quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

CHILE - Esperança de unidade no Chile.

marco_enriquez_ominamiOs líderes do Partido Radical, José Antonio Gómez, e do Partido pela Democracia, Pepe Auth, renunciaram hoje a seus cargos para atender ao pedido do terceiro colocado na eleição presidencial do Chile, Marco Enríquez-Ominami (foto), que exigira a demissão a fim de apoiar o governista Eduardo Frei no segundo turno do pleito.
Os dois partidos fazem parte da coalizão Concertación, à qual pertencem Frei e a atual mandatária chilena, Michelle Bachelet. Enríquez-Ominami também fazia parte da agremiação, mas saiu para ser candidato independente.
No primeiro turno , realizado em 13 de dezembro, o empresário e candidato da direita Sebastián Piñera alcançou 44% dos votos; Frei obteve 29%; Enríquez-Ominami recebeu 20% dos votos e o comunista Jorge Arrate ficou com 6% das preferências.
Assim que o resultado foi divulgado, Arrate anunciou que apoiaria a Frei no segundo turno. Já o Enriquez-Ominami afirmou que deixaria seus eleitores livres para escolherem. Nos últimos dias, porém, ele vem dizendo que apoiaria Frei se houvesse uma renovação profunda no atual comando da coalizão. A demissão dos líderes dos dois partidos começa a abrir caminho para isso.

Fonte: Blog " Tijolaço ", do Brizola Neto.

ECONOMIA - Privataria: Presente à Daniel Dantas e cia.

Copiado do blog Os Amigos do Presidente Lula

FHC/Serra deu R$ 11,7 bilhões de presente à Daniel Dantas, espanhóis e companhia, para privatizar as Teles

Em primeira mão no Blog "Os Amigos do Presidente Lula" em 30/12/2009 01:300hs



Você não leu errado o título, e não é nenhuma piada: instigado pelo estudo do site "Contas Abertas" onde afirma que "FHC investiu R$ 22 bilhões a mais que Lula, mostra estudo"... este blog resolveu fazer um levantamento dos investimentos nas estatais de telefonia no primeiro mandato do governo demo-tucano, e demonstramos que o governo de FHC e José Serra realmente gastou, preparando a venda, quase R$ 12 bilhões a mais do que o valor arrecadado na privatização.

Quando o governo FHC assumiu em 1995, colocou José Serra (PSDB/SP) como ministro do Planejamento e resolveram planejar a privatização do sistema Telebras.

Para isso criou um "Programa de Recuperação e Ampliação do Sistema de Telecomunicações" — PASTE, tocado pelo então ministro das comunicações Sérgio Motta (o "Serjão").

Esse programa investiu R$ 23,8 bilhões (sem correção) para "recuperar e ampliar" a Telebras, nos primeiros 3 anos e meio do governo demo-tucano.

Em 1997, Serjão falava que arrecadaria R$ 100 bilhões com a privatização das teles.

Um ano depois, em julho de 1998, o governo FHC/Serra vendia o sistema Telebras por R$ 22 bilhões, menos do que os R$ 23,8 bilhões investidos.

Corrigindo em valores do dinheiro de hoje, pelo IGP-DI (mesmo índice usado pelo site "Contas Abertas"), gastou R$ 70,8 bilhões em investimento, para vender por R$ 59,1 bilhões.

Um prejuízo para o povo brasileiro de R$ 11,7 bilhões, em dinheiro de hoje, e um presentão para quem comprou: Daniel Dantas, Carlos Jereissati, os espanhóis da Telefonica, portugueses, canadenses, estadunidenses da Worldcom que vieram a ser presos por fraude (nos EUA) e outros.

Os compradores arremataram as empresas com equipamentos novos (centrais digitais trocadas), redes nacionais e urbanas renovadas, inclusive cabos submarinos de fibra ótica ao longo da costa brasileira, linhas fixas ampliadas em torno de 7 milhões de terminais, e celulares acima de 4 milhões, desde 1995, pagando, pelo controle das empresas, um valor abaixo do preço de custo para construir a infra-estrutura comprada.

Aliás a Telebras já não precisava ser vendida naquele momento. Até porque não havia mais monopólio e as empresas privadas podiam competir com a Telebras. Com a infra-estrutura recuperada, e com as próprias tarifas reajustadas, a Telebras era lucrativa e tinha capacidade própria para investir. Conseguiria resolver o problema de acabar com a fila de telefones, o mercado paralelo, oferecer banda larga, com qualidade e preço melhores do que as teles privadas oferecem, se tivesse uma diretoria técnica e comprometida com o interesse público, como tem a Petrobras atualmente.

Este caso foi como se uma pessoa herdasse uma casa precisando de reforma, fizesse uma obra de R$ 71 mil, e vendesse a casa reformada por R$ 59 mil.

Em tempo:

1) Os dados deste levantamento são de fonte oficial: a Mensagem ao Congresso Nacional 1998 do próprio FHC, quando ocupava a presidência.

2) O site "Contas Abertas" não explica como o governo FHC teria investido R$ 22 bilhões a mais do que o governo Lula, uma vez que FHC produziu o apagão elétrico por falta de investimentos, não ampliou Universidades, não construiu uma escola técnica sequer, não ampliou a rede de saúde federal, sucateou a Polícia Federal e as Forças Armadas, deixou estradas esburacadas, sucateou os serviços públicos e as empresas estatais.
Talvez os R$ 70,8 bilhões investidos nas teles para vender por R$ 59,1 bilhões, e depois dar sumiço no dinheiro arrecadado com as privatizações, explique. Talvez os rombos bilionários da SUDAM, SUDENE e DNER, extintos no fim do governo demo-tucano por excesso de corrupção, também explique.

3) O amigo leitor Sérgio Pinto lembra de recomendar a leitura dos 2 livros de Aloysio Biondi, onde também narra esta história e muito mais.

O primeiro é o "O Brasil Privatizado". Dá para ler (ou imprimir) on-line aqui. Ou dá para baixar gratuitamente da internet em capítulos, abaixo:

2 - Compre você também (PDF - 117.6 KB)
6 - Quem comprou as estatais (PDF - 130.9 KB)

O segundo livro é "O Brasil privatizado II: o assalto das privatizações continua", Editora Fundação Perseu Abramo, 2000, 64 páginas. Não encontrei disponível para download. Pode ser adquirido

ORIENTE MÉDIO - Paz e justiça não têm idade nem raça.

Paz e justiça não têm idade nem raça

EpsteinUma senhora judia, nascida na Alemanha e naturalizada americana, iniciou ontem, no Cairo, uma greve de fome para protestar contra a proibição, pelas autoridades egípcias, de uma marcha para Gaza organizada por entidades não governamentais em apoio aos palestinos.

Hedy Epstein, de 85 anos, que sobreviveu às perseguições do regime hitlerista, faria parte, com outras pessoas idosas membros de um grupo que participaria da marcha, conhecido como “As Avós”.

“Nunca fiz isso, não sei como meu corpo vai reagir”, disse Epstein à France Press, sentada em uma cadeira em frente ao escritório da ONU no Cairo, onde centenas de militantes faziam uma manifestação contra a proibição de protestarem pela passagem de um ano da ofensiva militar israelense sobre Gaza.

Nascida em 1924 em uma família judia de Friburgo (sul da Alemanha), Epstein perdeu todos os parentes nos campos de concentração. Ela, no entanto, conseguiu ser evacuada para a Grã-Bretanha em maio de 1939. Desde 1970, percorre o mundo para contar sua história.

Tomara que convençam D. Hedy a desistir deste protesto. Frente a tantas mesquinharias, o mundo não pode perder alguém que, na fragilidade de seus 85 anos, é forte ainda para tomar uma atitude para mostrar que todas as pessoas têm direito à paz e à justiça, independente de raça, nacionalidade ou credo religioso.

Blog " O Tijolaço ", do Brizola Neto.

OS INIMIGOS DA REFORMA AGRÁRIA.

Copiado do blog Produto da Mente.

Conheça os inimigos da Reforma Agrária

Depois de conseguirem emplacar a CPMI contra a Reforma Agrária, os setores mais conservadores do Congresso Nacional passaram a escalar o seu time de parlamentares. Foram convocados inimigos do povo brasileiro para atuar na CPMI e nos bastidores. Esses parlamentares têm como características o ódio aos movimentos populares e o combate à Reforma Agrária e às lutas sociais no nosso país.

