chegou a hora de lhe dar o crédito merecido, sem liquefazer seu papel num solvente sociológico que evoca o acanalhamento 'natural' da sociedade para relevar quadrilhas e relativizar o peso orbital de seus satélites na imprensa.

Há marcos referenciais na ação deliberada da mídia em produzir fatos políticos para golpear o discernimento da socidade .
A edição do debate final entre Collor-Lula em 1989, no Jornal~e Nacional da Globo, não seria um deles? E os famosos outdoors relâmpagos da revista Época, em março de 2002? Quase em real time com os fatos que narravam, num colosso de agilidade jornalística e gráfica, eles ganhariam as ruas num fim de semana, a bombar a operação Lumus, da PF, que horas antes destruiria a candidata Roseane Sarney, então rival de José Serra no campo conservador, sendo o tucano, coincidentemente, apoiado pelo ágil veículo dos Marinhos. E, por fim, o que dizer do farto e nebuloso enredo do mensalão, agora se vê, comprovadamente associado desde a origem aos dedos longos de Cachoeira e de seu consórcio.

A ficha falsa de Dilma Rossueff, então candidata a Presidente da República em 2010, apresentada pela Folha, não deixa por menos em matéria de sincronia e prontidão. A suspeita de perigosa terrorista servia de back-vocal às acusações de pagã, aborteira e defensora de gays, excretadas das gargantas de tucanos e respectivas senhoras em campanha.

Flagrados entre o gozo e a morte ética em em pleno vôo matrimonial com os zangões do crime, da corrupção e do golpismo, VEJA e outros tentam agora declinar das responsabilidades. Como se fosse possível reverter a fusão metabólica através da qual tornaram-se sangue do mesmo sangue a inseminar, exaustivamente, o discernimento da sociedade com o martelante fluxo de golpes, saques, mentiras e videotapes. A democracia brasileira não pode recuar nesse momento. A CPI do Cachoeira é forçosamente também a CPI da VEJA e dos que lhe fazem e fizeram coro no ardor e no despudor.

Aos senhores membros desta comissão a sociedade deve cobrar coragem e dignidade. Do governo, hombridade para, de uma vez por todas, dizer claramente à cidadania que a mídia brasileira precisa de regras; que a sua regulação fortalece a democracia, assim como a impunidade de uma parte dela sancionou um braço-auxiliar do crime e do ódio. À Polícia Federal cabe exigir a divulgação integral das escutas recolhidas pela Operação Monte Carlo -inclusive aquelas que envolvem jornalistas e membros da quadrilha Cachoeira.
Postado por Saul Leblon na Agência Carta Maior.

MÍDIA - Alckmin acha que ninguém deve verificar a veracidade da notícia...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

POLÍTICA - Dilma desafia os banqueiros.

Dilma desafia os bancos. Jamais na História deste país alguém ousou tanto. E ninguém sabe no que isso vai dar.


Carlos Newton

Fatos são fatos. Não há como contestá-los. A firme decisão da presidente Dilma Rousseff de enfrentar o sistema financeiro é algo de novo na política brasileira, um fato extremamente necessário.
Conforme tem publicado este Blog da Tribuna, baixar os juros é uma saída para garantir um futuro melhor a este país. A outra saída seria a moratória à Argentina, com prejuízo ainda mais aos banqueiros, que aplicam seus lucros abissais nesses títulos, e aos chamados rentistas, que investem nos fundos lastreados na dívida pública.
Em sucessivos artigos, Helio Fernandes advertiu para o crescimento da dívida interna, que se tornou uma bola de neve e impede novos investimentos que possa desenvolver o país e mitigar a eterna crise social. Sem queda da taxa de juros, o país ficará inviável. Isto é um fato.
Detalhe importante: nessa empreitada, Dilma Rousseff não tem apoio do ex-presidente Lula nem do ministro da Fazenda Guido Mantega. Sua firme decisão mostra que ela enfim decidiu assumir o governo, as rédeas não estão mais nas mãos de Lula.
Outro detalhe: Mantega chegou ao ministério da Fazenda curvado aos banqueiros. Usou a presidência do BNDES como trampolim para atender aos interesses dos bancos. Revogou uma importante decisão de seu antecessor, Carlos Lessa, que proibira intermediação de bancos comerciais nas operações do BNDES acima de R$ 10 milhões.
Discretamente, Mantega cancelou a ordem de Lessa, e os bancos voltaram a ganhar 4% em todas as grandes operações do BNDES. É o melhor negócio do mundo, porque o banco intermediário nada faz, apenas assina o contrato, leva os 4%, e o risco é mínimo. A inadimplência dos grande empréstimos do BNDES é próxima de zero.
É claro que sempre aparece algum cliente, como a agência Dinheiro Vivo, do Luiz Nassif, que não paga. Mas logo o BNDES encontra uma solução, como a contratação do próprio Nassif como “consultor” (tipo os “consultores” Dirceu, Palocci ou Pimentel) e a conta é milagrosamente zerada. A diferença é que Dirceu, Palocci e Pimentel fazem tráfico de influências nas consultorias, enquanto Nassif não tem de fazer nada.
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BB REDUZ AS TAXAS
Por ordem direta da presidente Dilma, o Banco do Brasil anunciou sexta-feira uma nova redução nas taxas de juros, desta vez apenas para pessoas físicas e nas linhas de crédito pessoal, cheque especial e veículos. Esta semana o banco promete anunciar um corte para empresas e redução de taxas de administração de fundos de investimento.
No cheque especial, a taxa máxima mensal caiu de 8,31% para 3,94%, que agora é a taxa única do produto. No crédito pessoal, caiu de 5,79% (ao mês) para 3,94%. No financiamento de veículos, a taxa média caiu de 3,20% para 1,58%.
O BB apresentou números que revelam que a participação do banco praticamente dobrou no mercado de financiamento de veículos em abril, considerando a originação de financiamentos de veículos. A fatia do banco subiu de 4% em março para 7% em abril.
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REAÇÃO DOS BANQUEIROS
É claro que a reação dos banqueiros será implacável. Eles têm a seu lado Mantega e um número enorme de economistas amestrados (como diz Helio Fernandes). Não é à toa que Dilma Rousseff sonhe em se livrar de Mantega, mas não quer magoar Lula e quem agora manda é mesmo ela, deixa pra lá…
Como e quando os banqueiros reagirão, só veremos a seguir. No momento eles estão perplexos, ainda não assimilaram o golpe, não sabem o que fazer.
Fonte: Tribuna da Internet

ANOS DE CHUMBO - Meu amigo que a Guerra suja matou.

 


