sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

POLÍTICA - O ódio à família Lula da Silva.


Eros, Tanatos e o ódio à família Lula da Silva

O advento das redes sociais e o aumento do acesso a elas pela inclusão digital certamente carregam virtudes e benefícios. No Brasil, entretanto, as redes têm servido também para revelar um traço horrível de parcela dos brasileiros: o ódio e sua violência latente, a intolerância, a incapacidade de aceitar a divergência e conviver com o outro, a ausência absoluta de compaixão por aquele que “não é do meu lado”, não pensa como eu, não se parece comigo. Em um povo que em outros tempos se dizia regido por Eros – deus do amor e do prazer na mitologia grega, que se manifestaria através da alegria, do carnaval e da leveza da alma brasileira – de repente surgem grupos dominados por Tanatos, o instinto de morte e destruição, permeado pela completa ausência da compaixão, sentimento distintivo da humanidade. Nos últimos dois dias, a pulsão de Tanatos manifestou com toda a sua força bruta, na violência das agressões, pelas redes, a dona Marisa Letícia Lula da Silva, que enfrenta em coma induzido as consequências de um acidente vascular cerebral.
Para além das moçoilas paulistanas que foram à porta do Hospital Sírio-Libanês pedir Lula na cadeia e Marisa no SUS, escorre a enxurrada de agressões nas redes sociais. Um certo Emerson Rodrigues da Silva postou no Youtube uma “nota de comemoração para celebrar o dia em que Marisa Letícia Lula da Silva foi para o inferno”. E o fez louvando a Deus por estar fazendo justiça. Segue-se a torrente de impropérios contra Lula e sua família, responsabilizados pela morte do pai do youtuber raivoso, que não entra em detalhes sobre como isso pode ter acontecido. Consegui ouvir até o fim mas foi de perder a esperança na humanidade.
Outro ativista, que se apresenta como Dom Werneck, assegura estar notificando em primeira mão que dona Marisa faleceu, teve morte cerebral. Sobre esta mentira – pois é sabido que ela continua em coma induzido,  e segundo o hospital, em situação estável, embora preocupante - ele destila seu ódio: “esta família destruiu o Brasil, roubou o povo brasileiro, levou milhões de brasileiros ao desemprego...”e por vai.  Ele também invoca Deus para garantir que a família Lula da Silva sofrerá muito, tanto na terra como no inferno, no outro mundo. Quem haverá de tentar dialogar com um sujeito destes? Ele continuará falando para os seus “semelhantes” e ouvindo apenas seus iguais,  ignorando ou odiando todos que se afastem de suas convicções. Está tomado por Tanatos.
Mas também no mundo mais refinado do jornalismo houve manifestações que só os tempos explicam, como a do colunista Ricardo Noblat, afirmando que dona Marisa sofreu um AVC por sua própria culpa, por seus maus hábitos, como o de fumar, por sedentarismo, e pelos atos do marido que levaram tensão à família. Um tal diagnóstico não autorizado só pode ter o propósito de vacinar leitores contra interpretações de que “outros” foram os culpados. Outros de Curitiba, da Lava Jato, do Supremo etc. Um propósito que passa ao largo da missão dos jornalistas, quando o jornalismo ainda observava os cânones que Noblat tanto cultivou em sua brilhante carreira.
As moças da porta do Sírio-Libanês terão tido algum dia um parente lutando pela vida? Terão visto alguém de suas famílias morrer por falta de bom atendimento médico, como Lula viu morrer sua primeira mulher? Alguma vez protestaram contra tantos outros políticos internados naquele hospital privado, alguns de notória ficha corrida, porém brancos e bem nascidos? Elas querem um muro como o de Trump, um muro entre classes, muro que sofreu pequenas demolições justamente na era Lula, e que agora o Governo Temer repara com medidas de retrocesso. Elas também são movidas por Tanatos. Alinham-se com a morte e não com a vida.

O CORREIO DA ELITE: NAZISTA OU FASCISTA? - Descubra que tipo de coxinh...

O CORREIO DA ELITE: NAZISTA OU FASCISTA? - Descubra que tipo de coxinh...: Descubra se você é um brasileiro com tendência neonazista ou fascista A regra das analogias nazistas do advogado norte-americano ...

Justiça mantém suspensa a venda de campos de petróleo pela Petrobras  - Portal Vermelho

Justiça mantém suspensa a venda de campos de petróleo pela Petrobras  - Portal Vermelho: O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, manteve nesta terça-feira (24) a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) que suspendeu a venda de dois campos de petróleo nas bacias de Campos e de Santos, na ação popular do Sindicato Unificado de Trabalhadores Petroleiros de Alagoas (Sindipetro-AL) contra a Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) contestando a venda.

Dilma denuncia assalto à democracia em Seminário na Espanha - Portal Vermelho

Dilma denuncia assalto à democracia em Seminário na Espanha - Portal Vermelho: A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (25), em Sevilha, que o Brasil precisa da democracia para lutar contra a desigualdade que inviabiliza os direitos do povo. “Esse projeto neoliberal que assaltou o País quer interromper o estado de bem-estar social que provamos ser possível no Brasil”.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Trump faz muro contra os vira-latas (brasileiros)

POLÍTICA - Dilma inicia campanha internacional contra o golpe.

Dilma inicia campanha internacional contra o golpe

Escrito por , Postado em Redação
Antes tarde do que nunca, hein Dilma? Mas agora tem que ir fundo, e pedir auxílio internacional para desmascararmos a Lava Jato e o golpe. E, sobretudo, é preciso denunciar a concentração e o golpismo da mídia brasileira!
***
No site da Band
Dilma ataca Lava Jato e defende candidatura de Lula
A petista acusou o PMDB, do presidente Michel Temer, de “usurpador”, e o partido político PSDB de artífice do golpe
Durante seminário realizado em Sevilha, na Espanha, a ex-presidente da República Dilma Rousseff denunciou o golpe que sofreu no Brasil e dirigiu críticas à Operação Lava Jato. Ela usou o discurso no seminário internacional Capitalismo Neoliberal, Democracia Sobrante para defender a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando que há uma tentativa de inviabilizar o petista via condenação judicial.
A Operação Lava Jato, afirmou Dilma, usa o combate à corrupção como instrumento de luta política ideológica. “Há um desequilíbrio sistêmico entre os poderes, quando um poder desrespeita o outro, em decisões judiciais que se reivindica a justiça por medidas excepcionais alegando que para processo de investigação excepcional há que se ter medidas excepcionais.”
A ex-presidente afirmou que o recurso é usado pela força-tarefa da Lava Jato, dizendo que um procurador acusou o ex-presidente Lula sem provas, mas com convicção. “Isso é muito grave”, disse. “Se é possível um impeachment contra uma presidente sem crime de responsabilidade, então o cidadão comum também pode ser objeto de acusações sem base de fato em crime”, emendou.
Nas investigações, acrescentou, há interesses “iminentemente escusos em querer inviabilizar empresas”. “Não digo que toda investigação seja assim, mas não pode ser assim. Digo que não se pode combater a corrupção como instrumento político de destruição do que eles consideram como inimigo. Um réu é um inimigo e um inimigo se destrói. A justiça do inimigo não se pode aplicar em países democráticos”.
Governo Temer
A petista acusou o PMDB, do presidente Michel Temer, de “usurpador”, e o PSDB de “grande concebedor do golpe”. Comentando o governo peemedebista, Dilma criticou o teto de gastos e disse que a medida congelará os gastos públicos, inclusive saúde e educação, por 20 anos.
A ex-presidente contrariou também a reforma da Previdência e a proposta de flexibilização das leis trabalhistas apresentadas por Temer. Fazer com que uma pessoa contribua 49 anos para se aposentar integralmente, disse Dilma, é uma “tragédia”.
Eleições
Falando que o Brasil caminha hoje para um futuro incerto, Dilma disse que 2018, ano de eleições presidenciais, vai trazer de volta a democracia ao Brasil. Ela defendeu a candidatura do ex-presidente Lula falando que há “grande possibilidade” de ele ser eleito.
“Para os golpistas, ele é um grande perigo”, comentou Dilma, afirmando que tentam inviabilizá-lo de disputar eleições com uma condenação.
Mais cedo, em entrevista, Dilma afirmou que não será mais candidata à presidente da República e que o candidato será Lula. Para a ex-presidente, querem inviabilizar até mesmo as eleições diretas de 2018. A tentativa é realizar eleições indiretas, o que chamou de “o golpe dentro do golpe”.
Sobre uma eleição indireta no Congresso Nacional, a petista comentou que “essa hipótese é mais longínqua. “Hoje eu acredito que é mais longínqua.”
A campanha de Dilma e Temer em 2014 é alvo de investigação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), processo que pode levar à cassação da chapa e à retirada de Temer do poder, convocando eleições indiretas via Congresso Nacional.
[Comentário do blog: a Band, golpista que tem recebido somas recordes do governo federal, não poderia deixar de fazer esse comentariozinho pró-golpe. Essa investigação no TSE é uma piada, porque não investiga a campanha do PSDB, com muito mais denúncias e irregularidades do que a campanha de Dilma. Para o golpe, seria interessante derrubar Temer e botar logo o PSDB na presidência.]

