terça-feira, 8 de novembro de 2016

PETROBRAS - O pupilo do FHC é sócio do seu guru.


O que une Parente a FHC. Além da Petrobrax

O diabo veste Prada ...

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Da FUP:
As relações pessoais de Pedro Parente com FHC e o mercado financeiro
Quando assumiu a Presidência da Petrobrás, a primeira declaração de Pedro Parente ao mercado foi de que não haveria indicações políticas na empresa. A mídia inteira festejou sua nomeação, tratando-o como um gestor da área técnica, a despeito de sua indicação ter sido feita pelo PSDB, mais precisamente, por interferência de Fernando Henrique Cardoso, com quem tem relações de longa data.
Como se sabe, Pedro Parente participou ativamente do governo tucano nos dois mandatos de FHC, nos anos 90, onde foi secretário executivo no Ministério da Fazenda, titular em quatro outros ministérios – Orçamento e Gestão, Casa Civil, Planejamento e Minas e Energia -, além de ter coordenado a Câmara de Gestão de Energia Elétrica, quando ficou conhecido como o “ministro do apagão”. Também ocupou por quatro anos o Conselho de Administração da Petrobrás, chegando a presidi-lo, em 2002.
O que nem todo mundo sabe é que a relação entre Parente e FHC vai além da política, pois são também sócios em uma das empresas de investimento que pertencem ao atual presidente da Petrobrás: a Sarlat Empreendimentos e Participações Ltda, criada em 2013, com foco no mercado imobiliário e capital social de R$ 1,94 milhão. Seu escritório está localizado no bairro de Itaim Bibi, em São Paulo, no mesmo endereço da Prada Assessoria, grupo de gestão financeira e consultoria empresarial onde Pedro Parente é sócio fundador e cuja especialidade é maximizar fortunas de milionários brasileiros.
A relação íntima do presidente da Petrobrás com o ex-presidente da República evidencia os aspectos político e ideológico de sua nomeação. O projeto de gestão que vem implementando na estatal é o mesmo que o PSDB conduziu no passado. A diferença é que hoje a Petrobrás tem muito mais ativos para entregar ao mercado e beneficiar os amigos do rei. O legado das privatizações tucanas, aliás, é atender aos interesses particulares de amigos, parentes e apadrinhados políticos.
Nas delações premiadas feitas por ex-diretores da Petrobrás durante as investigações da Lava Jato, foram revelados vários esquemas de corrupção período FHC, inclusive o recebimento de propinas para beneficiar o filho do ex-presidente em contratos com as termelétricas, quando Pedro Parente estava no Conselho de Administração da empresa e à frente do ministério do apagão.
Tratado como exemplo de gestor pela mídia, o executivo carrega em seu currículo processos por improbidade administrativa e gestão temerária, por beneficiar os amigos de FHC com recursos e bens públicos. Pedro Parente responde a ações nas 20° e 21° Varas Federais de Brasília por ter causado em 1994 um rombo de R$ 2,9 bilhões ao Estado, quando autorizou o Banco Central a socorrer financeiramente os bancos Econômico e Bamerindus, que estavam em processo de falência.
Mais tarde, ele tornou a ter o seu nome envolvido em mais um episódio de favorecimento aos banqueiros amigos de FHC. Foi durante a privatização do Sistema Telebrás, em 1998, quando autorizou o Banco do Brasil a emitir sem garantias cartas de fiança para o consórcio em que o Grupo Opportunity disputava o leilão da Tele Norte Leste. No ano seguinte, a imprensa teve acesso a gravações telefônicas do presidente da República, que foram interceptadas e cujos diálogos revelaram esquemas para favorecimento do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. O fato ficou conhecido na época como o “escândalo do grampo do BNDES”. Pedro Parente era secretário executivo do Ministério da Fazenda e presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil.
Não é à toa que o presidente da Petrobrás é considerado pelo mercado o homem certo para conduzir os negócios da empresa. Ele mesmo já disse ao que veio, quando defendeu recentemente a venda de ativos para investidores estrangeiros que participavam da Rio Oil & Gas: “Aproveitem essa oportunidade, porque não vai existir no mundo outra tão boa quanto essa no setor de óleo e gás”. Nunca foi tão necessário defendermos a Petrobrás de sua diretoria.
Federação Única dos Petroleiros (FUP)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

(Quase) todos os assassinos de JK

Altamiro Borges: Ditadura Temer e a invasão da escola do MST

Altamiro Borges: Ditadura Temer e a invasão da escola do MST

[NocauteTV] Ana Roxo quer saber: por que pobre vota em rico?

[NocauteTV] ANA ROXO: POR QUE SE OCUPA

POLÍTICA - Os caras estão se degladiando.

O triste fim dos grupelhos golpistas

Por Mauro Donato, no blog Diário do Centro do Mundo:
Ela se contrapõe a Olavo de Carvalho. Critica fortemente Janaína Pachoal. Compartilha um meme que diz facilitar a vida das pessoas ao indicar ‘personalidades’ que devem ser bloqueadas: Kim Kataguiri, Reinaldo Azevedo, Fernando Holiday, Gilmar Mendes.

Desce a lenha nos movimentos que arquitetaram o impeachment. Uma “esquerdopata”, certo? Nada disso. Trata-se de Daniela Schwery, uma ativa participante desses mesmos movimentos, que divulgava vídeos dessa essa turma toda e era defensora desse pessoal até ontem. O que está ocorrendo com a direita ‘vencedora’?

Há alguns dias um áudio do revoltado online Marcello Reis vazou e o que se ouviu foi, além de seu característico estilo pouco diplomático, aparentemente alterado, uma lavação de roupa imunda que expõs o estágio atual de guerra declarada entre aqueles que foram às ruas patrocinados por Fiesp e patota, atingiram o primeiro objetivo (expulsar Dilma e o PT), mas que depois não encontraram vaga no camarote.