São fazendeiros e empresários rurais, que foram financiados por grandes empresas da agricultura e colocaram seus mandatos a serviço do latifúndio e do agronegócio. Nas costas, carregam denúncias de roubo de terras, desvio de dinheiro público, rejeição à desapropriação de donos de terras com trabalho escravo, utilização de recursos ilícitos para campanha eleitoral, devastação ambiental e tráfico de influência.

Essa CPMI faz parte de uma ofensiva desses parlamentares, que tem mais três frentes no Congresso. Até o fechamento desta edição, os nomes dos parlamentares indicados para a CPMI contra a Reforma Agrária já tinham sido lidos, mas os trabalhos não tinham começado. A CPMI pode se arrastar até junho de 2010. O Jornal Sem Terra deste mês de dezembro (nº 299) apresenta os deputados e senadores que estão na linha de frente na defesa dos interesses da classe dominante rural.

KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO) / Suplente na CPMI

• Formada em psicologia.

• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).

• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.

• Apresentou 23 projetos no Senado e apenas três foram aprovados, mas considerados sem relevância para o país, como a garantia de visita dos avós aos netos.

• Torrou 60% das verbas do seu gabinete com propaganda (R$ 155.307,37).

• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.

• Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.

• Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.

RONALDO CAIADO / Deputado Federal (DEM-GO)

• Formado em Medicina.

• Foi fundador e presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR).

• É latifundiário. Proprietário de mais 7.669 hectares de terras.

• Dono de uma fortuna avaliada em mais de R$ 3 milhões

• Não teve nenhum dos seus 19 projetos aprovados no Congresso.

• É investigado pelo Ministério Público Eleitoral por captação e uso ilícito de recursos para fins eleitorais. Não declarou despesas na prestação de contas e fez vários saques “na boca do caixa” para o pagamento de despesas em dinheiro vivo, num total de quase R$ 332 mil (28,52% do gasto total da campanha).

• Foi acusado de prática de crimes de racismo, apologia ou instigação ao genocídio por classificar os nordestinos como “superpopulação dos estratos sociais inferiores” e propor um plano para o extermínio: adição à água potável de um remédio que esterilizasse as mulheres.

ABELARDO LUPION / Deputado federal (DEM-PR) / Titular na CPMI

• É empresário e dono de diversas fazendas (três delas em São José dos Pinhais).

• Foi fundador e presidente da União Democrática Ruralista do Paraná.

• É um dos líderes mais truculentos da bancada ruralista na Câmara dos Deputados.

• Faz campanha contra a emenda constitucional que propõe a expropriação de fazendas que utilizam trabalho escravo.

• Apresentou somente cinco projetos no exercício do mandato. Nenhum foi aprovado.

• Sua fortuna totaliza R$ 3.240.361,21.

• Fez movimentação ilícita de R$ 4 milhões na conta bancária da mãe do coordenador de campanha. É réu no inquérito nº 1872, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), por crime eleitoral.

• Sofre duas representações por apresentar - em troca de benefícios financeiros – uma emenda para as transnacionais Nortox e Monsanto na Câmara, liberando o herbicida glifosato.

• A Nortox e a Monsanto financiaram a sua campanha em 2002. A Nortox contribuiu com R$ 50 mil para o caixa de campanha; já a Monsanto vendeu ao parlamentar uma fazenda de 145 alqueires, por um terço do valor de mercado.

• Participou de transação econômica fraudulenta e prejudicial ao patrimônio público da União em intermediação junto à Cooperativa Agropecuária Pratudinho, situada na Bahia, para adquirir 88 máquinas pelo valor de R$ 3.146.000, das quais ficou com 24.

• Deu para parentes a cota da Câmara dos Deputados, paga com dinheiro público, para seis voos internacionais para Madri e Nova York.

ONYX LORENZONI / Deputado Federal (DEM-RS) / Titular na CPMI

• Formado em medicina veterinária. É empresário.

• Membro da “Bancada da Bala”, defendeu a manutenção da venda de armas de fogo no Brasil durante o referendo do desarmamento.

• Gastou 64,37% da verba do seu gabinete com propaganda (R$ 230.621

• Campanha financiada por empresas como a Gerdau, Votorantin Celulose, Aracruz Celulose, Klabin e Celulose Nipo.

• Teve apenas um projeto aprovado em todo o seu mandato.

ALVARO DIAS / Senador (PSDB-PR) / Titular na CPMI

• Formado em história. É proprietário rural.

• Foi presidente da CPMI da Terra (2003/2005), que classificou ocupações de terra como “crime hediondo” e “ato terrorista”.

• Não colocou em votação pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais de entidades patronais, que movimentaram mais de R$ 1 bilhão de recursos públicos. Não convocou fazendeiros envolvidos em ações ilegais de proibição de vistorias pelo Incra.

• Divulga na imprensa de forma ilegal fatos mentirosos sobre dados sigilosos das entidades de apoio às famílias de trabalhadores rurais para desmoralizar a luta pela Reforma Agrária.

• Não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral em 2006. O montante é referente à venda de uma fazenda em 2002.

LUIS CARLOS HEINZE / Deputado Federal (PP-RS)

• Formado em engenharia agrônoma.

• É latifundiário. Dono de diversas frações de terras, totalizando 1162 hectares.

• Fundador e primeiro-vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (1989-1990).

• Seus bens somam mais de R$ 1 milhão.

• Nenhum dos seus projetos foi aprovado durante esta legislatura.

• Campanha foi financiada pela fumageira Alliance One, responsável por diversos arrestos irregulares em propriedades de pequenos agricultores.

• Defendeu o assassinato de três fiscais do trabalho em Unaí (MG), declarando que “os caras tiveram que matar um fiscal, de tão acuado que estava esse povo...”, justificando a chacina promovida pelo agronegócio (2008).

• É contra a regularização de terras quilombolas (descendentes de escravos), que representaria, para ele, “mais um entulho para os produtores rurais”.

VALDIR COLATTO / Deputado Federal (PMDB/SC)

• Formado em engenharia agrônoma. Proprietário rural.

• Foi superintendente nacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) (2000-2002).

• Foi superintendente estadual do Incra em Santa Catarina (1985- 1986) e secretário interino da Agricultura de Santa Catarina (1987).

• Desapropriou área de 1.000 hectares para fins desconhecidos na mata nativa quando presidiu o Incra, causando prejuízos de R$ 200 milhões para o poder público.

• Apresentou projeto que tira do Poder Executivo e do Poder Judiciário e passa para o Congresso a responsabilidade pela desapropriação de terras por descumprimento da função social.

• É contra a demarcação das terras indígenas e quilombolas.

• Autor do projeto que transfere da União para estados e municípios a prerrogativa de fixar o tamanho das áreas de proteção permanente nas margens dos rios e córregos. Com isso, interesses econômicos locais terão maior margem para flexibilizar a legislação ambiental e destruir a natureza.

• É um dos pivôs de supostas irregularidades envolvendo o uso da verba indenizatória na Câmara dos Deputados.

(Fonte: Jornal Sem Terra)


LULA - E o filho do Brasil conquista o mundo.

Copiado do Blog do Len.

E o filho do Brasil conquista o mundo

By LEN

Nada mais justo do que esse reconhecimento, mesmo que tardio, da imprensa internacional em relação a capacidade de liderança do presidente Lula, que projetou o Brasil para passar de um mero codjuvante obediente a um protagonista respeitado no centro das decisões mundiais, e por conseguir levar o país à condição de potência econômica estável e resistente a crises que outrora provocariam um desastre, sem abdicar das políticas sociais de distribuição de renda e segurança alimentar, elogiadas pela ONU e servindo de exemplo para experiências semelhantes em outros países, que foram algumas das bandeiras que o levou a ser eleito por duas vezes presidente da república.

Só nesse final de 2009, o presidente já recebeu várias homenagens da imprensa internacional: o El País o elegeu “o personagem do ano”, O Le Monde em seguida o chamou de “o homem do ano”, Depois o Financial Times o coloca como “uma das 50 pessoas que moldaram a década”. O BLOG DO LEN, sem medo de ser acusado de fazer apologia ao lulismo, diria que o presidente é o lider político da década e explica o porquê.

Qual liderança política mundial se evidenciou mais nos últimos dez anos? alguns diriam Barack Obama, que só apareceu aos olhos do mundo em 2008, sim, talvez se estivéssemos falando em propaganda, Obama foi o maior fenômeno de mídia dos últimos tempos, mas de concreto o que Obama fez, principalmente nos quase 12 meses como presidente da república, que o fizesse por merecer realmente ser chamado a personalidade da década? Infelizmente apenas o mais do mesmo, porisso que se transformou em uma decepção tanto dentro como fora dos EUA, em tão pouco tempo.