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Altamiro Borges: A sonegação fiscal destrói o Brasil

Altamiro Borges: A sonegação fiscal destrói o Brasil: Por Marcos de Aguiar Villas-Bôas, na revista CartaCapital : A sonegação de tributos tem a proeza de, ao mesmo tempo, destruir a situa...

Altamiro Borges: Lava-Jato mente sobre os próprios arbítrios

Altamiro Borges: Lava-Jato mente sobre os próprios arbítrios: Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho : A força-tarefa da Lava Jato não apenas não sabe fazer powerpoints. Ela também não sabe falar...

PETROBRAS - STJ trava maracutaia da Petrobras.

STJ trava maracutaia da Petrobras

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:
A Justiça mais uma vez freia a tentativa de dilapidar o patrimônio público que continua a pleno vapor na Petrobras após o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff do cargo. O presidente em exercício do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Humberto Martins, negou pedido da empresa para que suspendesse uma decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), em Sergipe, e liberasse a cessão de dois campos de petróleo, na Bacia de Campos e na Bacia de Santos, sem licitação. Ambos seriam entregues de mão beijada para uma multinacional estrangeira, a Karoon Gas Australia.

Em novembro, uma ação popular foi proposta contra a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) pelo Sindipetro de Alagoas e Sergipe contra a tentativa de venda de 100% de participação no campo de Baúna e 50% do campo de Tartaruga Verde, ambas sem licitação. Também foram ajuizadas ações contra a venda dos campos terrestres de Sergipe, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Espirito Santo, contra a venda dos campos de águas rasas e instalações industriais a eles integradas em Sergipe e Ceará, bem como contra a venda da BR Distribuidora e da Liquigás. Em dezembro, a venda da BR também foi suspensa pela Justiça sergipana.
O ministro do STJ rejeitou os argumentos trazidos pela estatal para suspender os efeitos da liminar concedida pela 1ª Vara Federal de Sergipe e confirmada pelo TRF5. O magistrado constatou que a presença da ANP no caso atrai competência da justiça federal para analisar a demanda. O ministro lembrou que, em ações semelhantes, o STJ já decidiu que o domicílio do proponente da ação popular é argumento suficiente para justificar a competência do foro, no caso a justiça federal no Sergipe, local onde foi proposta a ação popular.

Humberto Martins ressaltou que a questão jurídica a ser analisada é a necessidade ou não de licitação para a concessão ou venda de campos de petróleo. Ele destacou que há previsão expressa na Constituição para a licitação, mas há também o regulamento simplificado da Petrobras, que dispensa o procedimento em certas ocasiões. Para o ministro, a decisão do TRF5 de suspender a venda foi correta, tendo em vista o contexto e o impacto econômico do procedimento.

“Os argumentos jurídicos críticos e dirigidos à ausência de uma base jurídica específica e clara para a concretização de uma operação empresarial de tal porte se mostram como um elemento de claro convencimento do risco do dano irreparável ou de difícil reparação (periculum in mora)”.

O magistrado ratificou o entendimento do TRF5 que a adaptação de regras do regime de aquisição de bens e serviços não é suficiente para justificar o procedimento sem licitação. Com a decisão, o procedimento segue suspenso, até que o juízo competente analise o mérito do pedido da ação popular.

ECONOMIA - Os editoriais no Brasil e no mundo.


Os editorias no Brasil e no mundo e a movimentação da economia

As "reformas" que estão sendo feitas nem de longe vão fazer a economia se recuperar, tanto aqui no RS como no país, vão apenas repor em parte as perdas.


Tarso Genro


O livro "The New Yorker - a graça do dinheiro" (edição da Zahar, 2016) que publica "as melhores charges do "New Yorker" sobre economia entre 1925 e 2009,  encerra com uma peça que sintetiza uma boa parte da história do capitalismo americano, no último século. Lá está a figura do executivo de uma grande empresa dizendo, com as mãos nos bolsos, aos seus empregados atônitos: "Ainda somos a mesma grande empresa que sempre fomos, apenas deixamos de existir."


Esta charge lembrou-me um editorial de "Zero Hora", de 4 de janeiro deste ano, titulado  "A degradação da Administração Pública", bem como de um quadro de Paul Klee, de 1920, o "Angelus Novus". O editorial fala de um Estado, segundo ZH, que deve deixar de existir nas suas funções públicas mais relevantes. Do olhar sobre o quadro de Klee -com o seu anjo bifronte- pode-se deduzir a perspectiva de futuro do executivo americano, que dá um sentido para o progresso infinito.


Tanto o anjo de Klee, como o executivo da empresa falida, sabem de um passado de ruínas, guerras, mortes, vitórias e conquistas do progresso, na História mundo ou da empresa. Ambos veem os próximos séculos pela tempestade que os "impele irresistivelmente para o futuro", que decifram como "um amontoado de ruínas que cresce até o céu", que se dá o nome de progresso, como disse Walter Benjamin.








O anjo de Klee vê a si mesmo como vínculo de uma inexorável dor do mundo que se agravará; o executivo da grande empresa "quebrada", não é menos fatalista, mas sabe que no capitalismo -de uma forma ou de outra- ele será salvo: a ruína particular da sua organização privada não é a ruína da sua classe, nem das formas de acumulação de riquezas que a fizeram e a levaram à ruína. Pode, portanto, afirmar: "ainda somos uma grande empresa, apenas deixamos de existir". E é verdade. Ela sobreviverá sempre, como outra forma particular, pois permanecerá viva -de uma ou outra maneira- no fluxo ascendente do capital universal.



O editorial de "Zero Hora" merece uma atenção especial, não porque traga algo de novo na ideologia da empresa ou nas velhas receitas do ultraliberalismo para reformar o Estado. Mas porque ele é honesto na sua visão de mundo, propositivo sobre a continuidade dos ajustes e da "austeridade" e diz, sinceramente, qual é o seu alvo imediato, o setor público e os “privilégios” dos seus servidores, bem como consegue popularizar as receitas tecnicistas da direita para combater a crise. Torna-se, por isso, bom "ponto-de-partida" para um debate sobre a crise.



Qual o seu conteúdo? O referido editorial denuncia de forma genérica a “incompetência” dos administradores (os políticos) e a “gastança descontrolada” do setor público, não de forma gratuita. O debate proposto nestes termos permite ao editorialista colocar os "políticos-administradores" de qualquer ideologia ou partido, no mesmo saco: um bando de espertalhões incompetentes. Até agora, certamente, pois o passado já está sendo  corrigido por Temer, Padilha, Sartori e seus certamente novos novos administradores.



A ideologia que subjaz ao conteúdo do editorial transfere para os “administradores” do passado a responsabilidade da crise do sistema montado pelo capital financeiro, que capturou e Estado pelo controle que exerce sobre a dívida pública e também omite quais foram, efetivamente, os principais beneficiários das “gastanças”, nas épocas de funcionamento “normal” daquele sistema.


Se a concentração de renda aumentou, o número dos muito ricos diminuiu (embora ficassem mais mais ricos), a natureza foi devastada, as guerras de conquista prosperaram e a dívida pública de países como o nosso, cresceu, não é difícil concluir que o editorial trata de uma das catástrofes cíclicas do capitalismo, refletida no Brasil e no Rio Grande, como se esta fosse uma crise provocada pelos "políticos" que administraram-na, não como um resultado da reciclagem do sistema global para retomar o "progresso": um novo momento de "progresso", com concentração de renda e distribuição de migalhas num futuro incerto.



   Não especifica, o referido editorial, também a habilidade e a seriedade dos administradores -atuais ou anteriores- no contexto da crise mundial aberta pela vigarice privada do “subprime” americano. Nem se reporta à conformidade das decisões, de cada Governo, com os projetos de Estado e Sociedade que cada um deles comprometeu-se ou representa. Com este “embolamento” passa a ideia que todos deveriam aplicar uma receita universal para sair da crise, como se não tivéssemos opiniões e projetos diferentes e não fôssemos um pedaço do mundo mergulhado no domínio do capital financeiro. E recomenda a solução: administradores que rejeitem as "benesses" a servidores – que certamente existem mas que não são o motivo da falência do Estado –  que sejam mais responsáveis e menos ineptos.



Abstrai, assim, que estamos dentro de uma das crises cíclicas do sistema do capital -provavelmente num dos seus momentos mais graves-  num regime de acumulação e de propriedade, que teve os seus momentos de "normalidade" e que nestes momentos -nos quais os governos fizeram "gastanças" e os administradores foram "irresponsáveis"- aquelas gastanças" e "inépcias"  tornaram, no mundo, os ricos mais ricos e o dinheiro mais concentrado. E que isso se deu, também, por meios ilícitos para o Direito Internacional – com guerras de conquista para apropriação de fontes de energia e fortalecimento da indústria armamentista (com o aumento dos privilégios do "rentismo"), com mais pobreza, fome e morte, na África, na Ásia e na América Latina.


A omissão deste processo excepcionalmente perverso, que teve raras exceções em países que promoveram tímidas reformas distributivas, não é gratuita, pois permite que se jogue sobre os pobres e remediados os ônus da crise e se  puna as próprias vítimas do sistema, que já eram as mais prejudicadas, mesmo quando ele ainda atravessava um funcionamento normal. De outra parte, é bom ponderar que aquilo que os ajustes desta natureza menos conseguem é atingir os verdadeiros privilégios do serviço público, em regra protegidos por normas constitucionais, o que implica que os mais atingidos e sacrificados sejam os pobres e os remediado, tanto no âmbito do Estado, como na esfera da atividade privada.



Por estes critérios, "gastanças" como as do "RS mais Igual", que agregavam um valor para alimentar melhor as crianças pobres de até "x"anos de idade, que já estavam no cadastro do bolsa-família, são mais nocivos do que os gastos de publicidade. A instalação de um Conselho de Desenvolvimento, para decidir sobre políticas públicas estratégicas, onde os trabalhadores, os intelectuais e os empresários, podiam discutir em pé de igualdade (na luz pública) as suas demandas sobre o Estado, é uma perda de tempo sem sentido, que certamente atrapalha a "austeridade" urgente. O aumento real do salário-mínimo regional, então, é um sacrilégio!



Por estes critérios, também os subsídios ao microcrédito, para pequenos e microempresários,  a correção dos salários arrochados de servidores, o chamamento por concurso público de funcionários para a Segurança e Professores para o Magistério, é "gastança", que certamente deve ser evitada, porque o bom acordo feito pelo Estado, na era Malan-Brito, deve ser complementado com novos arrochos, despedidas, dilapidação de políticas sociais e estrangulamento das formas novas de participação democrática, que hoje são adotadas até pela sra. Merkell, na Alemanha, em Portugal, na Espanha e na Islândia.



A "ideologia do caminho único", como se conclui do editorial modelar de "ZH", não admite que possa existir uma saída social-democrata para a crise, contraposta às saídas ultraliberais, que reduzem o Estado à condição de uma máquina burocrático-financeira de pagamento da dívida pública, superfaturada pela especulação e pela arbitragem unilateral dos seus custos pelos próprios credores. Esquece, ideologicamente, o editorial de ZH que, “no fundo, a austeridade é principalmente um problema político de distribuição de renda, não um problema de contabilidade fiscal" ("Austeridade e  e Retrocesso", documento publicado pela Fundação Ebert "et"alii), porque os seus efeitos afetam de forma distinta os diversos agentes e econômicos e classes sociais.



Como mostra um trabalho recente do professor Ladislau Dowbor, o déficit brasileiro, em 2014, foi 2% do PIB, o que é bastante satisfatório considerando que na própria União Européia, um déficit de 3% é tido como normal e aceitável. Pensando nesta complexidade da crise mundial é que sempre alertamos que não haveria saída para a situação do Estado (gestada há várias décadas) sem crescimento econômico e sem a reestruturação da dívida pública, cuja liderança o RGS pontuou, entre 2011/2014, obtendo inclusive uma grande  vitória contra a burocracia do Banco Central e da Fazenda, que não queriam sequer discutir o assunto. Tal fato nos permitiu, como primeiro capítulo desta luta por uma “saída para a crise”, entregar o Estado com um passivo da dívida, menor do que recebemos e bater sucessivos recordes de arrecadação sem amentar impostos.


As "reformas" que estão sendo feitas nem de longe vão fazer a economia se recuperar, tanto aqui no Estado como no país, e quando ela, a economia, respirar novamente, vai apenas repor, em parte, as perdas brutais que estamos sofrendo até que se inicie, novamente, mais um ciclo de "reformas" para que o Estado se dissolva integralmente no mercado e possamos celebrar o reino da precariedade, da meia jornada, das jornadas intermitentes e mal remuneradas no altar do deus-dinheiro, concentrado no rentismo e na especulação.  


A criminalização da política, por meio de ideologias como essa, e a politização da criminalidade, com os "ghetos" que aumentarão nas prisões e nas favelas, pode abrir um ciclo de anomia e de violência sem precedentes na História do nosso país. Se estamos separados radicalmente, agora, pelos juízos diferentes que temos sobra a crise, poderemos estar juntos no futuro, mas só unidos pela desgraça de uma vida impossível. Repactuar o país imediatamente por eleições gerais e diretas é uma chance de evitar tudo isso. 

ECONOMIA - 2016 foi ótimo!


2016 foi ótimo! (Para os bilionários)

Bilionários como o pioneiro do fracking, Harold Hamm viram grandes ganhos esse ano. Os mais ricos do mundo podem celebrar 2016 como um ano emblemático.


Andrea Germanos, Common Dreams


Os mais ricos do mundo podem celebrar 2016 como um ano emblemático.


