
Jair de Souza: Corte grosseiro de cientista político desmascara ao vivo o falso jornalismo isento da Globo
Por Jair de Souza*
A Globo passou os últimos 15 anos triturando a imagem de Lula. O tempo todo era preciso apresentar Lula, sua família, seu governo, seus amigos, tudo, como o que de pior pode existir na face da terra.
Mas, desta vez, a jornalista Monica Waldvogel, da Globo News, se esqueceu de combinar a pauta com um dos entrevistados, o cientista político Fernando Abrucio.
Assim, quando lhe perguntaram as razões pelas quais o povo estava optando por Lula nas pesquisas eleitorais, o homem começou a dizer que as pessoas das classes D e E têm lembranças do que foi o governo Lula.
Elas já não querem mais discutir se Lula é ou não do PT. Elas se recordam dos filhos indo à faculdade, de que estavam empregadas e tinham estabilidade, etc. Ou seja, todas essas coisas que estavam acabando depois do golpe de 2016.
Aí, foi preciso fazer funcionar o ponto eletrônico no ouvido do apresentador do programa e mandar que ele imediatamente inventasse um motivo para interromper a explicação. E a coisa foi tão grosseira que nem ele mesmo sabia qual era o motivo que deveria alegar para a interrupção.
Logicamente, todo mundo sabe, inclusive o apresentador do programa, que o que não estava sendo tolerado era que o entrevistado não se ativesse à linha de conduta que a Globo espera sobre Lula por parte de seus convidados.
Ou seja, dá para notar claramente que o entrevistado estava falando verdades que não estavam agradando aos que o tinham convidado ao programa.
Como dizia o saudoso Mané Garrincha: Eles deviam ter combinado antes com os russos.
*Jair de Souza é economista formado pela UFRJ; mestre em linguística também pela UFRJ
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