Já Lula, em menos de 7 anos transformou o Brasil da condição de pedinte mundial a força emergente indispensável nas mesas de negociações, em líder dos BRIC, em porta-voz de blocos de países que agora tem seu representante com voz, na força que realmente preza pela democracia nas américas como vimos nos casos da chefia da missão diplomática no Haiti, na pendenga Equador X Colômbia, na libertação de refens das FARC. O Brasil firmou posição inflexível contra o golpe de Honduras, postulou e foi recomendado na mediação de conflitos entre Israel X Palestina, EUA X Venezuela, EUA X IRÃ, fortaleceu a soberania nacional, como no caso da reciprocidade às medidas adotadas contra Brasileiros em aeroportos americanos, nas ações na OMC contra os abusos comerciais de EUA e união européia, e na posição firme contra a intromissão italiana no caso Batistti, assegurando tradição brasileira de conceder asilo a perseguidos políticos, além de usar todo o seu poder de negociação política para conseguir para o país as vitórias nas indicações para sediar a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Agora me responda, qual líder político mundial tem uma trajetória ao menos próxima a essa para apresentar nos últimos 10 anos?

O Brasileiro tem orgulho desse reconhecimento do seu presidente, e não entende porque a nossa imprensa alem de nunca admitir qualquer dos seus feitos e qualidades, ainda tenta esconder deles, o que as pessoas pensam de Lula lá fora. Eles não entendem que o Brasileiro quer ter com que se orgulhar, ele fica triste só de lembrar que teve ex-presidente que falou em língua estrangeira e vestiu fardão só para se mostrar colonizado amestrado, que teve ex-chanceler que tirou os sapatos em revista aduaneira, que nunca tinha visto seu país com tanta relevancia internacional, mas que está perdendo aos poucos esse complexo de vira-lata beija-mão que ainda infesta determinadas redações jornalísticas. Depois da esperança vencer o medo, o orgulho venceu a submissão. O filho do Brasil conquistou o mundo.

MÍDIA - 2009: Um ano vergonhoso para a imprensa nacional.

Copiado do Blog do Len

By LEN

O ano de 2009 ficou marcado como o ano onde as redações dos maiores jornais do país ultrapassaram, em várias ocasiões, todos os limites de razoabilidade do direito de edição de notícias e posicionamento político em uma sociedade democrática. O manual do bom jornalismo foi totalmente enterrado e o que orientou as redações e seus jornalistas foram os interesses corporativos, empresariais e políticos dos donos das empresas, com a conivência e servilismo de jornalistas que até bem pouco tempo atrás ostentavam boa reputação e credibilidade.

A Folha de São Paulo foi o jornal que protagonizou os momentos mais vergonhosos desse ano, mas os demais jornais e revistas na maioria das vezes fizeram o papel sujo de repercutir e multiplicar factóides, sem a menor preocupação de checar fatos e fontes.

O BLOG DO LEN elenca abaixo o que achou ser os maiores absurdos da imprensa esse ano, sendo que alguns vão marcar negativamente a história deles definitivamente:

- O editorial da Folha de São Paulo chamando de “Ditabranda” o golpe militar de 64, que caçou direitos políticos, perseguiu, prendeu, torturou, matou e desapareceu com muitos brasileiros, inclusive jornalistas;

- O episódio em que a Folha de São Paulo publicou em pirmeira página uma ficha falsa do DOPS atribuida a ministra Dilma Houssef, conferindo a esta a alcunha de terrorista e atribuindo a ela vários crimes que não participou. A ficha foi criada por grupos neo-fascistas e exaustivamente repassada por spam da internet. Depois foi constatada sua falsidade por peritos, a Folha alem de publicar sem checar ainda não reconheceu o erro depois;

- A persistente tentativa de colar os escândalos do Senado, praticados na maioria por políticos da oposição, no governo Lula;

- O factóide Lina Vieira, em que o país foi enrolado em uma ciranda de todos os meios de comunicação que deram supervalorização a uma “denúncia” de uma reunião que não tinha testemunhas ou provas do seu acontecimento. Também nesse caso, mesmo depois de desmistificados, a imprensa não assumiu o erro, resumindo a apenas mudar de assunto;

- O apoio, a princípio velado e depois escancarado ao golpe militar que ocorreu em Honduras, com a patética tentativa quase que diária de tentar explicar o inexplicável, que o fato do presidente eleito ter sido retirado da cama e jogado fora do seu país por militares, que depois fechariam televisões e rádios e enfrentariam violentamente manifestações pacíficas, não se tratava de um golpe, mas uma operação “legalista”.

- O cúmulo do baixo lixo jornalístico foi a publicação pela Folha de São Paulo em um grande espaço cedido a um maníaco frustrado e mal amado, de um artigo com calunias grosseiras contra o presidente Lula, sem a menor checagem de informações, que conseguiu chocar até os seus adversários. Essa foi hours concours.

( eu lembraria também o episódio do grampo, factóide lançado pela Veja)

Isso fora a habitual politização de todo e qualquer fato com viés político de modo a atacar o governo Lula e a Ministra Dilma Houssef e isentar de culpa o Governador Serra e seus aliados, além da costumeira forma com que tentam esconder da opinião pública os elogios, títulos e prêmios conferidos ao Presidente Lula no exterior.

Tudo isso aconteceu em um ano e hoje a sensação que a gente tem é que estamos vendo o final lento e melancólico de um oligopólio que dominou as telecomunicações por muito tempo, e que gordo e sem mobilidade esbraveja e se contorce com a perda do poder, que é inevitável. Esse ano eles apressaram o seu fim, porque imprensa vive de credibilidade e a cada dia eles perdem mais. Viva a CONFECOM, o pontapé inicial para a gente construir uma mídia mais democrática, sem impérios, sem manipulações, apenas apara informar.

AMÉRICA LATINA - Da igualdade entre as nações.


Da igualdade entre as nações

Por Mauro Santayana


O orgulho nacional é sentimento que se funda na consciência da igualdade entre os seres humanos. Quando partimos da ideia de que não somos superiores, assiste-nos a certeza de que tampouco somos inferiores. As vicissitudes históricas, assim como as limitações da natureza, podem fazer-nos conjunturalmente mais pobres ou mais ricos, mas não nos convertem em melhores ou piores.

A imprensa do mundo se tem dedicado aos êxitos conjunturais do Brasil com elogios que nos alegram. O presidente Lula é visto como a Personalidade do Ano pelo conceituado Le Monde, e outras publicações. Chefes de Estado a ele se referem com admiração, não só pelos resultados de sua política interna como também por sua capacidade de convencimento na diplomacia direta que vem exercendo, nestes meses de desafios internacionais.

Esse reconhecimento externo tem tido leituras divergentes em nosso país. Para muitos adversários do governo, trata-se de engodo. A oposição quer mostrar o presidente da República como um parvo, que se deixa dominar pela lisonja. É uma leitura, essa, sim, de néscios. O governo brasileiro tem, nestes anos e meses, afirmado, sem jactâncias, seu direito soberano de opinar nas questões internacionais que lhe dizem respeito, como as do aquecimento global, da paz no Oriente Médio, do comércio internacional e do equilíbrio geopolítico na América Latina. Quanto ao problema da preservação ecológica, nenhum outro país do mundo tem a autoridade de que dispomos para dizer o que pensamos. A História nos fez possuidores da maior biodiversidade tropical do planeta, que soubemos preservar com diplomacia, mas também com imensos sacrifícios humanos, e a cuja soberania não podemos renunciar.

Queremos parceiros no comércio internacional, com vantagens e concessões em rigorosa reciprocidade. Quanto à América Latina, não podemos aceitar a subgerência imperial que alguns nos pretendem impor. Não somos o “cachorro grande” do quarteirão, como certos ex-diplomatas se referem à posição econômica, geográfica e política do Brasil. Somos vizinho privilegiado, com fronteiras pacíficas com quase todos os países da América do Sul e não temos problemas com o resto do Hemisfério.

O embaixador Rubens Barbosa, que, ao se afastar compulsoriamente do Itamaraty, se dedica hoje a assessorar a Fiesp, assinou artigo sobre a Argentina em que trata do declínio do grande vizinho do Sul. Há, em seu texto – ainda que dissimulado em linguagem diplomática – referência à superioridade brasileira, o que não é bom para nós. Temos que entender as circunstâncias da Argentina que, a partir da queda de Hipólito Irigoyen, em 1930, vem passando por dificuldades institucionais, em situação pendular entre o peronismo e seus adversários, agravada com a tragédia dos governos militares, estimulados pelos norte-americanos.