Reis dirige-se a Carla Zambelli, do “Nas Ruas”, outra ‘expoente’ verde-e-amarela da avenida Paulista, como ‘vaca, filha da puta’ e por aí vai. De quebra, cita Daniela Schwery. Daniela também sai atirando para todos os lados.

“Não deixem não, amiguinhos, esfreguem na carinha deles que o bonitão da família da Carla, o cunhadinho querido, com malas de dinheiro é o DONO da OAS e queria contar com a morosidade da justiça e ministros de bolso para livrar a cara dos companheiros, o que a Carla bota na prática alinhando e aparelhando os protestos aos interesses das empresas ligadas a lava jato, como a Suzano, tendo os Feffers como seu patrocinador – família que está aparelhando a FIESP – contando com a ajudinha do industrial que não tem indústria, o Skaf, que tem seu filho casado com a fefferlandia”, escreveu Schwery nas redes sociais, revelando que ali todo mundo se conhece, tem relacionamento muito próximo. O ‘cunhadinho’ de Carla Zambelli é Bruno Brasil, da empreiteira OAS.

Daniela Schwery agora se diz ‘empenhada em desmascarar essa gente, em denunciar suas práticas’. Agora quer posar de indignada, que foi enganada. Daniela Schwery, Marcello Reis e companhia limitada creem fielmente que somos idiotas ou eles é que são? Não sabiam de nada?

O áudio de Marcello Reis o contradiz bem rapidamente. Admite conhecer Carla há muito tempo. “Muuuuuito tempo”, ele diz. Admite ter tido um convívio próximo ao cunhado empreiteiro dela durante os anos de luta pelo impeachment de Dilma. Cunhado que ele afirma ser quem levava malas de dinheiro (e aí, Polícia Federal, vai chamar o cara para depor?).


Carla e Reis (ao centro) em outros tempos

Em tempo: Carla Zambelli postou um esclarecimento em sua defesa (que no pedantismo típico desse pessoal ela chamou de ‘Nota Oficial’) afirmando que Bruno Brasil é em ex-cunhado e que não fala com ele ‘desde que começaram as prisões da Lava Jato’.

Agora querem dar uma de inocentes? Não sabiam do rabo preso, das segundas intenções? Agora se referem ao MBL e demais golpistas como ‘bando de moleques’, ‘quadrilhas financiadas’?

“Então podemos considerar como Premissa (sic) de que (sic 2) qualquer um que lute contra o Establishment jamais ganhará popularidade sem o apoio dos senhores do capital?”, pergunta um aturdido seguidor de Daniela Schwery. “Podemos sim, infelizmente”, responde ela em tom misto de Margarida Arrependida com Pedro Bó.

O admirador de Daniela muito provavelmente tenha citado falta de popularidade em referência ao fracasso de Schwery nas eleições. Ela candidatou-se a deputada estadual pelo PSDB e não foi eleita. Obteve míseros 1.101 votos. Ela que sempre foi ligada ao partido tucano, aliada de José Serra, agora publica na internet que o PSDB ‘deveria ser varrido’. Neste ano fez campanha para o Major Olímpio. Melhorou, hein? Daniela é apoiadora dos militares faz tempo.

A ex-tucana se esforça para desgrudar-se do cordão umbilical e está em campanha por uma ‘CPI dos Movimentos Já!’. Diz não sofrer de indignação seletiva e quer investigados o NAS RUAS, o MBL, CUT, MST. “Acompanhando as últimas notícias, vídeos e áudios relacionados aos movimentos sociais ficou claro que tem muita coisa errada e que não se encaixa dentro do contexto político que vivemos. São denúncias que envolvem partidos políticos, empresas envolvidas na lava jato e muito dinheiro. Acredito que os envolvidos devam se pronunciar e colocar tudo em pratos limpos, caso contrário seremos a piada da esquerda”, postou ela e completou: “Não temos bandidos de estimação.”

É curioso ver a direita se batendo. Além da profundidade típica dos debates ‘políticos’ (se xingam, ameaçam, agridem fisicamente, ofendem, carregam argumentos rasteiros, são reativos emocionais sem um pingo de respeito pelo contraditório) é fundamental, entretanto, saber quais interesses deixaram de ser atendidos para declararem guerra desse jeito.

Como louvaram e idolatraram empresas e pessoas com a ficha tão suja durante tanto tempo e agora vêm com esse mimimi auto-acusatório? É o roto falando do remendado.

Dizer que só descobriu hoje que ‘Janaína Pachoal é uma articuladora para blindar o PSDB’ e que tudo nasceu com o propósito de brecar a Lava Jato é um 171 fajuto demais. Até para a direita golpista.

Por uma CPI dessa pilantragem.

VAZOU: AUDIO DE MARCELO REAI$ com CARLA ZAMBELLI

domingo, 6 de novembro de 2016

III Encuentro Mundial dos Movimentos Populares : Joa Pedro Stedile MST ...

Altamiro Borges: O mundo contra a criminalização do MST

Altamiro Borges: O mundo contra a criminalização do MST: Solidariedade dos Movimentos Populares brasileiros que estão em Roma no encontro com o Papa Do Jornal GGN : Renomados acadêmicos,...

Altamiro Borges: O expressivo ato em apoio ao MST

Altamiro Borges: O expressivo ato em apoio ao MST: Por Júlia Dolce, no jornal Brasil de Fato : A quadra da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema, interior paulista, f...

Altamiro Borges: Contra MST, o exibicionismo dos golpes

Altamiro Borges: Contra MST, o exibicionismo dos golpes: Por Paulo Moreira Leite, em seu blog : Atos de brutalidade exibicionista constituem um traço de comportamento vergonhoso mas obrigatóri...

Rogério Correia: Parabéns ao MST. E resistam!

sábado, 5 de novembro de 2016

Até nazistas salvaram as empresas

III Encuentro Mundial dos Movimentos Populares : Joa Pedro Stedile MST ...

PETROBRAS - Produção no campo de Lula.