Isso de acordo com o Índex de Bilionários da Bloomberg. A Bloomberg escreveu na quarta-feira que:








As maiores fortunas do planeta passaram o ano com perdas e ganhos de $4.8 trilhões de valor líquido diário, subindo 5.7% para $4.4 trilhões no dia 27 de dezembro, de acordo com o Índex de Bilionários da Bloomberg.



Isso se traduz em mais $237 bilhões para o mais ricos em comparação ao início do ano, de acordo com os rankings do índex.



O investidor norte-americano, Warren Buffet, conquistou o maior ganho, aumentando sua riqueza em $11.8 bilhões ao longo do ano. Apoiador notório de Hillary Clinton durante sua campanha presidencial, o chefe da Berkshire Hathaway “tem se dado bem com a vitória de Donald Trump”, de acordo com a CNBC mês passado.

A Bloomberg nota que ele “reivindicou seu posto como segunda pessoa mais rica do mundo dois dias depois de a vitória de Trump incitar uma corrida que veio a aumentar a riqueza de Buffet em 19% para $74.1 bilhões.” De fato, a Bloomberg adiciona,



Os bilionários norte-americanos – incluindo Buffet – favoreceram a rival de Trump, Clinton. Ainda assim, eles lucraram com sua vitória quando adicionaram $77 bilhões às suas fortunas na corrida pós-eleição alimentada por expectativas de que as regulações seriam amenizadas e a indústria norte-americana se beneficiaria.



Também reivindicando seu posto entre os cinco mais ricos do ano está o furacão do fracking e conselheiro de energia de Trump, Harold Hamm. São os bilionários em seu setor de energia, mineração e metais que fazem da melhor categoria no ranking, nota a Bloomberg.



“A fortuna de Hamm”, continua a Bloomberg, “foi impulsionada pelo fortalecimento do preço do petróleo e pelas expectativas de que a administração Trump irá acabar com as regulações de combustíveis fóssil. Hamm adicionou $8.4 bilhões mais que duplicando sua fortuna em $15.3 bilhões”.



Os novos rankings aparecem enquanto é relatado o aumento da desigualdade nos EUA e no mundo.



O homenageado com o Prêmio Nobel, Muhammad Yunus, declarou esse mês que vão de riqueza global é “uma bomba relógio e um grande perigo para o mundo”, ainda assim, o assunto não conseguiu conquistar a atenção da mídia corporativa.



Enquanto isso, Trump, que presidirá com o que seria, possivelmente, o gabinete mais rico já visto, propôs um plano de impostos que beneficiaria os lares mais ricos.

PETROBRAS -"Estão agora entregando também os contratos de serviços e obr

Pedro Parente
Pedro Parente

A direção da Petrobras, presidida por Pedro Parente, divulgou nota para rebater as críticas feitas pela Associação dos Engenheiros da empresa (AEPET) em razão de ter convidado apenas empresas estrangeiras para disputar o contrato de sua maior obra em andamento, a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPHN), no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Considera as críticas “simplistas sobre uma inexistente preferência por empresas estrangeiras versus empresas brasileiras”. Diz que convidou as estrangeiras porque as grandes empresas brasileiras estão proibidas de fechar contrato com a Petrobras por causa das denúncias da Operação Lava Jato.
A AEPET ainda não se pronunciou oficialmente, mas um diretor da associação, entidade que tem raízes na origem da Petrobras, com a campanha O Petróleo É Nosso, diz que a nota provoca uma confusão, na opinião dele, proposital.
A associação é favorável à mudança de modelo da contratação, que hoje concentra na empresa de fora o controle total sobre a obra, desde o projeto de engenharia até a compra de material. Os engenheiros defendem que o controle seja da Petrobras, o que poderia proporcionar a contratação de empresas médias.
Na nota, a direção da Petrobras diz que as companhias estrangeiras convidadas para fazer a obra estão instaladas no Brasil há anos.
“A verdade é que elas têm escritório comercial aqui, escritório de representação, em geral não têm fábrica aqui. Sua operação principal se concentra lá fora e, como mostra a experiência do passado, se tocarem essa obra, vão trazer material de fora e profissionais também. O grosso do empresa será gerado em outro país, não aqui”, afirma.
Com o modelo de contratação conhecido como EPC, a possibilidade de superfaturamento é maior, segundo a AEPET.
Na nota, a direção da Petrobras faz uma comparação que esse diretor da AEPET considera estranha. A direção da empresa diz que contratar as estrangeiras para fazer a sua maior obra é o mesmo que dizer que dirigimos carros importados fabricados em São Bernardo do Campo.
Só que, lembra esse diretor, as montadoras de São Bernardo do Campo estão aqui já mais de meio século, têm produção local, geram milhares de empregos.
“Quero que a Petrobras me informe onde estão as fábricas no Brasil dessas empresas estrangeiras que produzem material e serviços aqui? Quero que me mostre o seu departamento de engenharia no Brasil. Nada, estão nos Estados Unidos, Alemanha e China, e o contrato com a Petrobras interessa a esses países, não ao desenvolvimento e incentivo à indústria nacional” afirma.
“Assim como estão fazendo com as reservas de petróleo, estão agora entregando também os contratos de serviços e obras”.

São Paulo Cidade Cinza - Hangout

Pedro Parente não ficava um dia na Petrobras do Trump

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Pedro Parente não ficava um dia na Petrobras do Trump

Pedro Parente não ficava um dia na Petrobras do Trump

PETROBRAS - Justiça barra venda de campos de petróleo.

Justiça barra venda de campos da Petrobras


banas
O presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ),Humberto Martins,  manteve a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região e propibiu a Petrobras de vender  dois campos de petróleo sem licitação, nas bacias de Campos e de Santos.
A Petrobras queria entregar à australiana Karoon os campos de  Baúna, localizado em lâmina d’água rasa no pós-sal da Bacia de Santos, e  de Tartaruga Verde, no pós-sal da Bacia de Campos, em águas profundas. No primeiro, a venda era total, no segundo, de 50%.
Baúna produz 45 mil barris diários de petróleo. Tartaruga Verde tem um processo de unitização com áreas do pré-sal ainda sem  potencial estimado.
Pelo menos durante algum tempo e em algumas áreas o processo de entrega do nosso petróleo enfrenta a defesa da Justiça.
Mas não se iludam.
Eles vão vender tudo.

POLÍTICA - O fim da Odebrecht.

Fim da Odebrecht. Família fica com dinheiro, o Brasil sem engenharia


odevende
O Valor de hoje confirma o que já se vinha comentando no mercado: o clã Odebrecht vai vender a empresa.
Esta história de IPO e abertura do capital é apenas uma versão edulcorada de uma equação muito simples: fazer o dinheiro da família  ficar limpo da mancha da corrupção e limpar a marca da mancha da corrupção, “sob nova direção”.
Os braços da empresa já foram ou estão sendo negociados.
O ramo de tecnologia militar, por exemplo, já foi repassado à israelense Elbit que vem comprando, faz tempo, empresas brasileiras, como a Aeroespacial e Defesa, que acaba de firmar um contrato de US$ 100 milhões com o Ministério da Defesa, para a produção de estações automáticas de armas  e a AEL Sistemas, que produz aviônicos e sistemas eletrônicos de combate.
A anunciada abertura de capital servirá para limpar as dívidas dos acordos de leniência e outras punições captando dinheiro no mercado e, em seguida, transferir a direção – via acordo de acionistas – ou a própria propriedade com com menores aportes de capital.
A família vai, assim, se livrando de uma empresa que é dependente como poucas outras de interface com governos – aqui, de todos os níveis – e no mundo.
E o Brasil, como publicou no seu site o Clube de Engenharia,  vive a maior crise de sua história no setor, com o desmonte de sua capacidade técnica e humana e de  uma das poucas áreas onde tínhamos igualdade tecnológica com o exterior.
Estão interrompidos empreendimentos de porte, alguns já em estágio avançado de execução,como as obras do Comperj, Angra III, nosso submarino a propulsão nuclear, a refinaria Abreu e Lima no Nordeste, a transposição do São Francisco e muitos outros. Os prejuízos já chegam a dezenas de bilhões de reais e o desemprego por milhões de trabalhadores.
Os recursos recuperados com grande alarde, como resultado das corrupções descobertas, são uma fração dos prejuízos causados pela interrupção das obras. Para onde está o Brasil sendo conduzido? Que país vai sobrar ao final desses processos? Assiste-se à destruição de nossas maiores empresas de engenharia. Diante dos desmandos que houve nessas empresas, exigimos que os responsáveis por eles sejam processados, e os culpados condenados, mas não aceitamos a destruição das empresas de engenharia e o fim de empregos de nossos engenheiros e demais trabalhadores.
O Brasil está sendo conduzido para a liquidação como país, é simples assim. Em nome da moralidade, todos eles continuarão ricos, muito ricos e o país, mais pobre ainda.