Vitor Hugo Soares

“Ouça um bom conselho/ Que eu lhe dou de graça/ Inútil dormir que a dor não passa” – os versos da canção “Bom Conselho” bem poderiam ilustrar o momento de insônia, desespero, agressividade e confusão a granel, detectados em diferentes áreas e segmentos do País – políticos, governantes, jornalistas e empresários, principalmente – nas preliminares e início dos trabalhos da CPMI do Cachoeira e seus insondáveis desdobramentos. Pelo visto, tudo pode acontecer, inclusive nada.
Nas linhas seguintes deste artigo, no entanto, os versos de Chico Buarque de Holanda auxiliam a disfarçar, com poesia, o assombro e a indignação do jornalista diante das confissões do ex-delegado do DOPS (polícia política da ditadura nos anos loucos no Brasil), Cláudio Guerra, no livro “Memórias de uma Guerra Suja”, de autoria dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, lançado esta semana em São Paulo.
No livro (que ainda não li e até onde sei ainda não chegou nas livrarias de Salvador), o ex-delegado capixaba, aos 71 anos, confessa ter participado da morte de, ao menos, 12 guerrilheiros e incinerado os corpos de outros 10 desaparecidos políticos na ditadura militar.
Isso li em reportagens publicadas no jornal Folha de S. Paulo (vide anexo), que tem mostrado interesse jornalístico e aberto ao assunto o espaço que ele merece. Os demais veículos, incluindo os blogs e portais eletrônicos, somente aos poucos e com algum atraso vão despertando para a gravidade e o interesse do tema.
No seu relato, o ex-agente, que promete depor, também, na Comissão da Verdade, afirma que os 10 corpos foram queimados no forno de uma usina de açúcar de propriedade de um ex-governador do Rio de Janeiro. “Fui responsável por levar dez corpos de presos políticos para lá, todos mortos pela tortura”.
Guerra enumera entre essas vítimas David Capistrano, João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, João Massena Mello, José Roman e Luiz Ignácio Maranhão Filho, do PCB (Partido Comunista Brasileiro).
A lista macabra do ex-agente do DOPS, convertido a um culto evangélico (este seria o motivo alegado para o arrependimento e a confissão) tem outros nomes: Ana Rosa Kucinski e Wilson Silva, da ALN (Ação Libertadora Nacional); Joaquim Pires Cerveira, da FLN (Frente de Libertação Nacional); Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, da APML (Ação Popular Marxista-Leninista).
O paradeiro desses desaparecidos políticos nunca foi informado às famílias, diz a Folha na primeira reportagem sobre o livro.
Tem mais em outras reportagens e muito mais ainda no próprio livro, a deduzir pelas polêmicas que começam a pipocar de São Paulo ao Espírito Santo, do Rio de Janeiro à Bahia, de Pernambuco à Minas Gerais, acompanhadas de desmentidos de alguns acusados que andam por aí.
Agora, um registro de indignação e o testemunho pessoal e profissional sobre um dos nomes da lista de “presos políticos incinerados”: Eduardo Collier Filho, o querido colega pernambucano, na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, que ambos frequentávamos nos resistentes e tumultuados anos 60.
Duda Collier, como era chamado pela maioria dos colegas, “o cara” de quase dois metros de altura, pinta perfeita de ator de filme político europeu. “Um pão de Recife que desceu em Salvador”, como sintetizavam, entre olhares e suspiros, muitas estudantes na Faculdade, no Restaurante Universitário da UFBA, no corredor da Vitória, nas assembléias da Reitoria e nas passeatas do centro da capital baiana.
Nas reuniões de militantes, Duda era conhecido como “O Cristão”, devido a sua filiação à Ação Popular (AP), organização de esquerda de origem católica. Ficamos amigos logo que ele desembarcou na Bahia.
Nascido no seio de uma das mais ricas e tradicionais famílias pernambucanas, vestido em folgadas calças e camisões de linho puro, Duda (o moço grandalhão de fina estampa) era para mim uma simpática contradição ambulante.
Buscava uma vaga para morar na RU-2 (Residência Universitária), colada à Igreja da Vitória (onde ele podia freqüentar suas missas dominicais). Considerado “um burguês” por alguns universitários, negava-se uma vaga para ele. Foi preciso abrir uma peleja interna para conseguir um lugar no sótão da RU-2, onde Duda Collier se abrigaria.
Graças, principalmente, a entrada na briga do grande amigo comum (depois meu saudoso compadre) Pedro Milton de Brito, um dos alunos mais brilhantes e respeitados da Faculdade de Direito e da UBFA (ex-presidente da OAB-BA, conselheiro federal da Ordem e referência baiana nas lutas de defesa dos direitos humanos), que também simpatizara, de cara, com aquele inquieto jovem e desengonçado pernambucano.
Um dia, em 1968, depois do AI-5, Duda Collier sumiu de repente, antes da Polícia Federal invadir a Faculdade de Direito, prender e algemar vários estudantes, levados depois para o Quartel do 19º BC. Entre eles, o autor destas linhas.
Ao sair, nunca mais encontrei Duda Collier pessoalmente. Sobre ele (e outros amigos desaparecidos na mesma época) tenho lido e sabido apenas de relatos chocantes e dolorosos, como os do ex-policial do DOPS no livro lançado na capital paulista.
Sigo, como tantos no País, aguardando a verdade.
Fonte: Tribuna da Internet
vitor_soares1@terra.com.br

MÍDIA - Veja atendia a interesses de Cachoeira.

POLÍTICA - Brizola e o PDT.

Resposta de Santos Aquino a Anselmo Pinheiro sobre Brizola e o PDT


Antonio Santos Aquino

Anselmo Pinheiro, para te responder, permita-me lembrar do primeiro curso político do PDT, nos idos de 1984. O curso seria ministrado por Darcy Ribeiro, um advogado, filho do ministro de Jango no regime parlamentarista Brochado da Rocha, Maurício, um asilado que esteve no Chile e outra personalidade que não me lembro.
O primeiro a dar aula foi Brochado da Rocha. Dizia então o professor: “Companheiros,um partido político é como uma religião; você tem que acreditar nos seus valores. O PDT seguirá seu caminho como se fora uma procissão. Em determinado momento você verá muita gente, em outros pouca gente, em outros pouquissíma gente. Mas o PDT seguirá ao longo da história em busca de seu destino que é a afirmação de nossa ideologia trabalhista de viés socialista. Outros virão para engrossar nossas fileiras. Pois os que ficaram pelo caminho, foram os fracos de espírito, aventureiros, fisiológicos e insuficientes ideológicos”.
Não creio que procurando defeitos nos companheiros, sem um motivo lógico, se construa alguma coisa. Quando eu carrego nas tintas sobre os que querem, usando de métodos fascistas, atingir o companheiro Lupi, a quem nunca ajudaram na árdua missão de presidir legitimamente o PDT depois da morte de Brizola, é como chamar atenção da militância que vivem aterrorizada com essa gente, dizendo: Não tenham medo, ainda tem gente nossa “acampada nos arredores”.
Veja, Pinheiro, eu nunca fui candidato a nada. Nunca tive cargo. Nunca recebi um centavo do partido. Nunca pedi nada ao partido, nem uma gota de gasolina para meu carro e de meu cunhado. Então, Pinheiro, meu problema é ideológico. Na minha longa vida, sei do que são capazes a inveja e a ambição do ser humano. Quanto à Brizola, devemos lembrá-lo com respeito e não pensando como “Zé do Caixão,” tranformando-o em um morto vivo.
Objetivamente: O PDT cresceu, é o quinto partido em militantes. O partido foi roubado no Maranhão pela turma do Sarney e perdeu Jackson Lago nosso governador. No Amapá, Sarney envolveu Góes nosso governador, caboclo inexperiente, que mordendo a isca perdeu o mandato. Por que falo isso? Porque temos que levar em conta tudo. Entretando, os prefeitos, que eram 204, hoje são 380. Temos senadores e deputados de qualidade.
As lideranças de que tu falas, são aquelas que disse Brochado da Rocha: Insuficientes ideológicos, que não se propunham a ajudar. Queriam, como querem Vivaldo e Paulo, o poder. Ganhar no grito com ameaças e desmoralizações infundadas. Se tem algo errado, procurem o TRE, TSE. Se existe crime comprovado denunciem, entrem com ação na justiça. O Trabalhismo de Vargas, Jango e Brizola, nunca usou de metodos antidemocráticos para destruir ninguém. O que não podemos, companheiros, é sermos tutelados por gente que serviu a ditadura enquanto Brizola, Jango, Darcy e outros foram asilados.
Nossos companheiros e nós mesmos estávamos debaixo de pau, presos, humilhados, muitos torturados, mortos, expulsos, carreiras encerradas. Não somos revanchistas, mas, devemos ter coragem de falar e verberar contra os que não respeitam os fundamentos do partido. Partido(PDT) criado por Brizola para abrigar principalmente os perseguidos da ditadura.