� Sergio Moraes / Reuters
"Cada marca recorde obtida pela Petrobras no pré-sal é um estigma tingido a óleo na face dos entreguistas que querem doar este tesouro brasileiro", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; ele lembra que, do campo de Lula, "saíram 640 mil barris de petróleo – o equivalente a quase 40 piscinas olímpicas cheias de óleo – e mais o equivalente, em gás, a 180 mil barris, a cada dia"
5 de Novembro de 2016 às 06:30 // Receba o 247 no Telegram Telegram
Por Fernando Brito, editor do Tijolaço
Cada marca recorde obtida pela Petrobras no pré-sal é um estigma tingido a óleo na face dos entreguistas que querem doar este tesouro brasileiro.
O gráfico aí de cima mostra quanto cada campo de petróleo produziu, em média, por dia em petróleo e gás natural.
Ah, eles vão ter de olhar: é Lula, Lula, Lula.
Porque de lá saíram 640 mil barris de petróleo – o equivalente a quase 40 piscinas olímpicas cheias de óleo – e mais o equivalente, em gás, a 180 mil barris, a cada dia.
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Uma produção de óleo em um só campo nunca antes registrada na história deste país.
Eles vão ter de dizer: é Lula, Lula, Lula.
Porque é, com toda a razão, o nome do campo que começou a libertação energética do Brasil e de quem teve coragem de autorizar os investimentos para cruzar uma fronteira geológica e tecnológica que jamais havia sido ultrapassada antes.
evolpresal
Aqui ao lado você vê como o pré-sal avança, rapidamente, mesmo com todos os cortes de investimentos feitos na Petrobras, para ser a maior  fonte de petróleo do Brasil.
A produção brasileira total aumentou 2,4%, se comparada com o mês anterior e 11,5%, se comparada com setembro de 2015.
A do pré-sal, 7,4% no mês e 45% em um ano.
Mesmo só contando ainda com 66 poços em produção.
Lula, um nome maldito para eles, vai ficar gravado na testa dos entreguistas de nosso petróleo.
Em tempo: Antes que falem em “personalismo”, esclarece no Facebook o professor Nilson Lage: ” A escolha ( do nome Lula) seguiu o paradigma estabelecido pela a portaria 90 da ANP, editada em 31 de maio de 2000 e assinada por David Zylbersztajn, o ex-genro de Fernando Henrique Cardoso que presidia a agência: “No ato da declaração de comercialidade, o concessionário denominará o campo utilizando-se de nomes de aves brasileiras, quando se tratar de descobertas em terra, e nomes ligados à fauna marinha, quando se tratar de descobertas no mar”.

PETROBRAS - Petróleo no pré-sal do Albacora.


A descoberta de petróleo no pré-sal do Albacora reforça a hipótese de que ela é a bacia original

A descoberta do pré-sal no campo de Albacora, depois de já ter ocorrido no campo de Marlim, ambos na Bacia de Campos, reforça a hipótese de que ela seria, na verdade, a bacia original e não o inverso.
Sobre esta nova descoberta estima-se que o petróleo anterior seria aquele que teria vazado e atravessado o selante de sal para chegar à camada de pós-sal que é aquele mais próximo à linha d´água - e de menor profundidade e mais próximo ao continente - como se havia descoberto há 42 anos (1984) na bacia que na ocasião ganhou o nome de Campos, apesar de ser mais próximo de Macaé.

Esta hipótese (desconfiança) é antiga entre os geólogos que trabalharam e trabalham nas equipes de sondagem e estimativas sobre reservas de poços de petróleo no mar.

Se a hipótese se confirmar como tese, a ideia em relação à Bacia de Campos e às reservas de petróleo brasileira ganham ainda e muito mais relevância e podem reforçar também as interpretações geopolíticas que envolvem o Brasil, como temos insistido aqui no blog e em outros espaços de debates.

Hoje, a Bacia de Campos produz 1,6 milhão de barris por dia, ou 55% do total de 2,9 milhões de barris diários produzido no Brasil, pela Petrobras – cerca de 90% - e 10% somado da produção das demais empresas petroleiras.

No pré-sal de Albacora, a Petrobras já teria perfurado 5 poços. Foi nesta última perfuração que a estatal chegou a 4.600 metros de profundidade - concluída em junho último – e encontrou uma coluna de 45 metros de extensão e cerca de 500 metros de espessura, com "óleo leve de boa qualidade e com estimativa de vazão média de 15 mil barris".

A Petrobras está se organizando para fazer o primeiro Teste de Longa Duração (TLD) que é aquele que confirmam o volume das reservas que passam a ser denominadas de "provadas".

Assim, a Petrobras obedecendo a legislação já comunicou o feito à Agência Nacional de Petróleo (ANP). E empresa atesta que está é a maior das descobertas já feitas no pré-sal na Bacia de Campos tradicional reserva no pós-sal.

Outra grande notícia é que a descoberta no pré-sal do Albacora permitirá uma rápida preparação para a produção de petróleo, considerando que o campo já opera no pós-sal com duas plataformas.

A notícia ruim para os municípios da região, mas boa para todos os demais municípios brasileiros é que os royalties e as participações espaciais (PE) deste reservatório - no pré-sal do campo de Albacora - não reverterão em receitas - para estes municípios, antes chamados de produtores por estarem no litoral, na direção das projeções das paralelas e ortogonais dos extremos do continente rebatido sobre o mar, o ambiente offshore.

A maior comemoração deve estar sendo feita pelos controladores do Porto do Açu. Esta descoberta que deve orientar outras aumentam a potencialidade deste terminal portuário, já com base de apoio às explorações offshore montadas e com aumento paulatino de atuação.

Assim, o fato também expande o que tenho denominado em meus estudos do Circuito Espacial de Produção do Petróleo na direção de Macaé para SJB até o Açu. Veja mapa abaixo.

Resta saber se a nova direção da Petrobras se interessará em produzir e alocar este novo ativo ao seu rol, ou se poderá entrega-los como fez com o campo de Carcará, também na reserva do Pré-sal, só que da Bacia de Santos, vendido recentemente à norueguesa estatal, Statoil. 

Assim, volto a insistir como fiz na postagem, ontem, sobre o assunto aqui no blog: a descoberta do pré-sal no litoral brasileiro já é a maior fronteira de petróleo da última década no mundo e deverá permanecer e ampliar por mais uma ou duas décadas. Entregar esta joia da coroa é mais que crime de lesa-pátria!






segunda-feira, outubro 03, 2016




Descoberta de petróleo abaixo do campo de Albacora, na reserva do pré-sal, fica a 100 km do Farol de São Tomé: o litoral brasileiro é maior fronteira de petróleo das últimas décadas

O assunto foi divulgado hoje aqui pela jornalista Ramona Ordoñes de O Globo. Hoje, o campo de Albacora paga royalties por produção aos municípios de Campos e SJB, mas no pré-sal os municípios não terão direito nem aos royalties e nem às quotas trimestrais das chamadas participações especiais (PE), porque são na camada do Pré-sal.

Como a gente tem dito, as reservas do pré-sal são colossais. É a maior descoberta da última década e possivelmente se manterá para as duas próximas décadas no mundo.

O ex-diretor da Petrobras Guilherme Estrela, o "pai do pré-sal" costuma afirmar que o "pré-sal é riqueza única" porque "ele fica no talude até o sopé, antes da crosta oceânica", onde não deve ter mais petróleo.

Enfim, é baseado nisto que há um frisson entre as petroleiras estrangeiras com o governo Temerário, que junto com o Parente na Petrobras estão dispostos a entregar a joia da coroa a preço vil. Veja abaixo o mapa dos campos de petróleo, onde se localiza o Albacora, no litoral do Norte Fluminense:

POLÍTICA - A elite tem projetos?

A crise de projetos da elite

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:
A série britânica Black Mirror é uma excelente crítica desses tempos de redes sociais estimulando o aparecimento da besta, os consensos em torno de chavões e lugares-comuns, um profundo processo de emburrecimento não apenas do cidadão médio mas também da elite.

Mal comparando, reflete o estilo corporativo das empresas que miram apenas o resultado trimestral, perdendo de vista o foco estratégico da companhia.

Dois casos são sintomáticos.

Primeiro, o do chanceler José Serra, que assumiu o Itamarati amparado nos bordões mais primários de direita. Assume uma máquina complexa, com uma temática sofisticadíssima, que passa por acordos de blocos, relações bilaterais, acordos de comércio e a única coisa que consegue emplacar é a briga com a Venezuela e os bolivarianos, comprometendo uma estratégia secular de não-alinhamento do Itamarati.
Um completo tosco, tentando imprimir a lógica rasa de rede social na casa de Rio Branco.

Outro, o das novas lideranças empresariais que emergem nesses tempos de caos.

O país já teve lideranças empresariais com visão do todo, de Roberto Simonsen nos anos 40 às lideranças industriais dos anos 90. Pessoas como Paulo Cunha, do grupo Ultra, Jorge Gerdau, Emilio Odebrecht, em outros tempos Walther Moreira Salles, Amador Aguiar, comportavam-se como os pioneiros norte-americanos do início do século 20, entendendo que só conseguiriam ser grandes empresários em um país grande. Enfim, tinham um projeto de país.

Hoje em dia, aparentemente todas as novas lideranças sucumbiram ao financismo raso, à enorme facilidade em enriquecer cada vez mais apenas com a política monetária do Banco Central e de pensar de acordo com bordões de rede.

Dia desses conversei longamente com uma dessas lideranças de mercado. Um dos temas foi a reforma educacional.

O atual estágio de desenvolvimento econômico global exige a multidisciplinaridade, a capacidade de visão sistêmica, de entender os diversos ângulos de uma questão.

O desafio da pedagogia atual é como embalar o multiconhecimento de maneira a atrair a atenção do aluno. Há toda uma discussão entre os mais diversos setores em torno da base curricular, um modelo que permitiria às escolas trabalhar o conceito de projeto.

Por ele, define-se um desafio local - por exemplo, as enchentes que abalam determinada comunidade. Em cima desse problema, monta-se um projeto juntando as diversas matérias relacionadas ao tema.

Do lado técnico, os alunos levantarão como prevenir enchentes. Do lado social, o impacto das enchentes na vida dos habitantes. Do lado científico, os efeitos do aquecimento global na região. Do lado das políticas públicas, ferramentas do poder público para trabalhar o problema.

Em cima desse projeto – que trabalha com prazos, indicadores e produto final -, entra a base curricular, as matérias que precisam fazer parte do curso, de acordo com as diretrizes do MEC (Ministério da Educação).

Às crianças - e seus professores - cabe buscar fora da escola as informações de que não dispõem para o projeto. Vão atrás de especialistas, pesquisam no Google, buscam informações entre pais que tenham algum conhecimento da matéria.

A ocupação das escolas, em São Paulo, foi um exemplo soberbo dessa nova metodologia e expectativa dos estudantes. Sem os grilhões de direções quadradas, escolheram livremente seus temas e lotaram as escolas nos fins de semana, com convidados falando sobre a matéria escolhida por eles..

No entanto, o que se absorve das lições do INSPER - que se tornou uma espécie de think tank ideológico dessa elite - é o padrão Martha Suplicy de profundidade: muitas matérias atrapalham o aluno e dispersam conhecimento; o Brasil precisa de técnicos, não de filósofos; não se pode dar tantas alternativas de conhecimento às crianças, mas apenas o que é de seu interesse futuro, como se crianças soubessem de berço a profissão que seguirão.

No início da era da Internet no Brasil, algumas das primeiras agências de comunicação tinham filósofos no comando, porque a filosofia , assim como a física, trabalha com um dos pontos centrais, a capacidade humana de formular raciocínios e entender realidades complexas.

Outro ponto em que houve notável involução do pensamento gerencial, é a ideia de que os professores, na ponta, são inimigos de qualquer mudança e precisam ser tratados com comando e disciplina.

