sábado, 18 de dezembro de 2021

CARTA CAPITAL - Newsletter

 CartaCapital <newsletter@cartacapital.com.br>

Sáb, 18/12/2021 09:17
  •  Você
Visualizar como página web
O
18 DE DEZEMBRO DE 2021

Amigo leitor,

As pesquisas divulgadas nesta semana revelam o que faz de Lula o favorito na eleição do ano que vem.

A seu favor, o ex-presidente tem a trágica condução, por Bolsonaro e Guedes, de uma política econômica que legou aos mais pobres desemprego, inflação e fome.

Como resumiria James Carville, o economista e marqueteiro de Bill Clinton, "é a economia, estúpido" que definirá o próximo presidente do Brasil.

O que valeu para os EUA em 1992, no Brasil de hoje ganha ares de nostalgia. É a economia, de fato. Mas é também a memória dos brasileiros que explica o sucesso da candidatura petista.

É o que diz a CartaCapital o centista político Bruno Carazza. "A lembrança da prosperidade dos anos do governo Lula explica seus altos índices de intenção de votos atuais". 

Boa leitura.

Por que Lula

Ex-presidente tem a seu favor a trágica condução da política econômica pelo atual governo, além da memória dos brasileiros

 (FOTO: Tomas CUESTA / AFP)

Líder em todas as pesquisas desde que recuperou os direitos políticos, o ex-presidente Lula confirma o seu favoritismo na eleição de 2022 quando avança sobre o eleitorado mais pobre.

De acordo com a pesquisa Datafolha, a candidatura do petista fez o seu partido voltar a ter o melhor desempenho eleitoral entre a população com menor renda no Brasil.

Ao todo, o ex-presidente garante 56% das intenções de voto nesse segmento. O volume é levemente maior do que em 2006, quando alcançou, na véspera do primeiro turno, 55% de apoio de quem ganha até 2 salários mínimos.

Para efeitos de comparação, quando Fernando Haddad (PT) concorreu ao cargo em 2018, o PT tinha apenas 29% do eleitorado mais pobre a seu favor.

Por outro lado, o presidente Jair Bolsonaro  amarga apenas 16% das intenções de voto entre os mais vulneráveis. Essa fatia da população, que concentra metade dos eleitores brasileiros, rejeita o atual presidente por atribuir a ele a maior parcela de culpa pela crise econômica brasileira.

"Em um cenário de crise econômica prolongada, como a que vivemos, a lembrança da prosperidade dos anos do governo Lula, principalmente para os segmentos da população que mais sofrem com a inflação e o desemprego, explica seus altos índices de intenção de votos atuais", afirma o cientista político Bruno Carazza em conversa com CartaCapital.

O levantamento da CNT/MDA expõe ainda mais o calvário bolsonarista e da terceira via. Carazza detalha em cinco pontos:

1) 63,7% dos entrevistados avaliam que seu poder de compra diminuiu no governo Bolsonaro;

2) Entre os vilões da inflação nos últimos meses, os maiores impactos foram alimentação, combustível, energia elétrica e moradia;

3) Devido à inflação, 76,2% afirmam que tiveram que reduzir as compras de alimentos nos últimos meses. No caso da carne (maior evidência de bem-estar alimentar), 36,5% dos pesquisados afirmam que reduziram muito seu consumo e outros 35,4% diminuíram as compras em geral.

4) 58,9% dos entrevistados consideram que a época em que seu poder de compra foi maior aconteceu no governo Lula;

5) Essa situação se complica ainda mais para Bolsonaro e os candidatos de terceira via quando vemos que 57,3% dos entrevistados dizem que já tomaram a decisão sobre o voto no ano que vem;

A pesquisa completa pode ser vista aqui.

Além do Datafolha e da CNT/MDA, outras pesquisas divulgadas foram a Ipec, que põe Lula próximo à vitória no primeiro turno, e a Modalmais.

O favoritismo, no entanto, não significa eleição ganha.  "À medida em que a campanha esquentar, Lula será cada vez mais questionado em duas frentes: I) os escândalos de corrupção em seu governo, como mensalão e o petrolão e II) a herança de recessão provocada por políticas econômicas concebidas em seu governo e aprofundadas por Dilma", alerta o cientista político que aponta os benefícios de uma possível aliança do petista com o ex-governador Geraldo Alckmin.

"Serviria não apenas como um movimento ao centro e uma sinalização para o eleitorado mais conservador, mas seria também um ativo importante para a construção de pontes para a formação de uma sólida base no Congresso, caso Lula seja eleito", avalia.

DATAFOLHA

70% dizem que Alckmin como vice não muda chance de votar em Lula‘

16% disseram que a associação com Alckmin aumentaria a possibilidade de voto em Lula

→ LEIA NO SITE

ENTREVISTA

Com Alckmin vice, Lula pode vencer ainda em 1º turno, avalia cientista político

Christian Lynch destaca que candidatura de Moro pode contribuir para vitória antecipada do petista

→ LEIA NO SITE

Nenhum comentário: