Pior chanceler do mundo diz na BBC que OMS participa de complô marxista e é ridicularizado
17/12/2021
O ex-ministro Ernesto Araújo em entrevista ao programa HardTalk, da BBC, em imagem reprodução | O jornalista inglês Stephen Sackur | Ao fundo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom | À esquerda, a imagem de Karl Marx | Sobreposição de imagens
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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
Ernesto Araújo foi interrompido por jornalista que afirmou não saber que Karl Marx “participou da fundação da Organização Mundial de Saúde Era isso mesmo o que você queria dizer?“, perguntou o britânico Stephen Sackur
O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que já foi classificado como o pior chanceler do mundo pelo professor da Brown University, André Pagliarini, “passou maus momentos nesta quinta-feira [1/12]”, como escreveu o colunista do jornal O Globo, Bernardo Mello Franco.
Em entrevista ao HardTalk, um dos programas mais conhecidos da BBC News, o ex-diplomata disse que a OMS (Organização Mundial da Saúde), que atua hoje sob a direção-geral de Tedros Adhanom, participa de um complô marxista.
Depois da afirmação, ele foi ridicularizado pelo jornalista britânico Stephen Sackur, que já na apresentação detonou o ex-ministro de Bolsonaro acusando-o de ser cúmplice da gestão “desastrosa” da pandemia no Brasil.
Mello Franco escreveu em sua matéria que Araújo passou “26 minutos tentando se defender, sem muito sucesso e foi ridicularizado ao repetir teorias conspiratórias sobre o coronavírus, a globalização e a China“.
O pior chanceler do mundo insistiu que a OMS faria parte deste complô, com o filósofo, sociólogo, historiador, economista, jornalista e revolucionário socialista alemão, que viveu entre 1818 a 1833.
Araújo, depois, acabou sendo interrompido pelo comentário ácido de Sackur: “Até onde eu saiba, Karl Marx não participou da fundação da OMS. Era isso mesmo o que você queria dizer?“
A matéria no Globo ainda mostra que o apresentador perguntou, ironicamente, se o apoio incondicional a Donald Trump foi uma estratégia “sábia” ou “inteligente“, além de lembrar que a atitude comprometeu as relações do Brasil com os EUA após a posse de Joe Biden.
Sackur citou ainda as acusações da CPI da Covid e, depois, perguntou se o ex-ministro estava preparado para responder por seus atos na Justiça. Ernesto disse que a CPI era uma “farsa” e tentou mudar de assunto.
Mello Franco lembra que o ex-chanceler foi demitido em março e encostado em Hartford (EUA).
Araújo disse também que sente “muito orgulho” da participação no governo Bolsonaro, mas demonstrou certa mágoa ao dizer que teria sido demitido por pressão do “sistema corrupto”, que segundo ele “está mais forte do que antes da pandemia, e isso tem a ver com a mudança na política externa“.
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