Por que a surpresa com a abstenção de Paulo Nogueira?
"A implementação (do programa de reformas da Grécia) tem sido insatisfatória em quase todas as áreas; as suposições de sustentabilidade de crescimento e dívida continuam a ser otimistas demais", afirmou Paulo Nogueira, criticando a decisão da diretoria executiva do FMI de liberar US$ 1,7 bi para a Grécia.
O diretor brasileiro do FMI disse apenas o que todo mundo sabe: o programa de austeridade UE-BCE-FMI é um fracasso. Não produz resultado, só desemprego e depressão econômica, dissenção política e desagregação social.
Paulo Nogueira, aliás, foi educado. Falou em discórdia política e disse que o FMI estava com uma avaliação exageradamente otimista sobre a Grécia, e que o Fundo está avaliando uma moratória ou um atraso no pagamento das dívidas gregas.
O fato é que em toda a Europa, não apenas na Grécia, os programas de austeridade não contam com apoio público. Isso, na prática, os inviabilizará mais cedo ou mais tarde, como bem apontou o diretor brasileiro que honra nosso país e nosso governo, ainda que falando e votando em nome próprio, como fez questão de destacar.
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