POLÍTICA - Sigilo?

Sigilo? País exige saber tudo sobre Teori

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:
Leio no R7: "Justiça decreta sigilo em investigação de acidente que matou ministro Teori Zawascki".

Pergunto: sigilo por quê, se o que o País inteiro mais quer saber neste momento, desde o acidente em Paraty na semana passada, são as causas e todas as circunstâncias da queda do avião que matou o ministro relator da Lava Jato.

Não se fala de outro assunto e, enquanto não há informações oficiais sobre o acidente, multiplicam-se nas conversas e nas redes sociais as mais insanas teorias conspiratórias em busca de culpados.

Como escrevi aqui mesmo na quinta-feira, logo depois de ouvir a notícia, isso é reflexo do clima de desconfiança generalizada em que vivemos e do descrédito nas instituições.
Para acabar com toda essa boataria, e voltarmos a pensar seriamente em como sair desse atoleiro em que nos metemos, é simples: basta quebrar o sigilo e homologar logo as delações da Odebrecht, como Teori Zawascki pretendia fazer em fevereiro. A quem interessa o sigilo?

Em lugar disso, fica todo mundo discutindo, só para distrair a platéia, quem Michel Temer deve nomear para a vaga de Teori no STF.

Já houve um tempo em que éramos um país de técnicos de futebol, agora viramos um país de juristas.

Foi-se o tempo em que todos os brasileiros tinham na ponta da língua a escalação dos 11 jogadores da seleção brasileira, as "feras do Saldanha".

Pois agora todo mundo sabe quem são os 11 ministros do STF, que se tornaram os grandes protagonistas da cena política nacional.

Eleição para presidente da Câmara?

Quem vai decidir se Rodrigo Maia pode ser reeleito ou não é o STF.

Eleição para presidente da República?

Quem vai decidir quais presidenciáveis sobreviverão até 2018 é o STF.

Logo, logo, só falta o STF decidir também quem fica com as ruínas do Maracanã, quem vai subir ou cair no Brasileirão e até, talvez, quem pode ou não ganhar o Big Brother.

De sigilo em sigilo, acaba tudo no tapetão vermelho do glorioso STF, onde até hoje não foi levado a julgamento nenhum dos réus da Operação Lava Jato, que vai completar três anos em março.

POLÍTICA - Esse filme a gente já viu.


Trump e a diferença entre oposição e golpismo

cnnreal
Donald Trump é algo que dispensa descrições mais aterrorizantes do que ele próprio faz de si mesmo quando fala.
Mas o que está sendo feito com ele é algo que nós, por estas bandas, sabemos muito bem que nome tem.
Trump não teve – e isso é literal – 24 horas sem acusações graves desde sua vitória eleitoral.
Porque foi uma vitória eleitoral, nas regras tortas do federalismo norte-americanos, nunca questionadas pelos adversários.
O que estamos assistindo não é a reação a um presidente “anti-establishment”, como seria Bernie Sanders, mas a reação a ter sido elevado ao cargo alguém do establishment que age como o sistema não gosta de ser percebido.
Que dá ao poder imperial norte-americano a cara que ele tem e quer que não seja vista.
É lógico que não argumento pelo “quanto pior, melhor”.
Mas porque é o complexo midiático o melhor parceiro, lá e cá, do poder imperial.
Ou alguém acha que, salvo exceções, a mídia não seria pró-Trump caso seu adversário não fosse a dócil Hillary?
Como aqui não hesitou em dar espaços a Eduardo Cunha e prestígio a Michel Temer para derrubar Dilma Rousseff.
Lá também, gente como George Soros já diz que vai “derrubar” Trump – “take down President Trump” – porque o desapreço à democracia não espera sequer o primeiro dia útil de seu Governo.
Mas o mundo dos bilhões não se abalou, como seria de se esperar se houvesse mesmo o tamanho rebuliço que apregoam.
Num vídeo no Facebook, Bernie Sanders observa, com exatidão, que, enquanto Trump falava contra o “establishment”, na “ala vip” da solenidade onde fazia isso, sentavam-se “bilionário atrás de bilionário”
Eles se lixam para o retrocesso social que Trump representa, mas dão muito importância a não desmontarem a imagem de “modernidade civilizatória” que o capitalismo financeiro faz questão de manter.
Os dois lados são igualmente aterradores: o autoritarismo de Trump e a “democracia da mídia”, para a qual o voto vale zero.
Ela é o maior poder imperial, o que domina sem “marines”.

POLÍTICA - A demora do Supremo em afastar Cunha.


Aragão: Janot e falta de consenso no STF fizeram Teori atrasar afastamento de Cunha

exposto
Não concordo com tudo o que é dito, porque correr o risco da incompreensão é dever de um juiz em suas convicções, mas registro a defesa do ex-Ministro da Justiça Eugenio Aragão, no Blog do Marcelo Auler, da atitude do ministro Teori Zavascki em demorar meses para afastar Eduardo Cunha da Presidência da Câmara, o que permitiu que o hoje  ex-deputado iniciasse o processo de impeacenaeachment da Presidenta  Dilma Rousseff.
“O Ministro Teori Zavascki foi acusado, em blogs e matérias jornalísticas publicadas depois de sua morte, de ter falhado, ao afastar tardiamente Eduardo Cunha da presidência e de seu mandato. É verdade que se este afastamento tivesse se dado com maior brevidade, talvez o destino do governo democraticamente eleito de Dilma Rousseff tivesse sido outro. Mas era da personalidade prudente de Teori não tomar decisões de afogadilho, que pudessem ser revertidas e, assim, causassem mais estragos ao ambiente politicamente conflagrado do que se gestadas com cautela.
Temos que lembrar que o Procurador-Geral da República só fez o pedido de afastamento às vésperas do recesso natalino do STF, como se querendo forçar o relator a resolver monocraticamente sobre a medida requerida.
Agastou nosso amigo Teori o fato induvidoso de que esse pedido poderia ter sido feito muito antes, pois os elementos que o embasavam já eram conhecidos em fase anterior das investigações.
Enxergou esse atraso como certa deslealdade da acusação, deixando-o exposto desnecessariamente.
E tinha razão. É evidente que uma medida dessa natureza não poderia ser tomada solteira, sem consulta aos pares, pois, uma vez submetida ao plenário, não se poderia correr o risco de desmoralização do relator com o desfazimento de um eventual deferimento monocrático do pedido do procurador-geral. Essa desmoralização levaria fatalmente ao fortalecimento da posição de Eduardo Cunha no processo, o que seria muito pior.
Preferiu, pois, Teori, esperar o fim do recesso para poder costurar com seus colegas, um a um, a decisão conjunta sobre o afastamento. Não é fácil ser determinado numa corte com tantas personalidades diferentes e de concepções tão contraditórias sobre a urgência da medida por tomar.
Mas, sou testemunha de que Teori não descansou. Insistiu com os colegas semanas a fio na necessidade de se afastar Eduardo Cunha. Só logrou, porém, sucesso depois de consumado o afastamento processual de Dilma Rousseff no procedimento de impeachment que corria no congresso. Sentiu-se mal por isso, mas não era dono das circunstâncias políticas que dominavam aquele momento.”
Leia o texto completo no Blog do Marcelo Auler.

