quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Eles deviam ter combinado com os russos, como dizia Mané Garrincha.

 Jair de Souza: Corte grosseiro de cientista político desmascara ao vivo o falso jornalismo isento da Globo

VOCÊ ESCREVE

Jair de Souza: Corte grosseiro de cientista político desmascara ao vivo o falso jornalismo isento da Globo


16/12/2021 - 11h23

Por Jair de Souza*

A Globo passou os últimos 15 anos triturando a imagem de Lula. O tempo todo era preciso apresentar Lula, sua família, seu governo, seus amigos, tudo, como o que de pior pode existir na face da terra.

Mas, desta vez, a jornalista Monica Waldvogel, da Globo News, se esqueceu de combinar a pauta com um dos entrevistados, o cientista político Fernando Abrucio.

Assim, quando lhe perguntaram as razões pelas quais o povo estava optando por Lula nas pesquisas eleitorais, o homem começou a dizer que as pessoas das classes D e E têm lembranças do que foi o governo Lula.

Elas já não querem mais discutir se Lula é ou não do PT. Elas se recordam dos filhos indo à faculdade, de que estavam empregadas e tinham estabilidade, etc. Ou seja, todas essas coisas que estavam acabando depois do golpe de 2016.

Aí, foi preciso fazer funcionar o ponto eletrônico no ouvido do apresentador do programa e mandar que ele imediatamente inventasse um motivo para interromper a explicação. E a coisa foi tão grosseira que nem ele mesmo sabia qual era o motivo que deveria alegar para a interrupção.

Logicamente, todo mundo sabe, inclusive o apresentador do programa, que o que não estava sendo tolerado era que o entrevistado não se ativesse à linha de conduta que a Globo espera sobre Lula por parte de seus convidados.

Ou seja, dá para notar claramente que o entrevistado estava falando verdades que não estavam agradando aos que o tinham convidado ao programa.

Como dizia o saudoso Mané Garrincha: Eles deviam ter combinado antes com os russos.

*Jair de Souza é economista formado pela UFRJ; mestre em linguística também pela UFRJ

Nenhum comentário: