domingo, 29 de maio de 2022

"Codepox", o código do lucro como estratégia desvairada.

 


José do Vale: Codepox, o código do lucro como estratégia desvairada
Fotos: Fundação Bill Gates e reprodução
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José do Vale: Codepox, o código do lucro como estratégia desvairada


28/05/2022 - 19h52

CODEPOX – O CÓDIGO DO LUCRO COMO ESTRATÉGIA

Por José do Vale Pinheiro Feitosa*, especial para o Viomundo

Seguramente o ocidente vive um epifenômeno do que em inglês se denomina vesícula (Pox).

De repente, Bill Gates tem mais normas para a segurança de saúde da humanidade do que a própria Organização Mundial de Saúde (OMS).

Muita gente ficou chocada o quanto a OMS passou a ser encarada por vários analistas como sendo mera fomentadora de mercados de produtos farmacêuticos e imunobiológicos.

Bill Gates, aliás, andou anunciando o problema da varíola como a “próxima peste“.

E, de repente, a varíola dos macacos que era endêmica na África — em Benim, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Gana (identificada apenas em animais), Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, República do Congo, Serra Leoa e Sudão do Sul –, apareceu em países fora dessa região.

Até 21 de maio, segundo a OMS, foram relatados 92 casos nos seguintes países: Austrália, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido, Estados Unidos e, agora, na Argentina.

A chamada varíola dos macacos era até então considerada uma zoonose.

Ou seja, uma doença que circula entre animais (por sinal, a verdadeira fonte deste vírus são os roedores) e humanos.

Porém, agora, como diz a OMS: “A identificação de casos confirmados e suspeitos de macacopox (monkeypox, em inglês) sem ligações diretas de viagem a uma área endêmica representa um evento altamente incomum”.

Quer dizer, fora da região africana, há uma transmissão pessoa a pessoa com as seguintes características, segundo a OMS:

“Casos têm sido identificados principalmente, mas não exclusivamente entre homens que fazem sexo com homens em busca de cuidados na atenção primária e nos postos de saúde sexual. No entanto, a extensão da transmissão local não está clara nesta fase, uma vez que a vigilância foi limitada. Há alta probabilidade de identificação de outros casos com cadeias de transmissão não identificadas, inclusive em outros grupos populacionais. Com vários países em várias regiões da OMS relatando casos de macacopox, é altamente provável que outros países identifiquem casos”.

Desde que os estudos do DNA e do RNA passaram a considerar o papel dessas moléculas como códigos capazes de ação num substrato celular, entramos em sintonia com outra ação de inovação e controle, também com base em códigos como acontece no vasto campo da telecomunicação e da computação.

Poucos sabem que sanitaristas brasileiros, entre os quais Claudio Amaral e Eduardo Costa, estiveram ativamente no final da erradicação da varíola no Brasil, Índia e Etiópia.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tinha a guarda de amostra do vírus selvagem. Mas, destruiu-a por orientação da OMS, após a erradicação da varíola no Brasil.

Os Estados Unidos e a ex-União Soviética não o fizeram. É possível que a Inglaterra também tenha cópia dele.

O vírus usado na vacina é uma variante da varíola bovina, fato este que deu origem ao termo vacina (de vaca).

EUA, a ex-União Soviética e talvez a Inglaterra guardaram as amostras como potencial arma biológica.

Por sinal, uma das grandes questões suscitadas na guerra Rússia x Ucrânia. Inúmeros laboratórios, sob a guarda do governo americano, foram descobertos na Ucrânia com pesquisa maléfica para populações, em especial aquelas da região da Rússia.

O capitalismo é uma dinâmica adjacente ao processo humano de conquistar tempo e espaço, fazendo história sobre a realidade material objetiva da natureza planetária e do seu espaço imediato.

Tal dinâmica é o lucro. Precisa que todo processo seja alimentado pelo lucro, mesmo que de modo artificial (guerras, desastres induzidos, indução de consumo, falsas bandeiras etc.).

O ministro da Saúde no governo João Goulart, meu saudoso amigo Wilson Fadul (aquele que conduziu a 3ª Conferência Nacional de Saúde que fundamenta o SUS), dizia que duas ações moviam o capitalismo americano e a exploração social: o complexo industrial militar e complexo industrial da saúde.

Seriam uma espécie de frente avançada dos interesses do capitalismo em suas formas evolutivas, sempre gerando necessidades e lucros.

Muitos anos depois, essa frente continua operando, sem uma força contrária para barrar o que se mostra como uma crise destrutiva dos próprios avanços históricos.

A situação atual é muito mais crítica porque a concentração de renda não tem relação nenhuma com o consumo de quem detém esta renda, mesmo que viva no maior luxo possível.

A concentração de renda é a concentração de poder. É maior do que o poder dos imperadores e ditadores.

Personagens como Elon Musk e Bill Gates têm concentração de poderes e decidem o futuro de toda a humanidade. Só que numa corrida desvairada pelo lucro e não pela vida e a necessidade de liberdade.

De qualquer modo, a história e suas contradições continuam donas do movimento da humanidade.

Em momentos de conflito, como o atual entre Rússia e Ucrânia, é possível que um quadro do Estado possa ir além dos meros interesses comerciais.

Eis o que diz, numa entrevista, Nikolai Patrushev, conselheiro da Rússia:

“Alguns especialistas expressam uma opinião sobre a natureza provocada pelo homem na infecção pelo coronavírus, acreditando que poderia ter sido criada nos laboratórios do Pentágono com a ajuda de várias das maiores empresas farmacêuticas transnacionais”.

Patrushev continua:

“Os fundos Clinton, Rockefeller, Soros e Biden estavam envolvidos neste trabalho sob garantias estatais. Em vez de preocupação com a saúde humana, Washington gasta bilhões pesquisando novos patógenos. Além disso, a medicina ocidental está praticando cada vez mais a engenharia genética, métodos de biologia sintética, borrando assim a linha entre artificial e natural”.

Registrando minhas preocupações:

a) há que se observar atentamente, do ponto de vista da vigilância epidemiológica, o comportamento deste vírus;

b) tudo leva a crer que em caso (improvável) de surto por transmissão interpessoal é possível que se use a velha vacina antivariólica (mas já tem uma nova sendo vendida aos milhões e inclusive com medicamentos);

c) todos os povos necessitam de uma governança global de saúde, com capacidade de superar o controle de poder de grandes corporações (e dos “benfeitores e conselheiros” biolionários).

*José do Vale Pinheiro Feitosa é médico sanitarista

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