Tanto como o nosso, o povo argentino tem direito à autoestima. Seu sistema educacional, reconhecidamente superior, sua cultura, seu desenvolvimento técnico e científico, são motivos de justo orgulho. Suas dificuldades são políticas, e serão resolvidas com a mobilização da cidadania. Rubens Barbosa diz que a Argentina pode escolher entre ser – diante do Brasil – o Canadá ou o México. É melhor que ela continue sendo a Argentina do Pacto ABC, a Argentina do Mercosul, a Argentina das mães da Praça de Maio, de Borges e Bioy Casares, de Cortazar e Carlos Gardel; a Argentina de San Martin, de Urquiza e de Mitre. E de Evita. O México é outra referência infeliz do embaixador. Seu povo é uma vítima histórica, de Cortez ao presidente Polk, e de Polk a Bush, com o Nafta. Sua tragédia é estar, como dizia Cárdenas, “tan lejos de Dios y tan cerca de Estados Unidos”.

O ministro Nelson Jobim prevê represálias contra o Brasil pelos países preteridos na compra de caças para a FAB. Temos o direito soberano de comprar o que nos interessa e onde nos interessa. Sua excelência, no entanto, disse que “corremos o risco de país grande”. Se ele nos adverte que devemos nos preparar contra isso, é porque tem razão. Mas convém observar que nossa grandeza está dentro das fronteiras nacionais e no convívio amistoso com os outros povos. É esse convívio, sereno, sem ser subalterno, firme, sem ser arrogante, que está sendo reconhecido no mundo inteiro. Dessa postura, que o Itamaraty expressa, não nos devemos afastar.

ELEIÇÕES - Sobre 2010 e algumas verdades ocultas!

Copiado do blog da Márcia e suas leituras.

Sobre 2010 e algumas verdades ocultas!


do blog fala fera

*Por Theófilo Rodrigues.

Fim de ano é época de amigo oculto. Mas no que depender de nossos jornais, parece ser também a época da verdade oculta.

O Brasil possui uma das maiores concentrações midiáticas de todo o mundo. Aqui na terra da jabuticaba, apenas 7 famílias – Marinho (Globo); Saad (Band); Frias (Folha); Mesquita (Estadão); Abravanel (SBT); Macedo (Record); e Civita (Abril/Veja) – controlam 90% de tudo que se lê, ouve ou vê.

Mantidas as condições normais de temperatura e (falta de) pressão dentro de uma sociedade liberal-democrata – ou seja, o povo fora do poder – esse conjunto de meios privados de produção de informação opera em forma de concorrência, de acordo com a lógica de mercado.

Mas numa conjuntura em que o poder popular-democrático ocupe parte do poder estatal, as ações desses grupos midiáticos, com raras exceções, se canalizam em uma única direção: o golpismo reacionário como forma de retorno do poder estabelecido anteriormente.

No Brasil, convencionou-se chamar de “Partido da Imprensa Golpista-PIG” esse conjunto de empresas de comunicação que encontram conjuntura desfavorável para seus interesses comerciais/ideológicos. Isso nos ajuda a entender qual a razão para os principais jornais brasileiros terem ocultado nesse fim de ano um importante dado da recente pesquisa DataFolha, qual seja, o dado sobre as declarações espontâneas de voto.

A pesquisa DataFolha nos mostra que hoje Serra e Dilma empatam com 8% das intenções de voto em cada um dos candidatos. Se somarmos aos 8% de Serra os 3% de Aécio e 1% de Alckmin, o candidato tucano chega aos 12%. Mas se também somarmos aos 8% de Dilma os 3% que votam no “candidato do Lula” e o 1% do eleitorado que vota no “candidato do PT”, também chegamos em 12%. Empate de novo, certo?

Errado. Pois ainda faltam os 20% dos entrevistados que votariam em Lula. Pode-se supor, sem medo de errar, que 99,9% desses entrevistados ao descobrirem que Lula não pode ser candidato, votarão em Dilma. Tudo bem que, como o professor Paul Lazarsfeld nos ensinou, uma eleição é como uma fotografia. Primeiro, na pré-campanha se imprime a imagem no celulóide. Só depois – nos últimos 60 dias de eleição – se revela a imagem que foi impressa.

Ainda estamos na pré-campanha, ou seja, na fase de passar a imagem pro celulóide. Mas não é tão distante assim da realidade imaginar que quando a imagem for revelada, esses 20% dos eleitores de Lula de hoje optarão por Dilma e não por Serra. Qualquer análise que diga o contrário deve ser vista com bastante desconfiança.

Tenho certeza de que essa verdade que hoje está oculta nos jornais aparecerá no ano que vem.

Um feliz 2010 para todos!

*Theófilo Rodrigues, mestrando em Ciência Política da UFF.

ANOS DE CHUMBO - OAB critica Jobim, o"ético e leal".


OAB critica Jobim: anistia não é amnésia

Anistia não é amnésia, disse nesta quarta-feira (30) o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, ao criticar o que chamou de pressão do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e de comandantes militares contra a criação da Comissão da Verdade, prevista no Programa Nacional de Direitos Humanos.

"O Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade. Anistia não é amnésia. É preciso conhecer a história para corrigir erros e ressaltar acertos. O povo que não conhece seu passado, a sua história, certamente pode voltar a viver tempos tenebrosos e de triste memória como tempos idos e não muito distantes", declarou Britto.

A criação de uma comissão especial para investigar torturas e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985) causou divergência entre o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, órgão responsável pela elaboração do programa, e o ministro da Defesa. Nelson Jobim. Para Jobim e para os militares, a comissão especial teria o objetivo de revogar a Lei de Anistia de 1979.

"Um país que se acovarda diante de sua própria história não pode ser levado a sério. O direito à verdade e à memória garantido pela Constituição não pode ser revogado por pressões ocultas ou daqueles que estão comprometidos com o passado que não se quer ver revelado", disse Britto. "O Brasil que está no Haiti defendendo a democracia naquela país não pode ser o país que aqui se acovarda".

A OAB defende no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal Militar (STM) ações reivindicando a abertura dos arquivos da ditadura e a punição aos torturadores. Já o ministro Jobim disse que a busca pela verdade não pode significar revanchismo.

Agência Brasil

AFEGANISTÃO - 2010, o ano da escalada afegã.

2010, o ano da escalada afegã criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
28-Dez-2009
Afeganistão: Soldado da Nato em Kandahar, após mais um atentado no dia de Natal de 2009Enquanto enterra dinheiro e recursos para salvar a face da NATO no Afeganistão, o governo prepara-se para receber, nos finais do novo ano, uma cimeira da aliança.
Artigo de Jorge Costa

2009 terminou com a clarificação da política de Obama para o Afeganistão. O anúncio de mais 30 mil tropas norte-americanas - a que se somam outras 7.500 de países aliados dos EUA - confirmou a opção pela escalada na ocupação do país mais pobre do mundo. Confirmou, sublinhe-se, porque desde o início do seu mandato que Obama vinha multiplicando o investimento militar: mais tropas, mais ataques aéreos, mais meios militares, mais mercenários. 2010 anuncia-se assim como o ano do alargamento da guerra: num ano de mandato, Obama multiplica por três as tropas ocupantes (serão 100 mil em 2010) e duplica os mercenários no terreno (mais de 100 mil hoje, poderão chegar a 150 mil quando se completar o desembarque dos reforços).

O fracasso está à vista: o país continua a bater recordes de miséria e está classificado pela Transparency International como o mais corrupto do mundo, logo depois da Somália. O tráfico de heroína retomou os níveis exorbitantes dos anos pré-taliban e os ocupantes não conseguem pôr de pé um arremedo de forças armadas (um quarto dos recrutas afegãos treinados em 2008 já desertaram).

Passados oito anos, vale a pena lembrar a justificação original desta guerra: a perseguição aos autores dos atentados de 11 de Setembro de 2001. Nessa altura, a Al-Qaeda e os talibãs eram mostrados como a mesma coisa. Tomada Cabul, a guerra afegã era apresentada como questão de cirurgia anti-terrorista em refúgios montanhosos e ficava ofuscada pela aventura seguinte, o Iraque. Oito anos depois, a al-Qaeda não passará de uma centena de operacionais em todo o Afeganistão (segundo um relatório dos serviços secretos citado pela ABC), mas os norte-americanos continuam a não controlar grande parte do território afegão, deslocam-se com enorme risco, tiveram o ano de maiores perdas desde a invasão e desdobram-se em esforços de suborno de talibãs "moderados", os aliados que ali podem arranjar. O fracasso militar é tanto mais clamoroso quanto a guerrilha é uma força com menos recursos que os mujahedines armados por Reagan contra a URSS nos anos 80. Hoje, são norte-americanos os habitantes da antiga base militar soviética de Bagram e é em visita a Moscovo que vamos encontrar o secretário-geral da NATO, angariando apoio russo para o governo Karzai.

Mas o pior pode estar ainda para vir. Chama-se Paquistão e já mudou o nome à guerra - agora designada "Afpak", Afeganistão-Paquistão. Segundo o New York Times, a Casa Branca autorizou o aumento do número de bombardeamentos com aviões não-pilotados (drones) em território tribal paquistanês, estando a negociar com o governo do Paquistão o alargamento destas operações a refúgios de combatentes afegãos no Baluquistão paquistanês, já fora das áreas tribais fronteiriças. Estes ataques podem ter efeitos devastadores: não só são conhecidos vários casos de massacre de civis como, sempre que estas operações ocorreram em território do Paquistão, causaram verdadeiras tormentas políticas num país que é potência nuclear e onde o extremismo se tem desenvolvido.

Ao anunciar a guerra, o Nobel da Paz pintou-a com as cores de "esperança" que costuma usar: Obama trazia na algibeira vagas menções a uma retirada futura ("...que nos permita iniciar a transferência das nossas forças em Julho de 2011"). Mas essas palavras foram esvaziadas no próprio dia pelo secretário da Defesa, Robert Gates ("estaremos no Afeganistão nos próximos anos"), e pelo conselheiro de Segurança Nacional, o general James Jones ("Julho de 2011 é uma descida, não é um penhasco").

Em 2010, Portugal estará comprometido de forma mais profunda nesta guerra. Das primeiras decisões de Augusto Santos Silva como novo ministro da Defesa foi o significativo aumento da presença portuguesa no Afeganistão, que poderá superar os 250 militares (até agora eram cerca de uma centena). Enquanto enterra dinheiro e recursos para salvar a face da NATO no Afeganistão, o governo prepara-se para receber, nos finais do novo ano, uma cimeira da aliança. Será um momento crítico do balanço da guerra de Obama e uma convocação para toda a esquerda: não queremos a NATO em Portugal, não queremos Portugal na NATO. E queremos todas as tropas ocupantes fora do Afeganistão. Em 2010, estaremos na rua a dizê-lo.

Jorge Costa

EDUCAÇÃO - Corrupção em Araraquara.

Estou impressionado com a mobilização do pessoal de Araraquara, nas pessoas de Catherine Colin, Gustavo Rachid, Oscar Miranda, Maria Rita Alves, Flavio Lima, em prol da moralização da Secretaria de Educação dessa cidade. Meus parabéns a todos.
Carlos Dória

AUDITORIA VAI APURAR DENÚNCIA DE DESVIO EM ESCOLAS quinta-feira, 8 de dezembro de 2005 Auditoria vai apurar denúncia de desvio em escolas estaduais

Relatório da APM da escola Angelina Lia Rolfsen mostra valor diferente para nota fiscal supostamente emitida pela empresa Roberto Fernando Magrini - o valor subiu de R$ 75 para R$ 3.386,99

Karen Rodrigues - repórter da Tribuna

Carlos Corrêa - editor de Cidade

A Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) vai enviar, nos próximos dias, auditores a Araraquara para averiguar denúncias de desvio de verbas públicas por escolas estaduais da cidade por meio das Associações de Pais e Mestres (APMs). A FDE não informou quando os auditores virão nem como a averiguação das supostas irregularidades será realizada.
A Fundação optou por investigar a situação na cidade depois de receber relatório do marido de uma diretora de escola apontando as irregularidades. A documentação inclui cópias de balancetes de prestação de contas das escolas e de notas fiscais, supostamente frias, usadas para comprovar gastos das APMs.
De acordo com os denunciantes que procuraram a reportagem da Tribuna, foram encaminhadas denúncias sobre as irregularidades na administração de escolas de Araraquara através de cartas enviadas à Procuradoria Geral de Justiça e ao secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita. O conteúdo das cartas aponta quais as irregularidades ocorridas, assim como nomes de supostos envolvidos.
O esquema estaria funcionando há alguns anos em várias escolas estaduais da cidade. Os beneficiários seriam desde funcionários das secretarias escolares até diretores e supervisores de ensino. O esquema utilizaria notas frias para justificar gastos realizados pelas Associações de Pais e Mestres (APMs), que controlam o caixa das escolas.
Documentos obtidos com exclusividade pela Tribuna mostram que, em um dos casos, uma nota fiscal de prestação de serviços de limpeza à escola estadual Angelina Lia Rolfsen, do Cecap 2, teve o valor superfaturado em mais de 3.500%. O valor original da nota de nº 95, da empresa Rodrigo Fernando Magrini, subiu de R$ 75 para R$ 3.386,99 no relatório de prestação de contas apresentado pela APM da escola à Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). O relatório altera também o motivo do pagamento que, segundo a nota original, refere-se a “comissões” enquanto na prestação de contas à FDE a APM faz referência a “serviços de limpeza”. (Compare reprodução acima)
A nota foi emitida em 31 de dezembro de 2004. A fraude consistiria em preencher a primeira via da nota, enviada à FDE junto com o balancete da escola, sem carbono e, depois, realizar o preenchimento das demais vias.
Em outra escola, a Lysanias de Oliveira Campos, da Vila Xavier, uma nota fiscal de nº 88, também da empresa Rodrigo Fernando Magrini, emitida em 3 de dezembro de 2004, teve o valor aumentado de R$ 120 para R$ 1.200 no relatório da APM à FDE. A discriminação dos serviços prestados, que na nota original refere-se novamente a “comissões”, mais uma vez surge na prestação de contas da escola modificado para “limpeza de salas de aula, diretoria, etc”.
O empresário Rodrigo Fernando Magrini disse que as notas emitidas às escolas estaduais integravam um talão desviado de sua empresa no ano passado. (Leia texto ao lado)
Outro indício de fraude é o fato de uma mesma empresa fornecer notas seqüenciais e com datas idênticas a várias escolas. No dia 29 de dezembro do ano passado, notas da empresa Roberto Fernando Magrini foram fornecidas a pelo 12 escolas. Juntas, as notas somam um valor de R$ 1.184,20.
Uma das notas, no valor de R$ 120 – da escola Narciso da Silva Cesar –, é relativa ao pagamento por serviços “de organização dos arquivos da secretaria”, as demais se referem a pagamento de “comissões”.

Postado por Catherine Colin Xavier no blog BLOG DE UM SEM-MÍDIA em 30 de dezembro de 2009 11:02

POLÍTICA - A soberba do ano-novo.

Copiado do blog "Muito pelo Contrário "

Alon :: “A soberba do ano-novo”


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“O diabo é o salto alto”

Bom eu falei semanas atras sobre os riscos para a Dilma e o PT. O Santayana tb. O Alon tb. Então não vai ser por falta de aviso, né?

O que o PT tem que entender claramente, e desde já, é que o Lula vai dar uma mãozona em 2010, vai praticamente colocar a Dilma no segundo turno, e que a candidata tem que fazer é não tropeçar e errar demais, e o PT é que tem articular estrategicamente uma forma de ganhar, ideologicamente, os eleitores do centro. Além disso, geograficamente, resolver a equação mineira, e pelamordedeus né? Se sair bem tb no Sul, onde o PSDB está arrasado. Eu acho que o horário eleitoral gratuito resolve a questão das mulheres e mais jovens.

Mas aonde vc vê (lê) as pessoas da esquerda discutindo isso? O que se vê por ai é um bando de bobocas achando que reverberar os defeitos do PSDB e do Serra pros paulistas vai faze-lo perder alguns pontos. Não vai. Como em minas o Aécio não perderia. Ou o Lula no Nordeste.

Esses locais estão consolidados, pouca coisa vai mudar. Enfim, ganhar o centro é o objetivo principal, afinal as derrotas do Lula serviram pra provar uma única coisa: que a esquerda não ganha as eleições sozinha.

Então, vamos baixar a bola, né?

Blog do Alon

A soberba do ano-novo (29/12)

Desqualificar a crítica pode ser útil a Lula. Mas será também útil a uma Dilma que precisa, urgentemente, aglutinar para buscar a maioria?

Quatro anos atrás, uma parte da oposição cruzou o ano-novo à beira da euforia. Luiz Inácio Lula da Silva e o PT pareciam batidos de véspera, supostamente feridos de morte pelos escândalos do 2005 que terminava. A economia tampouco mostrava exuberância suficiente para arrastar o cidadão a votar de olhos fechados na reeleição do presidente. Tratava-se apenas de escolher quem iria derrotar Lula e devolver o poder ao PSDB.

Escrevi “uma parte da oposição” para fazer justiça. Os mais profissionais entre os tucanos já anteviam que a disputa seria dificílima, que o Lula candidato à reeleição seria um osso duríssimo de roer. Mas onda é onda, especialmente na assim chamada opinião pública. Quando a onda vem, a prudência aconselha os políticos a não baterem de frente. Ou o cara pega a bichinha de jeito ou mergulha. Quando 11 em cada dez sabichões proclamavam a “morte do PT” em 2005, deram-se bem os caciques da oposição que decidiram mergulhar.

Um comportamento habitual entre políticos, jornalistas e torcedores é confundir a realidade com o desejo, tomar a nuvem por Juno. Acontece agora no PT. Uma pesquisa eleitoral feita imediatamente após o programa de tevê do partido deu Dilma Rousseff alguns pontinhos acima. Deu também um crescimento interessante dos votos espontâneos na ministra. Do outro lado, José Serra continuou onde estava, entre 35 e 40% das intenções estimuladas.

Os números foram razoavelmente bons para Dilma. A ministra vai superando paulatinamente o desafio de se tornar conhecida, 80% dos eleitores já dizem saber quem ela é. E o atributo de “candidata de Lula” dá o esperado gás para deixar na poeira o “concorrente interno”, Ciro Gomes (PSB). E o que mais? Mais nada. Na simulação de segundo turno, Dilma ainda está 15 pontos atrás de Serra, enquanto quase sete em cada dez eleitores dizem ser indiferentes ao fato de um candidato fazer oposição a Lula.

Com parte do petismo aderindo alegremente ao “já ganhou”, Serra e o PSDB estão a ponto a colher um presente de ano-novo. Parecido com o que o PT recebeu na passagem de 2005 para 2006. Quer presente melhor na política do que a soberba do adversário?

O que as últimas pesquisas mostraram de diferente na corrida sucessória? Nada. É impensável que a candidata de Lula fique fora do segundo turno, mesmo que a polarização aconteça no primeiro. E a diferença no mano a mano entre ela e Serra vai cair ainda mais. E se o PSDB conseguir fazer convergir os ativos político-eleitorais nos maiores estados estará bem posto para disputar com chance de vitória.

Aliás, para sorte do PSDB, até em alguns lugares onde o tucanismo vai mal, como no Rio Grande do Sul, o cenário ensaia uma base política vitaminada para Serra.

Há os políticos bons de agitação e há os bons de raciocínio. Quando alguém é craque nas duas coisas, como Lula, estamos diante de um fenômeno. O problema é que o culto à personalidade do presidente ameaça cegar. Bastou uma pesquisa razoável e o petismo já subiu no salto alto. Onde mesmo está o PT maravilhosamente bem colocado para a sucessão estadual? No Acre. Quais são os números a indicar que Dilma rompeu a barreira do um terço do eleitorado que gosta do partido? Por enquanto, número nenhum.

O endeusamento do presidente e a fé tão incondicional quanto interessada no líder funcionam como polo de aglutinação nesta reta final de mandato, um antídoto contra a expectativa da perda de poder. São úteis para levar o barquinho ao porto. Daí que Lula estimule sistematicamente essa deformação de comportamento. Quem o critica é porque “está contra o Brasil”, “não gosta de pobre” ou “não suporta a ideia de um simples torneiro mecânico ter dado mais certo do que os doutores na Presidência da República”.

Blá-blá-blá. O governo tem qualidades e defeitos. E a mitologia? Ela serve a um Lula que conta os dias para fazer companhia aos antecessores nos livros de História. Pode servir também, até certo ponto, a uma Dilma que precisa ganhar musculatura. Mas em eleição presidencial não basta ter muitos votos, é preciso buscar a maioria. Será que na hora “h” esse discurso primário e excludente vai dar conta?

Em 1989, 1994 e 1998 não deu.

Rejeitado

Persiste certa tensão no PT-DF sobre quem vai concorrer ao Buriti, se o favorito Agnelo Queiroz ou Geraldo Magela. Mas há um consenso. O único nome vetado até agora pelas correntes internas é o senador Cristovam Buarque (PDT).

Por isso, caiu bem no PT-DF a pesquisa recente que não apontou grande diferença entre os desempenhos de Agnelo e Cristovam.

A legenda nunca engoliu a saída do ex-governador do partido. E conta com a vantagem de poder colocar a culpa do “não” em Lula, que tampouco gostaria de ter que pedir voto para o desafeto.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada na edição desta terça-feira (29) do Correio Braziliense.

ORIENTE MÉDIO - Posição do Egito.

Copiado do blog Vi o Mundo, do Azenha.

O Egito cerca fronteiras, ou afasta-se da questão palestina?


Por trás da muralha do Egito, em Gaza

por Dina Ezzat, no Al-Ahram Weekly

Tradução: Caia Fittipaldi

Às vésperas do primeiro aniversário da operação “Chumbo Derretido”, ataque de Israel contra Gaza, o Egito volta a alimentar a revolta na fronteira leste com a Faixa de Gaza sob duro boicote por Israel. Cairo tem negado acesso a comboios nacionais e internacionais, de organizações não-governamentais que querem chegar à Faixa de Gaza pela fronteira egípcia.

O ministério do Exterior divulgou duas decisões consecutivas, na 2ª e 3ª feiras, em que se rejeitam pedidos formulados por organizações humanitárias para entrar em Gaza. Segundo o ministério, os pedidos foram rejeitados porque as organizações não satisfizeram as exigências legais vigentes para a concessão do visto de entrada.

Fontes ligadas à segurança, que concordaram em falar a Al-Ahram Weekly sob condição de serem mantidas anônimas, atribuem a negativa ao fato de o governo egípcio não querer qualquer contato ou associação com algumas das referidas organizações nacionais e internacionais, que teriam ligações com a Fraternidade Muçulmana e com o Hamás. “Estamos dispostos a aceitar o pedido de entrada de organizações humanitárias, mas não nos interessa facilitar qualquer tentativa da Fraternidade Muçulmana ou do Hamás de usarem a situação em Gaza para tumultuar a situação nas fronteiras egípcias” – disse uma daquelas fontes.

Nem o Hamás nem a Fraternidade Muçulmana negam participação nas tentativas de fazer chegar socorro humanitário à população economicamente sufocada da Faixa de Gaza; mas negam absolutamente qualquer intenção de manipular a ajuda humanitária para finalidades políticas.

Funcionários egípcios têm informado que a situação já é tensa nas fronteiras. Fonte que também pediu que não fosse identificada disse que a segurança egípcia já tem provas de que ativistas do Hamás estão passando pelos túneis, nas duas direções; esses túneis são construções ilegais que ligam Gaza e territórios egípcios na península do Sinai. Segundo a mesma fonte, “são elementos que testam o terreno para uma possível invasão em massa de palestinos, para protestar contra a construção, pelo Egito, de um muro de segurança na fronteira com Gaza”.

O muro, dizem as autoridades egípcias, é parte de sistema de segurança mais amplo que inclui a instalação, em toda a região de fronteira, de sensores detectores de túneis fornecidos pelos EUA. As mesmas autoridades dizem que o plano dos EUA visa a dois grandes objetivos: primeiro, premiar a ação dos egípcios no combate ao contrabando de armas que, segundo os israelenses, estariam sendo recebidas pelo Hamás. Segundo, impedir qualquer contrabando de armas para o Egito e impedir que o Egito seja invadido por multidões de palestinos, como ocorreu em janeiro de 2008.

O ministro do Exterior, Ahmed Abul-Gheit, e Suleiman Awad, porta-voz do presidente, destacaram em declarações oficiais “o direito de tomar todas as medidas necessárias para proteger as fronteiras, considerando os altos interesses da segurança nacional do Egito”. “A soberania dos territórios egípcios é sagrada, e o Egito não aceitará nenhum risco que a ameace”, disse Awad.

Funcionários egípcios têm demonstrado indiferença aos protestos dos militantes humanitários, contra a construção da “muralha egípcia” – que tornará ainda mais desesperadora a situação dos habitantes de Gaza. “Gostemos ou não dos túneis ilegais entre Gaza e Egito, são a única via pela qual obter água, comida e remédios, mesmo que possam ser também usados para contrabandear armas”, disse um operador de um grupo internacional de ajuda humanitária.

Informação reunida pelo Weekly indica que “o muro de segurança” (para os egípcios) ou “a muralha egípcia” (para os palestinos) consiste de um enorme bloco de aço reforçado, e está sendo construída por partes. A ideia da construção em porções aparentemente desconexas visa a reduzir tensões e protestos – que já começaram, entre os palestinos de Gaza. Na 2ª-feira, milhares de palestinos reuniram para protestar contra a construção da muralha que, dizem, tornará ainda mais desesperadoras as condições de sobrevivência em Gaza, que já vive sob o duro bloqueio imposto pelos israelenses.

Ano passado, já houve manifestações contra o Egito, depois de o país ter mantido as fronteiras fechadas durante os 22 dias da “Operação Chumbo Derretido” contra Gaza.

Hoje, fontes do Hamas disseram que as medidas tomadas pelo Egito são inadmissíveis, sobretudo ao final de um ano duríssimo, tornado ainda mais difícil pelas medidas que o Egito tem adotado na operação da passagem de Rafah. Além disso, as mesmas fontes do Hamás sugerem que, ao tomar as mais recentes medidas que tomou, o Egito dá sinais de tentar desconectar-se do compromisso com a questão palestina e, em geral, com a causa de todos os árabes.

“Nada disso”, respondeu um diplomata egípcio, que também pediu para não ser identificado. Para ele, as medidas de segurança que o Egito está tomando na fronteira com Gaza não visam a criar qualquer atrito com o Hamás, mas, apenas, a evitar que Israel envolva também o Egito no processo de transferir responsabilidades pela Faixa de Gaza. “Israel quer livrar-se de Gaza, jogando-a sobre o Egito. O que estamos dizendo é que a potência ocupante é Israel. Como tal, toda a responsabilidade por Gaza cabe a Israel, não ao Egito.”

Segundo a mesma fonte, a visita de Omar Suleiman, chefe geral da Segurança egípcia a Israel, no domingo, deveu-se exclusivamente a essa questão. Suleiman, disse esse funcionário, tenta também que Israel comprometa-se a levantar, pelo menos parcialmente, o cerco de Gaza, caso chegue a bom termo a negociação de troca de prisioneiros. “Mas essa coisa toma um rumo num dia e, dia seguinte, tudo muda completamente.”

Simultaneamente, muitos oficiais egípcios dão sinais de preocupação e insistem em que o Egito não cogita de abandonar a causa dos palestinos. Estão em andamento consultas entre Cairo e várias capitais árabes e ocidentais, para que se criem condições que levem ao reinício das negociações entre palestinos e israelenses. “A menos que se reiniciem as negociações, não vemos possibilidade de que Israel sequer cogite de melhorar a situação de Gaza” – disse um diplomata.

Fontes egípcias em Washington dizem que há planos para uma visita do ministro do Exterior Abul-Gheit à cidade em meados de janeiro. A visita, dizem, serviria para examinar saídas possíveis para o atual impasse político causado pelo fracasso dos EUA, que não conseguiram impedir que prossiga a construção de colônias israelenses ilegais exclusivas para judeus, nos territórios palestinos ocupados.

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, continua a insistir, dizem os diplomatas egípcios, na exigência de que, para reiniciar negociações com Israel, as construções ilegais sejam completamente congeladas.

“Há algumas alternativas, que estão sendo examinadas. Um cenário possível é Israel transferir a Abbas a autoridade para governar outros territórios palestinos, em troca de um arranjo mais rigoroso nas questões de segurança” – disse fonte que Weekly entrevistou em Washington. A mesma fonte informou que essa possibilidade está sendo analisada pela Autoridade Palestina e por várias capitais árabes que esperam que, assim, se supere o impasse criado quando Israel não suspendeu as construções ilegais.

Os desenvolvimentos – ou, mais apropriadamente, a ausência de qualquer desenvolvimento – no front palestino são o item principal da agenda do presidente Hosni Mubarak que, essa semana, visitará os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e o Kuwait.

EUA - Invasões americanas ao longo da história.

O império

eua

Recebi o link de um leitor, do Blog do Itárcio, e reproduzo para vocês a relação das as várias invasões militares dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, organizada pelo professor Alberto da Silva Jones , da Universidade Federal de São Carlos. A lista é longa e eu coloquei uma bandeirinha no mapa mundi para cada uma delas. Pulei várias, quase me perdi de tantos layers noPhotosohp. Perdoe, são muitas. Além disso, não marque no mapa aquelas que foram apenas ameaças, ou que são controversas e , ainda, todas as que integraram os combates da 2a. Guerra Mundial. Para não haver polêmica e haver espaço no mapa. Olhe como é impressionante o intervencionismo que, infelizmente, não parece coisa do passado.

Lá vai a lista, tenha paciência:

1846 – 1848 – MÉXICO – Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas

1890 – ARGENTINA – Tropas americanas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos.

1891 – CHILE – Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas.

1891 – HAITI – Tropas americanas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA.

1893 – HAWAI – Marinha enviada para suprimir o reinado independente anexar o Hawaí aos EUA.

1894 – NICARÁGUA – Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês.

1894 – 1895 – CHINA – Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa.

1894 – 1896 – CORÉIA – Tropas permanecem em Seul durante a guerra.

1895 – PANAMÁ – Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana.

1898 – 1900 – CHINA – Tropas dos Estados Unidos ocupam a China durante a Rebelião Boxer.

1898 – 1910 – FILIPINAS – As Filipinas lutam pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, Filipinas – 27/09/1901 e 11/15/1913) – 600.000 filipinos mortos.

1898 – 1902 – CUBA – Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana.

1898 – Presente – PORTO RICO – Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje ‘Estado Livre Associado’ ( colônia) dos Estados Unidos.

1898 – ILHA DE GUAM – Marinha americana desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje.

1898 – ESPANHA – Guerra Hispano-Americana – Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial.

1898 – NICARÁGUA – Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.

1899 – ILHA DE SAMOA – Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa.

1899 – NICARÁGUA – Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez).

1901 – 1914 – PANAMÁ – Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção.

1903 – HONDURAS – Fuzileiros Navais americanos desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho.

1903 – 1904 – REPÚBLICA DOMINICANA – Tropas norte americanas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução.

1904 – 1905 – CORÉIA – Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa.

1906 – 1909 – CUBA -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições.

1907 – NICARÁGUA – Tropas americanas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua.

1907 – HONDURAS – Fuzileiros Navais americanos desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.

1908 – PANAMÁ – Fuzileiros Navais dos Estados Unidos invadem o Panamá durante período de eleições.

1910 – NICARÁGUA – Fuzileiros navais norte americanos desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua.

1911 – HONDURAS – Tropas americanas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil, invadem Honduras.

1911 – 1941 – CHINA – Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas.

1912 – CUBA – Tropas americanas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana.

1912 – PANAMÁ – Fuzileiros navais americanos invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais.

1912 – HONDURAS – Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano.

1912 – 1933 – NICARÁGUA – Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos.

1913 – MÉXICO – Fuzileiros da Marinha americana invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução.

1913 – MÉXICO – Durante a Revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas em apoio aos revolucionários.

1914 – 1918 – PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL – Os EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens.

1914 – REPÚBLICA DOMINICANA – Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução do povo dominicano em Santo Domingo.

1914 – 1918 – MÉXICO – Marinha e exército dos Estados Unidos invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas.

1915 – 1934 – HAITI- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos.

1916 – 1924 – REPÚBLICA DOMINICANA – Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos.

1917 – 1933 – CUBA – Tropas americanas desembarcam em Cuba, e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos.

1918 – 1922 – RÚSSIA – Marinha e tropas americanas enviadas para combater a revolução Bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles.

1919 – HONDURAS – Fuzileiros norte americanos desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço.

1918 – IUGOSLÁVIA – Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia.

1920 – GUATEMALA – Tropas americanas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala.

1922 – TURQUIA – Tropas norte americanas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna.

1922 – 1927 – CHINA – Marinha e Exército americano mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista.

1924 – 1925 – HONDURAS – Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional.

1925 – PANAMÁ – Tropas americanas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos.

1927 – 1934 – CHINA – Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos, ocupando o território chinês.

1932 – EL SALVADOR – Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional – FMLN – comandadas por Marti.

1946 – IRÃ – Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã.

1946 – IUGOSLÁVIA – Presença da marinha americana ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos.

1947 – 1949 – GRÉCIA – Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas “eleições” do povo grego.

1947 – VENEZUELA – Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder.

1948 – 1949 – CHINA – Fuzileiros americanos invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista.

1950 – PORTO RICO – Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce.

1951 – 1953 – CORÉIA – Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul.

1954 – GUATEMALA – Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a Reforma Agrária.

1956 – EGITO – O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal.

1958 – LÍBANO – Forças da Marinha americana invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.

1958 – PANAMÁ – Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos.

1961 – 1975 – VIETNÃ. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas.

1962 – LAOS – Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.

1964 – PANAMÁ – Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira e seu país.

1965 – 1966 – REPÚBLICA DOMINICANA – Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas norte americanos desembarcaram na capital do país São Domingo para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924.

1966 – 1967 – GUATEMALA – Boinas Verdes e marines americanos invadem o país para combater movimento revolucionário contrario aos interesses econômicos do capital americano.

1969 – 1975 – CAMBOJA – Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja.

1971 – 1975 – LAOS – EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana.

1975 – CAMBOJA – 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez.

1980 – IRÃ – Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então.*

1982 – 1984 – LÍBANO – Os Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel – e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas.

1983 – 1984 – ILHA DE GRANADA – Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha.

1983 – 1989 – HONDURAS – Tropas americanas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira, invadem o Honduras

1986 – BOLÍVIA – Exército americano invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.

1989 – ILHAS VIRGENS – Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano.

1989 – PANAMÁ – Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.

1990 – LIBÉRIA – Tropas americanas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil.

1990 – 1991 – IRAQUE – Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de “Operação Tempestade no Deserto”. As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo.

1990 – 1991 – ARÁBIA** SAUDITA – Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque.

1992 – 1994 – SOMÁLIA – Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país.

1993 – IRAQUE -No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas, em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait.

1994 – 1999 – HAITI – Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos.

1996 – 1997 – ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO) – Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus

1997 – LIBÉRIA – Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes.

1997 – ALBÂNIA – Tropas americanas invadem a Albânia para evacuar estrangeiros.

2001 – AFEGANISTÃO – Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje.

2003 – IRAQUE – Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de “Operação Liberdade do Iraque” e por Saddam de “A Última Batalha”, a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.

Fonte: Blog " O TIJOLAÇO ", do Brizola Neto.

ANOS DE CHUMBO - O " leal e ético " Jobim.

Copiado do blog " Tijolaço ", do Brizola Neto.

Jobim invoca o poder das trevas

G_jobimNão se pode negar que a coerência é uma marca do Ministro Nélson Jobim. Seja qual for a situação, ele age como um megalômano ávido de poder, que não hesita em usar os expedientes mais torpes para obtê-lo e impor sua vontade. Reconheça-se, também, que não busca, sequer, esconder isso . Foi assim há 20 anos, quando se arvorou em Poder Constituinte solitário e inseriu – e orgulhosamente confessou, anos depois – artigos na Constituição Brasileira. É assim agora, quando manda divulgar no jornal O Globo e no Estadão – não sei como não saiu um press-release - uma matéria onde coloca o Presidente da República numa situação de constrangedora fraqueza diante dele próprio e dos comandos militares.

A história, para quem não tiver paciência de ler mais uma do Jobim – embora esta seja extremamente séria – é, resumidamente, a seguinte: insatisfeitos com o Programa Nacional de Direitos Humanos – especificamente com a criação da Comissão Nacional da Verdade e a possibilidade da revisão da Lei de Anistia – os comandantes teriam protestado junto ao ministro. Jobim, concordando e depois de combinar sua renúncia com os três comandantes militares, teria ido à Base Aérea de Brasília – às 16:30 do dia 21, faz questão de precisar o Estadão, mostrando a riqueza de detalhes da narrativa que lhe transmitiram – apresentar uma carta de demissão que Lula não aceitou e diante da qual decidiu rever o programa.

Supondo que a história seja verdadeira, para que não se chame o ministro e seus porta-vozes de mentirosos, fiquemos só na questão da vaidade e da deslealdade que o episódio revela.

É possível imaginar que a elaboração do Programa Nacional de Direitos Humanos, que reuniu 31 – é, 31 – Ministérios, não tenha tido a participação do Ministério da Defesa e dos comandos militares? Ou que uma questão tão delicada como essa da apuração dos crimes cometidos durante a ditadura tenha sido objeto, como diz o Estadão, apenas de um “acordo tácito”?

Vou transcrever o trecho da matéria do Estadão, leia abaixo:

Além da proposta para revogar a Lei de Anistia, que está na diretriz que fala em acabar com “as leis remanescentes do período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos”, outro ponto irritou os militares e, em especial, o ministro Jobim.

Ele reclamou com Lula da quebra do “acordo tácito” para que os textos do PNDH-3 citassem as Forças Armadas e os movimentos civis da esquerda armada de oposição ao regime militar como alvos de possíveis processos “para examinar as violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política no período 1964-1985″.

Ora, o Ministro Jobim, desde os tempos em que entrou na confraria de estudantes de Direito da UFRGS que roubou o sino da Faculdade, sabe que “revogação” da Lei da Anistia não teria qualquer efeito prático, pois não há retroatividade em revogação de lei que possa trazer prejuízos a qualquer pessoa. O que está em discussão, no Supremo Tribunal Federal, é se a anistia política cobre os crimes agentes do Estado, isto é, de funcionários públicos civis ou militares que no exercício das suas funções públicas, torturaram, assassinaram ou deram ordens para isso. E se uma simples lei pode prevalecer sobre os tratados internacionais – que, aprovados, têm força constitucional – dos quais o Brasil é signatário, que consideram a tortura crime imprescritível.

Está fora do âmbito do Poder Executivo, portanto. E Jobim sabe disso.

A segunda questão é a da investigação. Se é judicial, foge ao Executivo. Se é administrativa, não existe nada que a impeça, com ou sem Plano de Direitos Humanos. Aliás, os organismos militares já foram instados, administrativamente, a fornecer documentos relativos à repressão política e a resposta, invariavelmente, é de que não existem ou foram destruídos.

O Ministro Jobim também sabe disso.

A questão, portanto, é meramente de afirmação política.

Admitindo que tenha havido grave desconforto entre os militares – que, diga-se de passagem, estão sendo tratados com todo o respeito institucional e recebendo um reaparelhamento de suas instituições como não se via há décadas – , qual seria o papel de Jobim? Se fosse um auxiliar leal e ético do Presidente, diria aos comandantes: os senhores aguardem, vou ao Presidente e prometo trazer uma resposta às suas preocupações. Peço apenas que se abstenham, até que isso ocorra, de quaisquer manifestações, mesmo as mais discretas.

Duvido que um oficial-general, em posição de comando, não fosse aguardar. Duvido que fosse fazer um convescote com seu estado-maior e dizer: aí, pessoal, o Jobim foi lá tomar satisfações com o Presidente…

Mas não. Tomando como verdadeira a matéria,o que fez Jobim? Reuniu-se com dois comandantes militares, consultou o terceiro – o da Marinha – por telefone e fez uma combinação: vou apresentar minha demissão ao Presidente, se ele não fizer o que vocês querem, saímos todos e criamos uma baita crise institucional, o que vocês acham?

Se você quer uma prova disso, basta examinar quais seriam fontes das próprias matérias dos jornais. Interessaria a Lula divulgar que levou um “peitaço” de Jobim e dos comandantes militares? Evidente que não. A fonte de informação, se não foi o próprio Jobim, foi um de seus subordinados diretos. E se foi um deles representa uma quebra de confiança e de hierarquia que ele próprio, de forma alguma, poderia aceitar. No meio civil, já seria grave. No militar, impensável.

Mas isso serve a seus propósitos. Nélson Jobim considera que Nélson Jobim é o centro do universo. Ele é o homem a quem a Nação, agradecida, deveria ungir como déspota, cuja vontade deve sempre prevalecer, pois é genial e divinal.

Como se sabe, depois de ter provado o poder no Legislativo, no Executivo e no Judiciário, Jobim tem o paladar aguçado pelo poder imperial.