POLÍTICA - Concordo plenamente.



Rillo: Compor com golpistas é legitimar a facada nas costas que Dilma e todos nós levamos; a militância não vai perdoar

23 de janeiro de 2017 às 23h15
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por João Paulo Rillo*
A resolução do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, autorizando a bancada de senadores e deputados federais a votar, se desejar, em golpistas nas eleições para as mesas diretoras, sintetiza um dos problemas centrais do PT, um abismo entre a base social e militantes e a cúpula partidária.
Em momentos cruciais nos últimos 13 anos, diversas vezes as direções sucumbiram ora ao governo federal, ora a um pequeníssimo núcleo de decisões, abdicando de tomar posições compatíveis com o nosso programa e o sentimento da maioria dos seus filiados e apoiadores.
Incluem-se aqui companheiros que, mesmo não sendo da direção, ocupavam espaços de extrema importância no governo federal.
Eles assistiram passivamente aos erros políticos e econômicos do governo Dilma, erros que também nos distanciaram da nossa base social.
Desencontros entre base e cúpula acontecem em partidos populares de esquerda. Mas devem ser evitados tanto quanto possível porque sempre deixam feridas, algumas incicatrizáveis, quando acontecem muitas vezes.
Dessa vez, feito Pilatos, o Diretório Nacional lavou as mãos e delegou a uma instância menor uma decisão maior, cara à nossa luta, que, neste momento, não cabe apenas às bancadas. Deve envolver, sim, o conjunto de filiados e apoiadores.
Por mais que alguns gênios do pragmatismo digam que é uma questão menor, pontual, tática, não nos convence, porque, na verdade, ela é estrutural, estratégica.
O combate claro aos golpistas faz parte de um conjunto de sinais que precisamos emitir ao povo brasileiro, que já confiou seu futuro a nós e, hoje, nos olha com, no mínimo, desconfiança e assiste à destruição pelos traidores e vendilhões da pátria do que construímos para a classe trabalhadora.
Não somos mais poder central. Deixamos de ser por uma via violenta e traiçoeira. Isso faz dessa questão ainda mais estrutural e menos pontual.
Quando se é governo central, na linha “conciliação acima de tudo”, e existe normalidade democrática e respeito às regras, é razoável compor o parlamento (que é plural e heterogêneo por natureza) com partidos ideologicamente díspares.
Sendo oposição, dentro das regras e normalidade democrática, também me parece razoável, mas é necessária uma preocupação estratégica e não apenas tática.
Já na situação em que nos encontramos, de oposição a um governo que deu um golpe jurídico-parlamentar, o mínimo que se espera do partido atingido em cheio é que ele faça de cada mandato conquistado pelo voto popular uma trincheira de luta e resistência.
Que ele lidere a construção de uma grande frente ampla e popular de resistência e fomento de sonhos e esperança em dias melhores.
Não esperamos um comportamento rebaixado, conciliador, que ajude a legitimar o golpe e os golpistas.
É necessário olhar a história e colocar a mão na consciência para perceber a mancha irreversível que deixaremos como legado.
O PT já demonstrou força e capacidade de recuperação em muitos momentos difíceis, mas está cansado e muito ferido de guerra.
Sua militância está cabisbaixa, envergonhada, sem voz, sem discurso.
A cada passo em falso, como o tomado pela direção na semana passada, o sangue jorra.
Essa é a grande oportunidade de a Direção Nacional do PT se reencontrar com sua base social e sua cultura de esquerda popular.
Quando as posições estão bem divididas na base do partido, a direção tem o direito de fazer sua opção e até errar.
Mas quando a esmagadora maioria da sua base tem uma clara e convicta posição, a direção perde o direito de errar sozinha.
Se tiver que errar, que seja junto a essa esmagadora maioria política e não junto a uma pseudomaioria, institucional e burocratizada.
Está clara a posição da nação petista e das mulheres e homens de esquerda deste país.
Elas e eles não querem compor com golpistas, eles e elas não querem perdoar os algozes da democracia, elas e eles não querem legitimar a facada violenta que Dilma e todos nós tomamos nas costas.
Eles e elas querem enfrentar de peito aberto essa agenda econômica e social regressiva e selvagem da casa grande.
Ainda há tempo de mudar e ouvir a nação de mulheres e homens que, apesar do golpe, ainda sonham com um projeto de país livre e democrático.
Os argumentos que tentam justificar a aliança com golpistas são frágeis, não se sustentam.
É falsa a tese de que estar na mesa diretora garante mais condições de enfrentar a direita e o golpe.
É ilusório pensar que, ao fazer parte da mesa, ficaremos menos isolados do que já estamos.
Mas é verdade que, ao termos mais cargos e estrutura nas casas legislativas e boa relação com os presidentes dos poderes legislativos, tem-se caminhos encurtados no governo.
No entanto, de que valem esses atalhos se nosso projeto de país não cabe dentro desse governo?
De que vale ter meia dúzia de deputados bem relacionados, com portas abertas no governo, se a esmagadora maioria da esquerda e de seus líderes está sendo perseguida pela repressão fascista?
A verdade é que essa composição com golpistas é muito boa apenas para o carreirismo parlamentar de alguns.
Não são 60 ou 80 cargos a mais ou a menos que estruturarão um novo projeto a ser defendido nas ruas por nós, mulheres e homens livres e de esquerda.
É preciso tirar a fantasia de governo, carnaval acabou.
Somos oposição aos golpistas e usurpadores.
O PT não pode se rebaixar frente à responsabilidade histórica apresentada.
Não pode sucumbir ao cretinismo parlamentar. A recuperação de sua desgastada imagem passa pelo resgate da confiança dos militantes e apoiadores.
A militância quer lutar e já decidiu o seu lado. Ainda é tempo de a Direção Nacional decidir o seu.
João Paulo Rillo é deputado estadual pelo PT/SP.

Blog do Roberto Moraes: O mercado de petróleo, o xisto nos EUA, Trump e a ...

Blog do Roberto Moraes: O mercado de petróleo, o xisto nos EUA, Trump e a ...: O aumento de contratação do número de plataformas de perfuração de petróleo nos EUA - que na semana passada aumentou em 29, atingindo um tot...

Em segredo, Brasil volta a negociar Base de Alcântara com os EUA - Portal Vermelho

Em segredo, Brasil volta a negociar Base de Alcântara com os EUA - Portal Vermelho: Brasil e Estados Unidos retomaram secretamente as negociações de um acordo sobre o uso de uma base militar brasileira no Maranhão para o lançamento de foguetes norte-americanos. Encerradas em 2003, início do governo Lula, as conversas voltaram por iniciativa do ministro das Relações Exteriores, José Serra, interessado em uma relação mais carnal entre os dois países.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ECONOMIA - EUA pulam fora da Parceria Transpacífico.

Trump puxa tapete de Temer e dos coxinhas

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:

Que diabo é a Parceria Transpacífico (TPP) e por que você deveria se preocupar com o fato de que o recém-empossado presidente Donald Trump caiu fora dela?

TPP é o maior acordo comercial regional já negociado. Não passaria pelo Congresso dos Estados Unidos, por isso a decisão de Trump é acima de tudo simbólica.

A idéia por trás do acordo era “ancorar” a economia asiática aos Estados Unidos, reduzindo a influência regional da China.

Os liberais brasileiros amavam a TPP, especialmente por terem a oportunidade de contrapô-la ao Mercosul: “O mundo avança e o Brasil vai se afundando com o PT amarrado ao pescoço”, escreveu a respeito dela em tom de desespero um dos porta-vozes do agora ministro José Serra, quando Dilma Rousseff ainda estava no Planalto.

A TPP servia, acima de tudo, às grandes corporações. Ela não poderia ser emendada por parlamentares nem nos Estados Unidos! Acreditem: assessores dos deputados e senadores norte-americanos não podiam fazer cópias do texto, que foi escrito secretamente.

Isso mesmo. Só tinham acesso ao texto os integrantes de 28 comitês de assessoria definidos pelo governo, 16 dos quais ligados à indústria, com representantes de pesos pesados como AT&T, General Electric, Apple, Dow Chemical, Nike, Walmart e o American Petroleum Institute. Dos 566 integrantes dos comitês, 85% representavam as corporações.

A TPP permitiria, entre outras coisas, que as corporações abrissem ações judiciais contra Estados que tomassem decisões que contrariassem o acordo comercial e, em tese, causassem prejuízos econômicos às empresas. Ou seja, eliminaria a soberania popular local em assuntos relativos à TPP.

Trump caiu fora em parte para atender demandas à esquerda e à direita no especto político dos Estados Unidos.

Sindicalistas denunciam o acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá - o Nafta - por exemplo, como tendo causado a perda de 700 mil empregos nos Estados Unidos. A direita reclama de um “governo mundial” que solaparia os interesses norte-americanos, representado por acordos comerciais e organismos multilaterais.

O fato é que sempre foi estratégia diplomática de um grande número de chancelarias, especialmente depois da queda do muro de Berlim, amarrar os Estados Unidos em acordos multilaterais que pudessem reduzir ou atenuar o imenso poder de Washington.

Hoje, um assessor de Trump deu entrevista à rede CNN dizendo que a era dos “estados nacionais” está de volta e que os Estados Unidos farão apenas acordos bilaterais de comércio.

O cálculo político é óbvio: Washington vai extrair todo tipo de concessão dos “parceiros” explorando o acesso ao imenso mercado de consumo norte-americano. É também por isso que Trump aposta no desmantelamento da União Europeia.

Em nosso caso, mais do que as trocas comerciais entre Brasil e Estados Unidos estão em jogo os mercados da América Latina.

Um estudo da Conferência Nacional da Indústria publicado em 2016 diz que “as exportações de produtos industriais respondem, em geral, por mais de 90% das exportações brasileiras para os países da América do Sul. Além de veículos, produtos de borracha e material plástico e produtos químicos, os países sul-americanos são grandes importadores de equipamentos de informática e produtos eletrônicos (42,2% do total exportado pela indústria brasileira), máquinas e materiais elétricos (41,2%), produtos de metal (38,3%), máquinas e equipamentos (38,0%), produtos têxteis (25,4%), celulose e papel (15,2%) e metalurgia (14,5%), entre outros”.

Em resumo, a minguante indústria brasileira vai enfrentar concorrência crescente dos produtos made in USA, cuja produção Trump pretende estimular com investimentos em infraestrutura, protecionismo e pressão política.

Temer e Serra, cujos interesses combinam com os de Trump - a defesa intransigente dos Estados Unidos - vão ficar a ver navios… e você correrá risco ainda maior de perder o emprego.

POLÍTICA - Encontro de "bons amigos".

Temer, Gilmar e Moreira. Após enterro de Teori, encontro de “bons amigos”. Veja




triodosdiabos
No Fantástico de ontem, o encontro de “bons amigos” de “mais de 30 anos”: Gilmar Mendes, Moreira Franco e Michel Temer.
Discutiram, certamente, a atuação de Rogério Ceni como técnico do São Paulo na Copa da Flórida. E também a reestréia do valente time da Chapecoense.
Dois denunciados nas delações da Lava Jato e um ministro que pode vir a ser o novo relator do caso, com a morte de Teori Zavascki, numa tarde de domingo, pura inocência.
De lambuja, o “amigo de 30 anos” Mendes vai julgar no TSE a cassação do usurpador presidencial.
Viva o Brasil!
Não é à toa que Cármem Lúcia não quis nem sair na foto com Temer no velório do ministro, no sábado.
Ainda que não reste muita coisa, ao menos a vergonha pública poderíamos evitar, não é.
Embora a presença de Gilmar no Tribunal, Moreira no governo e Temer no Planalto já sejam, em si, as próprias vergonhas.
Veja o vídeo do Fantástico:

Bancada da Odebrecht ou Gilmar? Quem sucede Teori?

Gilmar não pode julgar e Temer não pode indicar

domingo, 22 de janeiro de 2017

PETROBRAS - Pedro Parente, o pupilo do FHC, entrega a Petrobras aos gringos com a ajuda do Dr. Moro.

Cancella: É proibido criticar Moro e Lava Jato, mas Pedro Parente entregar a Petrobras aos gringos, com auxílio do juiz, pode

22 de janeiro de 2017 às 10h25

petrobras moro parente
Pedro Parente, com auxílio de Moro, entrega Petrobrás a gringos.
por Emanuel Cancella,em seu blog, 21/01/2017, sugestão de Gustavo Santos 
Lava Jato, segundo a mídia, virou uma unanimidade nacional!
Isso é caçoar da inteligência dos brasileiros, talvez fazendo alusão ao escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues que dizia que “Toda unanimidade é burra”.
Entretanto ,a sociedade já começa a enxergar a verdade e vai perceber que juiz Sérgio Moro pode até ser herói nacional, mas dos EUA.
Aliás, o governo americano o premiou e as suas principais revistas também, Time e Fortune, o exaltaram. Fizeram isso pelos excelentes serviços prestados ao povo americano, entre tantos:
1 — Moro chamou os procuradores americanos para investigar a Petrobras, legitimando a espionagem contra o Brasil;
2 — Os tribunais americanos estão de olho no petróleo brasileiro e querem destruir a Petrobras e contam com a ajuda incondicional da Lava Jato;
Eles assim defendem que a causa da queda das ações da Petrobras foi a corrupção. Mas isso é uma grande farsa, até porque as ações de petroleiras despencaram no mundo todo, não só no Brasil.
E Moro, colaborando com a tese deles, mandou os ladrões da Petrobras testemunharem nos tribunais americanos em favor dos gringos.
Moro, os americanos e o mundo sabem que a queda das ações foi uma tramoia dos EUA e da Arábia Saudita, quando aumentaram drasticamente a oferta de petróleo no mercado, fazendo com que o preço do barril do petróleo de US$ 140 fosse para US$ 30.
Os EUA fizeram isso para prejudicar os países produtores, como Rússia, Irã, Brasil e Venezuela. Parece que no Brasil funcionou.
3 — Lava Jato e a mídia, incansavelmente, trabalham para desmoralizar a Petrobras, com o intuito único e exclusivo de facilitar sua entrega aos americanos. A Lava Jato fornecia, como num reality show, diariamente, informações denegrindo a Petrobras e o governo Dilma, preparando terreno para o golpe e para a entrega de nossas riquezas. Assim a Globo concedeu a Moro o prêmio de “Homem que faz a diferença”.
4 — Nunca quiseram acabar com a corrupção, pois Moro só mostrou a corrupção nos governos do PT, de Lula e Dilma, na Petrobras. E não mostrou as barbáries cometidas pelos tucanos, isto porque eles fazem parte da panelinha dos que querem entregar nosso petróleo.
A corrupção no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, na Petrobras, jamais foi mostrada pela Lava Jato, nem com FHC reconhecendo em seu livro, Diários da Presidência, que havia corrupção em seu governo, na Petrobras. E, com certeza, era infinitamente maior do que no período de Lula e Dilma, só que eles não deixam investigar.
O Filho de FHC já foi citado em corrupção na Petrobras pelo ex-diretor da empresa, o preso Nestor Cerveró, e pelo operador do PMDB, Fernando Baiano. E Moro faz ouvido de Mercador!
5 — Agora o tucano Pedro Parente está fazendo um feirão com os ativos da Petrobras. Parece comercial de televisão “Parente ficou Doido”, pois entrega tudo — como vender petróleo do pré-sal do campo de Carcará, sem licitação, a preço de um refrigerante, quando o preço do petróleo no mercado internacional está acima de US$ 55 o barril. E a Lava Jato finge que não vê!
O golpe foi dado com a ajuda dos americanos no Brasil, mas a mídia e os golpistas não aceitam a palavra golpe, inclusive a ministra Rosa Weber interpelou a presidenta Dilma para explicar por que chamou o golpe de “Golpe”.
E, por ordem dos golpistas, não podemos nem falar de golpe e também não podemos fazer criticas nem ao juiz Sérgio Moro e nem à Lava Jato. Elogiar pode! Como se não bastasse o MPF não quer nem que a Polícia Federal faça críticas à Lava Jato.
Eu denunciei, em novembro de 2016, ao MPF, a omissão da Lava Jato em relação ao governo tucano de FHC e à gestão do Pedro Parente na Petrobrás.
Em dezembro fui intimado pelo MPF, atendendo a pedido do juiz Sérgio Moro, por possível crime contra honra do servidor público.
Três meses depois veio a resposta da minha denúncia mandando que eu reenviasse a denúncia seguindo um passo a passo lá deles.
Nem precisaria de denúncia, pois se estão destruindo o patrimônio público, já que envolve a Petrobras, creio que o MPF deveria agir de ofício. E o feirão continua de vento em popa!
No golpe militar, que durou 21 anos, proibiam também de falar ou escrever determinadas palavras e muitos textos teatrais e músicas foram censurados por isso.
No golpe de 2016 é proibido falar ou escrever a palavra golpe, bem como criticar o juiz Moro e a Lava Jato. Detalhe: destruir o país, pode!
Emanuel Cancella é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e autor do livro “A outra face de Sérgio Moro”.

PETROBRAS - A jóia roubada da coroa!

Petrolíferas compram campos de petróleo de olho no novo ciclo: pré-sal brasileiro é cada vez mais a joia roubada da coroa!

Já comentamos aqui neste espaço várias vezes sobre o fenômeno do ciclo petro-econômico que alterna as fases de expansão e de colapso, da qual se começa a sair depois dois anos e meio.
A fase de expansão ligado aos preços do barril de petróleo acompanhou os quatro anos seguidos de preços acima de US$ 100. Período tão longo de preços altos é o primeiro e único na história.

Assim, a fase de colapso levou à redução drástica – uma das maiores da história - dos investimentos na procura de novos campos de petróleo, com a atuação das sondas de perfuração caindo a menos da metade do que havia antes.

A mudança de fase no ciclo do petróleo fez com que os investimentos de capital no setor que chegou ao volume de cerca de US$ 800 bilhões por ano, entre 2001 e 2013 (segundo a consultoria Rystad Energy) caíram violentamente a partir de 2015.

Neste contexto, as descobertas de petróleo e gás natural ao redor do mundo caíram no ano passado para o menor nível em setenta anos (desde 1940), segundo a consultoria norueguesa do setor, a Rystad Energy.

Em 2016, o volume de novos reservatórios descobertos somam pouco mais de 6 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), sendo 2,3 milhões em ambiente offshore e a maioria de gás. (Dados de matéria da agência Reuters em 18 jan.2017)

Além disso, as operadoras e petrolíferas passaram a reduzir freneticamente os custos de produção para tentar se adequar ao novo cenário, o que levou a um número enorme de fusões e aquisições de empresas no setor, por conta do endividamento de empresas menores.

Estes fatos levaram ao uso dos reservatórios de petróleo já existentes em todo o mundo que levou ao declínio destas reservas a uma extraordinária taxa de 10 % ao ano.

Observando no horizonte a redução das reservas no mundo e um novo ciclo do petróleo, as petrolíferas passaram a atuar de forma frenética na busca de ativos (campos e poços de petróleo).

Tratam-se de ações anticíclicas de olho na nova fase de colapso. Esta interpretação tem levado não apenas a compras legais de ativos de petróleo, mas a golpes políticos que viabilizem geopoliticamente esta situação. Em 7 de julho de 2016 (aqui) e 2 janeiro de 2017 (aqui), este blog comentou em notas sobre os investimentos anticíclicos na indústria do petróleo.

É nesta conjuntura que a consultoria Energy Market Square informou que as aquisições de campos de petróleo e gás triplicaram para 31 bilhões de dólares em dezembro em relação a novembro, exatamente, quando foi anunciado o acordo da Opep e outros países exportadores para cortar a produção de petróleo no mundo.

Em outra matéria da Reuters (19 jan.2017), Sachin Oza, co-gerente da Guinness Global Oil and Gas Exploration Trust disse que "quando você corta investimentos, e dois anos e meio depois vê a produção declinando e as reservas se esgotando, só há uma escolha, que é ir atrás de recursos de alta qualidade. Se você não gastou seu tempo com essas oportunidades...você só tem uma opção: tem que comprá-las.”

É neste contexto que se deve compreender a importância do pré-sal brasileiro que é a maior fronteira petrolífera descoberta no mundo nas duas últimas décadas.

Em 2015 publiquei na revista Espaço e Economia, o artigo "A ampliação da fronteira de exploração petrolífera no Brasil é parte da geopolítica da energia: oportunidades e riscos de inserção global em meio às novas territorialidades regionais e ao desafio da abundância na economia dos royalties no Estado do Rio de Janeiro" onde consta o mapa (abaixo) destas seis das dez maiores descobertas de petróleo do mundo desde 2008.

Com o extraordinário baixo custo de extração – uma surpresa para todo o mundo, decorrente da competência técnica e expertise da Petrobras – o Brasil possui, desde 2008, seis dos dez maiores campos de petróleo descobertos no mundo (três primeiros: Franco, Libra e Iara).

A Petrobras em enorme esforço a ser realçado superou as condições complexas para exploração e produção para jazidas em profundidades de 5 km. Poços de mais de 7 km de extensão, em altas pressões e baixas temperaturas e em rochas pouco conhecidas e estudadas até então, com até 2 mil metros de espessura. Exploração em reservatórios distantes até 300 km, que exigiram o desenvolvimento de materiais, tecnologias e equipamentos específicos. (MORAIS, Valor, p.A12, 20/01/17)

Estas inovações feitas em tempos recordes, levara à redução em até 60% do tempo de perfuração dos poços e de preparação para produção até então que estão levando hoje, ao aumento da produção no pré-sal iniciada em 2010 a quase metade de toda a produção nacional de petróleo com novos recordes de produção de óleo e gás no país.

Diante de tudo isto, é triste lamentar o entreguismo de nossas riquezas diante de evidências tão significativas. As perdas são muito maiores que os já lamentáveis desvios de recursos realizados na Petrobras. Infelizmente, a maior parte da população ainda segue desinformada pela mídia comercial sobre esta realidade.