Como pretender enfiar goela abaixo instruções para um contingente de centena de milhares de professores, responsáveis diretos pela qualidade do produto final, a educação?

Até nas empresas privadas, a implantação de novos métodos gerenciais exigem a conquista de corações e mentes dos funcionários - porque são eles, em última instância, que responderão pela qualidade do produto.

A metodologia de avaliação da própria Fundação Nacional de Qualidade privilegia o ambiente interno e a capacidade de adesão dos funcionários aos novos métodos.

A Secretário Executiva do MEC, Maria Helena, é o símbolo mais ineficaz desse método de definir políticas educacionais a partir do gabinete. São pessoas limitadas, que aprendem alguns conceitos gerenciais e julgam ter a força do conhecimento, que lhes permite se impor sobre a malta dos comandados.

O que assusta é que esse pensamento primário tenha eco em lideranças empresariais. Há ONGs bancadas pelo setor privado - como o Todos Pela Educação ou a Fundação Ayrton Senna - que avançaram na busca da melhor pedagogia. E, em nenhum caso, as ordens de cima para baixo merecem consideração.

No entanto, parece haver um divórcio entre esses think tanks especializados e o novo pensamento empresarial brasileiro, entregue a pessoas que acreditam que basta uma PEC 241 para emergir um novo país.

URGENTE! INVASÃO ARBITRÁRIA DO MST, EM GUARAREMA, SP

POLÍTICA - Isso a mídia golpista esconde.

Invasão da escola do MST e silêncio da mídia

Por Renato Rovai, em seu blog:

Não é só impressionante como revelador o silêncio de todos os portais, TVs, rádios e quetais do que se convencionou chamar de mídia golpista acerca da invasão da Escola Florestan Fernandes, do MST.

O silêncio é tanto conivente quanto envergonhado. Afinal, não há como tratar do assunto sem dizer que todos os direitos foram violados nesta invasão.

Os policiais não tinham mandado de busca e apreensão e chegaram atirando, como se pode ver em vários vídeos e fotos circulando nas redes e mesmo em matérias desta Fórum.

No local, como também se pode perceber, não havia nenhum militante portanto qualquer objeto que pudesse ser utilizado como arma de resistência.

Ou seja, não há a menor justificativa para a ação.

Mas não é só isso que fez com que esse fato não se tornasse notícia. Há um sujeito oculto por trás deste silêncio ensurdecedor.

Funciona mais ou menos assim.

O inocente repórter deve ter dito ao chefe, parece que teve um rolo lá na escola do MST e a polícia está no local.

O editor esperto provavelmente deslocou equipe para o local.

O inocente repórter voltou todo empolgado com a matéria. Mas ao relatar o que aconteceu, não convenceu.

O editor esperto queria os porquês, o que motivou aquela ação.

O inocente repórter não tinha o que dizer sobre isso.

O editor esperto passou a bola pra frente.

E lá de cima veio o recado.

Deixa essa história pra lá, porque o super chefe queria silêncio sobre o caso.

Mas quem é o super chefe, perguntou o inocente repórter.

O editor esperto respondeu: isso não é problema nosso.

E assim um certo sujeito que manda e desmanda na mídia paulista e que indicou o ministro da Justiça vai fazendo a lei ao seu gosto e sabor.

Isso mesmo, amigos. O silêncio da mídia no caso da invasão da Escola do MST tem nome e sobrenome: Geraldo Alckmin.

O resto é história pra boi dormir.

POLÍTICA - Já vi e vivi isso antes.

O Estado autoritário dá mais um passo

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Os que podem falar, comecem a fazer isso antes que seja tarde. O Estado autoritário está se conformando entre nós diante de um grande silêncio. Ele começa a existir quando seus agentes deixam de submeter-se aos regramentos jurídicos do Estado Democrático na relação com indivíduos e com as organizações da sociedade, que podem ser empresas, sindicatos, movimentos sociais ou organizações corporativas. Já foram muitas as evidências de que estamos transitando para um Estado autoritário, de exceção, com agentes diversos violando garantias e ultrapassando as fronteiras do ordenamento legal democrático. A invasão da Escola Nacional Florestam Fernandes, do MST, foi mais uma exemplo desta escalada. Poucos têm se manifestado. Muitos podem se arrepender.

Se a intenção do aparelho policial paulista fosse apenas prender uma mulher que não estava na escola, teria dado meia volta ao constatar isso. E nem teriam ocorrido, simultaneamente, ações policiais contra o MST no Paraná e no Mato Grosso do Sul. A intenção foi deflagrar uma ofensiva criminalizadora contra o movimento social mais importante do pais, o mais conhecido e reconhecido mundialmente.

Na linha de tiro estão a CUT e os sindicatos. É esperar para ver. Na semana passada, houve uma reunião no QG do Exército para discutir com autoridades do Planalto e do Itamaraty as medidas de segurança para a realização da reunião de cúpula dos país da CPLP – Comunidade de Países de Lingua Portuguesa. A reunião no QG foi organizada pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, tido como da corrente mais direitista do Exército. Na apresentação das medidas de segurança para a reunião, o maior perigo apontado foram os “sindicalistas petistas”. Houve diplomata corado ao ouvir isso.

Por que os “sindicalistas petistas” representariam um perigo para governantes de países como Portugal, Angola, Moçambique, Guiné e outros? Poderiam sequestrar um dos visitantes? Jogar uma bomba no Itamaraty? Estava ali um discurso criminalizador, que em breve vai se traduzir em ações.

Criminalizar os movimentos sociais, reprimir os protestos, controlar a informação circulante, trocar a presunção da inocência, garantia constitucional, pela presunção da culpa, eis alguns mecanismos de ação do Estado autoritário. Todos eles têm se manifestado entre nós, seja através de ações de aparelhos do Governo Federal, dos governos estaduais ou da Lava Jato.

PETROBRAS - A venda de ativos, leia-se, a privatização da Petrobras.

E o Pedrinho fica mandando cartinhas para os funcionários.


Com Parente, Petrobras acelera na contramão



Autor: Rogério Lessa



No momento em que a Petrobras, sob administração de Pedro Parente, anuncia a venda de sua participação em usinas de álcool, as notícias dão conta de que este setor figura entre os mais estratégicos para as concorrentes.
“O etanol de cana somado ao produzido a partir do milho representa hoje 82% do mercado de biocombustíveis. Juntos, Brasil e Estados unidos dominam 90% desse mercado. É um equívoco total, revelando má fé ou absoluta falta de estratégia afastar a Petrobrás da produção de biocombustíveis”, critica o ex-deputado federal Ricardo Maranhão, que é conselheiro da AEPET.
“A Shell, por exemplo, abandonou investimentos em energia solar e eólica para apostar todas as fichas no etanol brasileiro”, comenta. Maranhão lembra que, em 2010, a multinacional anglo-holandesa se associou à brasileira Cosan numa joint venture de R$ 40 bilhões que deu origem à empresa Raizen (hoje a principal fabricante de etanol de cana-de-açúcar do Brasil e maior exportadora individual de açúcar de cana no mercado internacional) numa operação que mudou o mapa energético mundial.
“Na época, Peter Heijen, analista do setor petróleo em Amsterdã, Holanda (sede da Shell), disse se tratar de ‘um negócio fantástico, que faz todo sentido’, para a Shell, é claro”, completou o ex-deputado federal.
Já o presidente da Shell no Brasil, Vasco Dias, afirmou que o Brasil hoje “é o centro da estratégia de biocombustíveis” da empresa. Não é para menos. A agência americana de proteção ambiental classificou o etanol de cana brasileiro como combustível limpo, classificação que abre as portas desse produto aos 40 mil postos que a Shell detém no mundo inteiro, com receita de US$ 278 bilhões anuais. 
“Tanto que, para o dono da Cosan, Rubens Ometto, a associação com a Shell formou o dream team (time dos sonhos) do etanol”, completa Maranhão, lembrando que o etanol de cana-de-açúcar diminui em 61% as emissões de CO2 na atmosfera, enquanto o produzido a partir do milho reduz essas emissões em apenas 21%.
“Em 2015, quando por sinal o Próalcool completou 40 anos, o consumo mundial de etanol cresceu 37,5%, enquanto a demanda por gasolina regrediu 7,3% no mesmo período”, resumiu o ex-deputado federal, que também já presidiu a AEPET.

POLÍTICA - Os caras não estão nem aí! Como se chama isso?

O congresso dos juízes no resort baiano

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Encontre o erro nesta frase:

Uma empresa com extenso passivo judicial que inclui condenações por crimes ambientais, trabalhistas e fiscais patrocina um evento da Associação de Magistrados Brasileiros, AMB, que reúne cerca de 1200 juízes em um resort de Porto Seguro.

Nada?

A tal companhia, Veracel Celulose, fica ao sul da Bahia. Informa o Globo que ela tem uma vasta área de plantio de eucalipto, uma planta industrial para produção de celulose e um terminal marítimo.

A folha corrida é, de fato, um assombro.

Já foi condenada nas áreas ambiental, trabalhista e fiscal. Isso apenas na primeira instância. Na segunda, perdeu um processo por não pagar IPTU na cidade de Belmonte.

Um proprietário rural lavrou um boletim de ocorrência acusando a Veracel de ter enviado “pistoleiros” para ameaça-lo.

Em 2008, 15 anos após ter sido denunciada por crimes ambientais em três cidades baianas, a Veracel foi condenada a pagar uma multa de 20 milhões de reais e a reflorestar 47 mil hectares com vegetação nativa da mata atlântica.

O VI Encontro Nacional de Juízes Estaduais, no Arraial D’Ajuda Eco Resort, anunciou a presença da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia; de seu antecessor, Ricardo Lewandowski, que fez a abertura; e do juiz Sérgio Moro, que organizou um “talk show” com um colega italiano que atuou na Operação Mãos Limpas.

Carmen Lúcia acabou desistindo de última hora.

A AMB esclareceu, em nota, que tem “critérios rigorosos para a admissão de patrocínios aos seus eventos” e que “preza pela isenção e entende que não há nenhuma relação entre apoio financeiro ao evento e a independência da magistratura ao julgar empresas que estejam respondendo processos”.

A Veracel colocou 100 mil reais no congresso. É parte de sua campanha de 25 anos. Ela afirma que “tem relevância no PIB baiano”.

Ficamos combinados que o departamento de marketing da Veracel é o melhor do mundo. Os funcionários estarão em peso na palestra “Ética: desafio do pensamento e da ação na sociedade contemporânea”, dada pela mestre e doutora em Filosofia Márcia Tiburi, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Você precisa parar de se espantar com essas coisas. As instituições continuam funcionando.

PETROBRAS - Minha despedida da Empresa que vi nascer.

 Minha despedida.





Hoje, dia 4, estou encerrando mais um ciclo da minha vida, pois estou saindo no PIDV.

Foram quase cinco anos convivendo com vocês e, este convívio foi para mim, a maior lembrança que levo da minha passagem pela Petrobras.

Poucos sabem, mais vi nossa Empresa nascer, pois quando tinha 13 anos acompanhava meu avô paterno nas suas idas ao Clube Militar, na

Cinelândia, onde militares nacionalistas, discutiam a criação da Petrobras.

Meu avô, era um deles, (será que ainda existem militares nacionalistas? Tenho procurado por um deles).

Estávamos em plena campanha do "Petróleo é Nosso", campanha essa que teve nos estudantes, representados pela UNE, um fator aglutinador da

sociedade civil.

Por isso, minha indignação na conjuntura atual, ao assistir as mesmas forças reacionárias  e antinacionais que no passado, no início da década de

50, lutaram contra criação da Petrobras, tentarem agora, ao retornarem  ao poder,  privatizar a nossa Empresa, que não é uma Empresa qualquer, e

sim, uma das maiores do mundo na área de energia. Tem um peso considerável no PIB do nosso país, por ser uma indutora de investimentos na

área de produtos e serviços, e que marca presença nos mais distantes rincões do nosso país continental.

É uma empresa símbolo e ícone do povo brasileiro.

Agora que estou saindo, espero que todos aqueles que seguem na Empresa, se informem, não apenas lendo as cartinhas do Pedro, e sim na mídia
alternativa, que tem bastante informações sobre o que está por trás dessa campanha de que a Empresa "está quebrada", e que a venda de ativos é a
única solução possível para enfrentar os problemas por que está passando.

Que defendam a Petrobras, pois defendendo-a, estarão defendo seus empregos. Da minha parte, continuarei em sua defesa, agora mais do que

nunca, aproveitando para publicar no meu blog, aquilo que não sai no O Globo ou no JN, que muitas vezes defendem interesses que não são os da
maioria da população brasileira.

Para encerrar, desejo mais uma vez expressar minha satisfação por ter tido a oportunidade de trabalhar junto a um grupo tão agradável, de um nível

profissional e pessoal tão bom,  que somente dignifica a quem a ele pertence.

Neste momento de despedida, em que ultrapasso mais uma etapa da minha vida, acredito que não há lugar para tristeza e sim de alegria.

Tenho que estar alegre pela certeza do dever cumprido;

Alegre pela oportunidade que tive de compartilhar com vocês, no dia a dia, os bons e maus momentos da nossa existência profissional e pessoal;

Alegre pela amizades conquistadas nesses anos, numa sociedade tão egoísta e competitiva (não fosse vivermos num sistema capitalistas que

estimula a isso), na qual vivemos.

Enfim, a todos muito obrigado e sucesso e, como diz a letra de uma música cantada pela Gal Costa,

"Até um dia, até talvez, até quem sabe...."

Dória

PETROBRAS - A marca com a cara do Brasil.

Com a venda da BR, essa marca passará para o novo comprador. Isso é que o pupilo do FHC, o tal do Pedrinho vai propiciar.

Petrobras é eleita a marca com a cara do Brasil

Data: 03/11/2016
Fonte: Folha de São Paulo Autor: Rogério Lessa
Apesar do verdadeiro massacre midiático, que difundiu a falsa ideia de que a maior empresa do Brasil estaria falida, e de dirigentes que não representam a tradição e a competência do corpo técnico da Companhia, pesquisa do DataFolha mostra que a Petrobras ainda é a empresa "com a cara do Brasil".

O brasileiro "driblou" os "formadores de opinião" de plantão, soube reconhecer características como a resiliência e se lembrou que a empresa é a patrocinadora de muita coisa boa no País, a começar pelos atletas olímpicos que garantiram medalhas para o Brasil, inclusive em 2016.

No entanto, segundo os pesquisadores, outro importante pilar para a construção da boa imagem da Companhia é a BR Distribuidora, cujo processo de venda, uma das prioridades da gestão de Pedro Parente, foi iniciado no último dia 3 de outrubro. A pesquisa é mais uma prova de que a BR é estratégica e jamais poderia ser entregue a interesses privados.

"Para os consumidores, seus postos chegam aonde ninguém chega. Isso protege a marca", diz a matéria.

Leia a seguir a íntegra do texto:



Petrobras é eleita a marca com a cara do Brasil


O que há de comum entre os medalhistas olímpicos Isaquias Queiroz (canoagem), Serginho (vôlei), Rafaela Silva (judô) e Robson Conceição (boxe)? Os quatro foram neste ano a cara da Petrobras, que foi escolhida a cara do Brasil por 13% dos entrevistados pelo Datafolha.
Arte Folha
Top of Mind 2016 - marca do brasil
Pela primeira vez a categoria figura na Folha Top of Mind. A petroleira se destacou entre os homens (18%), mais escolarizados (20%) e mais ricos (34%). Também foi mais citada no Sudeste (17%).
E o que é, afinal, a cara do Brasil?
"É resiliência. Um país de pessoas que caem, mas levantam", afirma Daniella Bianchi, diretora-executiva da Interbrand. Para 13% dos entrevistados pelo Datafolha, Petrobras é a marca com a cara do Brasil.
Pela primeira vez a categoria figura na Folha Top of Mind. A petroleira se destacou entre os homens (18%), mais escolarizados (20%) e mais ricos (34%). Também foi mais citada no Sudeste (17%).
Bianchi e a Interbrand fizeram, em 2014, um estudo sobre atributos do país que extrapolassem clichês e definissem a imagem brasileira para além do turismo. "Vivemos um momento conturbado, mas nosso olhar tende a ser mais otimista. Essa capacidade de reconstrução é muito definidora do nosso país."
A entrevista à Folha foi dada sem que a publicitária soubesse qual é a marca mais identificada com o Brasil, mas suas definições se aplicam facilmente à Petrobras.
Nenhuma outra empresa viu sua capacidade de reconstrução tão posta em xeque quanto a estatal nos últimos anos. É dela a maior receita líquida anual do país, R$ 321,638 bilhões em 2015, o dobro da segunda colocada e o equivalente ao PIB de Cuba. Já a dívida beira R$ 500 bilhões. Fechou 2015 com prejuízo de R$ 35 bilhões. Além disso, tem seu nome envolvido na Lava Jato. Tanta crise na companhia e na economia não afetam a marca?
"A experiência positiva do consumidor é mais importante", diz Eduardo Tomiya, diretor-executivo para a América Latina da Kantar Vermeer. Sem conhecer o resultado, ele usou justamente a Petrobras como exemplo. "A imagem dela junto aos formadores de opinião está ruim, mas, para os consumidores, seus postos chegam aonde ninguém chega. Isso protege a marca."
Para o presidente da Petrobras, Pedro Parente, o brasileiro tem ligação de orgulho e reconhecimento com a estatal por seu sucesso e sua capacidade de vencer desafios. "É uma empresa que se supera e que vai se superar novamente. Tem alcançado resultados extraordinários e é conhecida mundialmente por sua tecnologia do pré-sal."
Tomiya aponta que, no caso do Brasil, embora a percepção de desorganização prejudique negócios, sobressai a imagem de diversão e diversidade. "Eficiência, capacidade de fazer mais com menos" são outros atributos associados ao país, segundo o estudo de Bianchi.
Outros foram a versatilidade, a criatividade, a capacidade de improvisar e de "chamar para o jogo, fazer acontecer". Justamente características destacadas pelo Brasil na "Olimpíada da gambiarra" -termo cunhado pelos idealizadores da cerimônia de abertura, que se tornou o símbolo da organização do evento, com improviso e "jeitinho"-, em que a Petrobras colocou seus atletas no pódio e sua marca no imaginário dos brasileiros.
"Nosso trabalho se concentrou na divulgação do Time Petrobras na Olimpíada e na Paraolimpíada", afirma Letícia Machado, diretora da Heads Propaganda, uma das agências que têm a conta da estatal.
Medalhistas olímpicos patrocinados tiveram o maior número de inserções comerciais no período da competição, ajudando a difundir a marca apesar da redução em seu investimento publicitário. Sétima maior anunciante em 2014 e 2015, ela sumiu do ranking das 30 empresas que mais investem no primeiro semestre deste ano, segundo a Kantar Ibope Media.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Altamiro Borges: Bispo Crivella vai peitar a Rede Globo?

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

POLÍTICA - Apoiadores vão monitorar ações contra Lula.


POLÍTICA - Xico Sá e o Serra.



POLÍTICA - "Eu não vou desistir".


Lula aos estudantes: “eu não vou desistir”


Para surpresa e possível decepção dos que já o davam por morto depois da derrota do PT nas eleições e dos que o recriminaram por não ter votado no segundo turno, Lula reapareceu, hoje de manhã, lépido e fagueiro, falando aos estudantes reunidos no campus da Lagoa do Sino, em Buri, estado de São Paulo, da Universidade Federal de São Carlos, ao lado do escritor Raduan Nassar que doou o terreno do campus e do vereador eleito de São Paulo Eduardo Suplicy, com o bom humor de sempre.
   Lula não estava nem um pouco abatido e não demonstrou pessimismo, tristeza ou rancor.
   Ao contrário, falou como quem tinha acabado de ganhar as eleições:
   “O Brasil fez sua primeira universidade em 1922, 422 anos depois da descoberta. E por que? Por que a universidade do Brasil é a última da América do Sul? Porque a elite brasileira nunca se importou com a educação do povo brasileiro. Mandavam seus filhos estudar na França, em Portugal, Espanha, nos Estados Unidos, Inglaterra, em qualquer lugar e o filho do pobre nasceu pra trabalhar cortando cana de açúcar ou trabalhar de pedreiro. É essa a cabeça da elite brasileira. A mesma elite que deu o golpe. A mesma elite que rasgou a constituição para fazer o impeachment, a mesma elite que quer criminalizar a esquerda desse país, inventando mentiras vinte e quatro horas por dia, através dos meios de comunicação”.
   Coro de estudantes interrompeu para recitar um grito de guerra: “a verdade é dura/ a Rede Globo apoiou a ditadura”.
   Lula aproveitou a deixa:
   “Só este ano o Jornal Nacional já produziu mais de 12 horas falando contra o Lula, achando que o fato de falar mal do Lula vai acabar com o Lula”.
   Estudantes, em uníssono, responderam: “não vai”.
   Nenhum golpista foi citado nominalmente. Lula referiu-se ao grupo:
   “Eu tenho brincado com eles: vocês querem consertar o país? Querem? Vamos conversar e consultar o povo brasileiro pra ver o que o povo quer”.
   Antes e depois do golpe, são dois Brasis:
   “Esse era o país mais otimista do mundo, era um país alegre; de repente, ficou mal humorado. Não gostam de vermelho... não gostam disso... não gostam daquilo”.
   Lula falou do golpe sem levantar o tom, mas levantou várias hipóteses:
   “Reflitam porque aconteceu esse golpe no Brasil, sem nenhuma razão de ser. Será que foi por causa do maior descoberta de petróleo do século 21? Será que foi porque nós destinamos 75% dos royalties para resolver os problemas da educação, recuperar o tempo perdido? Será que foi porque o Brasil virou um protagonista internacional, por ter criado um BRICS, por ter criado um banco fora do FMI”?
   “Não desistam. Se eu que completei 71 anos este ano, no dia 26 de outubro, não quero desistir, o jovem não tem razão para desanimar. Toda vez que vocês estiverem desanimados, toda vez que vocês assistirem o Jornal Nacional e ficarem desanimados vocês tem que se lembrar que o político que vai dirigir esse país não é o Lula, não é o Raduan; são vocês. Assumam a responsabilidade”.
   E ainda aconselhou a tratar com civilidade os oponentes:
   “Essas pessoas que brigam com vocês não são inimigos, vocês têm que ter consciência que é preciso politizá-los, é preciso fazer debate, é preciso fazer debate sobre economia, sobre política, para eles aprenderem como é que eles estão equivocados”.
   Não falou em Temer, Moro ou Lava Jato.
   Não acho que o resultado péssimo do PT afete Lula, tanto é que a mais recente pesquisa presidencial de 2018, realizada dias antes do segundo turno, e da confirmação do naufrágiio petista, apontava Lula em primeiro lugar.
   Os brasileiros compraram a versão de que o PT levou o país à ruína – tudo indica - e resolveram demonizá-lo, votando não exatamente em seu candidato favorito, mas naquele que consideravam o mais qualificado para derrotar o Partido dos Trabalhadores, mas não acreditam nas acusações a Lula, pois ainda confiam nele.
   E a recíproca é verdadeira.

POLÍTICA - Lula: quem não gosta de política será governado pela elite.



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