Espaço Literário Marcel Proust. <crussoj@uol.com.br>
Em 1974, a União Soviética cassou a cidadania de Alexander Soljenitsin e expulsou para a Alemanha seu Nobel de Literatura!
Como Tolstói em seus anos mais avançados, e, sem dívida Dostoievski, Soljenítsin foi um perscrutador, um explorador das fraquezas humanas e um incômodo para sua Pátria e para todo o mundo.Tolstoi, na Rússia czarista, se incluía orgulhosamente entre os anarquistas cristãos, desafiador da ortodoxia e do poder absolutista, sem que se atrevessem a puni-lo.A própria literatura de Dostoievsky está carregada de imagens cristãs e, no entanto, nem sempre foi assim. Quando ele entrou nos campos de trabalho, ele poderia ser melhor descrito como um radical socialista ateu. Na data de sua libertação, ele tinha essencialmente abraçado a Ortodoxia Russa.Paralelamente, a literatura de Solzhenitsyn é igualmente cheia de imagens cristãs. Era marxista-leninista quando foi preso; de volta à vida, Solzhenitsyn voltou aos caminhos da ortodoxia cristã russa até sua morte.“O planeta gulag, a ubiquidade da tortura e do homicídio em nossa existência pública, é apenas a manifestação mais extrema, mais despudorada de uma desumanidade que perpassa tudo”.Aqui a grande divergência dele com Tolstoi. Nos primeiros anos do século XX, o homem de Polyana acreditava que o arame farpado poderia ser descosido. Já para Soljenítsin, o arame farpado é o toque do desespero humano!Convidamos à leitura de nosso ensaio em: https://www.proust.com.br/post/soljen%C3%ADtsin-o-esp%C3%ADrito-eslavo-no-s%C3%A9culo-xx-herdeiro-de-tolstoi-e-dostoievski Carlos Russo Jr.Espaço Literário Marcel Proust.
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